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Os 4 pontos que tens de usar e que te vão ajudar a estabelecer limites com os teus filhos

16.2.18


Em vários posts deste blogue fomos falando sobre limites e regras. Estes são fundamentais para que a criança possa crescer de forma segura. As regras não são apenas uma mania dos adultos embora haja muita gente grande que goste de afirmações como  'Ele tem de perceber que não pode fazer tudo o que quer' e 'Ele tem de saber que há regras' como se a criança não fosse tida nem achada mas antes considerada um ser com muitas limitações que deve obedecer, sem questionar, aos pais.

Se formos a ver bem, na prática não existem muitas regras - ou não deverão existir. Comemos todos à mesa, não batemos nos irmãos, cumprimentamos as pessoas quando nos cruzamos com elas e por aí em diante. A maior parte são regras que tornam a nossa vida mais simples, assumindo também as regras sociais. E depois há aquelas regras em que negociamos. Vamos imaginar a questão da utilização do tablet, em casa. Vamos supor que permitimos os nossos filhos jogarem durante 20 minutos à sexta à noite, depois do jantar, e ao fim-de-semana mais um pouco, depois dos trabalhos feitos. Esta é a regra que estabelecemos com eles. E como consequência podemos decidir que caso peguem no tablet nos outros dias ou em alturas que não era previsto, ficam sem o tablet durante dois dias do fim-de-semana. É um exemplo! Para que eles se sintam envolvidos é importante:

1 - Decidirmos com eles este tipo de regras (por exemplo o não bater não é negociável!).
2 - Pedir que digam em voz alta o que entenderam e o que se comprometem a fazer
3 - Enunciarem a consequência.
4 - A consequência ser justa

Basicamente, estes são os 4 pontos essenciais para estabelecermos limites como deve de ser.
Onde é que falhamos? É que não fazemos aquilo que temos de fazer. Com a insistência deles ou porque nos dá jeito, cedemos, fingimos que não vemos e esta regra deixa de ser regra e passa a sê-lo só quando nos dá jeito. E não pode ser. Para que aquilo que nós fazemos seja válido e tenha força, temos de ser coerentes e firmes. Naturalmente que muitas vezes eles vencem-nos pelo cansaço - é verdade - mas a verdade é que a nossa firmeza é um ponto que devemos trabalhar e afirmar, sem receios. Sabes porquê? Porque como te disse acima, as regras são essenciais para que eles possam sentir-se seguros.





Não deixes de ver este vídeo e inscreve-te na nossa ação mais completa onde trabalhamos a fundo a questão da firmeza e como não quebrar quando eles insistem, e também da escuta da criança, das suas necessidades. Espreita aqui e anda daí!


Este é o verdadeiro motivo pelo qual as crianças necessitam de regras e limites

11.5.17

Ouvimos, com frequência, que as crianças precisam de regras e limites.
E eu, com frequência, pergunto a esses adultos o motivo pelo qual eles acham que as crianças precisam dessas regras e desses limites.
Respondem-me 'porque sim, porque precisam de entender que não podem ter tudo na vida' e eu penso, cá para comigo que de certeza que isso já perceberam. Por vezes continuo a fazer mais perguntas e concluo que o que leva alguns adultos a acharem que as crianças necessitam de regras e limites tem apenas a ver com um pequeno jogo de poder da nossa parte. Na verdade, não terá apenas a ver com o entendimento do que diziam no início da conversa, que  'na vida há coisas que nem sempre são possíveis' mas antes com um 'vamos lá ver quem é que manda aqui.'

Mas a verdade é só uma: as regras e os limites servem para que a criança possa estar a salvo e se sintam seguras. O meu filho mais novo não mexe na faca de serrilha de cortar o pão porque ainda é pequeno mas a mais velha já o faz. A mais velha ainda não conduz o carro nem vota porque são precisas etapas de desenvolvimento e aquisição de certas competências que só os próximos anos lhe trarão. E é por isso que existem coisas que lhe estão, por enquanto, vedadas. E isto aplica-se a todas as outras dimensões da vida deles [e da nossa]. Quando insistimos que vão para a cama cedo, quando insistimos que respondam com bons modos ou que não se agridam mutuamente. Tudo isto é para que possam estar protegidos e em segurança.

