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4 + umas quantas dicas para lidares com o 'Tu não mandas em mim!'

17.11.14
E um belo dia, ao pedires ao teu filho para ajudar a pôr a mesa ele sai-se com um 'Tu não mandas em mim!' e tu pensas 'Ui, o que é isto? Como é que isto aconteceu?'.

E, de repente pode acontecer muita coisa: podem argumentar, podes dizer-lhe 'tu não me falas assim' ao que ele pode muito bem responder 'e tu também não' e, sem darmos por ela entrámos num diálogo de surdos impossível!

Como tu és o adulto e como provavelmente és tu que estás a ler este post, convido-te a experimentares o seguinte [experimenta! Não acredites nas minhas palavras - vai lá e faz acontecer isto e depois diz-me como foi].

1. Lembra-te que quando este tipo de 'respostas' acontecem, o vosso vínculo está fragilizado. Pode não ser muito ou até pode ser - tu saberás. 
2. Procura escutar para além das palavras: o que é que ele está mesmo a dizer-te? Que não gosta de pôr a mesa, que gostava que a mesa estivesse pronta todos os dias ou que não gosta que lhe estejam sempre a mandar fazer coisas?
3. Procura também lembrar-te se tens criado oportunidades para fazerem coisas que lhe dão prazer ou se fazem sempre e apenas as obrigações.
4.Mas ele não me pode responder assim, dizes tu... mas a verdade é que responde... e eu gostava que te lembrasses que não é possível lidares com este tipo de 'provocações' através de medidas autoritárias e sim através da criação de um vínculo importante. 

Questão que naturalmente te vais colocar agora: 
-E castigar ou ralhar não posso, esta agora!? 

Claro que podes! Ninguém te impede disso. O que é que vai acontecer quando ralhas e castigas?
Pois, isso tudo: na altura até pode resultar mas muito em breve terás uma situação muito semelhante e, aos poucos, os castigos e os ralhetes deixam de funcionar. E, aos pouquinhos, e quase sem te dares por isso, o vosso vínculo foi ficando cada vez mais pequeno, mais pequeno...e este tipo de respostas mais e mais frequentes... e aposto que não é isso que queres, pois não?

Pára lá um minuto e coloca-te do lado do teu filho. Muito possivelmente, para estar a dizer-te uma coisa destas é porque está desconectado de ti, sente-se pouco compreendido e não sabe lidar com os seus sentimentos. É possível que sinta que ninguém o escuta mesmo quando tu achas que sim... O que é que ele precisa? Que páres e o escutes, de facto! E não precisará sempre de lições.
Há pais que me dizem algumas vezes que se sentam com os filhos com calma e falam com eles com calma e lhes dizem as coisas.. com calma. Asseguram-me que os filhos prometem que vão fazer diferente da próxima vez mas a verdade é que a próxima vez é logo ali, ao virar da esquina e é o 'vira o disco e toca o mesmo'. Porquê? 
Porque aquilo que fizeram foi falarem com muita paciência e com calma MAS falharam no mais importante: não escutaram! É escutar, não é opinar! É fazer perguntas, ser curioso, sem adicionar. 
Queres experimentar? Não é simples, garanto que não é MAS vale todo o teu tempo e toda a pena!!
Não acredites no que te digo - experimenta!!! Posso estar apenas a querer passar-te uma rasteira e só saberás se experimentares. Depois vem cá contar como foi!

Eu sei que estás sempre a ler isto e é porque é apenas a mais pura das verdades.
As crianças soletram AMOR = TEMPO

Vem aí o Natal e só nesta altura do ano tens tantas formas de te conectares com eles sem ser com prendas. Usa-as em teu proveito e lembra-te que o processo é que tem de ser divertido - não é o produto final!
O importante é que possas fazer coisas COM os teus filhos e não para eles! O divertido está em fazerem juntos.

Se clicares neste link vais descobrir uma série de rituais que podes levar para tua casa. São situações fáceis de criar e que podes perfeitamente fazer já esta semana.

Preparar o advento 2 - calendário com actividades [imprimir e está a andar :) ]


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Rituais para preparar um Outono em família com mais significado

5.11.14



1. Concentração de bruxas

2. Desenho abóbora para colar à porta de casa

3. Bruxinha na sua vassoura

4. Bruxinha escondida

5. Nascimento da Billy

6. Billy the VI




A abóbora que vês na última imagem é o Billy the VI.

Desde há 6 anos que, todos os anos, em Novembro, há uma Billy na nossa vida.

Nunca imaginei vir a celebrar, desta forma, o Halloween mas não é apenas uma brincadeira americana importada. O Halloween cá em casa é uma mistura de muita coisa, desde há muitos anos:

, a verdade é que cá em casa, pouco se festejava condignamente. Como na maior parte das casas. Só que festejar o Halloween era demasiado americano. Festejar o Thanks Giving ainda mais. E fazer um almoço com amigos muito próximos era apenas isso: um almoço. Então, inspirada num livro que li, decidi celebrar tudo ao mesmo tempo. E o que é que celebrei? Celebrei a sorte que tenho em ter amigas excepcionais, que estão presentes em todos os momentos da minha vida, e como estou grata por as ter. E também celebrei com elas, com os delas, e com os meus, a chegada do Outono/Inverno, com aquilo que a terra nos dá de melhor. E, porque a terra também nos dá abóboras nesta altura, fizemos um mimo aos mais pequenos, e aproveitámos para celebrar o dia das bruxas. Ora, para quem não queria americanices, coloquei oito pessoas à volta do tema do Thanks Giving, do Halloween e, vá lá, do S. Martinho também! E todos alinharam!Então, a partir de agora, todos os Sábados antes do dia 1 de Novembro, temos encontro marcado cá em casa, por volta da 1h. Neste dia, celebramos a amizade com aqueles que eu considero a minha segunda família. O menú pode ser o que quisermos desde que todos os ingredientes sejam os da época. Este ano houve sopa de abóbora, lombo de porco assado com couve rouxa, maçã cozida e castanhas, um “gratin dauphinois” (que é como quem diz: batatas às rodelas no forno), gelado de dióspiro com coulis de framboesa, musse de chocolate, castanhas assadas e queijos.


