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Contarias a verdade ao teu filho?

9.7.19
Na minha newsletter de final de Junho partilhei a história da Babel que podes ler aqui. Esta história tinha dois pontos importantes para mim:

A forma como a Babel lidou com a situação (cancro da mamã)

A forma como escolheu viver o que se seguiu e a partilha com o filho.

Foi ponto claro para ela que ele iria saber de toda a verdade, sempre.

E no seguimento dessa newsletter, recebi um email de uma leitora que, com a sua permissão, partilho aqui. Fica o convite à reflexão.

 

Bom dia Magda,
Espero que se encontre bem.
Costumo ler e seguir tudo o que vai publicando, no tempo que tenho disponível. Comprei também os seus livros.
No entanto nunca costumo intervir/opinar. Desta vez este tema tocou-me muito e por isso decidi enviar este email, apenas para dizer que por experiência própria, é tão tão importante o que descreve:dizer a verdade, por mais que nos pareça na altura que vamos fazer os nossos filhos sofrer.

Partilho consigo o meu testemunho:

No ano passado o meu marido e pai dos meus filhos (de 5 e 8 anos) descobriu que estava gravemente doente com um tumor, com metasteses no figado. Foi extremamente agressivo e galopante.
Acabou por falecer no inicio deste ano. Foram apenas 4 meses entre estar tudo bem e tudo acabar da pior forma.
O meu marido esteve em casa sempre, a receber os cuidados paliativos e faleceu também em casa.

Por nos ter sido dado claramente o diagnóstico, por me ter sido dito a determinada altura que o meu marido tinha apenas semanas de vida, fui confrontada com o que dizer aos meus filhos!?
Eles apenas sabiam que o pai estava doente, mas frases como: "quando o pai ficar bem, vamos ...", continuavam a sair da boca deles.
Instintivamente pensei que não os devia fazer sofrer por antecipação e devia esconder-lhes a verdade.

Felizmente pedi acompanhamento psicológico, e quem nos acompanhou e ainda acompanha agora, foi claro em dizer que eu tinha de lhes dizer a verdade por mais que custasse.
Eu tive de dizer aos meus filhos que o pai estava a morrer, que a doença dele não tinha cura.
Só eu sei o quanto isto custou e doeu em todos nós. Só eu sei a violência que foi aquele dia.
Mas também só eu sei o quanto isso facilitou (se é que é possível existirem facilidades nesta situação!) todo o processo que se seguiu, e o quanto isto facilitou quando chegou o dia e eu lhes tive de dizer que o pai tinha falecido.
Nesse dia em pouco tempo (menos de 1h) a minha casa estava cheia de familiares. Pedi para que quando os meus filhos chegassem a casa e eu lhes desse a noticia estivéssemos só os 3, sem estarem sobre "os holofotes" da familia. Para eles terem o espaço que quisessem para chorar, gritar, correr, perguntar ou ficar em silencio. Eles correram os dois para o quarto onde o pai tinha estado horas antes. Ficaram ali bastante tempo, só depois quiseram estar com os avós e os tios.
Os meus filhos não foram apanhados de surpresa.
Os meus filhos sabiam a verdade!
Os meus filhos não se revoltaram comigo por não lhes ter contado.


Com a mesma verdade, expliquei aos meus filhos como ia ser o velório e o funeral, tudo o que envolvia e o que iam ver. Deixei eles decidirem se queriam ou não estar presentes e quanto tempo queriam ficar.
O mais velho quis estar algum tempo no velório. O mais novo não quis ir.
Decidiram com tranquilidade, com base na verdade.
Algumas pessoas ficaram "chocadas" por eu permitir o meu filho estar presente no velório.
Foi difícil ? Muito!! Mas tenho a certeza que agora e no futuro seria muito mais difícil se tivesse sido de outra forma.

Levei o meu filho ao velório (no dia do funeral), muito cedo, antes de chegar a familia. Ele foi apenas comigo e com a minha irmã. Teve o seu espaço sem ter de se conter ou ser "bombardeado" com abraços, perguntas, etc etc. Fiquei incrédula como ele reagiu àquilo tudo. Por exemplo descobri que o meu filho precisava realmente de estar ali. Ele sentiu necessidade de ver tudo, de tocar com as mãos, de sentir a madeira, os panos, de cheirar as flores, de ver a roupa que o pai tinha vestido, ... teve necessidade de tocar e sentir o rosto do pai (aproximou-se e afastou-se várias vezes antes de o fazer).
Depois estranhou aquela sala estar vazia e o pai estar ali "sozinho". Disse-lhe que no dia antes tinha estado uma multidão de pessoas ali, que nem cabiam na sala e ainda ocupavam o passeio e a rua do lado de fora. Disse que iam chegar mais tarde. E ele quis esperar para ver a família e os amigos do pai, muitos que nem conhecia. Quando a sala se encheu e ele se "desdobrou" a cumprimentar todas aquelas pessoas pediu-me para ir para casa.

