Devemos ser amigos dos nossos filhos?

30.1.18


Gente boa,quando estiveres a ler este texto, estarei com a minha filha mais velha a participar nas XI jornadas da Infância da C.A.S.A Bernardo Manuel Silveira Estrela. De vez em quando a vida encarrega-se de nos criar possibilidades para estarmos juntas só as duas. Saímos a ganhar - é uma espécie de dia do filho único esticado. E estas oportunidades são excelentes momentos para nos conhecermos melhor. Mesmo atenta e mesmo presente, a verdade é que há tanto que nos escapa. 

Quando chegámos à Ribeira Grande, onde está a acontecer este evento, ficámos a saber que hoje é o Dia das Amigas (escrevo-te de véspera). Ao que parece, nos 4 fins-de-semana que antecedem o Carnaval, celebra-se o Dia dos Amigos, a seguir o das Amigas e depois o dos Compadres e Comadres. E isso fez-me pensar numa questão que me colocaram há uns tempos - será que devemos ser amigos dos nossos filhos? E depois como é que os corrigimos e como é que nos fazemos respeitar? Acredito que a geração atual de pais (e estou convencida que muitas outras gerações também, felizmente) desejam ter uma relação de afectos com os filhos. Eu não sei o que entendes por amizade mas se entendes partilha de valores e de paixões então penso que podemos ser amigos dos nossos filhos. Já levei a minha filhla a concertos de grupos que gosto, já viajei sozinha com ela. Foi ela quem me ensinou a esquiar e frequentemente ajuda-me a perceber melhor o lado do outro. Em relação ao corrigir, podemos (devemos) corrigir porque isso faz parte da missão parental. E respeito é um valor fundamental em TODAS as relações, que se vai construíndo. Sabes, acredito que desenvolvemos vários tipos de amizade com propósitos diferentes. Há amigos a quem confidenciamos umas coisas, outros são companheiros de diversão e há aquelas pessoas com quem gostamos de estar de vez em quando mas a quem, possivelmente, não chamamos amigos. E podemos ser pais que desenvolvem uma relação de afectos com os filhos que, à medida que vai crescendo vai passando por etapas diferentes e de maturação. E eu adoro passar tempo com os meus porque me fazem descobrir coisas novas sobre mim. Se isto não é uma das coisas que caracteriza a amizade, então é o quê?


2 comentários:

  1. Ando em desafios interiores a tentar perceber, aos 31 anos, que relação é esta de amizade que temos, de desapego ou afeto... um quanto baste difícil de encontrar e de serenar este coração.
    Obrigada por esta reflexão.

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