PARENTALIDADE POSITIVA NA PAIS & FILHOS

28.1.13



Estive à conversa com a Pais&Filhos. Falámos sobre Parentalidade Positiva e Coaching Parental. Tudo, na edição deste mês - 4 páginas onde se explica tudo tim-tim por tim-tim', com direito a testemunhos de quem já faz disto uma filosofia de vida.



Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI

A felicidade, a necessidade de ser ser elogiado, bajulado e as estrelinhas

28.1.13


Há umas semanas atrás escrevi um post sobre a moda do feedback positivo e das estrelinhas and so on, aplicada aos nossos filhos. Explicava que este tipo de metodologia ou estratégia deve ser utilizada com parcimónia e de forma inteligente e não porque está na moda e porque lemos e ouvimos que sim, que devemos fazê-lo a cada oportunidade. A ideia do post foi, como todos os posts que aqui escrevo, oferecer-te uma nova forma de ver as coisas para que possas reflectir sobre o assunto.

Hoje falo para ti, adult@ que és. Se acima somos nós que oferecemos esses elogios, hoje falo-te dos elogios que recebemos e dos quais somos dependentes (umas pessoas mais que outras).

Numa entrevista que lhe fizeram, a Gretchen Rubbin diz que decidiu não viver dependente dos elogios que lhe podiam tecer. A decisão tinha sido adiada durante muito tempo e ela sabia o quanto precisava de melhorar isso na sua forma de ser. Sabia também que a missão era difícil... mas nunca imaginou que seria tão dura. Diz que nunca imaginou que pudesse sentir-se tão furiosa ou magoada ou até ignorada por não lhe dizerem que ela ela era boa e que gostavam dela.

E então, uma das estratégias que decidiu utilizar foi lembrar-se, sempre que se sentisse daquela forma, de uma frase da Sta. Teresa de Lisieux que dizia que 'Quem ama, não mede'. Ou seja, quando amamos alguém, o que fazemos, damos sem esperar retorno. É a ideia do amor incondicional. Se esperamos nem que seja um pequeno 'obrigado' então já não é incondicional (mis-à-part a questão da boa educação, claro!).   


A Gretchen diz que decidiu fazê-lo por ela, pela sua missão na vida. E acrescentou que não quer ter de pontuar, de amuar ou até de se sentir traída e de andar a pedinchar feedback positivo ao marido, filhas, editores e leitores, o que revelaria uma auto-estima baixa e uma necessidade de controlar tudo e todos... 

Afinal de contas, a questão é com ela e não com os outros. 

Decidiu fazê-lo por ela...

Inspiração do dia #12

28.1.13


Se não fizeres isto agora, o que acontece? E se fizeres? Como é? O que decides?



Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI

Ainda a propósito do post "Pais que somos, todos poderosos"

27.1.13

"Mas quanto mais leio, com mais dúvidas fico com o que devo ou não fazer! Dou sempre por mim a pensar se estarei a fazer isto bem, isto é correcto? devo fazer isto?! Tenho um filho com 1 aninho e descobri o blog à pouco tempo e estou a adorar... mas estou a ficar com tantas dúvidas.....!"
Comentário no post


Céus... Isto é tudo tão complexo. Eu deixo rolar a espontaneidade...

Comentário no  Facebook



Estes dois comentários foram deixados há pouco, a propósito do post Pais que somos, todos poderosos.


Vamos lá por pontos:

1) Pleaaaaase! Vamos ser espontâneas, au-tên-ti-cas! Quanto mais não seja porque se não o formos, tudo soa a falso! Sejamos quem somos, in the first place.

2) Comportamento gera comportamento. É elementar e já sabemos disso. Aliás, o Desafio Berra-me baixo é o reflexo disso mesmo. Lê AQUI o feedback que algumas participantes foram deixando publicamente - a constatação é brutal!

3) É claro que eu tenho o direito de estar de mau humor. É claro que por vezes atiro coisas à bruta ou bato com uma porta ou mando uma resposta 'torta'. So what? Sou humana, certo?
O problema aparece quando sistematicamente opto por um tipo de linguagem ou comportamento que é mais castrador ou punitivo. O problema surge quando não penso no assunto. O problema surge quando digo que o meu filho é feio quando na verdade o que é feio foi a acção que ele teve. É tão diferente dizer 'então? Nós não batemos, isso magoa. O que é que se passa?' ou dizer 'Mau, que menino feio e mau!'.
No primeiro a acção é que é condenável. No segundo estou a atribuir ao meu filho uma característica.

