Dad's the boss

19.10.13

E quantos pais lêem este blogue?

Dá um olá :)

Oporto Kids Market

19.10.13




Hoje todos os caminhos vão dar ao Oporto Kids Market.

E no Oporto Kids Market vais ter a oportunidade de ganhar uma conta premium da Limetree.

O que é a Limetree? Não sabes? Clica aqui e lê o post que fiz sobre eles.


A saber:


Prémio – Uma conta Limetree Premium 3 anos + uma sessão fotográfica (Ricardo Silva Fotografia)

Características da sessão fotográfica – A sessão fotográfica terá de ser realizada até ao dia 31 de Março de 2014 e as fotos serão disponibilizadas dentro da Limetree

Condições de Participação

1º Tirar uma foto no stand da Limetree
2º Publicar a foto na pagina do Facebook da Limetree até ao dia 23 de Outubro de 2013 (Pode concorrer apenas com uma fotografia), com a frase “Eu fui ao stand da Limetree no Oporto Kids Market!” 

3º A escolha do vencedor será feita, aleatoriamente, através do random.org e o resultado divulgado no dia 24 de Outubro de 2013

What are you waiting for?

Porque ri...

18.10.13
... a vaca que ri?

Recebi cá em casa os famosos queijinhos A vaca que ri. O desafio era criar uma receita para usar este queijinho.

Ora, quem me conhece sabe que eu gosto de coisas práticas. Vi uma série de fotos giras e receitas espectaculares e fiquei a olhar e a dizer: quem me dera fazer coisas giras e bonitas.

Mas como não sei e tantas vezes chego a casa e reparo que não há nada para jantar, tratei de encontrar uma receita que fosse prática o suficiente e que garantisse que eu teria sempre os ingredientes.



Chama-se ela sopa de courgette e la vache qui rit
.
Aqui a vaca é chamada de vache. E porquê? Porque quem me deu a receita foi a minha sogra, que é francesa e que diz que fazia esta receita para os filhos, quando eles eram mais pequenos. Aproveitei o facto de ela cá estar uns dias e pedi ajuda.

Então é assim:

1 courgette grande
1 batata média
1 dente de alho
1 ou 2 triângulos A Vaca que ri - (nós colocámos tudo).

Juntar todos os ingredientes e triturar. Juntar A Vaca que Ri e triturar.

Servir em 48h. Liga muito bem coentros frescos e picados, por cima.

É rápida, nutritiva, não engorda e em princípio deves ter sempre estes ingredientes em casa.

Bom apetite!


Se tivesse que voltar a criar o meu filho

18.10.13

Hoje seguiu a primeira fornada de emails para todos aqueles que vão participar, na próxima semana, no workshop A Arte e a Ciência de Educar Crianças Felizes.
E é este o texto que nos dá o mote.

Verifica a tua caixa de email :)

Até prá semana!


pintava mais com os dedos e não os usava para apontar,

corrigia menos e estabelecia mais ligações,

tirava os olhos do relógio e usava-os para observar,

preocupava-me em saber menos e saberia amar mais,

dava mais passeios e brincava mais com papagaios de papel,

deixava de armar ao sério e brincava mais a sério,

corria mais pelos campos e observava mais as estrelas,

abraçava mais e afastava menos,

seria firme menos vezes e afirmava mais,

aumentava primeiro a auto-estima e  depois a casa,

ensinava menos o amor do poder,

e mais o poder do amor.


Diana Loomans

Guest Post : Clavel's cook [no dia mundial da alimentação]

16.10.13



Já me referi a este blogue como sendo um dos mais interessantes e bonitos da culinária, em Portugal.
É fantástico ver o que uma pessoa sozinha consegue fazer, quando ama de paixão aquilo que faz. A atenção ao detalhe, a simplicidade refinada e a forma como nos contagia é impressionante.
Podes segui-la aqui.


O Palato Educa-se

Hoje o post tem um cariz diferente. Não deixo de trazer uma receita, mas trago, também, uma reflexão muito íntima. Isto surgiu com um convite irrecusável, a doce Magda do Mum's The Boss, desafiou-me a fazer um guest post acerca da educação. A Magda sabe que tenho uma filha pequena e que me interesso muito por artigos sobre educação. Mas escrever é diferente. Não sou uma escritora exímia e o meu blog é, essencialmente, de partilha de receitas. Então, como cumprir com os requisitos pedidos? Resolvi escrever sobre o que penso sobre educação alimentar.

