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Quando é que eu sei que é a hora certa?

9.10.17




Quando é que eu sei que é a hora certa para deixar os meus filhos irem passar a noite a casa de um amigo?
Quando é que eu sei que é a hora certa para a deixar fazer aquela tatuagem?
Quando é que eu sei que é a hora certa para a deixar fazer uma certa viagem?

Quando é que eu sei que é a hora certa para o mudar de escola?
Quando é que eu sei que é a hora certa para lhe dar um ipad/telefone/bicicleta?


Não sei... ou até sei. Quando conhecemos mesmo muito bem os nossos filhos somos capazes de adivinhar. Ou estar bem perto da resposta a essa questão.

Uma criança pode ir dormir a casa de outra aos 4 anos se sentir preparada, segura e o quiser. E os pais deixarem. O mesmo terá de acontecer connosco, pais - estarmos preparados para isso, sentirmo-nos confortáveis com a ideia (sem falar que sabemos bem quem são os adultos que vão ficar com os nossos filhos).

A minha filha de 8 anos foi este verão de férias para casa dos avós, em França. Sabíamos que estava pronta e que este voto de confiança e responsabilidade ia ao encontro do seu processo de crescimento e desenvolvimento. E por estarmos tão certos disto, a experiência foi vivida com imensa tranquilidade cá por casa. É certo que ao fim de 15 dias estávamos todos com saudades uns dos outros mas este sentimento é bom. Sabíamos que estava bem, a divertir-se e que o dia de regresso estava próximo.

O desejo de ir visitar os avós era grande. Quando lhe propusemos a viagem disse que sim cheia de entusiasmo. Em nenhum momento recuou na ideia. Tivemos, então, a certeza que era a hora certa, para ela. E o 'para ela' está sublinhado porque há uma história e uma vivência específica que permitiu que isto acontecesse.

O mais curioso foram as perguntas que vieram de fora, colocadas por adultos:
'E não tiveste medo? Eu, quando vou viajar de avião tenho sempre imenso medo. Se pudesse, não o faria.'

E se é verdade que o facto de uma miúda de 8 anos poder viajar sozinha pode suscitar alguma curiosidade, a verdade também é que os comentários acima têm um efeito que pode ser perigoso:

- criar  um medo onde ele nunca existiu;
- enaltecer uma suposta coragem que, neste caso, era visto como uma normalidade. 'Porque razão é precisa coragem para ir visitar os meus avós? Será que há algum perigo? E se sim, onde é que ele está?'

Bem sei que a intenção não era esta. Ainda assim, desejaria que pudéssemos estar mais atentos ao que dizemos. Mostrarmos interesse e curiosidade pode passar por colocar questões que revelem isso mesmo 'Uau, nunca viajei sozinha com a tua idade - conta como foi? O que é que acontece no aeroporto? '15 dias sem os pais - como é que foi?'
Induzir um medo onde ele não existe é que não.

A hora certa não existe nos livros. A hora certa é a de cada criança e, para isso, bastará estarmos atentos. No nosso caso, o facto de lhe termos proposto a viagem também faz parte do processo do nosso crescimento enquanto pais mas também da nossa necessidade em lhe darmos o que ela precisa, a cada passo do caminho. Há dias em que a visão não é tão clara assim. Mas há outros em que é. É estar atento.


Estaremos mesmo envolvidos na prevenção dos maus tratos da criança?

18.4.17



Podes ler o documento da Convenção dos Direitos das Crianças aqui. E podes ler um resumo aqui também.
Infelizmente, há ainda quem considere que estes direitos são apenas para as crianças que estão em zonas de conflito e perigo e que no nosso Portugal a maior parte está segura.
No entanto, um bom olhar à nossa realidade mostrar-nos-á que a verdade não é essa.
Há uns meses participei numa conferência onde, a dada altura se falou da proteção da criança dos maus tratos, sendo que maus tratos são negligência também. E uma das oradoras perguntava-nos o que faríamos se víssemos uma mãe a bater e a ameaçar um filho, num supermercado. Houve um silêncio na sala. Ninguém respondeu. E a oradora continuou e partilhou connosco o que tinha feito, uns meses antes quando esteve perante uma situação destas. De uma forma muito assertiva e corajosa, interpelou aquela mãe e disse-lhe:
'Claramente, vejo que a senhora está fora de si e sem capacidade para gerir esta situação. No entanto,  não posso deixar de ver que a senhora está a agredir este menor e, enquanto cidadã, não posso fechar os olhos e fingir que não vi. Caso a veja agredir novamente o seu filho - física ou de outra forma - chamarei o agente de autoridade que está agora a olhar para nós.'

Curiosamente, esse mesmo agente da autoridade não se manifestou nem se deu, possivelmente, conta, da agressão que tinha acabado de acontecer à sua frente. Será que todos teríamos tido esta mesma coragem? Será que para nós bater e gritar com uma criança não passa de educação?

Mas maus tratos não é apenas bater na criança ou ameaçá-la. É não lhe criar oportunidades, não tratar dela e ajudá-la a fazer da infância um lugar seguro. Vale a pena dar uma vista de olhos aos documentos que anexei. E uma pesquisa no google faz-nos compreender que há ainda muito caminho a percorrer e por isso é que Abril é um mês cheio de iniciativas que nos fazem lembrar que estamos todos implicados nesta missão de criarmos um lugar seguro para as nossas crianças.

O que precisa uma criança entre os 5 e os 12 anos? A Praça | RTP 27 de Junho 2016

30.6.16


LINK AQUI
  1. Amor e segurança
  2. Autonomia
  3. Tempo para brincar e descontrair

Hoje vamos por tópicos e precisas mesmo de escutar o programa :)
  1. Sentimento de pertença + importância do vínculo ao nível da auto-estima + Sistema limbico ou cérebro emocional
  2. Nivelamos por baixo e temos medo.Como temos pressa, fazemos pelas crianças. As crianças passam a achar que os pais querem fazer tudo e por isso passam a deixar que isso aconteça.
Há mais perigos mas há soluções = o caso de pontevedra
Escutar a criança - como é que escutamos de facto
3) Brincar é a forma que a criança tem para aprender, testar respostas e emoções

  1. A primeira coisa que a criança precisa é de amor e segurança porque só assim pode sobreviver. 
  2. A qualidade do vínculo é determinante para o seu desenvolvimento emocional
  3. Andamos sempre cheios de pressas e tiramos aos miúdos a capacidade de fazerem e de se testarem.
  4. A brincadeira é uma das formas que a criança tem de aprender sobre a vida e de testar respostas.

Estamos a criar tótós? Agora em word!

20.7.15
Houve alguns leitores que me disseram que ler o PDF no telemóvel não era fácil. Admito que não e para que não te falte mesmo nada, fiz copy past ao PDF e aqui tens o texto só para ti!

"Lembro-me de brincar no terraço do meu prédio com os 

meus vizinhos e de sentir que a imaginação era o limite... 

Lembro-me de ouvir a minha mãe chamar-me para jantar 

– mais ou menos à mesma hora das outras mães – e de 

sentir que não queria ir para casa, porque 

estávamos tão bem naquele nosso mundo 

de fantasia, onde podíamos explorar as 

inúmeras possibilidades que oferecia aquele 

terraço... Lembro-me de sentir o vento a bater-me na cara 

e de pensar que se fosse para casa, teria de puxar muito mais 

pela imaginação, porque na televisão os desenhos animados 

passavam apenas ao domingo de manhã e não havia Play-
stations nem Nintendos (esta surgiu um pouco mais tarde 

e em formato bastante arcaico!). 


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