4) O homem é um ser social, constrói-se também com base naquilo que os outros dizem de si, pela sua noção de contar e ser importante. Sim, é verdade que há pessoas que tiveram uma infância difícil (lixada mesmo!) e que são casos de sucesso. A questão é: como é a paz interior que vivem? como é a sua auto-imagem? 

5) Quebrar com anos de pensamentos diferentes destes, relacionados com a filosofia da Parentalidade Positiva é difícil mas não é impossível. Demora o seu tempo, é uma aprendizagem e não diz apenas respeito à nossa relação com os nossos filhos. Diz respeito a uma forma de estar com as pessoas e connosco também. 

6) Vive, sê espontânea. Se hoje não saiu bem, não faz mal. Amanhã emendas e sairá mais próximo do que desejas.

Inspiração do dia #11

27.1.13


Pais que somos, todos poderosos

26.1.13
Eu sei que a forma como atuamos com os nossos filhos lhes serve de modelo. 

Eu sei que a forma como lhe digo as coisas tem um impacto brutal na forma como ele vai reagir a uma ou outra situação - afinal de contas somos 'animais' sociais.

Agora pensa comigo, sobretudo se os teus filhos estão na idade dos porquês:

- Mamã, de que cor é o céu?
- É azul.
- Sim, mas também pode ser cinzento ou preto, de noite.
- É verdade.
- E porque é que muda de cor?
- Não sei, filho...
- Mas porque é que não sabes?
- ... Não sei...

Claro que não tem importância não saberes. Mas isto mostra que os miúdos têm-nos como semi deuses todos poderosos, conhecedores da verdade.

Portanto a forma como eu trato os meus filhos significa, pelo menos aos olhos deles que eles são mesmo assim.

Quando eu escolho dizer 'menino feio' ou 'que palerma!' (agressivamente!) então, na cabeça deles, é porque ele deve mesmo de sê-lo.
Quando eu escolho dizer 'Estás mesmo com ar de quem quer ir fazer recortes!' mostra que eu sei do que é que ele gosta e estou atenta.
A forma como pego nele ao colo, a forma como o visto, tudo MAS tudo isto tem impacto na sua auto-imagem.

Já tinhas pensado nisto assim?


Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI


Inspiração do dia #10

26.1.13

Tudo sobre o desafio do mês de Janeiro AQUI

Este desafio volta em grande no mês de Março.
Quem ainda 'corre' aqui, muito foco!!





Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI

Comprar de forma consciente

25.1.13


Desde que decidi aderir à filosofia minimalista que uma das palavras de ordem é REDUZIR.
Reduzir o tempo, os pensamentos, as coisas.
Reduzir as arrumações - a ideia não é arrumar melhor - a ideia é mesmo ter menos para arrumar.
Reduzir as opções.
Neste post escrevi sobre a angústia das crianças quando vão ao hipermercado com os pais e têm à sua frente 40 marcas de bolachas à escolha. A minha angústia é a mesma... E tentação, também!
Então esta semana andei a experimentar o Continente online. E gostei. Gostei porque eu sou daquelas que dá uso aos talões de desconto mas gostei sobretudo porque faço a minha lista, sento-me em frente ao computador e puxo os artigos pela relação preço/quantidade. E do meu lado esquerdo vou vendo o total a aumentar... E isso faz com que me questione 'preciso mesmo disto ou não?'. Mas há mais! Sabes quando sais das compras e vais a empurrar o teu carrinho e dizes 'bodega, esqueci-me de não sei o quê?'. Se fizeres como eu faço e não fechares logo a compra, podes adicionar os artigos que estão em falta. E se em vez de mandares entregar em casa fores lá levantar, então estás à vontade para adicionar, adicionar e adicionar... não pagas mais por isso... 
Tenho a impressão que vou ficar cliente do online - menos para os legumes e carnes e peixe, como já falei AQUI.
Saio com a noção que comprei o que preciso, não trouxe o que não quero e vi mesmo as melhores opções qualidade preço. É certo que indo à loja vemos os produtos com olhos de ver - e o que eu gosto de lá ir! Mas para as compras 'banais', esta é sem dúvida (pelo menos para mim, pois claro!) a melhor opção.
O próximo passo? Fazer menús semanais! A ver vamos se de facto passo a comprar de forma ainda mais consciente! 
E isto é mesmo um grande boost na minha noção de auto-eficácia e também um exemplo de controlo e não desperdício.


Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI

♥ A propósito do dia de S. Valentim ♥

25.1.13
Under the sycamore
Volta e meia baixa em mim uma vontade incontrolável de me tornar uma craftperson. Como os franceses dizem, 'j'ai deux mains gauches' e muito pouca paciência e sei que mais me vale desistir da ideia. Tenho ideias sim, mas preciso de quem as execute.