Pois bem, antes de começar gostaria que tivessem em atenção que este é um texto de opinião, que não é nenhum estudo científico e que eu não me sinto superior a ninguém, nem acho que saiba mais do que o resto das mães/pais. Mas tenho uma vantagem, dou workshops de culinária a crianças e houve casos recorrentes onde me baseio nas afirmações que irei proferir, mais adiante no texto.

Ao longo destes 4 anos que sou mãe venho-me a deparar que efectivamente o palato é educável. Lembro-me que quando era criança eu e os meus irmãos (somos 4) tínhamos hipótese de não gostar de uma só coisa. Em nossa casa não havia "não gosto". Era proibido, tínhamos obrigatoriamente de comer de tudo. E o meu alimento escolhido para não gostar era o feijão, porque, efectivamente, eu não gostava de feijão. Mas, mesmo assim, o meu pai insistia comigo "Come só um feijão, só um, filhota!" e eu forçava-me imenso, não me sabia nada bem, mas lá comia 1 feijão. Até que um dia, durante a mesma lenga-lenga, comi um feijão e incrivelmente soube-me mesmo bem! Pedi mais um e servi-me de uma colher de sopa. A partir desse dia, percebi que afinal já gostava de feijões. Ou seja, a insistência do meu pai ajudou-me a educar o meu palato até começar a gostar do ingrediente.

Hoje, como mãe, não sou tão exigente como o meu pai, mas continuo a não permitir o "não gosto", muito menos o "não gosto" sem antes experimentar. Vocês não imaginam como irão ter surpresas se forçarem os vossos filhos a experimentar de tudo. A Maria não queria experimentar manjericão, e pensam vocês, manjericão é normal que qualquer criança não goste, pois bem, foi o que eu imaginei, mas ela provou e adorou! Hoje pede-me todos os dias tomates com manjericão. E não é por ser minha filha, é porque prova de tudo, acreditem.

Por isso, este meu texto prende-se somente com o facto de começarem aos poucos a insistir com os vossos filhos, come só este bocadinho de tomate, ou só um bocadinho de alface (vê, coloquei um molho diferente e até é doce como o ketchup). Inovem, brinquem com a comida, contem histórias, transformem os alimentos, apresentem novas texturas. Os resultados aparecem, e há momentos surpreendentes. 
Tenho casos nos workshops que são fantásticos, crianças que não comiam sopa, mas que depois de serem eles a fazê-la, comeram-na toda, um rapaz que odiava morangos, e que afinal agora gosta, uma menina que não gostava de coentros, mas que "afinal fica mesmo bom nesta comida", um rapaz que se recusava terminantemente a comer legumes, mas que os comeu nuns ovos mexidos por ele! Abram as portas da vossa cozinha, deixem-nos participar num dos momentos mais importantes para a vida deles. E, lembrem-se, os alimentos são os melhores e mais eficazes medicamentos para a nossa saúde. Se nos alimentarmos bem e tivermos a dose certa de vitaminas, proteínas e minerais, praticamente não necessitamos de mais nenhum suplemento para nos proteger.




A Maria João Clavel acerca da Maria João


Sou MÃE, mulher, professora e apaixonada pela culinária e fotografia. 
Sou licenciada em design gráfico e dou aulas de multimédia da Escola Artística Soares dos Reis.
O facto de estar sempre em contacto com as artes permite-me evoluir como criativa e fotógrafa. Hoje vejo o meu blogue como um espaço meu, onde posso criar à vontade, sem ter de ter regras, nem prazos, nem seguir vontades, a não ser as minhas. Adoro o que faço, vivo e transpiro pela vontade de ir para a cozinhar criar algo novo e todo o processo criativo que me leva à criação do set fotográfico. 
Hoje, finalmente, posso dizer que encontrei a forma de me expressar através da comida que elaboro e das imagens que capto. 

Pais Felizes = Filhos Felizes : 16 Nov : Lisboa

16.10.13





Vivemos todos com o objectivo de sermos felizes - as nossas vidas são todas diferentes e, no entanto, são todas iguais.
Anne Frank.

