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4 coisas que precisas de ensinar ao teu filho antes dele se tornar adolescente

29.11.17
Aqui ficam 4 coisas que precisas de ensinar aos teus filhos antes de se tornarem adolescentes:





1. Escuta a tua voz interior
Temos necessidade de dar respostas aos nossos filhos. Queremos sempre que tomem as melhores decisões mesmo que estas sejam induzidas (ou manipuladas) por nós. E, de repente, os miúdos deixam de conseguir ouvir a sua voz interior e aquilo que a sua consciência lhes dita. Deixam até de conseguirem pensar por eles e esta é uma realidade assustadora para as suas vidas presentes e futuras.
Então vamos parar de orientar e vamos explorar bem a arte das questões.
E quando eles não souberem o que responder, vamos colocar-lhes boas questões. Convida o teu filho a explorar o que é que a sua "vozinha" interior lhe diz.

2. Respeita os outros
Nestas idades os miúdos gozam muito uns com os outros. Insultam-se, pegam e brincam. Mas há brincadeiras que magoam. Fica atenta e, sempre que puderes, trabalha a empatia junto deles. Pergunta-lhes não só como é que eles se sentiriam no lugar do outro mas também se a intenção deles é magoar. E se a resposta for não, devolve-lhes uma nova pergunta: 'Então porque é que fizeste isso?'

3. Mantém a proximidade com os teus pais
Este é um discurso que nós, pais,  ouvimos algumas vezes na idade deles "Eu e a tua mãe somos as pessoas que mais te amamos e só te queremos bem!" Hoje sabemos que, muito possivelmente, a intenção dos nossos pais era mesmo aquela. É nossa missão é garantir que os nossos filhos se sentem próximos de nós. Precisamos de lhes mostrar tudo isso e dizê-lo. Muitas vezes.

4. Sabemos que vais ser pressionado pelos amigos
É normal e frequente. Então pensa! Tens mesmo de ir com o grupo todo? O que é que isso faz de ti? Como é que são os teus amigos que têm muita personalidade? Que características têm? E tu, que características desejas ter?

Nesta fase, mais do que orientar, precisamos de ajudar os nossos filhos a mergulharem no seu mundo interior e a encontrarem as suas respostas, as mais adequadas. Parte da formação - a que muitas vezes chamamos de educação - já foi passada. Agora é ativar tudo aquilo que eles aprenderam. E isso só se faz com boas questões!

Mais aqui.


Quando é que eu sei que é a hora certa?

9.10.17




Quando é que eu sei que é a hora certa para deixar os meus filhos irem passar a noite a casa de um amigo?
Quando é que eu sei que é a hora certa para a deixar fazer aquela tatuagem?
Quando é que eu sei que é a hora certa para a deixar fazer uma certa viagem?

Quando é que eu sei que é a hora certa para o mudar de escola?
Quando é que eu sei que é a hora certa para lhe dar um ipad/telefone/bicicleta?


Não sei... ou até sei. Quando conhecemos mesmo muito bem os nossos filhos somos capazes de adivinhar. Ou estar bem perto da resposta a essa questão.

Uma criança pode ir dormir a casa de outra aos 4 anos se sentir preparada, segura e o quiser. E os pais deixarem. O mesmo terá de acontecer connosco, pais - estarmos preparados para isso, sentirmo-nos confortáveis com a ideia (sem falar que sabemos bem quem são os adultos que vão ficar com os nossos filhos).

A minha filha de 8 anos foi este verão de férias para casa dos avós, em França. Sabíamos que estava pronta e que este voto de confiança e responsabilidade ia ao encontro do seu processo de crescimento e desenvolvimento. E por estarmos tão certos disto, a experiência foi vivida com imensa tranquilidade cá por casa. É certo que ao fim de 15 dias estávamos todos com saudades uns dos outros mas este sentimento é bom. Sabíamos que estava bem, a divertir-se e que o dia de regresso estava próximo.

O desejo de ir visitar os avós era grande. Quando lhe propusemos a viagem disse que sim cheia de entusiasmo. Em nenhum momento recuou na ideia. Tivemos, então, a certeza que era a hora certa, para ela. E o 'para ela' está sublinhado porque há uma história e uma vivência específica que permitiu que isto acontecesse.