Este ano houve ainda mais decorações, todas mas mesmo todas feitas por nós. A vassoura que vês também foi feita cá em casa :) Está um mimo!


Com a chegada do Outono e com o regressar a casa e ao calor, sugiro-te a leitura destes posts.

O segredo está em planear o que desejamos fazer, a tempo e horas, para que tudo possa correr como deve de ser. Não precisas de grande pompa e circunstância. Importa que possas pensar nisso.


Advento

Advento: actividades

Bolachas de Natal [a fazer em Novembro, por exemplo]

S. Nicolau

Páscoa





ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | AJUDAR E MOTIVAR PARA OS ESTUDOS

1.9.14
Muitos pais contam-me que uma das coisas difíceis, no regresso às aulas, é a questão dos TPCs e do ajudar a estudar. Se há professores e escolas que começaram a dar menos TPCs, a verdade é que há momentos em que os miúdos têm de estudar e nós, ajudar.

Estudar requer método, persistência e foco. E estas são características que não só os miúdos usam menos bem, mas nós também, e cada vez pior.

Sempre que possível senta-te ao pé do teu filho e interessa-te por aquilo que ele está a fazer - mais do que ajudar a fazer ou fazer por ele. Pergunta-lhe como é que se faz aquela equação ou conta-lhe uma coisa interessante sobre aquele rei que ela anda a aprender na escola e que não vem nos livros.

O segredo é tornar o estudo interessante: tu, porque lhe contas pontualmente coisas que lhe aguçam a curiosidade e tu [sim, mais uma vez tu] porque te interessas por ele e pelo acto de estudar e pela matéria. E quando tu levas interesse a essas coisas, é bem possível que ele as veja com algum interesse... A famosa pescadinha de rabo na boca.

Mandar os miúdos estudarem quando eles não têm método, é um pouco disparatado. Falei com alguns pais cujos filhos têm gosto pelo estudo [e também por outras actividades e tablets e skates] e houve uma resposta comum: a presença dos pais e o interesse pela situação parece ser a grande base.

Há pais que acompanham o estudo dos miúdos, diariamente, com o objectivo de garantirem que eles adquirem um ritmo e também um método. Mas o que foi mesmo interessante ouvir foi à pergunta:
- 'E gostas?'
- 'De início não - é uma seca! Mas depois gosto mesmo muito! E aquela coisa do vínculo que tu falas - é mesmo verdade - podes ficar mais próxima dele quando fazem estas coisas em conjunto.'

Nota: estás a lançar as bases para o estudo - descansa que quando isto estiver bem consolidado, eles não precisarão de nós tão frequentemente. Saberão fazê-lo sozinhos.

Dica:
Sabes que ele está a estudar a fundação de Portugal. Quando ele chegar ao pé de ti, não lhe perguntes:
1 - O que estás a estudar?
2 - O que aprendeste hoje?
3 - O que é que gostaste mais hoje na aula de História?

Diz-lhe antes - vou contar-te uma história sobre a mãe do rei D. Afonso Henriques.
E começas. Com detalhes e jeitinho e a criar o entusiasmo.
É uma ideia! :D


E tu, que outras ideias e alternativas colocas em prática, no estudo dos miúdos?

Feliz Ano Novo [e uma resolução sobre beleza]

31.8.14
Setembro é, para muitos de nós, o verdadeiro ano novo. Mais ainda para quem tem filhos, significando isto o fim das férias grandes, o regresso às rotinas. É como se houvesse um movimento de fora para dentro de casa.

E como em todos os inícios, tenho vontade de ser melhor e continuar na saga do minimizar, voltando ao que é essencial.

Uma das minhas resoluções deste final de ano em Setembro é viver a beleza. A beleza na forma como decoro a minha casa, como me visto mas também ver mais arte, ouvir melhor música, dar um valor diferente às refeições. O amor está nos detalhes. A arte é amor.

Este é um desses detalhes. Para mim, as flores trazem alegria a uma casa. Confesso que não tinha mais regularmente flores cá em casa porque me custava deitá-las fora e estas que estão na foto [sabes o nome delas?] são uma excelente alternativa. Quando secas continuam lindíssimas. O chato é o pó mas quando já não der mais, voltas a comprar um molhe novo. E isto dura meses.



Esta é uma foto da nossa mesa a ser posta, hoje de manhã, ao pequeno-almoço. Agora, às refeições, passamos a ter flores nestes frasquinhos de iogurte. E guardanapos de pano! E sabes que mais? Toda a gente cá em casa gosta de colocar as flores nos indivíduais... [com a vantagem de não ter água e por isso não haver acidentes!]

E tu, como vives a beleza?

Nota: se procuras mais infos sobre rotinas e rituais, escreve a palavra no campo pesquisa, na parte de cima do blogue. Vai haver mais novidades, mas assim vais já preparando o vosso outono/inverno em família!

ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | O PRIMEIRO POST

21.8.14
Eu adoro, adoro mas é que adoro mesmo Setembro.

Tem um cheiro a rituais e a novos inícios. Tem cheiro a borracha de 'safar', a mochilas por estrear, a um movimento de retorno a casa mas com as vantagens de as temperaturas ainda serem boas e os dias ainda não serem mesmo pequenos.
Gosto de Setembro e dos rituais - e num próximo post partilho contigo os meus rituais para este ano que agora começa.
Gosto de Setembro por causa dos novos inícios - um novo ano lectivo, novos cadernos e tantas e tão boas oportunidades.
Nos próximos posts vou também dizer-te como estou a preparar a rentrée com os meus filhos [a mais velha vai mudar de novo de escola!] e quais são as dicas para reduzir as ansiedades e promover a responsabilidade também.