Só que eu disse que a vontade é incontrolável e por isso aqui estão aquelas coisas que estão ao meu alcance (e da minha Miss!) para fazer para oferecer no dia de S. Valentim. É que a ideia é mesmo esta - fazer com eles.

Quando vivi em Inglaterra, toda a gente recebia cartões no dia 14. E não, não era porque tinha muitos pretendentes. Era só porque alguém gostava daquela pessoa - como amiga, por exemplo.

Eu é que torno este dia mais ou menos comercial. Vou usá-lo como lembrança para oferecer muitos corações e mimos ao pessoal cá de casa. Ofereço nos outros dias mas neste vai saber-me mesmo bem!

Mais ideias aqui! E muitas começam já dia 01 de Fevereiro!

Under the Sycamore
Pink Pistachio
Elle's Studio
A Pumpking & a Princess



Uma vida por encomenda

25.1.13

Quando decidimos mudar de vida, é bom que tenhamos a noção que muito está nas nossas mãos e não nas mãos do acaso.
A Daniela decidiu regressar às origens e deixar Lisboa e um emprego estável. E o que é que decidiu fazer? Decidiu fazer uma coisa que sempre a deixou feliz: escrever.
Há um provérbio que diz que quando o aluno está pronto o mestre aparece. E não é que no caso dela apareceu mesmo? Não digo o mestre mas o que ela necessitava para dar continuídade ao sonho. E então, num curso de escrita criativa, conheceu uma empresa que fazia algo semelhante ao seu projeto, mas numa versão mais massificada, talvez menos pessoal, e ela foi adicionando alguns contornos e serviços que lhe faziam sentido, como as histórias de amor e as histórias infantis personalizadas. “E fui começando e ganhando uma grande identificação com o que faço porque me sinto ligada às pessoas, é a forma que eu tenho de lhes dizer "compreendo a tua vida", "a tua história é bonita".”

Eu já vi alguns exemplos e amei! Fica aqui uma ideia de um trabalho-prenda para nós ou para oferecer.

A Daniela faz 3 tipos de livros: biografias aprofundadas , biografias simples e conto infantil personalizado.

Tudo AQUI e AQUI

Sucessos, minha querida!


Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI

Inspiração do dia #9

25.1.13

Faz bem à saúde, é a curva mais gira que temos e ficamos bem com ele estampado na cara. Para além de que, mesmo forçado, liberta hormonas boas... 



Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI

Comprar tempo na forma de filhos

24.1.13


'Esta noção de merecer o que se tem é algo que hoje faz falta às crianças: «Não se pode dar tudo, nem elas precisam de tudo! Muitos pais, com um complexo de culpa que não faz sentido, escravizam-se e estão a criar filhos birrentos, narcísicos, futuros adultos detestáveis!». Outros caem em excessos de projecção: «Querem que os filhos sejam uma extensão deles. É um erro comum. Mas não podemos comprar tempo na forma de filhos».'


Dr. Mário Cordeiro, Jornal Sol

Inspiração do dia #8

24.1.13


AQUI ou AQUI ou AQUI ou AQUI





Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI

Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.

23.1.13



A propósito desta crónica e deste post...

Se é verdade que as crianças são, por natureza, irrequietas, barulhentas and so on, também é verdade que os tempos em que vivemos não são iguais aos que eu vivi, há 30 anos atrás.
E sim, a essência das crianças quando nascem é a mesma que há 30 anos atrás. Mas os tempos são outros e portanto é natural que o produto final seja também ele, diferente.


Antigamente as dificuldades de aprendizagem eram maioritariamente explicadas ora por o aluno ter mais ou menos capacidade de aprender, mais ou menos capacidade em concentrar-se, mais ou menos apoio em casa. Hoje em dia adiciona-se a isso tudo a possibilidade de ter um problema maior. Hoje em dia há mais informação, há mais gente a trabalhar nestas áreas.

Acredito também que se confundem as coisas com muita facilidade. E um miúdo sem regras, um bocadinho ‘selvagem’, é rapidamente catalogado como hiperactivo quando, na grande maioria das vezes não o é e está longe de o ser. E tudo aquilo que ele precisa são regras, poucas e boas e firmes. Por isso, a verdadeira missão dos pais é colocar essas regras. Simplesmente isso! Porque crescer sem elas é do mais angustiante possível. Uma crianças que percebe que os pais não conseguem colocar-lhe limites, é uma criança que percebe que os pais não a conseguem proteger.