O mais curioso foram as perguntas que vieram de fora, colocadas por adultos:
'E não tiveste medo? Eu, quando vou viajar de avião tenho sempre imenso medo. Se pudesse, não o faria.'

E se é verdade que o facto de uma miúda de 8 anos poder viajar sozinha pode suscitar alguma curiosidade, a verdade também é que os comentários acima têm um efeito que pode ser perigoso:

- criar  um medo onde ele nunca existiu;
- enaltecer uma suposta coragem que, neste caso, era visto como uma normalidade. 'Porque razão é precisa coragem para ir visitar os meus avós? Será que há algum perigo? E se sim, onde é que ele está?'

Bem sei que a intenção não era esta. Ainda assim, desejaria que pudéssemos estar mais atentos ao que dizemos. Mostrarmos interesse e curiosidade pode passar por colocar questões que revelem isso mesmo 'Uau, nunca viajei sozinha com a tua idade - conta como foi? O que é que acontece no aeroporto? '15 dias sem os pais - como é que foi?'
Induzir um medo onde ele não existe é que não.

A hora certa não existe nos livros. A hora certa é a de cada criança e, para isso, bastará estarmos atentos. No nosso caso, o facto de lhe termos proposto a viagem também faz parte do processo do nosso crescimento enquanto pais mas também da nossa necessidade em lhe darmos o que ela precisa, a cada passo do caminho. Há dias em que a visão não é tão clara assim. Mas há outros em que é. É estar atento.


Os 10 pontos essenciais que tens de conhecer para sobreviverem [em conjunto] à pré-adolescência

13.10.16


Este é o ano da mudança. O ano em que ela vai da primária para a escola dos grandes. Não consegues adiar mais o telemóvel e ela recebe-o durante as férias de verão e sente-se crescida, feliz... maior!
De repente percebes que deixou mesmo de ser menina e que, a partir de agora, a coisa fica séria. Chamam-lhe pré-adolescência mas também lhe poderiam chamar o início da emancipação e do criar asas para voar.
No final da primeira semana de aulas parece que tudo ficou com defeitos. É o telemóvel que não é como os dos amigos, são as roupas que não são adequadas à escola. Descobres que puxa as t.shirts de lado para mostrar os ombros, que rebola os olhos demasiadas vezes e que o teu QI, que nunca te tinha deixado ficar mal parece ser, aos olhos da tua filha, mais baixo que o dela próprio.
Percebes então que estás a perder terreno. Deixas de ser a mãe (sempre) cool para ser a mãe. Percebes agora que aquilo que já sabias começa a tornar-se verdade e que, mais cedo ou mais tarde, deixarás mesmo de ser a última Coca-Cola do deserto e que os amigos é que vão ser os maiores. E percebes que não é isso que queres nem é assim que tem de ser. E fazes bem porque, embora eles estejam a crescer e a criarem os seus próprios laços sociais, a verdade é que tu tens de te manter por perto porque és tu que a orientas, és tu que modelas comportamentos e, da última vez que verificaste, era o teu nome que aparecia na filiação do seu cartão de cidadão.

1. Mantém-te por perto
Cada vez menos será a tua filha a ir ter contigo. Não é que seja por mal - é só uma característica da idade. Por isso 'fica esperta' e faz tu programas com ela - saiam para jantar só as duas, vão a um cinema ou até às compras. Não tenhas como objetivo ser a melhor amiga nem teres conversas profundas nesses momentos - se acontecer, melhor - mas o que tu procuras com estes momentos é fortaleceres o vínculo.

2. Dá-lhe espaço
É importante reconhecermos que ela começam a ter a sua vida, a sua intimidade. Mas isso não significa que lhe vires as costas porque agora passa a ser assim. Nem pensar nisso. Continua a ser obrigatório jantar à mesa sem o telemóvel, continua a ser obrigatório responder sem ser agressivo, continua a ser obrigatório fazer tudo o resto, respeitando a crescente privacidade que ela vai necessitando.