Um dos posts que vais também ler é sobre como consegues sair de casa, de manhã, a horas. Já escrevi aqui sobre isso e muito do sucesso reside na preparação

Sair de casa com calma, zen e sem birras em 8 pontos fundamentais


E porque a rentrée escolar está mesmo aí, convido-te a espreitares a nova colecção da C&A e a preparares os conjuntos - não [só] por uma questão de moda mas sobretudo porque quando sabemos quais são os conjuntos possíveis e o que é que conjuga com o quê, a nossa vida torna-se muito mais fácil quando temos que gerir as saídas de manhã! Vale a pena ir à C&A, aproveitar os saldos e trazer já peças da nova colecção. Esta é uma das minhas estratégias, fazer uma lista dos fundamentais e do que conjuga com o quê. Garanto que me facilita a vida! E as tuas, quais são?

Ah! Por cá, este ano, vamos começar a sair às 8h da manhã! E por aí? Como estás a preparar tudo isto?

Sobre o Natal, o vínculo e o calendário do advento

2.12.13
Se já frequentas este blogue há algum tempo, sabes que eu gosto de rituais e que os considero como uma das melhores formas de criar vínculos duradouros, bons e eficazes entre ti e os teus filhos.

Por isso mesmo, há dois anos criei um calendário do advento. Podes também encontrar um super calendário no blogue da Busy Woman [também ela considera os rituais muito importantes].

Este ano estava a olhar para o nosso calendário e percebi que, por ter um bebé pequenino cá em casa e por os ritmos serem diferentes neste momento, não posso ter a presunção de querer fazer uma actividade todos os dias. E por isso não vou fazer. Vou fazer o que posso, o que nos apetecer no momento e o que der. O importante é que estes rituais sejam bons. 

E pronto, é isto. Que todos nós possamos celebrar este mês em paz, com amor e saúde. Sim, sim, pode parecer um lugar comum mas é mesmo o que sinto neste momento em que te escrevo.
O nosso Natal é em nossa casa, com os nossos. Nunca há de ser um Natal tipo Pinterest - esse tem filtros e os melhores ângulos. Nós temos a vida real.

Feliz Dezembro | Boas Festas!!

Pirosinha?

31.10.13
Confesso: não sei bem qual é o motivo pelo qual se festeja o Halloween. Lembro-me de não festejar este dia quando era miúda. Aliás, lembro-me muito bem de ir à baixa do Porto com a minha mãe, ou à modista, comprar ou fazer uma roupa toda bem para usar nesse dia feriado. Lembro-me do cheiro a velas, do frio. De detestar o ambiente mas de ficar feliz por reencontrar amigos – ainda que fosse num cemitério (vá lá que estavam vivos). Lembro-me irmos lanchar à pastelaria, num ritual anual feito na primeira semana em que os dias ficavam mais curtos e anoitecia mais cedo. Lembro-me de dizer ‘que desperdício de dia passado todo aqui, de pé, a olharmos uns para os outros.’
Festejar o Halloween, ainda que não tenha nada de tradição, é sempre um ritual mais alegre, no mínimo. Cá em casa, celebra-se a vida, os amigos, a família. A mais velha está num ‘excitex’ só visto. Fala-me de bruxas, de vampiros que voam e moram nas árvores (devem ser os morcegos), canta músicas da pipiripirosinha que eu não faço ideia o que é mas dá-me vontade de rir (anyone?). Estamos ao quente, dentro de casa, com vontade de fazer esta receita. Amanhã, dia 1 trabalha-se, ao contrário do que aconteceu nos meus últimos 35 anos de vida. A tradição já não é o que é, essa é que é essa. Mas para nós, cá em casa, celebra-se a vida, recorda-se o passado e constroem-se novos rituais à nossa maneira, criam-se boas memórias, faz-se uma nova tradição.
Terei algum motivo para não gostar? É dia de festa, de se pôr uma mesa grande. Só é mesmo pena amanhã não ser feriado.

E por falar em abóboras…
Já conheces a Pumpkin? A Pumpkin é um site para famílias onde podes encontrar “as melhores sugestões de actividades e dicas para serem felizes”. Ah pois é!! J Eu consulto o site semanalmente e é tão bom ver o Norte no roteiro (é que é sempre o centro!)
Criado por uma família para ajudar outras famílias, é um site feito com muito amor e eu gosto tanto da Mariana, que é um doce e super atenta!

O site da abóbora é aqui www.pumpkin.pt

♥ A propósito do dia de S. Valentim ♥

25.1.13
Under the sycamore
Volta e meia baixa em mim uma vontade incontrolável de me tornar uma craftperson. Como os franceses dizem, 'j'ai deux mains gauches' e muito pouca paciência e sei que mais me vale desistir da ideia. Tenho ideias sim, mas preciso de quem as execute.

Só que eu disse que a vontade é incontrolável e por isso aqui estão aquelas coisas que estão ao meu alcance (e da minha Miss!) para fazer para oferecer no dia de S. Valentim. É que a ideia é mesmo esta - fazer com eles.

Quando vivi em Inglaterra, toda a gente recebia cartões no dia 14. E não, não era porque tinha muitos pretendentes. Era só porque alguém gostava daquela pessoa - como amiga, por exemplo.