Por isso, da próxima vez que pensares em estabelecer uma regra pensa, de forma clara, qual é a tua intenção e de que forma é que o teu filho conseguirá construir-se dentro dessa segurança. O que é que ele poderá explorar, treinar ou aperfeiçoar dentro desse limite.

Interessas-te por este tema? Gostavas de saber mais sobre ele? Então clica aqui e aqui.



Como colocar limites de forma eficiente e sem gastar energia

12.11.15
Para quem pensa que Parentalidade Positiva é Parentalidade Permissiva, deixa-me que te diga que colocar limites claros, justos e que ensinem não é tão simples quanto isso.

Como sabes, mimo a mais não estraga – o que estraga é a falta de limites, justamente.

O truque está em colocarmos limites justos e apropriados. A nossa missão é manter os miúdos em segurança (física e emocional) e ensiná-los nas mais diversas situações e oportunidades.

Por isso não exageres nos limites nem sejas picuinhas. Escolhe aqueles que vão ser os mais importantes para o crescimento deles e mantém-te fiel ao que decidiste.


João Maria, já te disse para não saltares em cima do sofá! Não te volto a dizer!!

Diz antes:


João Maria, tu gostas tanto de saltar! Salta aqui no chão, que também pode ser divertido e pelo menos não corres o risco de cair.

João Maria, eu sei que tu adoras saltar no sofá! Vê-se na tua cara. Agora preciso que te sentes aqui um pouco, sem fazer barulho. Vamos aproveitar e ler uma história. Qual preferes?

5 formas de aplicar a Educação Positiva [Regras e Consequeências]

9.6.14




Num dos comentários ao post “As modernices da Parentalidade [a parentalidade positiva, a cutchi cutchi e as outras ]”, a Lénia deixa esta enorme questão:


[…] “tenho uma dúvida gigante: na EPP, como é que se lida com o não cumprimento das regras? Sem palmadas, sem gritos, sem castigos... com o quê, então? (Não é ironia!, quero mesmo perceber!). Suponho que terá que haver uma consequência para quando eles não fazem o que é suposto e não cumprem com o acordado. “

Eu gostava de te dizer que há regras para tudo nisto da EPP. Se acontecer A, tu dás-lhe com B e se ele fizer C tu atiras-lhe com D. Pois é, lamento mas não é assim. Dá muito mais trabalho do que isso. Mas também não é difícil e garanto-te que não precisas de fazer uma análise.
Como já disse várias vezes, a EPP é uma filosofia de vida. Como tal, tu não aderes a esta filosofia do dia para a noite se não a vives já no teu dia-a-dia.
Esta filosofia assenta no respeito mútuo entre pais e filhos. Já escrevi muito sobre o assunto e neste post está lá tudo bem resumido.
Como é que fazes para eles cumprirem as regras?

1.    TRABALHA A RELAÇÃO
Ninguém faz o que tu queres se não se sentir ligado a ti. Queres que os teus filhos cooperem contigo? Então trabalha a relação. Sê mais flexível, grita menos, brinca mais. Estás mesmo a ver o que está a acontecer, não estás? Pois é, o investimento é teu e grande parte dele é em ti e não neles.
Inspira-te neste que é um dos posts mais lidos e partilhados – formas de aumentares o vínculo com o teu filho.

2.    SÊ JUSTA
Educar NÃO tem nada a ver com autoridade. Tem muito a ver com medidas justas. Eles podem não concordar mas se são justas vão aceitar ou pelo menos refilar menos. E se refilarem, paciência. Tu sabes que a medida é justa e por isso sentes mais firmeza e sentes [em princípio] que a única coisa que tens de fazer é entender a frustração deles e seguir em frente, com o que lhes pediste.

3.    SÊ COERENTE
Não te sei explicar de outra forma mas a coerência, a par com a justiça são os ingredientes que legitimam a tua autoridade – e eu sei que disse que educar não tem nada de autoridade [se autoridade for igual a autoritarismo, claro!].
E lembra-te que há uma coisa que se chama ‘excepção’ e que significa realmente uma coisa que foge da regra. É bom que deixes claro quando elas acontecem e que, de todas as outras vezes haja a tal coerência.