Eu nunca iria conseguir satisfazer estas necessidades dele apenas com palavras, a contar-lhe como tinha sido.
Ficou traumatizado por isso ? Não! Pelo contrário, porque teve todas as respostas às suas perguntas, mesmo aquelas que não conseguia sequer colocar em palavras. Ficou esclarecido e tranquilo.

E mais importante ainda, teve a oportunidade de se despedir do pai da forma que sentiu necessidade, e não como eu podia considerar que era melhor. Hoje percebo isso, apesar de naquele dia só me apetecer arrancá-lo dali e poupá-lo áquilo tudo.


Agora falo com serenidade de tudo o que passámos, mas a minha serenidade surgiu só depois, a certeza de que fiz o correto também só a tive depois. Durante aqueles dias em que fui tomando estas decisões tive sempre muitas duvidas de que estava a fazer o correto.
Nesses dias temos a casa inundada de gente, dizem-nos algumas coisas acertadas (algumas pessoas que realmente nos ajudam), mas também nos dizem por vezes os maiores disparates.

No entanto considero que tive sorte (apesar de tudo o que nos aconteceu). Tive e tenho duas psicólogas que nos acompanham, que me encaminharam neste sentido. Ouço delas muito do que leio do que a Magda escreve há anos.
Decidi lhe escrever porque infelizmente há por ai muitos pais que passam por tudo isto que passei e continuo a passar (este processo ainda é uma longa caminhada). Sei que muitos terão exatamente as mesmas dúvidas e angustias que eu tive.
Muitos não terão possivelmente ninguém que lhes diga as palavras certas.

Obrigada por partilhar connosco o seu trabalho que tem sido uma preciosa ajuda na minha vida.

Beijinhos




Obrigada por leres até ao fim. A verdade, sempre a verdade, sobretudo nestes momentos, é mesmo o mais importante. O meu desejo ao partilhar este testemunho é que possa ajudar, contribuir á reflexão e que possa ser passado de mão em mão para percebermos todos o quanto a verdade e a criação de espaço pode fazer toda a diferença.
Obrigada querida M. por me ter escrito e por me ter permitido partilhar a vossa história. Que a vida vos seja doce. À sua espera para o prometido café! Um beijinho!

Da empatia... ou da falta dela.

17.10.17
Portugal está triste,  revoltado e desapontado.
Depois de ter escutado muitos dos discursos políticos, sinto que estamos, também, sós.

Faltou empatia e a capacidade de se colocar no lugar do outro. Ainda há dias se escrevia sobre isso neste blogue. 

É certo que não foi o Governo a lançar os fogos. Mas é do Governo a competência em ter os recursos para nos proteger. É dele a responsabilidade de assegurar tudo isso. E se falha, então que, pelo menos, o discurso seja próximo e humano. Não frio nem distante, como se a tragédia estivesse relacionada apenas, com o arder da mata. Homens e mulheres arderam, literalmente.

O Governo não é o nosso pai mas, porque votámos e contribuímos, esperamos que não nos falhe. E quando nos falha, que sinta que os seus (que o somos) perderam porque, em parte, falhou.

Empatia não é uma emoção. É uma competência.
Soube bem ouvir o nosso Presidente falar esta noite. Com sentido de Estado e responsabilidade política. Mais que isso: humanidade. Que me parece que é exatamente o que está a falhar.

Eu, que não vi uma única imagem na TV - apenas leio os jornais online e oiço a rádio - ouvi hoje um dos resumos que a TSF fez. O final da peça está bestialmente bem feito - tira-nos o chão, faz-nos parar no tempo e aquelas vozes ecoaram na minha cabeça o dia todo. Muito mais que todas as imagens que vi - porque eram vozes de gente em pânico, elas sim, sem chão e sem nada, a quem tudo foi roubado. Devia haver mais gente a escutá-la, por estes dias. Talvez assim, alguns deles, se conseguissem pôr, nem que fosse 'um poucochinho', no lugar dos outros, sem chavões políticos nem banalizações.


Falar a verdade

8.7.14
Em vez de tentares “salvar*” o teu filho das coisas que lhe vão acontecendo, experimenta contar-lhe a verdade, com palavras adaptadas à idade dele, para que ele possa compreender melhor e integrar as diferentes nuances que a vida tem.

A forma como os nossos filhos reagem à vida deles não tem apenas a ver com a forma como eles vivem e sentem a sua vida mas é também altamente influenciada pela forma como os seus pais, os seus avós, os seus professores e todos os outros que estão à sua volta vivem as suas próprias vidas.