E se por um lado isto é verdade, por outro também é verdade que os miúdos (e nós também! -  caramba, quantos de nós estamos em frente à TV, com o computador no colo e a falar ao telefone?) estão rodeados de ‘incentivos’. A prova é que a Generation Y  é uma geração que já tem uma grande dificuldade em fazer só uma coisa ao mesmo tempo. Ora está a ler um livro e a teclar no telemóvel, ora está a escrever um texto no computador e no Messenger, por exemplo). Isto não é hiperactividade. São sinais do tempo.

Todos os dias temos acesso a demasiada informação. E mesmo para alguém que, como eu, não tem nenhum canal de TV, a sensação pode ser avassaladora. Basta-me ter Facebook.  Separar o trigo do joio não é fácil. O que é fácil mesmo é saltar de informação em informação e encontrar informações contraditórias. E como é tão fácil aceder a qualquer tipo de informação, tornamo-nos pequenos especialistas em determinadas matérias. De médico e de louco todos temos um pouco, não é? E torna-se assim tão fácil chutarmos um ‘é hiperactivo, o rapaz!’ ou ‘se aos 5 anos já consegue escrever/ler/fazer o jogo XPTO é porque é sobredotado’. E pimbas, já levou com uma etiqueta em cima!

E quando as crianças passam a ter ou estão em vias de ter uma etiqueta, a nossa angústia é tal que temos que consultar. Consultar e saber o que é que ela tem. Consultar para saber se a etiqueta é cor-de-laranja, salmão ou amarela.

E muitas das vezes não damos tempo ao tempo. Muitas das vezes, com o cansaço, com o excesso de informação, com os conselhos dos nossos amigos ou com o olhar desconfiado de pessoas que nem conhecemos mas que nos mandaram um ar de reprovação, não conseguimos ver se aquilo é a natureza do nosso filho ou se é uma fase. Não conseguimos pensar direito. Temos medo. Sentimo-nos de tal forma pressionad@s em ter o filho perfeito, angustiad@s por não conseguirmos modificar comportamentos que, mais cedo ou mais tarde, deixamos de acreditar que talvez ainda possamos nós, sozinh@s, a resolver a situação. E então enviamos os miúdos a uma consulta com o pediatra ou com o psi.

Estou a dizer que não deves ir ver um especialista? Não, não estou! Estou a dizer que se isso é importante para ti, porque te pode deixar mais tranquila, então vai. Isso não quererá dizer que tenhas de sair de lá com um plano de consultas semanais ou quinzenais. E digo-te mais: caso saias de lá com um plano para o teu filho, é bom que também tenhas um plano para ti. Porque não é possível que um trabaho bem feito, nestes casos seja unilateral. Estás implicad@ nisto até ao pescoço! Então que tenhas um plano também. Fala com o especialista que consultares para verem qual é o teu papel. Tu tens um papel fundamental de ajuda. Não podes ficar de fora pois não?


Mas estou também a pedir-te que páres e olhes com olhos de ver. Que páres para perceber se tens de ajudar o teu filho a gerir a frustração de não ter as coisas da forma que ele quer (ou a lidar com as birras dele). Se tens de te sentar ao lado do teu filho a fazer os trabalhos de casa e ensiná-lo a pensar. A encontrar estratégias para ele perceber uma determinada matéria. A ter métodos de estudo que lhe serão preciosos quando ele começar a estudar sozinho. Estou a pedir-te também que vejas se não há muita angústia tua aí no meio e um desejo de termos, todos, filhos perfeitos: bons alunos, meigos, que se portam bem, cómicos, empáticos e sensíveis. Quero que penses também há quanto tempo não tens tempo para ti, há quanto tempo não ‘limpas’ a cabeça e há quanto tempo andas em piloto automático, da casa para o trabalho, do trabalho para o supermercado, para a escola, para casa, para os banhos, os TPCs and so on and so on...
Quero que penses se podes poupar uma consulta e uma etiqueta.

Não corras porque achas ou te dizem que tens de etiquetar, porque achas que não és capaz. Não aches nada.

Pára! “Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

E depois sim, aponta e dispara!


PRÓXIMAS ACÇÕES

cursos@parentalidadepositiva.com

cursos@parentalidadepositiva.com

Inspiração do dia #7

23.1.13


Se não interessa, deixa cair! Ignorar é não dar importância. Cada coisa tem o seu lugar. O lugar dessa pode bem ser o caixote do lixo. E se for, siga! Que a triagem dos lixos é muito importante :)




Site AQUI
Facebook AQUI
Blogue AQUI

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share