- Podemos ser mais felizes?
- Claro que sim!
- E isso é uma competência que se treina?
- É pois! E que se aperfeiçoa também.
- Oh! Isso é uma moda, agora, é o que isso é.
- Se virou moda, ainda bem, que todos possamos sê-lo. Porque pessoas mais felizes são pessoas desencucadas, que fazem mais bem que mal.
- Oh, a sério? Mas se é uma competência que se aprende, então eu posso aprender?
- Sim, claro! Pode aprender os melhores comportamentos e ensiná-los também! Aos seus filhos, à sua família e amigos mais próximos até.
- Aos meus filhos? Eu não digo que isso é moda?
- Sabe, dizem que crianças felizes dão em adultos mais felizes, que sabem fazer as melhores escolhas e que sabem viver. Como diz o outro 'o difícil não é viver, o difícil é saber viver.'
- Então conte-me lá como é que eu faço para aprender mais?
- Venha ao workshop da Magda AKA Mum’s the boss, na Red Apple com o tema Pais Felizes, Filhos Felizes.

Vamos estar a falar sobre valores, felicidade, inteligência emocional, gratidão, generosidade, gentileza, alegria, educação positiva e muito mais.



Guest Post : O Rei vai Nú

11.10.13
A Pólo Norte já se tinha referido a ela como alguém alguém um bocadinho irritante. Porquê? Porque é tão gira, tão simpática e não tem mesmo a mania. E eu digo o mesmo! E é com muito orgulho que o Guest Post de hoje é da doce Olga, do Rei vai Nú! 






Quando converso, seja pessoalmente ou profissionalmente, com grávidas ou mães, um dos alertas que gosto de fazer é do quanto a maternidade pode ser desafiante, e que o mito cor-de-rosa e o amor incondicional não são verdades absolutas. Sou pessimista? De forma alguma, mas sinceramente não vejo problema algum nas dificuldades que a maravilhosa experiência da maternidade carrega, muito pelo contrário. 

Quantas mães é que já não se emocionaram cada vez que olham para os seus filhos?  Quantas é que já se perguntaram a si próprias se serão capazes de amá-los o suficiente ou se terão amor que dê para todos? Quantas é que já não tiveram vontade de correr pela rua feitas loucas de tanto stress ou deram graças aos céus porque alguém se ofereceu para passarem uma tarde com eles? Eu sou uma delas! Parabéns a mim e a todas, este é o mundo real! E não seremos menos mães por isso, nem os nossos filhos nos vão odiar.

Estes sentimentos são normais, muito mais do que imaginamos. E porque é que a amiga, que tem gémeos  nunca comentou isto? Porque é que as outras mães parecem sempre tranquilas, realizadas e pacientes? A maioria das mulheres não consegue reconhecer que o melhor momento das suas vidas está ligado aos seus maiores desafios, a cultura de que as mulheres têm que abdicar de tudo com um sorriso nos lábios gera muita culpa. E é difícil assumir estes sentimentos, admitir que nem tudo são flores, que existem muitos espinhos, e que no fundo eles são muito importantes e necessários. Qual seria o nosso mérito se fosse tudo tranquilo e perfeito? Se o bebé viesse com legenda, manual de instruções, comando e botão on/off? Se a nossa vida continuasse intacta?

A beleza da maternidade está em nos conseguirmos superar, em nos reinventarmos, em sermos bonitas mesmo com a barriga que continua após o parto, as estrias, as olheiras e tudo, e tudo, e tudo,...  e é possível ser feliz sem ir ao spa todas semanas, juro que é! E depois, eles crescem, ficam independentes mesmo antes de conseguirmos voltar à rotina, tudo se ajeita, e a nossa vida, mesmo que não seja a mesma, volta a ter tempo para nós, para namorar, ir beber um copo com as amigas ou simplesmente fazer xixi sem alguém por perto!

A verdade é que ser mãe é como um jogo de computador, cada fase é mais difícil, mas o prémio também é maior. Ah, e eles são tantos, vale mesmo muito a pena cada obstáculo, cada monstro derrubado, dentro e fora de nós.
Ter a oportunidade de criar alguém que pode fazer diferença neste mundo, amar alguém pelo simples facto de existir, de aprendermos com isso. Aliás, eu achava que seria mãe apenas para ensinar,  mas  descobri (e muito rápido) que sou mãe também para aprender, comigo e com eles, todos os dias. Sentir orgulho em mim e neles, aprender a trabalhar as minhas frustrações, os meus medos, ser mãe é das maiores lições de vida. Escolher o que ensinar, como programar a vida para serem boas pessoas, passar bons valores e, acima de tudo, para serem felizes, e isso, por vezes, faz-me sentir como se eu fosse um ourives a lapidar minuciosamente uma jóia deveras preciosa ou um autor a escrever um livro, mesmo sabendo que eles podem mudar a história. 