Eu é que torno este dia mais ou menos comercial. Vou usá-lo como lembrança para oferecer muitos corações e mimos ao pessoal cá de casa. Ofereço nos outros dias mas neste vai saber-me mesmo bem!

Mais ideias aqui! E muitas começam já dia 01 de Fevereiro!

Under the Sycamore
Pink Pistachio
Elle's Studio
A Pumpking & a Princess



Calendário do Advento | Actividades

10.11.12


Eu não tenho medo de insónias! O que é que faço com elas? Coisas giras e que queria ter feito há muito tempo!

Já andava a pensar fazer o calendário do advento para este ano. No ano passado fiz mas foi tudo a correr e este ano queria fazer diferente! 

Fazendo as coisas com tempo, garanto que ficam bem e como eu quero. E gosto tanto da ideia que a partilho aqui contigo.

Então o que é que há a saber:


1. Que este é um calendário do advento com actividades. Estão aqui 24 dias e para quase cada um deles há uma actividade gira para se fazer com os nossos filhos.

2. Quase todos os dias, leste bem! Porque há dias livres!Podes ler aqui sobre a importância dos rituais!

3. E tem de ser de acordo com o que está planificado? Não! Se reparares, cada quadradinho tem uma bolinha ou vermelha ou verde. Quando imprimires o calendário colocas aí o dia que queres! E assim geres tu as actividades. Há só dois dias que terão mesmo de ser! É o dia 6 e o dia 24. De resto, tu é que geres!

4. Há actividades que já fiz e escrevi - podes consultar aqui sobre o S. Nicolau e sobre as bolachas de Natal (AQUI E AQUI).

5. O que é que eu gostava muito? Que colocasses no teu blogue ou no teu facebook a imagem de cima e que dissesses que vais participar! E adicionas o link para esta mensagem - assim mais gente pode ver o que é e fazer igual! Que tal, alinhas? Deixa aqui o link para irmos espreitar :)

6. O que é que eu gostava ainda mais? Que deixasses aqui feedback sobre como está a correr :)

ENJOY!

Billy, the Fourth

1.11.12
Com a mudança da hora, só me apetece ficar por casa ao fim-de-semana e finais de dia.

O feriado de dia 1 de Novembro dá início a uma série de rituais que temos cá em casa e que vão até mais ou menos aos Reis. Aliás, o ritual da amizade este ano não foi celebrado no final de Outubro e será sim feito no início do ano, à frente de um bolo rei. 

E como este ano o Billy the Fourth ficou ainda mais bonito que o Billy the Third, tinha mesmo de partilhar contigo.

Qual foi o meu contributo no dito? Fazer a sopa que está agora mesmo ao lume! A melhor sopa de abóbora do mundo. A receita? Vê abaixo!
Tinha mesmo de ser ultra simples: 600 gr abóbora, 5 dentes alho. Água quase até tapar. 30 minutos a cozer. Triturar e adicionar sal a gosto. Servir com cebolinho cortado.
Ah! Sim, a cara que vês atrás do Billy IV é a minha miss!








Rituais #1

14.9.12
publicado a 01/11/11

Este post é dos que tem mais significado para mim porque sou menina de rituais. Gosto deles e pronto!


E Setembro é o mês para definirmos aqueles que queremos que aconteçam na nossa vida. Porque o Outono e o Inverno são meses em que ficamos mais por casa, em que cozinhamos mais, em que nos aquecemos mais. Espero que este post te possa inspirar. A mim, que ainda estou de férias, deu-me uma vontade grande de começar a preparar tudo!






Os estudos provam que os rituais são bons para a saúde. E porquê? Então, porque tornam a vida mais previsível, sob controlo e com significado. Sim, sim! É que nós todos gostamos muito pouco de surpresas, embora digamos o contrário (os estudos também provam isso!).


Com o fim do verão e com o início das aulas, chega também a época do ano com mais tradições. Nós temos os Fieis, a quem os franceses chamam de “toussaints”, os magustos; os alemães têm o oktoberfest e pelo meio temos ainda o Halloween dos americanos.


Mas celebrações à parte, a verdade é que cá em casa, pouco se festejava condignamente. Como na maior parte das casas. Só que festejar o Halloween era demasiado americano. Festejar o Thanks Giving ainda mais. E fazer um almoço com amigos muito próximos era apenas isso: um almoço. Então, inspirada num livro que li, decidi celebrar tudo ao mesmo tempo. E o que é que celebrei? Celebrei a sorte que tenho em ter amigas excepcionais, que estão presentes em todos os momentos da minha vida, e como estou grata por as ter. E também celebrei com elas, com os delas, e com os meus, a chegada do Outono/Inverno, com aquilo que a terra nos dá de melhor. E, porque a terra também nos dá abóboras nesta altura, fizemos um mimo aos mais pequenos, e aproveitámos para celebrar o dia das bruxas. Ora, para quem não queria americanices, coloquei oito pessoas à volta do tema do Thanks Giving, do Halloween e, vá lá, do S. Martinho também! E todos alinharam!


Então, a partir de agora, todos os Sábados antes do dia 1 de Novembro, temos encontro marcado cá em casa, por volta da 1h. Neste dia, celebramos a amizade com aqueles que eu considero a minha segunda família. O menú pode ser o que quisermos desde que todos os ingredientes sejam os da época. Este ano houve sopa de abóbora, lombo de porco assado com couve rouxa, maçã cozida e castanhas, um “gratin dauphinois” (que é como quem diz: batatas às rodelas no forno), gelado de dióspiro com coulis de framboesa, musse de chocolate, castanhas assadas e queijos. Os vinhos eram portugueses e todos tinto.


Tenho de confessar que foi um dia perfeito.