3. Escuta 
Uma das características comuns nestas idades é o facto de as miúdas falarem muito. Chegam a casa e contam tudo o que aconteceu na escola, com as amigas e com elas. Escuta. Pode ser cansativo mas aproveita para escutares com interesse. Se ela se sentir escutada é certo que volta a ti. Coloca-lhe boas questões, interessa-te.

4. Re-afirma os vossos valores
Um pré-adolescentes, tal como um adolescente gosta de se sentir importante e gosta que o convidem a refletir, de forma inteligente. Aproveita essas longas conversas em que escutas [ponto 3] para lhe ires relembrando os vossos valores de forma clara mas sem teres de julgar. Quando julgas, a tua filha [ou qualquer outra pessoa] sente que terá de se proteger e, proteger aqui quer dizer o quê? Quer dizer deixar de contar.

5. Acompanha a atividade social
Agora são almoços em casa da Ana, dormidas em casa da Margarida e sms a torto e a direito. A tua filha começa a ter uma vida social que se expande a olhos vistos. Na verdade, é aos 12 anos que ela começa a ter essas ferramentas para fazer e manter amizades e ajuda o que ela já viu os pais fazerem. Mas o mais importante é que possas acompanhar essa vida social e que possam decidir as duas o que vai acontecer. Aproveita para manteres as portas de tua casa abertas para conheceres as amigas que lhe vão passando pela vida.

6. Promove momentos íntimos em família
E se acima disse para manteres as portas abertas, agora digo-te o contrário. Fecha-as com regularidade. Não conseguirás criar nem manter momentos íntimos em família se não estiverem só vocês. Então domingo à tarde bem pode ser aquele momento em que todos se fecham em casa a verem um filme e a comer pizza e pipocas. O fim-de-semana pode significar uma saída em bicicleta e um picnic ou ainda a mudança da pintura de uma parede lá em casa. Acredita que se não criares e mantiveres estes momentos em que só estão vocês o resto fica menos fácil. E o que é o resto? É a tua influência positiva na vida dos teus filhos.

7. Não te esqueças das hormonas e da construção/definição de quem ela é
This is it - aquela fase que pode ser mais difícil. As hormonas não ajudam e na busca de quem ela é, nas incertezas e nas mudanças, há comportamentos que se tornam mais agressivos, menos certos. É mesmo preciso ter paciência, compaixão e respirar fundo várias vezes. E então? Esquece: ela não fica acordada à noite a magicar planos para te aborrecer. Não acredites que ela te quer mal. E se te lembrares de ti quando era adolescente sabes bem que te aconteceu o mesmo e a única coisa que procuravas era aceitação. Respira, então.

8. Fica atenta ao que ela consome
No que diz respeito a filmes, alimentos, amizades e dados móveis ;) E vai gerindo, fazendo perguntas e oferecendo aquilo que te parece mais saudável. Fica atenta à forma como ela se relaciona com os amigos e lembra-te que existe o bullying e uma cultura machista onde as mulheres continuam a ter pouco valor. Ah! E provavelmente está na hora de falares sobre sexo. Podes ver aqui mais sobre esse tema.

9. Respira
A adolescência que se aproxima não tem de ser um bicho de 7 cabeças. Há palavras chave como são a independência e a descoberta e por isso vê-te como alguém que a vai acompanhar na promoção dessas competências. Não te imponhas, dá-lhe espaço mas acompanha. Lá por ser um ser em crescimento não é um produto acabado e precisa tanto de nós.

10. Trata de ti
Não consegues fazer tudo nem tudo bem se não tratares de ti. Arranja-te, faz exercício, alimenta-te, dorme, ri, sai com amigos, lê, namora, relaxa... enfim, tem prazer na tua vida. Mas não fiques à espera que ela te aconteça. E tudo isto vai modelar a vida dos teus filhos porque és tu quem os inspira.



A pré-adolescência e a adolescência [e os conflitos] são uma das etapas do desenvolvimento da Criança e do jovem e são tema tratado na Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas. Se quiseres saber mais, clica aqui e pede-nos infos via cursos@parentalidadepositiva.com

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