Aprender também implica reciclar conhecimentos e procurar noutros fonte para saciar esta sede. Embora a minha profissão já me tenha dado uma grande vantagem no caminho a percorrer pela maternidade, decidi que também eu posso (e devo) estar do outro lado. Naquele em que posso ser ouvida, que existe alguém que me escuta e me guia. Por isso, escolhi fazer um dos workshops da Magda e se já tinha uma ideia pré-concebida de como seria e se iria gostar, essa ideia só veio a ser reforçada, não só pelo conteúdo, pelo que reciclei, aprendi e me foi transmitido mas, acima de tudo, pela forma como foi transmitido e, principalmente, pela pessoa. Existem muitas formas de falar sobre a mesma coisa, mas poucas são as que têm o dom de conseguir comunicar e passar a mensagem de forma clara, e fazer com que ela assente e lá fique. A Magda tem esse dom! Confesso que até fiquei com uma certa inveja (sem maldade) e a pensar, que bom! Que bom que é existir aqui o melhor dos dois mundos! O de aprender, receber informação, dicas e orientações tão boas sobre temas que têm na minha vida um papel tão importante e ao mesmo tempo receber de alguém que tem uma energia e capacidade de comunicar fantásticas,



Quando a Magda me perguntou o que tinha achado e se havia alguma coisa, na minha opinião, que poderia ser mudada, o que lhe respondi foi isto: “Olha, para ser sincera eu achei o workshop muito bom e já estive a pensar em coisas que podes melhorar. O sítio é agradável, se pode ser outro mais bonito e melhor? Pode! Relativamente ao manual, tem lá a informação que é necessária e é óptimo ser versão de bolso. Se podia melhorar? Podia! Mas o que acho mesmo importante és tu. A forma como passas a mensagem e o que pretendes comunicar. Achas que chega às pessoas? Achas que elas ouviram e interiorizaram a informação? Eu diria que sim. É que efectivamente tu tens uma coisa muito boa, e que é isso que importa. Tu tens uma capacidade de comunicar fantástica. A forma como falas, a entoação, as paragens, a linguagem não verbal,... é mesmo muito cativante e nada aborrecido. E isso é o fundamental. O sítio podia ser o melhor, o manual podia estar todo xpto, poderíamos ter tido os melhores gifts, etc, etc... mas nada disso compensaria se não conseguisses comunicar e passar a mensagem. Certo?”



Os workshops de Outono, no Porto e em Lisboa estão encerrados.

Workshops Lisboa - Encerrados

10.10.13



Os workshops deste Outono estão fechados uma vez que se atingiu o número limite de inscrições.
Muito obrigada a todos os que pediram informações e aos que se conseguiram inscrever!

Caso queiras frequentar uma destas acções, podes clicar na imagem que está do teu lado direito e deixar os teus dados. Ou então clica aqui. E neste link vais descobrir o novo workshop para 2014 e que se vai juntar à Arte e a Ciência de Educar Crianças Felizes e ao de Auto-Estima da Criança. Estou certa que vais gostar :)


Stay Focused no Facebook e no Gmail.

5.10.13


Tenho de me sentar e anotar todos os desafios que já lancei aqui na blogosfera.

Este vou fazê-lo sozinha. Não tenho como controlar a não ser por mim. Não tenho como provar, a não ser sendo honesta comigo.
É claro que tu também podes fazer entrar - é o TEU desafio.

Espera. 

Clica aqui para o som do rewind.

Vou explicar do início.

Há uns anos era super cool receber muitos emails. You got mail - uau, que excitação!

Há muito pouco tempo o Facebook é que estava a dar. 
Mas os tempos mudam. E o facebook já não é assim tão cool. [Podes ler aqui um dos muitos artigos e pontos de vista. Este é só um.]

No entanto, a Visão acaba de publicar, na edição desta semana, e como tema de capa, como ganhar dinheiro com o Facebook.

E o meu desafio tem justamente a ver com o Facebook e com os emails.