Ainda assim, quando penso na palavra rituais ou na palavra tradição, lembro-me de dias cansativos, em que era obrigada a estar presente e acabava quase sempre por não aproveitar. Por isso, cair nessa coisa de celebrar uma data de forma tradicional é como se estivesse a ir contra a minha natureza original e criativa e que não gosta de convenções. Mas talvez o segredo esteja justamente aí: em aproveitar a tradição, criar algo de original e só nosso, que tenha a nossa impressão digital. Por outras palavras, é celebrar uma coisa comum a todos mas com aquilo que mais gostamos e que é só nosso.


Na verdade, e segundo os estudos e leituras que ando a fazer, dizem que os rituais contribuem para o sentimento de pertença de pequenos e graúdos. São formas de se estreitar laços e de criar recordações positivas o que, no caso das crianças, lhes dará enquanto adultos, a certeza que a sua infância foi um lugar seguro. E isso é bom – vão ser de certeza adultos desencucados, e não vão chatear o resto do pessoal. Mas li mais: numa altura que a normalidade passa a ser as famílias compostas, os rituais tornam-se ainda mais importantes para que se possa criar uma nova identidade familiar. Novas ou antigas, as famílias precisam destes momentos: dos tradicionais e sociais, como são o Natal, a Páscoa ou ainda o Carnaval, como dos SEUS rituais, ou seja, aqueles que cada uma delas cria. E precisa deles de forma regular, para que a coesão familiar, o sentimento de pertença, a auto-confiança e também a felicidade possam aumentar e sejam reforçados.


E o que é que é mesmo bom nesta coisa dos rituais? Para mim é de certeza a excitação da preparação! De pegar num papel e começar a anotar tudo, desde o que se vai comer, à forma como vou decorar a mesa e de qual é que vai ser o papel de cada um que vai ajudar. É mesmo como o outro diz: a felicidade não é um fim, é mesmo um caminho!


E eu? Eu continuo com um sorriso de felicidade porque estou mesmo contente com esta ideia que tive! E, por saber que, daqui a um ano, cá estaremos todos para celebrar o Thanks Giving, o Halloween, o S. Martinho e a Amizade. E isso dá-me um grande reconforto e a crença que o futuro é um lugar feliz!


Da importância dos rituais... pequeno lembrete!

7.3.12

"The pleasure of doing a thing in the same way at the same time every day, and savoring it, should be noted."
Arnold Bennett

 

③ Exercício_ Semana 3 - Projecto Even Happier 52

17.1.12

Esta é a semana em que juntas mais uma tarefa às 2 de cima. Ou seja, continuas a escrever o que te faz sentir grata, identificas e cumpres com os teus rituais e passas a fazer exercício físico [idealmente era que ele se tornasse num ritual].

Então onde vamos?



Semana 3 – Exercício

                                   Exercício?

Pois é!
São cada vez mais os estudos que mostram a clara relação entre a actividade física e a melhoria da saúde mental [e física, como é lógico!]. Aliás, um dos senhores que tem estudado esta ligação, de seu nome Michael Babyak diz que ‘os grandes depressivos conhecem um estado de melhoria significativo quando fazem meia-hora de exercício, 3 vezes por semana.’

Claro que o exercício, nos casos mais ‘bicudos’ não elimina o tratamento, mas ajuda! O mais interessante é notar é que a ausência de exercício é como se estivessemos a tomar um medicamente depressivo. Curioso, hein?

 Já sabemos que fomos feitos para andar a correr atrás daquilo que ia ser o nosso almoço e o nosso jantar. Também fomos feitos para fugir do leão [nesse caso íamos ser o almoço ou o jantar dele]. Ou seja, fomos feitos para nos mexermos.

E como isto de usar nomes de pessoas que estudam estas coisas dá um tom sério e fidedigno, existe outro senhor que se dá pelo nome de John Ratey [e que até é professor de psiquiatria da Universidade de Medicina de Harvard], que diz qualquer coisa como ‘o exercício físico é o tratamento de sonho de qualquer psiquiatra: alivia as angústias, os ataques de pânico e provoca a libertação de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina que são muito semelhantes a alguns medicamentos para as depressões. Fazer exercício físico pontualmente equivale a tomar um bocadinho de Prozac.

Eu corro. Melhor dizendo, corria. E sei que sempre que entro no processo de correr, sinto-me mais leve, inspirada, bem disposta, com mais energia. A minha pele fica ma-ra-vi-lho-sa, durmo melhor e caramba, sinto-me poderosa. E para isso não há nenhum comprimido. Mas chega o tempo frio e os dias curtos e eu acanho-me. E por isso, neste inverno ando a pagar a factura de forma bem grave. Bem sei que tenho uma amiga que vive permanentemente comigo, chamada ‘hérnia-maria’. A dita, por norma é como a Bela Adormecida. Dorme e não chateia. Mas lá chegou o dia em que decidiu acordar. E tem sido complicado. Com as dores, a rigidez, o frio e os dias curtos falta-me a motivação. Mesmo! Só que depois a gente percebe que não anda para nova [e que tem de tratar da dita ‘hérnia-maria’, caso contrário é ela que vai tratar de mim] e decidi, no Domingo, que vou passar a fazer sessões de Pilates. Andei a ver por aqui na zona e as aulas são ultra-caras – as individuais – e por isso arranjei um CD e vou tratar de fortalecer as costas e os abdominais. Que é como quem diz, adormecer a Bela.

Com isto espero ganhar mais em tempo e qualidade de vida, ficar com umas costas fortes e uns abdominais de aço. Enquanto isso, liberto aquelas hormonas todas poderosas no meu cérebro e fico cheia de energia, sinto-me bem e poderosa. Quando chegar a primavera, é ver-me correr lá em baixo, à beira-mar.