*salvar = justificar as explicações, dizer-lhe ‘oh, deixa lá isso!” quando possivelmente aquilo tem tanta importância para ele, proteger quando ele consegue e sabe ‘safar-se’ da situação, dizer-lhe que ‘não foi nada ou que está tudo bem’ quando claramente não está

As palavras para dizer: «Quero a minha mãe!»

31.12.12
Esta crónica maravilhosa vem ao encontro daquilo que defendo e que é:

1. Contar SEMPRE a verdade às crianças, numa linguagem adaptada à sua idade;
2. Reconhecer os sentimentos;
3. Ajudar a falar e a pôr palavras nos sentimentos.

Fica pois a crónica da querida Isabel Stilwell, que entrevistei AQUI. Avó de mimo, de afectos e uma mulher extraordinária e doce!


As palavras para dizer: «Quero a minha mãe!»



Se a mãe ou o pai não estão fale-se neles, como sempre. E repita-se que nunca as esquecem, que voltam depressa. Porque elas ouvem, percebem e registam. E sentem-se menos assustadas.

No livro do pediatra Mário Cordeiro sobre as birras, sublinhei a caneta fosforescente, um parágrafo em que pedia aos pais que fizessem o ensaio de se exprimirem apenas com uma mão cheia de palavras, e depois contassem o que sentiam. Ele não tinha dúvidas nenhumas, e eu depois de ter feito a experiência também não, que ao fim de cinco minutos estávamos aos pontapés aos móveis, a atirarmo-nos para o chão furiosos, a usar todos os meios ao nosso alcance para não deixar ninguém imune à nossa frustração. Faríamos birras, portanto.
Perante o vocabulário que cresce a uma velocidade galopante da Madalena e da Carmo, ficamos todos fascinados. À medida que dizem os nossos nomes, chamam por eles, tornamo-nos facilmente (ainda mais) seus escravos. Quem é que se importa de se levantar a meio da noite, para um «afó», choramingado do quarto ao lado?
Mas agora quando as «adoptamos» por uns dias, com toda a euforia que obter a «guarda» das gémeas nos provoca (sim, é diferente sermos avós com os pais presentes, ou avós no estatuto de últimos responsáveis pelos netos, para o bem e para o mal), surge também a dúvida: que palavras usamos para lhes explicar que a mãe e o pai não estão, mas não as abandonaram? Como é que mitigamos as saudades e a desorientação que de certeza sentem, quando não têm forma de perguntar, não têm maneira de as manifestar? A primeira tentação é deixar de falar nos pais. Afinal, estão tão bem, para quê perturbá-las?
Imagino as crianças desta idade em instituições, e sinto um
imenso arrepio. Já ouvi dizer a técnicos que «os meninos se adaptam depressa, e esquecem o passado num instante». Escutei avós que garantem que quando lá ficam em casa «nem se lembram dos pais». Mas se dúvidas houvesse, bastava ver como reagem quando passam por uma fotografia da Ana ou do Eduardo, ou tragédia das tragédias, a vêem a acenar-lhes do lado de lá de um ecrã, e desatam em pranto.
Somos uns ignorantes do que se passa na cabeça das crianças, mas camuflamos a ignorância que nos mete medo e nos remete para as nossas ansiedades infantis, com uma segurança patética. Perguntei ao Eduardo Sá, tendo o privilégio de um programa diário com ele na Antena 1, e a resposta foi definitiva: elas podem não ter as palavras para dar conta dos seus sentimentos (e quantos adultos não as têm, recorda), mas compete-nos a nós ajudar a legendá-los. Sim, mesmo que chorem, e claro, fazendo-nos sentir menos importantes, mas se a mãe ou o pai não estão fale-se neles, como sempre. E repita-se que nunca as esquecem, que voltam depressa. Porque elas ouvem, percebem e registam. E sentem-se menos assustadas.
PS – Devem as mães deixar de sair em trabalho ou de férias porque os filhos sentem tanto a sua falta, pergunto, sem querer deixar as pobres ainda mais culpadas. «Claro que não. Os bons pais são aqueles que deixam os filhos crescer e alargar a sua rede de afectos, de ligações a outras pessoas, e deixar crescer significa permitir algumas dores». Uf! a história acaba bem para todos.




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Limites e Autoridade

24.4.12


Tema quente, o de hoje. A autoridade… Desejada e ambicionada por muitos e, ainda assim, tão difícil de levar adiante.

Até a palavra é forte! Há quem goste de chamar autoridade, há quem lhe dê outros nomes. Não interessa. Hoje falo daquele momento em que ensinamos aos nossos filhos coisas fundamentais e onde impomos essa situação como obrigatória. Queres chamar liderança? Por mim, tudo bem. Desde que te faça sentido e consigas perceber que, neste caso, a semântica tem menos importância que o que abaixo se fala.