Fiz o download do stay focused. E, por dia, a minha paragem no FB vai ser de, nada mais, nada menos que 10 minutos. So far, so good - ando nisto há 3 dias. Gosto! Sinto-me produtiva e nada dependente. E feliz :)
Com relação aos emails, vou ver como consigo gerir, sentando-me para responder em 2 ou 3 momentos do dia.

E é isto. Vamos ver como corre. Estou muito entusiasmada! Obrigada, Rita por me teres dado a conhecer este programa :)

Workshops Outono | LIsboa

4.10.13
Já abriram as inscrições para os workshops de Outono, em Lisboa. Mais infos http://www.parentalidadepositiva.com/workshops.html
Verifica a tua caixa de email!



Fora do tempo

4.10.13



Seguram a mala no braço, colocam-se muito direitas e abanam a anca num swing que até pode fazer sorrir.  Calçam sapatos com tacão e trazem as unhas envernizadas, uma ou outra madeixa discreta. O lápis dos olhos é preto.
Têm 9 anos.
Parecem senhoras em ponto pequeno.
Há mais uma - a que está ao lado tem 7 anos. Traz também uma sandália de rampa ou cunha, como quiseres chamar. Discreta, mas seguramente com uns 3 cm. A sandália, claro.

Repito: têm as três miúdas, 9 e 7 anos.

Usam as expressões da moda que ouvem regularmente e acham-se iguais às mães, às tias e às amigas delas todas.
‘Não se aguenta!” exclamam, a rir.

Ao fundo, as mães olham para elas com um ar embevecido. Uma delas diz que não teve outro remédio que não comprar umas sandálias de rampa para a mais nova. Ao que parece, não se calava “que queria umas”. Ao que parece também, a mais velha já andava passada porque a mais nova queria as sandálias dela. E nisto não há partilhas, pois claro!

Tudo isto faz-me pensar num programa que ouvi na rádio, na TSF aqui há um mês. Os autores falavam que hoje em dia os pais passam os limites do sensato e do razoável e entram de rompão na vida dos filhos, sem que nada lhes tenha sido pedido. É como se violassemos a intimidade dos miúdos. É como, ao mesmo tempo, os apressássemos para uma ‘aventura’ em que desejamos estar ao mesmo nível que os amigos. É como se desejássemos conhecer e partilhar os detalhes do evento.

E por muito que nos possa custar, o primeiro papel dos pais é a do educador. E ser educador passa também por frustrar a criança. Dar-lhe orientações, estabelecer regras. Certificar-se que a criança cumpre. E para o fazer estamos numa posição de orientação/guia e nunca lado a lado. Somos amigos mas esse não é o nosso primeiro papel. Ok, também estamos ao lado mas não somos iguais. Damos mimo, guiamos e também temos o papel do mau da fita, volta e meia. Daquele que sabe que há coisas que têm de ser. Mesmo que não se goste.

Mas ser educador também passa por se sentir frustrado. E gerir aquele ‘não gosto de ti, não sou mais teu amigo’, que lhes sai pela boca fora.

Ora, quando a tua filha te disser uma coisa destas, ou fizer semelhante birra que te põe os cabelos nos ares, achas que é motivo para lhe dares uma coisa que tu não queres? Se tu achas que não, então explica, contextualiza e fica na tua.
Ou achas que fica fofinha e tipo uma mulherzinha de sapatinho de rampa e que pronto, todas as amigas têm e não faz mal, são sinais do tempo?


Porque razão precisas de apressar o que inevitavelmente virá a acontecer mais cedo ou mais tarde? Porque razão não lhe consegues dizer que não?

Hoje deixo-te com estas duas questões.

A resposta à questão passa muito por

Dar aos filhos aquilo que eles precisam e não apenas [ou só] aquilo que eles querem.




Guest Post : Redonda ou quadrada

3.10.13





Mesmo antes de partir de férias recebi um email "provocatório" da Magda: deveria escrever-lhe um guest post. OMG, logo a mim!, pensei eu. Respondi-lhe que ía de férias e que esse tempo seria útil para refletir sobre o meu papel de mãe e educadora.