O que é que nos é ainda mais aconselhado? É estabelecermos um plano a 6 meses. E que tipo de plano? Ora bem, um que se adapte a ti. O meu é fazer pilates umas 2 vezes por semana até abril. E nessa altura acrescentar mais um dia de exercícios e passar a correr uma vez por semana, no mínimo. Fico nessa base até chegar o tempo frio, altura em que volto a reduzir para 2 vezes por semana. Não preciso de querer correr sempre [ainda que seja, de longe, o meu exercíco favorito]. E ter alternativas é melhor do que dizer que faz frio, bla bla bla.

Por isso, põe-te a mexer!

② Rituais_ Semana 2 - Projecto Even Happier 52

10.1.12


Mais uma semana, mais uma actividade!

Como eu gosto de rituais! Aliás, uma das etiquetas com mais leituras aqui do blog são sobre os rituais que vou postando.
A maior parte de nós tem rituais diários e simples. Lavar os dentes de manhã e à noite. Tomar o café antes de iniciar o trabalho. Preparar a roupa para o dia seguinte. Na verdade, o nosso amigo Tal Ben-Shahar explica que os rituais são actividades que não exigem esforços horríveis de auto-disciplina. São coisas que, depois de fazermos tantas vezes, passam a ser automáticos, estão em nós.
Os rituais também estão directamente relacionados com os nossos (e apenas os nossos) valores. Se eu celebro a Páscoa, se medito uma vez por dia, se todos os Sábados vou ao cabeleireiro, enfim, isso tem apenas a ver com o que é importante para mim.

Nesta coisa de rituais, o passo nº1 é mesmo assinalar quais são aqueles que queres celebrar e perceberes porque são importantes. A Rita, que entrevistei aqui, criou uma lista daqueles que vai celebrar. Podes inspirar-te nela! Eu fiz o mesmo e celebrei já os reis, à maneira cá de casa, com um Bolo Rei chamado Galette des Rois e com coroa para as miúdas. Também há outros rituais só nossos que acontecem à hora do deitar, as frases que dizemos à nossa pequena. São coisas boas, e que lhe dão segurança. Aliás, num dos posts dizia que ' os rituais contribuem para o sentimento de pertença de pequenos e graúdos. São formas de se estreitar laços e de criar recordações positivas o que, no caso das crianças, lhes dará enquanto adultos, a certeza que a sua infância foi um lugar seguro'.
Depois tenho os meus momentos, os meus rituais. Ler um livro, ter um dia por semana em que vejo um filme depois do jantar e junto do meu companheiro, ter o meu ‘private spa’.. Adoro o ‘sushi day’ cá de casa! É sempre às 4ªs, dia em que não cozinho e chego mais tarde (e não há risco de a comida ficar fria). O importante é fazer deles uma rotina boa, agradável e que dá vontade de continuar porque nos enchem a vida de sentido.

É verdade, lembra-te de continuares, ao teu ritmo, os teus kifs! Estou a adorar fazer os meus, é uma sensação tão boa (e quase que me atrevo a dizer, relaxante!).

A semana 3 é dedicada à actividade física...


Dia de S. Nicolau - Rituais #6

7.12.11
o cesto que ficou à porta de casa



Sabias que o dia 6 de Dezembro é o dia de S. Nicolau?
Quem? Oi?
Pois é...  Neste dia celebra-se  (mais no Norte da Europa)  um homem que de facto viveu e que se chamava Nicolau de Myre. Nasceu em Patara, no sudoeste da Turquia e foi o protector de crianças, viúvas e pessoas mais frágeis. Era um homem que zelava pelos outros e muito generoso.
Neste dia, o S. Nicolau passa e deixa guloseimas e prendas aos meninos e meninas que se portaram bem durante todo o ano. Uma espécie de Gramys antes dos Oscars ou, neste caso, antes do Natal. Mas tradição original era deixar um pão semelhante ao nosso pão de mel e umas tangerinas e laranjas. Só que os tempos evoluem e agora incluem-se outras coisas.
Back to old Nicolas...
Velhinho como é, tem a ajuda do seu burro e de um outro senhor cujo nome dá por Père Fouettard [na versão que conhecemos cá em casa - quem quiser, que se atreva a fazer uma tradução que eu agora não consigo] cuja missão é punir aqueles que não se portaram bem. Como estas festas têm muito de simbólico e jogam com o bem e o mal, conta a lenda que o dito Père Fouettard pega nos putos e os enfia dentro de um saco caso eles digam que nunca mais se vão portar bem... Mais nada!
“Buh! Sai daqui, vai-te embora que eu sou boa pessoa!”
É também nesta noite que se fazem os ‘Männele’ (ou ‘Mannala’) que são uns pães de massa brioche, com o formato de homenzinhos, decorados com coríntios.
E depois?
E depois pegamos num cesto e colocamos - para o S. Nicolau-  umas pinhas (para fazer uma fogueira e aquecer-se quando parar para descansar), umas frutas (coisa pouca) e mais um ‘Männele’. Também incluímos  uma cenoura para o burrito e colocamos tudo à porta de casa, na esperança que o Pai Natal o S. Nicolau se lembre de nós, pessoas de bem e que fizemos e demos o nosso melhor, o ano todo.
Se o cesto estiver cheio, os Oscars prometem...!


