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Tu queres ver que me vou ter de chatear contigo? Afinal, de quem é a culpa?

7.4.17

   Foto Would You Mum

Gritamos e zangamo-nos com os miúdos porque nos falta a paciência, porque estamos cansados, porque não nos apetece brincar... mas eles insistem e volta a faltar-nos a paciência.

Ficamos tensas porque o nosso companheiro nos respondeu torto, porque percebemos que andamos tão no limite que nos esquecemos de pagar uma conta e vamos pagar juros.

Perdemos a paciência porque não descansamos o suficiente, andamos stressados, alimentamo-nos mal e nem nos lembramos quando é que foi a última vez que fizemos desporto.

Gritamos mais uma vez porque estamos fartos que os dois putos se peguem, porque não temos os momentos de sossego de que tanto precisamos.

E tudo isto não tem nada, mas absolutamente nada a ver com eles. É só connosco e com um enorme desequilíbrio nas nossas vidas. Só que, 'quem paga por tabela' são quase sempre eles.

E a culpa não é de ninguém, porque essa tem costas largas e morreu solteira. Mas a responsabilidade é toda nossa - e só a nós diz respeito assegurarmos o nosso descanso, a procura de estratégias para criarmos relações mais felizes e com maior significado. Nada disto está nas mãos dos miúdos, só em nós. Daí que o trabalho que realizo seja feito diretamente com os pais. No desenvolver deste meu projeto sei que a grande transformação é feita nos adultos.

Vale a pena reveres este vídeo da Jada Smith que reforça a ideia da responsabilidade da nossa felicidade.




Novas mudanças no blogue

20.4.12


Um blogue é uma coisa que se quer dinâmica e que estimule quem aqui passa e também quem aqui escreve.
Assim sendo, e como este blogue é também dedicado à Felicidade e à Psicologia Positiva, as 5ªs e as 6ªs feiras serão dias onde vou escrever sobre esses dois temas.

É tudo, por agora! 

⑤ Sentido_ Semana 4 - Projecto Even Happier 52

31.1.12

Normalmente não tenho por hábito colocar estes posts tão tarde. Se isto acontece é porque estive completamente concentrada e empenhada noutras tarefas. E nestas últimas semanas é isso que tenho feito. Hoje, criei o futuro! Hoje consegui ver a aplicabilidade daquilo que tenho andado a fazer. E isso deu-me um sentimento de poder, mais energia e vontade de continuar a fazer acontecer as coisas. Foi o primeiro grande passo!

No livro que uso como base para estes posts, o Tal Ben Shahar conta-nos a história de uma senhora, a Marva Collins que, no início dos anos ’70, criou uma escola que acolhia jovens delinquentes, considerados irrecuperáveis. A estes putos, ensináva-lhes a beleza de lerem Shakespeare, a importância da felicidade. E por isso, conseguiu contornar as dificuldades financeiras que frequentemente teve para manter a instituição aberta.

Nos inícios dos anos 80 foi convidada para fazer parte do Ministério da Educação mas não aceitou. Compreendeu que a sua missão era superior a essa. A Marva tinha de estar no terreno, era aí que era útil. O mais valioso dos tesouros, para ela, era a felicidade – aquela que ela criava para os outros e que voltava para ela.

Nesta semana, o nosso professor de Psicologia Positiva convida-nos a anotar nas nossas agendas ou numa folha, as actividades que temos/realizamos ao longo de uma semana. Depois, lá para Domingo à noite, devemos olhar para cada uma delas e marcar com ‘+++’ e ‘---‘ aquelas que fazem sentido continuarmos a fazer. Mas, se achas que não podes mudar nenhuma, então ele desafia-te a fazeres uma coisa diferente. É anotares aquelas (ainda que poucas) que te dão mesmo gozo e aproveitá-las melhor, estando mais entregue. Se calhar, com um bom nível de motivação, improviso e criatividade, conseguirás criar ‘ actividades que aceleram a tua felicidade’.

É engraçado, mas eu nunca tinha visto as coisas por aqui. Eu faço coisas que me dão imenso gozo mas tenho regularmente a impressão que não as aproveito como deveria. Acredito, hoje, que tudo tem a ver com o ‘shift’ do meu ‘andar de cima’ e da importância com que as saboreio. Já pensaste nisto?

Na verdade, são pequenos exercícios como estes que nos fazem repensar a vida que temos. Passamos a dar mais sentido às coisas. Afinal de contas, o que é que estás aqui a fazer? Tens, certamente, uma grande missão, como temos todos, aliás. E para além dessa missão tens de crescer e desenvolver-te. Como é que o fazes? Como é que fazes para dares mais sentido e mais sabor à tua vida? Calma, não tens de ir a correr traçar metas ou planos. Ao contrário. Deixa-te estar e põe-te à escuta.

Lembra-te também de escreveres quais são as coisas pelas quais estás grata. Desde o final do ano passado que a utilização do meu tempo tem sido mais... desafiante (como é normal ouvir-se agora). E dei por mim, nas últimas semanas, a escrever, apenas uma vez por semana, as coisas pelas quais estou grata. Óptimo! Escrevo-as, é esse o objectivo. E sei que todos os dias (curiosamente até tem sido de manhã) dou graças pela sorte que tenho. O exercício faço-o (ainda que mentalnente) E tenho conseguido estar no momento mais importante da minha vida: o Agora. Se calhar isto sim, é dar sentido à vida...

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