4.    CONSEQUÊNCIAS
O teu filho está sempre a bater no irmão ou nunca arruma as coisas dele? Em vez de castigo, qual é que podem ser as consequências?
Tens de pensar qual é o valor que queres ensinar, nestes casos. É aqui que está o verdadeiro turning point. No primeiro caso pode ser que esteja em causa a segurança dos dois. Por isso podes dizer que não vais permitir que continuem a brincar para andarem ao murro e ao estalo porque tens receio que se possam magoar. No segundo caso também pode ser a segurança que está em causa ou então o facto de essa ser uma regra da casa para o vosso bem-estar. O bem-estar não estando assegurado, podes propor que a criança tenha ao seu dispor apenas meia dúzia de brinquedos, assegurando que os arruma [provavelmente com a tua ajuda]. O difícil nisto tudo é equilibrar isto com justiça, firmeza e não mandar tudo aos ares, porque ‘sou eu que digo’ e com frases como ‘aqui quem decide sou eu’.

5.    EU FALO FALO MAS ELES NÃO OUVEM
Pois, eu sei. E ignoram-nos. E queres que eu berre alto ou baixo? Diz-lhes o que sentes quando eles te fazem isso. E se estás chateada, não vale a pena dizer com voz fofinha e calma, ora bolas. Fala de ti. Diz-lhes que te sentes triste, desrespeitada e que precisas que cooperem contigo. Estabeleçam as regras, o que deve acontecer se A não acontecer e por aí fora. Passa-lhes a bola.


E por favor não me digas que não funciona porque funciona! Tens é de investir tempo e dedicação porque sem eles, como em tudo na vida não há resultados. Tens de ter maior tolerância à frustração, ser muito firme e não desistires no primeiro contratempo [porque vai haver!].
A maior dica? Trabalha a relação, explora bem este blogue e lê os textos. Como te disse, é uma filosofia de vida. Não mudas do dia para a noite mas eu sei do que falo e garanto-te que vale bem a pena. E quando isto começar a fazer parte do teu dia-a-dia, vais perceber que na EPP as regras existem e são muito firmes, claras e muito justas. E não tens mesmo de recorrer a ameaças ou chantagem nem a berros [adere ao Berra-me baixo!]


Limites e Autoridade

6.9.12

Publicado a 24 Abril 2012




Tema quente, o de hoje. A autoridade… Desejada e ambicionada por muitos e, ainda assim, tão difícil de levar adiante.

Até a palavra é forte! Há quem goste de chamar autoridade, há quem lhe dê outros nomes. Não interessa. Hoje falo daquele momento em que ensinamos aos nossos filhos coisas fundamentais e onde impomos essa situação como obrigatória. Queres chamar liderança? Por mim, tudo bem. Desde que te faça sentido e consigas perceber que, neste caso, a semântica tem menos importância que o que abaixo se fala.

A palavra 'autoridade' está relacionada com o conceito de hierarquia e corresponde ao poder de comandar os outros e levá-los a agir da forma desejada. Constitui, por isso, a base para a responsabilidade. E podemos fazê-lo tanto pela força, como pela manipulação como pela modelagem. É uma questão de… estilo!
Palavras explicadas, vamos ao que interessa.

Aquilo que mais oiço é 'como é que faço para o meu filho' isto e 'para que o meu filho' aquilo?
A minha resposta é sempre 'não sei'.
E não sei mesmo. Cada caso é um caso, cada família é uma família. E nisto, é quase como num casamento… não meto a colher (embora muitas vezes tenha imensa vontade).
Adiante.

Aquilo que eu sinto é que, muitas vezes, nós não sabemos bem como fazer as coisas e qual é o nosso espaço e lugar, enquanto pais. Por isso é que este post se podia chamar 'uma explicação sobre o que é a autoridade parental'. Mas não se chama. Por isso, anda daí!

Nesta coisa de autoridade há uns quantos pontos que deixo abaixo, para leres, imprimires e até guardares para reflectires mais tarde. 