Rituais #5 - das bolachas de Natal

2.12.11

Bolachas de noz, com cobertura fina de açucar
Eu diria que, de há uns 5 ou 6 anos para cá, sempre que chega Dezembro, chegam com ele as bolachas de Natal. O grande ritual do ano, aquele onde invisto mais tempo e também mais amor.
As bolachas de Natal são bolachas de canela, de limão, de manteiga, de anis, de amêndoa, de chá verde, de nozes e outros tantos ingredientes. São bolachas feitas à mão e com recurso à bimby para amassar. São bolachas que ofereço como prenda de Natal àquelas pessoas que marcaram o ano, que me marcam a vida. São bolachas feitas por mim. Só para elas.
Este ano comecei mais cedo, em Novembro. Não sei porquê, mas tenho a impressão que este ano os dias são mais curtos e o tempo passa a correr.
Faço-as à noite, quando está tudo em repouso e assim ainda aqueço a casa, com cada uma das fornadas.
As minhas bolachas de Natal são colocadas em grandes caixas de plástico e, na hora de oferecer, ora vão para sacos cheios de estrelas douradas, ora vão para caixas prateadas, com papel a forrar e um cartão hand-made. E embora eu não seja prendada no que toca às artes manuais, a verdade é que é nesta altura do ano que uso todos os meus melhores recursos e dou conta que a paciência é uma arte que até habita em mim.
É por estas e por outras que adoro rituais...

Rituais #4 - do advento e da organização

29.11.11
marie claire, nº 87 - Novembre-Décembre 2011


Há umas semanas começámos a falar do calendário do advento. É coisas que em casa dos meus pais nunca fizemos, por isso eu nem sabia para o que é que servia. Mas sei bem o que é. E eis que criámos mais uma actividade que, com o passar dos anos vamos chamar "ritual", dos tantos e tantos que temos nesta altura e que te vamos dar a conhecer ao longo destes dias.
Mas voltando ao calendário... Fico maravilhada a olhar para alguns, mais hand-made e a dizer-me que um dia faço uma coisa daquelas. Logo eu, que sou pouco prendada com trabalhos manuais. Mas eu chego lá!
E isto de se querer muito uma coisa tem muito que se lhe diga... Nem de propósito esbarro, no outro dia ,com uma “marie claire idées”. É uma daquelas revistas de decoração giras, com alguns artigos DIY (do it yourself, que é como quem diz ‘faça você mesmo’) e com um calendário do advento de me tirar o fôlego. Coisa mais linda, não é? Sim, é esse mesmo da imagem acima... Comecei a dar voltas à cabeça: como e quando é que vou fazer isto...?
E hoje, nem de propósito de novo (há ou não há coincidências?), lá esbarrei outra vez com um novo calendário do advento. É lindo, simples e faz-se em menos de uma hora. Eu já te tinha dito que a-d-o-r-o o blog da Busy Woman and the Stripy Cat? Que o meu mantra dos últimos tempos é mesmo “Less is more”? Que estou a desfazer-me de uma série de coisas para aumentar a minha felicidade? Que todos os dias faço qualquer coisa ao nível da organização para que o espaço onde vivo, trabalho, conduzo, se tornem espaços onde gosto cada vez mais de estar? Pois é... em parte, a responsabilidade de eu ser assim, é por ter começado a ler este blog há mais de um ano.
Por isso, quando lá vi o calendário dela, disse pra mim: pois é, menina, Keep it Simple and Shinning (método KISS) : e voilá, este vai ser o nosso calendário do advento cá de casa (embora esteja outro a chegar pelo correio cheio de chocolates). O nosso vai ser cheio de actividades giras, músicas and so on, and so on... E depois, vamos ao outro calendário, e comemos o chocolate!
Foto retirada do blog: http://busywomanstripycat.blogspot.com/

 By the way...
Wikipédia, sobre o calendário: O Calendário do Advento vem dos Luteranos alemães, que, ao menos até o começo do século XIX, faziam a contagem regressiva para o dia do Advento.


Rituais #3 – Mercado de Matosinhos [Consumir localmente]

16.11.11


Sou menina de rituais. E este é mais outro, que acontece ao fim-de-semana.
De há um ano e tal para cá, vou regularmente, e ao Sábado,  ao Mercado de Matosinhos.

E porquê?

Por muitos motivos. Primeiro, porque estou a ajudar os comerciantes locais, os agricultores aqui da região. Bem sei que há produtos que são da Makro ou de Espanha mas, com alguma atenção, lá vou percebendo quem vende o quê e onde é que estão os produtos que mais gosto.

Depois, porque os produtos são mais naturais, com mais sabor e até mais bonitos. Há mesmo um cantinho biológico. Admito que na maior parte dos casos não compro biológico.
As razões são várias, ora vê: o preço é bastante superior; muitas vezes não são frescos; a maior parte deles vem do outro lado do mundo ou do Sul do país e, para cá chegarem, consumiram muita gasolina e poluíram muito. Sou mais adepta do "consuma localmente".

No Mercado de Matosinhos, sabem quem eu sou. Sim, gosto de me sentir mimada! Hoje sou eu quem vai, com a minha filha. Antigamente, ia com a minha mãe. E a cada Sábado lá oiço histórias de quando eu era pequena e trago“cumprimentos à tua mãe!”. É bom estar com gente que sabe o meu nome, que me trata bem e que fica animada por ver gente nova a voltar às origens.

E é bonito, o nosso Mercado! Tem uma luz branca que nos acorda. Às vezes fico com a sensação que estive ao ar livre. Outras, tenho a impressão que acenderam as lâmpadas, mas não. O segredo está no tecto cheio de janelas e que deixa entrar a claridade do dia, mesmo que lá fora esteja cinzento e chova.
Quando entras pela porta em frente ao Porto de Leixões, dás com a zona do peixe. O chão está molhado e nos stands vês a cor prata. Ele é robalo, ele é dourada, ele é peixe-porco, ele é lulas e amêijoas em bancas cheias de gelo. E quando olhas para cima, vês um elevador todo moderno e duas escadas que te levam aos legumes, aos animais, à fruta e à florista. E lá em cima cruzas-te com gente que conhece de cor o nome das hortaliças, que te dá a provar fruta boa e que te explica o poder de determinadas plantas. E, cá de cima, tens uma vista espectacular: vês o movimento organizado da venda do peixe. É qualquer coisa…

Aqui é tudo muito mais barato e trago só a quantidade que preciso. Não tenho de comprar embalagens fechadas, cheias de plástico e ainda dou uso ao carrinho de compras que tenho, cheio de pinta!

