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Como se faz o reconhecimento em vez do elogio?

17.11.17


No post anterior, falei-te do elogio e como é que este é uma excelente estratégia para criar uma criança insegura,. Também te expliquei que o reconhecimento ajuda a criança a olhar para ela própria e a reconhecer o seu potencial de forma autónoma.

Na sequência deste post recebi vários pedidos de leitores, para aprofundar a questão do elogio e do reconhecimento e é por isto que hoje te escrevo. Neste post vais encontrar alguns exemplos práticos que te ajudam a perceber melhor estas diferenças:


Elogio: "Boa, portaste-te bem"
Reconhecimento: "Olha, adorei o nosso jantar! Tivemos tranquilamente a jantar, deu para falar todos, até nos rimos muito. Foi bom porque consegui apreciar o momento. Podes acrescentar "Tenho vontade de repetir em breve".


Elogio: "Boa filho, que bonito o teu desenho"
Reconhecimento: Pare e olhe para o desenho, coloque-se ao nível dele e diga-lhe: "Uau, mas esta é a mesma floresta e o castelo que vimos hoje de tarde"


Elogio: "Boa, ganhaste o jogo"
Reconhecimento: " Uau, nunca desistes. Acabaste mesmo por ganhar!"


Parece difícil não? No inicio vai ser, vais ter que te reprogramar, mas é mesmo só uma questão de hábito e atenção!


Se quiseres saber mais sobre este tema, no livro "Crianças Felizes- Um guia para aperfeiçoar a autoridade dos pais e a auto-estima dos filhos" tens um capitulo inteiro só sobre isto! E podes encomendá-lo nesta promoção :)

O poder do reconhecimento na auto-estima do seu filho

16.11.17

Esta semana vamos falar sobre os elogios e como estes são uma excelente estratégia para criar crianças ... inseguras. Sim, leste bem crianças inseguras.


A base de uma auto-estima saudável é o grau de felicidade que a criança sente.Ora quando elogiamos uma criança como é que ela se sente? Feliz.


Agora é que não deves estar a perceber nada do que estou a dizer.


Quando uma criança é elogiada sente-se feliz. Sente-se feliz porque o pai ou mãe disse bem dela. E quando não elogiarem como é que a criança se vai sentir? Vai ter capacidade para avaliar ela própria a situação ou vai precisar do reconhecimento de terceiros?

Enquanto os elogios criam crianças inseguras, o reconhecimento cria crianças seguras e autónomas. Mas qual é que é a diferença entre reconhecimento e elogio? NA realidade existem várias diferenças.


                                                    Elogio                                                Reconhecimento
Foco                                            Resultado                                           Esforço feito
Objectivo:                                   Aprecia                                               Incentiva/reconheçe
Acção                                         Automática                                         Reflexão
Promove                                     Dependência do feedback externo     Auto-avaliação e autonomia
Construção                                 Vago                                                    Objectivo


A próxima vez que elogiares lembra-te também de adicionares à tua frase algo que permita à criança sentir-se reconhecida pelo esforço que fez.




As palavras para dizer: «Quero a minha mãe!»

31.12.12
Esta crónica maravilhosa vem ao encontro daquilo que defendo e que é:

1. Contar SEMPRE a verdade às crianças, numa linguagem adaptada à sua idade;
2. Reconhecer os sentimentos;
3. Ajudar a falar e a pôr palavras nos sentimentos.

Fica pois a crónica da querida Isabel Stilwell, que entrevistei AQUI. Avó de mimo, de afectos e uma mulher extraordinária e doce!


As palavras para dizer: «Quero a minha mãe!»



Se a mãe ou o pai não estão fale-se neles, como sempre. E repita-se que nunca as esquecem, que voltam depressa. Porque elas ouvem, percebem e registam. E sentem-se menos assustadas.

No livro do pediatra Mário Cordeiro sobre as birras, sublinhei a caneta fosforescente, um parágrafo em que pedia aos pais que fizessem o ensaio de se exprimirem apenas com uma mão cheia de palavras, e depois contassem o que sentiam. Ele não tinha dúvidas nenhumas, e eu depois de ter feito a experiência também não, que ao fim de cinco minutos estávamos aos pontapés aos móveis, a atirarmo-nos para o chão furiosos, a usar todos os meios ao nosso alcance para não deixar ninguém imune à nossa frustração. Faríamos birras, portanto.
Perante o vocabulário que cresce a uma velocidade galopante da Madalena e da Carmo, ficamos todos fascinados. À medida que dizem os nossos nomes, chamam por eles, tornamo-nos facilmente (ainda mais) seus escravos. Quem é que se importa de se levantar a meio da noite, para um «afó», choramingado do quarto ao lado?
Mas agora quando as «adoptamos» por uns dias, com toda a euforia que obter a «guarda» das gémeas nos provoca (sim, é diferente sermos avós com os pais presentes, ou avós no estatuto de últimos responsáveis pelos netos, para o bem e para o mal), surge também a dúvida: que palavras usamos para lhes explicar que a mãe e o pai não estão, mas não as abandonaram? Como é que mitigamos as saudades e a desorientação que de certeza sentem, quando não têm forma de perguntar, não têm maneira de as manifestar? A primeira tentação é deixar de falar nos pais. Afinal, estão tão bem, para quê perturbá-las?
Imagino as crianças desta idade em instituições, e sinto um
imenso arrepio. Já ouvi dizer a técnicos que «os meninos se adaptam depressa, e esquecem o passado num instante». Escutei avós que garantem que quando lá ficam em casa «nem se lembram dos pais». Mas se dúvidas houvesse, bastava ver como reagem quando passam por uma fotografia da Ana ou do Eduardo, ou tragédia das tragédias, a vêem a acenar-lhes do lado de lá de um ecrã, e desatam em pranto.
Somos uns ignorantes do que se passa na cabeça das crianças, mas camuflamos a ignorância que nos mete medo e nos remete para as nossas ansiedades infantis, com uma segurança patética. Perguntei ao Eduardo Sá, tendo o privilégio de um programa diário com ele na Antena 1, e a resposta foi definitiva: elas podem não ter as palavras para dar conta dos seus sentimentos (e quantos adultos não as têm, recorda), mas compete-nos a nós ajudar a legendá-los. Sim, mesmo que chorem, e claro, fazendo-nos sentir menos importantes, mas se a mãe ou o pai não estão fale-se neles, como sempre. E repita-se que nunca as esquecem, que voltam depressa. Porque elas ouvem, percebem e registam. E sentem-se menos assustadas.
PS – Devem as mães deixar de sair em trabalho ou de férias porque os filhos sentem tanto a sua falta, pergunto, sem querer deixar as pobres ainda mais culpadas. «Claro que não. Os bons pais são aqueles que deixam os filhos crescer e alargar a sua rede de afectos, de ligações a outras pessoas, e deixar crescer significa permitir algumas dores». Uf! a história acaba bem para todos.




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