Aqui vão eles:
- As coisas, sejam elas quais forem, têm de ser explicadas às crianças. Todas? Sim, aquelas que lhes dizem directamente respeito. Em qualquer idade? Sim! Sim! Sim! Com as palavras adequadas, com os detalhes necessários. Aproveita e lê o post Falar a Verdade, onde explico melhor isto de se falar a verdade.
- As crianças têm de compreender que a vida tem regras e essas regras são para serem cumpridas. Elas são necessárias e indispensáveis numa sociedade civilizada. Não se dá pontapés ao banco da frente, num avião. Chega-se a horas à escola. Não se atira comida ao chão. Não se atravessa a rua quando está vermelho. Não se bate. And so on. 
- Nós pais também temos de compreender que estas regras são fundamentais e que somos nós aqueles que garantimos que os nossos filhos conhecem essas regras. Como? Enunciando-as e modelando-as. E exigindo que elas sejam cumpridas.

Autoridade é isto: é explicar a regra, impôr a regra e o respeito da mesma. Caso haja infracção, cada pai deve actuar de acordo com o que lhe parece útil naquela situação. Até pode abrir excepções à regra. It's our call. Se tiver de impôr uma sanção, que a imponha, na justa medida e com equilíbrio. Sinceramente, isto não tem nada de violento e o adulto não está a abusar do seu poder (e não, não me estou a referir a palmadas ou sapatadas.)

- Uma criança é um ser inteiro e que tem de ser tratada com respeito. Mas também é um ser em construção e, por isso mesmo, tem uma necessidade vital da autoridade dos pais para se construir. 
- A criança é um ser pulsional. Isto quer dizer que o cérebro dos nossos cutchi cutchi ainda está em crescimento e que a gestão que têm sobre um impulso ou desejo é muito pequena. Por isso mesmo é que esta autoridade tem de estar em equilíbrio com aquilo que pedimos que ela faça. Para quê? Para que seja justa. 
- Educar não é impôr. O objectivo da educação, entre outras coisas, é sobretudo o de fazer com que a criança compreenda o benefício das regras. Para quê? Ora bem, para que as possa aplicar sozinha, sem necessidade dos pais. E, compreendendo as regras, aceita-as. Por isso, e mais uma vez, falar a verdade, explicar a razão de ser das coisas é fundamental. 
- Educar também é escutar. Queres que os teus filhos façam sempre aquilo que tu queres? Mesmo? Queres uma obediência quase cega? Eu quero filhos que me questionem sobre o porquê e o interesse de uma regra. Sinceramente, não acho piada nenhuma quando oiço 'os meus filhos fazem tudo aquilo que lhes peço'. Estão na tropa?, tenho vontade de perguntar. E quando forem maiores? E quando forem adultos? Vão andar a toque de caixa por causa dos outros, sem nunca questionarem? Lá está, equilíbrio, meus senhores. E respeito pela criança. 

E nós? Costumo dizer que se compreendêssemos que é tão vital para os filhos a educação como é vital tomarem um medicamente para baixar a febre alta, talvez algumas coisas fossem diferentes.
Ao mesmo tempo, e como a Laura nos explicou na entrevista que deu aqui no Mum's, é importante que saibamos gerir as nossas frustrações e ansiedades. Elas são só nossas e de mais ninguém. Aposto que, quando isso acontece, somos mais capazes de enunciar e fazer respeitar uma regra sem que tenhamos de recorrer a sanções ou manipulações.

E porque é que isto tudo é importante? Pelas razões enunciadas acima e também porque é dentro dos limites que uma criança também se constrói.

Limites e Autoridade

8.8.12
Publicado a 24 Abril 2012




Tema quente, o de hoje. A autoridade… Desejada e ambicionada por muitos e, ainda assim, tão difícil de levar adiante.

Até a palavra é forte! Há quem goste de chamar autoridade, há quem lhe dê outros nomes. Não interessa. Hoje falo daquele momento em que ensinamos aos nossos filhos coisas fundamentais e onde impomos essa situação como obrigatória. Queres chamar liderança? Por mim, tudo bem. Desde que te faça sentido e consigas perceber que, neste caso, a semântica tem menos importância que o que abaixo se fala.

A palavra 'autoridade' está relacionada com o conceito de hierarquia e corresponde ao poder de comandar os outros e levá-los a agir da forma desejada. Constitui, por isso, a base para a responsabilidade. E podemos fazê-lo tanto pela força, como pela manipulação como pela modelagem. É uma questão de… estilo!
Palavras explicadas, vamos ao que interessa.