Fui de férias e fartei-me de pensar e concluí algumas coisas, sendo que uma delas é o facto de eu estar a anos luz de ser a mãe que eu gostaria de ser. De uma forma um pouco aleatória e distraída vou estando de olho dos desafios da Magda, sobretudo o Berra-me Baixo, e penso que deveria alinhar nesta missão. Na minha tarefa de ser mãe reconheço que me falta a calma para ter bom senso, sou explosiva do tipo "eu prendo, eu mato, eu arrebento", mas se por um lado sou assim, por outro tenho imenso prazer em estar com os meus filhos, em pregar-lhes partidas, fazê-los rir e afogá-los em beijos e abraços. Nestes quatro anos de maternidade tenho-me empenhado em, dentro de vários limites, proporcionar experiências e vivências marcantes à minha filha (e agora também ao meu filho mais novinho). Como "uma experiência marcante" não me refiro propriamente a fazer uma viagem de sonho ou comprar um brinquedo fora de série, mas sim, comer um gelado pela primeira vez, sair para dar um passeio a pé à noite, visitar uma exposição, mandar pedras ao rio, entre outras coisas muito simples e que passado um grande intervalo de tempo ver que ela ainda se lembra de determinado pormenor dessa ocasião. Quando existe essa recordação, sinto-me realizada a 100% enquanto mãe. Creio que para além de tudo o que é suposto um pai fazer, cuidar, alimentar, educar, a minha missão mais importante é efectivamente proporcionar momentos marcantes na vida dos meus filhos.

Sei que isto vai parecer um cliché daqueles mais batidos e pirosos, mas de facto, desde que sou mãe que sou mais feliz, não propriamente porque os meus filhos me fazem sorrir todos os minutos do meu dia, mas porque devido à sua existência comecei a ver a vida com outros olhos. Comecei a redefinir as minhas prioridades e redifini-as de tal forma que acabei por me demitir do meu antigo emprego, que me preenchia e me proporcionava muita segurança, e apostei numa vida completamente diferente, financeiramente mais modesta mas muitíssimo mais próspera em qualidade de vida familiar. 



De um modo geral, acho que todos os pais fazem tudo para proporcionar uma boa vida aos filhos e eu também o faço, dentro das minhas limitações "logísticas" e de acordo com a minha perspetiva de vida. Apesar de me arrepender de milhares de defeitos que tenho e que uma e outra vez saltam à vista, gostaria que os meus filhos recordassem a mãe que tiveram como alguém que se divertia COM eles e que ficava maravilhada com os seus olhares de espanto quando eles viam algo novo pela primeira vez."

Menos bebés? O David tem uma mensagem para ti!

2.10.13
Vamos ajudar o David no estudo que está a desenvolver?
Sim!
E perguntas tu: mas o que é que o David tem a ver com bebés? 

E, afinal, quem é o David?

Espreita o texto que ele me enviou. Pede ajuda aos leitores do blogue - vamos lá?


Como é do vosso conhecimento, a natalidade em Portugal anda pelas ruas da amargura. O ano passado foi o que teve menos nascimentos desde que há registos e 2013 caminha para novo recorde negativo. 

O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa está atento a esta realidade. Por isso, estamos a explorar, através de entrevistas presenciais, se as pessoas/casais que têm nenhum ou um filho estão a ponderar ter (mais) filhos.
Procuramos por voluntários (as restrições financeiras não nos permitem contratar empresas de estudos de mercado) que nos possam ajudar a obter respostas. Por isso, caso se enquadre no seguinte perfil (ou conheça alguém que):
- Homens e mulheres entre os 35 e 45 anos;
- Com nenhum ou um filho;
- Residentes em Lisboa ou arredores (distritos de Lisboa e Setúbal);
Ficaremos extremamente agradecidos que nos contactem via david.cruz@ics.ul.pt
Muito obrigado!
David

Dos rituais de Outono [e outros mais...]

1.10.13

Quem me lê e quem frequenta os meus workshops sabe da importância que atribuo a tua quanto é ritual e rotina.

E o mês de Setembro e o de Outubro preparam a entrada do Outono e com ele os rituais do final do ano. Tenho alturas em que lhes chamo rituais de final de ano. Outras vezes, rituais de inverno.

Já aqui escrevi sobre eles. Desta vez, deixo tudo num só post, para que te possa influenciar de forma positiva e para que o inverno fique gravado como sinónimo de família, prazer dentro de casa e muito, muito amor, abraços e coisas doces.



Ou tudo que precisas de saber antes de começar



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