A palavra 'autoridade' está relacionada com o conceito de hierarquia e corresponde ao poder de comandar os outros e levá-los a agir da forma desejada. Constitui, por isso, a base para a responsabilidade. E podemos fazê-lo tanto pela força, como pela manipulação como pela modelagem. É uma questão de… estilo!
Palavras explicadas, vamos ao que interessa.

Aquilo que mais oiço é 'como é que faço para o meu filho' isto e 'para que o meu filho' aquilo?
A minha resposta é sempre 'não sei'.
E não sei mesmo. Cada caso é um caso, cada família é uma família. E nisto, é quase como num casamento… não meto a colher (embora muitas vezes tenha imensa vontade).
Adiante.

Aquilo que eu sinto é que, muitas vezes, nós não sabemos bem como fazer as coisas e qual é o nosso espaço e lugar, enquanto pais. Por isso é que este post se podia chamar 'uma explicação sobre o que é a autoridade parental'. Mas não se chama. Por isso, anda daí!

Nesta coisa de autoridade há uns quantos pontos que deixo abaixo, para leres, imprimires e até guardares para reflectires mais tarde. 

Aqui vão eles:
- As coisas, sejam elas quais forem, têm de ser explicadas às crianças. Todas? Sim, aquelas que lhes dizem directamente respeito. Em qualquer idade? Sim! Sim! Sim! Com as palavras adequadas, com os detalhes necessários. Aproveita e lê o post Falar a Verdade, onde explico melhor isto de se falar a verdade.
- As crianças têm de compreender que a vida tem regras e essas regras são para serem cumpridas. Elas são necessárias e indispensáveis numa sociedade civilizada. Não se dá pontapés ao banco da frente, num avião. Chega-se a horas à escola. Não se atira comida ao chão. Não se atravessa a rua quando está vermelho. Não se bate. And so on. 
- Nós pais também temos de compreender que estas regras são fundamentais e que somos nós aqueles que garantimos que os nossos filhos conhecem essas regras. Como? Enunciando-as e modelando-as. E exigindo que elas sejam cumpridas.

Autoridade é isto: é explicar a regra, impôr a regra e o respeito da mesma. Caso haja infracção, cada pai deve actuar de acordo com o que lhe parece útil naquela situação. Até pode abrir excepções à regra. It's our call. Se tiver de impôr uma sanção, que a imponha, na justa medida e com equilíbrio. Sinceramente, isto não tem nada de violento e o adulto não está a abusar do seu poder (e não, não me estou a referir a palmadas ou sapatadas.)

- Uma criança é um ser inteiro e que tem de ser tratada com respeito. Mas também é um ser em construção e, por isso mesmo, tem uma necessidade vital da autoridade dos pais para se construir. 
- A criança é um ser pulsional. Isto quer dizer que o cérebro dos nossos cutchi cutchi ainda está em crescimento e que a gestão que têm sobre um impulso ou desejo é muito pequena. Por isso mesmo é que esta autoridade tem de estar em equilíbrio com aquilo que pedimos que ela faça. Para quê? Para que seja justa. 
- Educar não é impôr. O objectivo da educação, entre outras coisas, é sobretudo o de fazer com que a criança compreenda o benefício das regras. Para quê? Ora bem, para que as possa aplicar sozinha, sem necessidade dos pais. E, compreendendo as regras, aceita-as. Por isso, e mais uma vez, falar a verdade, explicar a razão de ser das coisas é fundamental. 
- Educar também é escutar. Queres que os teus filhos façam sempre aquilo que tu queres? Mesmo? Queres uma obediência quase cega? Eu quero filhos que me questionem sobre o porquê e o interesse de uma regra. Sinceramente, não acho piada nenhuma quando oiço 'os meus filhos fazem tudo aquilo que lhes peço'. Estão na tropa?, tenho vontade de perguntar. E quando forem maiores? E quando forem adultos? Vão andar a toque de caixa por causa dos outros, sem nunca questionarem? Lá está, equilíbrio, meus senhores. E respeito pela criança. 

E nós? Costumo dizer que se compreendêssemos que é tão vital para os filhos a educação como é vital tomarem um medicamente para baixar a febre alta, talvez algumas coisas fossem diferentes.
Ao mesmo tempo, e como a Laura nos explicou na entrevista que deu aqui no Mum's, é importante que saibamos gerir as nossas frustrações e ansiedades. Elas são só nossas e de mais ninguém. Aposto que, quando isso acontece, somos mais capazes de enunciar e fazer respeitar uma regra sem que tenhamos de recorrer a sanções ou manipulações.

E porque é que isto tudo é importante? Pelas razões enunciadas acima e também porque é dentro dos limites que uma criança também se constrói.

do blogue e dos próximos posts

20.3.12
Para as meninas que pediram, e às quais já respondi, e para aquel@s que, embora não tenham pedido, gostam de passar por cá e ler...




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