Mostrar mensagens com a etiqueta paz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta paz. Mostrar todas as mensagens

Experimentar a calma

3.7.19



Temos sempre duas opções: perder a cabeça, reagir e “incendiar” uma sala ou respirar fundo e usar a calma como super poder. É fácil falar mas não é tão difícil quanto isso começar a fazê-lo. Experimenta!

O poder dos pais | Super Nanny

15.1.18


"Estás a ver a Sic? Já colapsaste?? SOCORRO!!"

Era assim que começava uma das muitas mensagens que fui recebendo ontem à noite.

Hoje de manhã, continuavam a cair pedidos como 'Temos de fazer alguma coisa, esta vergonha não pode continuar!!'

E todos, à nossa maneira, nos fomos mobilizando. Uns enviaram queixa à Entidade Reguladora da Comunicação, outros à Ordem dos Psicólogos e muitos partilharam a sua indignação nas redes sociais.

A meio da tarde, outra mensagem

"O programa até poder ser muito mau mas mostra que há famílias que precisam de formação e ajuda com os filhos.
4º lugar nas audiências!!!"


Quase ninguém gostou mas quase todos viram o espectáculo. Espectáculo porque se trata de um reality show. Não é uma simulação, não se tratam de atores mas de vidas reais. Concordo, por isso, com o que a minha amiga diz - que muitas famílias precisam de formação (eu diria que todos precisamos de ajuda e acompanhamento naquela que é a nossa função mais importante) MAS essa formação não passa por expormos a nossa vida ao mundo, por muito que possamos considerar pedagógico (não encontro nada de pedagógico nas soluções apresentadas, nem no formato, ainda assim). 
Há quem diga que sempre houve realities shows e que não podemos estar tão ofendidos ou incrédulos. É verdade, mas nenhum, até agora, expunha a vida de uma criança desta forma. Mesmo que, no limite, tudo seja legal - porque há contratos e autorizações assinadas...

Este texto do Observador está muito bem escrito e expõe uma série de factos e entrevistas. Por exemplo, os pais da criança exposta ontem vão ser escutados. Ainda que não tivessem atuado por mal, a verdade é que não souberam proteger a intimidade da filha nem a sua. A nossa função enquanto pais é, antes de tudo, protecção. E talvez por isso precisem, de facto, de formação parental e de um acompanhamento que os capacite para conseguirem mais harmonia e paz em sua casa. Sem alarido, sem exposição. 
Penso muito na criança de ontem (e todas que virão a ser apresentadas nas próximas semanas). O que será que aprenderam com isto tudo? O que pensarão de si, dos seus pais, da proposta que lhes foi feita? Em que é que acreditam agora? 

Todas as relações são complexas e todas as relações têm um grande potencial para serem incríveis!

Sabemos que o inferno está cheio de boas intenções e que a maior parte das pessoas não faz as coisas por mal. Mas se formos a usar este tipo de justificação para tudo na vida, então seremos livres de fazer o que quisermos porque tudo é feito por bem. E a vida real não é nem pode ser assim!

Compreendemos ontem que a educação não se faz com castigos, nem humilhações, nem com tabelinhas, prendinhas ou com 'agora vais parar de fazer birra, está bem?' Tenho a certeza que muitos sentiram vergonha. Outros reviram-se naqueles comportamentos e talvez, desse ponto de vista, o programa tenha tido uma nota positiva caso tenhamos compreendido o impacto imensamente negativo de tais estratégias. Trocar comportamentos por o cantinho do pensamento ou por prendas não traz nada de bom. 

Realities shows sempre houve - os seus objectivos são claros e parece haver uma espécie de ciência e de requisitos a 'picar' para que sejam top! O que mais me deixa apreensiva é, no entanto, saber que há pessoas que aproveitam a miséria humana para além de todos os limites - expondo os miúdos desta forma. E o mais curioso é que, aposto, muitos deles são pessoas de bem, outros com filhos em casa ou sobrinhos na família. Que pensarão hoje, 24h depois do impacto do primeiro programa. A sério? Será que temos a noção que todos, sem excepção, temos responsabilidades enormes nisto tudo. Temos muito que pensar. Muito ainda para aprender. Fico com a sensação  que algo não voltará a ser (pelo menos durante algum tempo) o mesmo. 

'Quando os nazis vieram buscar os comunistas, eu não disse nada, eu não era comunista.
Quando prenderam os sociais-democratas, não disse nada, eu não era social democrata.
Quanso vieram buscar os sindicalistas, não disse nada, eu não era sindicalista.
Quando me vieram buscar, não havia ninguém que protestasse.

Martin Niemöller

Segue-nos aqui:






1 tema: 5 posts => Consequências <=

5.11.17




Esta semana iniciamos uma nova rubrica no blogue:
1 tema: 5 posts
O tema desta semana, como terás visto aqui é Consequências. 

E qual é o objectivo das consequências?
O objectivo das consequências é trabalhar a responsabilidade das crianças e que estas possam fazer boas escolhas.
Neste post do Instagram dizemos-te quais são os 5 pontos que tens de 'picar' quando estabeleces uma consequência. No entanto, lembra-te que uma consequência não é um castigo. Na verdade, e como podes ler aqui, o castigo não funciona sempre nem atinge os objectivos dos pais. As consequências não infringem dor mas responsabilidade. E a nós pedem-nos que sejamos consistentes e firmes. E aí é que pode ser mais difícil.

Não percas estes 5 posts

1 - Definição de Consequências e o seu objectivo
2 - Birras, castigos e consequências
3 - As 5 regras das consequências
4 - Consequências (vídeo)
5 - Como aplicar as consequências (vídeo)
5 - Estudo sobre as consequências





A igualdade naquilo que nos falta...