Aquilo que mais oiço é 'como é que faço para o meu filho' isto e 'para que o meu filho' aquilo?
A minha resposta é sempre 'não sei'.
E não sei mesmo. Cada caso é um caso, cada família é uma família. E nisto, é quase como num casamento… não meto a colher (embora muitas vezes tenha imensa vontade).
Adiante.

Aquilo que eu sinto é que, muitas vezes, nós não sabemos bem como fazer as coisas e qual é o nosso espaço e lugar, enquanto pais. Por isso é que este post se podia chamar 'uma explicação sobre o que é a autoridade parental'. Mas não se chama. Por isso, anda daí!

Nesta coisa de autoridade há uns quantos pontos que deixo abaixo, para leres, imprimires e até guardares para reflectires mais tarde. 

Aqui vão eles:
- As coisas, sejam elas quais forem, têm de ser explicadas às crianças. Todas? Sim, aquelas que lhes dizem directamente respeito. Em qualquer idade? Sim! Sim! Sim! Com as palavras adequadas, com os detalhes necessários. Aproveita e lê o post Falar a Verdade, onde explico melhor isto de se falar a verdade.
- As crianças têm de compreender que a vida tem regras e essas regras são para serem cumpridas. Elas são necessárias e indispensáveis numa sociedade civilizada. Não se dá pontapés ao banco da frente, num avião. Chega-se a horas à escola. Não se atira comida ao chão. Não se atravessa a rua quando está vermelho. Não se bate. And so on. 
- Nós pais também temos de compreender que estas regras são fundamentais e que somos nós aqueles que garantimos que os nossos filhos conhecem essas regras. Como? Enunciando-as e modelando-as. E exigindo que elas sejam cumpridas.

Autoridade é isto: é explicar a regra, impôr a regra e o respeito da mesma. Caso haja infracção, cada pai deve actuar de acordo com o que lhe parece útil naquela situação. Até pode abrir excepções à regra. It's our call. Se tiver de impôr uma sanção, que a imponha, na justa medida e com equilíbrio. Sinceramente, isto não tem nada de violento e o adulto não está a abusar do seu poder (e não, não me estou a referir a palmadas ou sapatadas.)

- Uma criança é um ser inteiro e que tem de ser tratada com respeito. Mas também é um ser em construção e, por isso mesmo, tem uma necessidade vital da autoridade dos pais para se construir. 
- A criança é um ser pulsional. Isto quer dizer que o cérebro dos nossos cutchi cutchi ainda está em crescimento e que a gestão que têm sobre um impulso ou desejo é muito pequena. Por isso mesmo é que esta autoridade tem de estar em equilíbrio com aquilo que pedimos que ela faça. Para quê? Para que seja justa. 
- Educar não é impôr. O objectivo da educação, entre outras coisas, é sobretudo o de fazer com que a criança compreenda o benefício das regras. Para quê? Ora bem, para que as possa aplicar sozinha, sem necessidade dos pais. E, compreendendo as regras, aceita-as. Por isso, e mais uma vez, falar a verdade, explicar a razão de ser das coisas é fundamental. 
- Educar também é escutar. Queres que os teus filhos façam sempre aquilo que tu queres? Mesmo? Queres uma obediência quase cega? Eu quero filhos que me questionem sobre o porquê e o interesse de uma regra. Sinceramente, não acho piada nenhuma quando oiço 'os meus filhos fazem tudo aquilo que lhes peço'. Estão na tropa?, tenho vontade de perguntar. E quando forem maiores? E quando forem adultos? Vão andar a toque de caixa por causa dos outros, sem nunca questionarem? Lá está, equilíbrio, meus senhores. E respeito pela criança. 

E nós? Costumo dizer que se compreendêssemos que é tão vital para os filhos a educação como é vital tomarem um medicamente para baixar a febre alta, talvez algumas coisas fossem diferentes.
Ao mesmo tempo, e como a Laura nos explicou na entrevista que deu aqui no Mum's, é importante que saibamos gerir as nossas frustrações e ansiedades. Elas são só nossas e de mais ninguém. Aposto que, quando isso acontece, somos mais capazes de enunciar e fazer respeitar uma regra sem que tenhamos de recorrer a sanções ou manipulações.

E porque é que isto tudo é importante? Pelas razões enunciadas acima e também porque é dentro dos limites que uma criança também se constrói.

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