E mais razões?
O peixe é delicioso, fresquinho fresquinho.
A minha filha pode dar milho às galinhas e pode ir ver os coelhinhos ou até tocar no peixe, se bem lhe apetecer. E isto eu não encontro nos hipermercados, nem nos parques infantis que também frequentamos ao fim-de-semana.
Os ovos são caseiros e os bolos saem muito amarelinhos. Tenho é de me lembrar de levar uma embalagem de ovos para os colocar. Mas, e se me esquecer, há sempre alguém simpático que me arranja uma.
O Mercado é visitado por artistas que dão música aos comerciantes e aos clientes. Música ambiente? Não! Música ao vivo!

E depois, porque é um ritual. E, como em todos os rituais, dão-me a sensação de conforto, de segurança e, neste caso, de estar a fazer bem pela minha comunidade, pelo ambiente e pela saúde, também.

E tu, já te lembraste de consumir localmente? 
E o teu mercado, como é?

Rituais #1

1.11.11
Os estudos provam que os rituais são bons para a saúde. E porquê? Então, porque tornam a vida mais previsível, sob controlo e com significado. Sim, sim! É que nós todos gostamos muito pouco de surpresas, embora digamos o contrário (os estudos também provam isso!). 
Com o fim do verão e com o início das aulas, chega também a época do ano com mais tradições. Nós temos os Fieis, a quem os franceses chamam de “toussaints”, os magustos; os alemães têm o oktoberfest e pelo meio temos ainda o Halloween dos americanos.
Mas celebrações à parte, a verdade é que cá em casa, pouco se festejava condignamente. Como na maior parte das casas. Só que festejar o Halloween era demasiado americano. Festejar o Thanks Giving ainda mais. E fazer um almoço com amigos muito próximos era apenas isso: um almoço. Então, inspirada num livro que li, decidi celebrar tudo ao mesmo tempo. E o que é que celebrei? Celebrei a sorte que tenho em ter amigas excepcionais, que estão presentes em todos os momentos da minha vida, e como estou grata por as ter. E também celebrei com elas, com os delas, e com os meus, a chegada do Outono/Inverno, com aquilo que a terra nos dá de melhor. E, porque a terra também nos dá abóboras nesta altura, fizemos um mimo aos mais pequenos, e aproveitámos para celebrar o dia das bruxas. Ora, para quem não queria americanices, coloquei oito pessoas à volta do tema do Thanks Giving, do Halloween e, vá lá, do S. Martinho também! E todos alinharam!
Então, a partir de agora, todos os Sábados antes do dia 1 de Novembro, temos encontro marcado cá em casa, por volta da 1h. Neste dia, celebramos a amizade com aqueles que eu considero a minha segunda família. O menú pode ser o que quisermos desde que todos os ingredientes sejam os da época. Este ano houve sopa de abóbora, lombo de porco assado com couve rouxa, maçã cozida e castanhas, um “gratin dauphinois” (que é como quem diz: batatas às rodelas no forno), gelado de dióspiro com coulis de framboesa, musse de chocolate, castanhas assadas e queijos. Os vinhos eram portugueses e todos tinto.
Tenho de confessar que foi um dia perfeito.
Ainda assim, quando penso na palavra rituais ou na palavra tradição, lembro-me de dias cansativos, em que era obrigada a estar presente e acabava quase sempre por não aproveitar. Por isso, cair nessa coisa de celebrar uma data de forma tradicional é como se estivesse a ir contra a minha natureza original e criativa e que não gosta de convenções. Mas talvez o segredo esteja justamente aí: em aproveitar a tradição, criar algo de original e só nosso, que tenha a nossa impressão digital. Por outras palavras, é celebrar uma coisa comum a todos mas com aquilo que mais gostamos e que é só nosso.
Na verdade, e segundo os estudos e leituras que ando a fazer, dizem que os rituais contribuem para o sentimento de pertença de pequenos e graúdos. São formas de se estreitar laços e de criar recordações positivas o que, no caso das crianças, lhes dará enquanto adultos, a certeza que a sua infância foi um lugar seguro. E isso é bom – vão ser de certeza adultos desencucados, e não vão chatear o resto do pessoal. Mas li mais: numa altura que a normalidade passa a ser as famílias compostas, os rituais tornam-se ainda mais importantes para que se possa criar uma nova identidade familiar. Novas ou antigas, as famílias precisam destes momentos: dos tradicionais e sociais, como são o Natal, a Páscoa ou ainda o Carnaval, como dos SEUS rituais, ou seja, aqueles que cada uma delas cria. E precisa deles de forma regular, para que a coesão familiar, o sentimento de pertença, a auto-confiança e também a felicidade possam aumentar e sejam reforçados.
E o que é que é mesmo bom nesta coisa dos rituais? Para mim é de certeza a excitação da preparação! De pegar num papel e começar a anotar tudo, desde o que se vai comer, à forma como vou decorar a mesa e de qual é que vai ser o papel de cada um que vai ajudar. É mesmo como o outro diz: a felicidade não é um fim, é mesmo um caminho!
E eu? Eu continuo com um sorriso de felicidade porque estou mesmo contente com esta ideia que tive! E, por saber que, daqui a um ano, cá estaremos todos para celebrar o Thanks Giving, o Halloween, o S. Martinho e a Amizade. E isso dá-me um grande reconforto e a crença que o futuro é um lugar feliz!

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