8.3.17
Tive a sorte de ter algumas professores que nos fizeram ler clássicos e que nos fizeram pensar e sobretudo questionar toda a questão sobre a igualdade de género e cidadania.

Lembro-me de ler, com imenso entusiasmo o Segundo Sexo da Simone de Beauvoir, de delirar com Sartre acerca do Humanismo e de fervilhar com o debate.

Mais tarde, no final do 2º ano da Faculdade, li La domination Masculine, do Pierre Bourdieu e passei a ver a realidade de uma forma nova, que contribuiu muito para a organização das ideias, para refletir mais sobre o assunto. Sem dúvida uma leitura provocadora!

19 anos depois, o tema continua complexo e o debate... entusiasmante!



Numa entrevista a uma radio francesa, uma psicóloga dizia, hoje de manhã, que não nascemos homem ou mulher - tornamo-nos! - citando assim as palavras de Beauvoir. Para o sermos, teremos de percorrer um longo caminho, de encontro, definição e construção de identidade. Caminho esse que será invadido de mensagens desvalorizando ou fazendo referência à fraqueza do segundo sexo. Caminho esse que nos dirá que somos aquilo que nascemos e nesse corpo nos encerramos. Ou não.

Esta psicóloga explicava que este sentimento de desvalorização cola-se a nós quando nos é explicada a diferença entre os sexos, quando somos pequenos.
Os rapazes têm uma pilinha e as meninas não. Tal como dizia Bourdieu, esta ausência parece tornarmo-nos menos. E, ao mesmo tempo, torna os rapazes superiores, mesmo que, à partida, uma criança não se veja nessa condição de mais ou de menos em relação ao que a sua anatomia lhe possa traduzir.

Só que aquilo que nos esquecemos de ver é que os dois sexos são diferentes mas são diferentes na igualdade. "A igualdade naquilo que nos falta - ambos temos algo que o outro não tem", ouvia esta manhã na rádio.

É só isto e, ainda assim, continuamos a precisar de dias como os de hoje e de plataformas como As Capazes  que dão voz ao tema, insistem em lembrar, provocar e não deixar adormecer o debate.

Gostei de ler esta manhã o post da Bárbara Baldaia no Facebook 
O Dia da Mulher serve para lembrar:
- as desigualdades salariais
- os desequilíbrios parentais
- os desacertos na realização de tarefas domésticas
- os preconceitos sexistas
- a violência de género
- as mortes decorrentes da violência de género
- o casamento infantil forçado
- a mutilação genital feminina
- a desigualdade no acesso à educação
- as violações
- o sexo não consentido
- a vedação de direitos humanos fundamentais em todo o mundo.
Não serve para oferecer flores nem para levar a jantar fora nem para nos dizerem como somos belas e sensíveis.



Quando olho à minha volta, considero que o tema continua a ser importante debater, reflectir e é justamente na forma como educamos que abrimos caminho para que os dois sexos se possam definir e construir, que se encontra o caminho para a paz.

Neste dia penso muito na expressão Deuxième Sexe (o tal livro da S. Beauvoir) e, por consequência, na música dos Indochine, 3ème sexe, aqui num remake da Miss Kittin [e que deu origem a este anúncio que certamente te recordarás! - letras aqui]






MADAME NOUVEAU PARFUM JEAN PAUL GAULTIER INDOCHINE por Keristoph3

Dia Internacional da Paz | Did we fu'?ed up everything?

21.9.16

Sempre gostámos de partilhar com os miúdos aquelas músicas que gostamos mesmo. E partilhamos os clássicos.

No outro dia à mesa escutávamos os Beatles e passou esta música do John Lennon. A minha filha pediu-me para explicar porque é que tinha ficado tão séria e pensativa.

Olhei para a minha cara metade e disse-lhe, em inglês: 'sometimes I think we fu'?ed up the world...' e depois contive-me e respondi-lhe que esta é das melhores e mais belas visões do mundo.

Hoje é o dia internacional da paz. Que ela comece em cada um de nós e que todos possamos tê-la nas nossas vidas, sem nunca perdermos a esperança de um mundo como se canta nesta canção.

Hoje é assim#28

28.12.11
é este o link que me faz muito sentido, hoje. O texto, fica abaixo:


Aproveito a boleia das festas de Natal e fim de ano e esta fotografia que importei doblog da Mariana Sabido, um dos meus blogs favoritos, para desejar a todos o melhor neste ano de 2012. Quando desejo o melhor também estou a desejar forças, ânimo, coragem, esperança, sentido construtivo, saúde e paz. Todos sabemos que vai ser um ano difícil, exigente, muito duro para muitas pessoas, e não podemos ser levianos ao ponto de nos desejarmos uns aos outros 'apenas' um ano feliz. Sinto que aquilo que podemos fazer uns pelos outros é darmo-nos força e coragem, influenciarmo-nos de forma positiva e estarmos particularmente atentos aos mais frágeis à nossa volta. Estamos todos muito conscientes da precaridade dos empregos e do espectro de mais desemprego e, nesta lógica, temos a obrigação moral de contribuir, ajudar, colaborar, não desisitir. Martin Luther King disse que tudo o que se constrói no mundo é construído pela esperança e acredito profundamente nisso. Na esperança de dias melhores, na esperança de estarmos a criar um mundo melhor, na esperança de sermos mais solidários e mais capazes de mais iniciativas com impacto transformador na sociedade. Tudo começa dentro de cada um de nós, mas é essencial ter consciência de que a nossa atitude, as nossas intenções e motivações e tudo o que fazemos tem impacto na nossa família, nos nossos amigos, nos nossos pares no trabalho, no nosso bairro, na nossa cidade e ... no mundo. E é assim, nesta lógica, que as coisas se mudam e o mundo avança.   

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share