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Entrevista e dicas práticas para evitar os conflitos entre irmãos

19.2.18



Não podemos falar de conflitos entre irmãos sem falarmos daquilo que os une e da enorme cumplicidade que podem sentir. Uma fonte de felicidade para qualquer família é ver os seus filhos protegerem-se, entenderem-se e criarem uma aliança forte e duradoura.
No entanto, a realidade é, por vezes, bem diferente. E esta realidade pode perturbar a dinâmica e o bem-estar familiar.
Neste link podes ver a entrevista que dei ao Porto Canal. E também te podes inscrever aqui para vires ao nosso workshop!







Conflitos entre irmãos: quando quase nada funciona!

8.11.16

A propósito deste post, recebi alguns emails com questões específicas e que aproveito para responder por aqui - tenho fases em que não consigo responder a tudo individualmente.

'Magda, estou muito interessada em frequentar o curso de mediação escolar que está a divulgar. Apesar desta situação não estar relacionada com a parte escolar, tenho a certeza que é muito parecido.
Quando os meus filhos se pegam eu vou lá e ajudo-os sempre que vejo que tenho de intervir. Sou empática, procuro ser imparcial e colocá-los no lugar do outro. Mas fico chateada quando, por exemplo, pergunto ao mais velho "Como é que tu te sentirias se a tua irmã fizesse o mesmo?" e ele me responde 'Bem!" ou não me responde nada. É incapaz de ser empático e de mostrar remorso. 
O que é que devo fazer a seguir?'

Esta é uma questão muito interessante.
Sim, a criança saberá o que sentiria naquela situação mas algumas crianças, quando são expostas desta forma ficam inseguras e sentem-se ameaçadas.
Então a melhor forma é dizermos o que sabemos, sem as questionarmos.
Como assim, perguntas tu?

'Tenho a certeza que conseguirás imaginar como te sentirias se fosse a tua irmã a fazer-te isto."

Toma atenção ao tom e à tua intenção quando dizes o que escrevi acima.

Não precisas de o dizer num tom agressivo, apenas afirmativo. E ele não terá de responder. Mas acredita que se colocará no lugar da irmã. Só não precisa de te responder e expor-se.

Podes dar seguimento a esta situação e até pedir a intervenção dos miúdos e mediares estas situações. Queres aprender mais sobre isto? Estamos a organizar esta incrível e super prática formação ainda este ano. Estamos muito felizes em conseguir que a Isabel Oliveira venha à nossa Escola.



Podemos pedir aos irmãos que sejam os melhores amigos? | A Praça | RTP 7 Junho 2016

7.6.16


Podemos pedir aos irmãos que sejam os melhores amigos?
Podemos desejá-lo e isso é comum, enquanto pais. A nossa ideia é que eles sejam tão amigos que se possam sempre defender e ajudar. Mas esse é o nosso desejo. E nem sempre isso vai acontecer. E porquê?

Porque no início dos tempos, pedir a um irmão que seja o melhor amigo do outro é igual a pedir que goste do seu rival. A chegada de um irmão é assumida como uma perda de um lugar ou pelo menos pela necessidade de partilhar território e propriedade com esse irmão. E portanto o irmão, apesar de poder ser desejado pelos pais e pelo filho, é também uma ameaça.

O que podemos fazer é ajudar os nossos filhos a lidar com os conflitos que vão ter, sobretudo quando são pequenos, a saberem comunicar um com o outro e a resolverem as suas situações.
Esta aprendizagem é feita em todas as situações de conflito e por isso é que o conflito pode ser visto como excelente forma de aprendizagem. Quando os miúdos aprendem a respeitarem-se, quando aprendem a negociar e a lidarem com as suas divergências estão um passo mais próximo para conseguirem gostar um do outro sem se sentirem em constante competição.


Isto quer dizer que nos devemos meter no conflito ou não?
O ideal é que não nos tenhamos que meter ao ponto de ter de decidir o que vai acontecer. Dizer aos miúdos como tem de ser, e depois concluir com um ‘vá, agora pede desculpas ao teu irmão e dá-lhe um beijinho’ tira a possibilidade às crianças de se sentirem valorizadas e escutadas e de resolverem o conflito.



Conflito A
A Joana nunca se interessou por uma coleção de livros que os pais lhe deram. A Maria, que está agora a aprender a ler quer começar a lê-los mas a Joana não os quer emprestar.

Joana: São os meus livros, larga já isso, que isto não é teu.
Maria: Mas tu nunca quiseste saber destes livros para nada.
Joana: Mas são meus e agora quero saber. Dáaaaaa-me! Tira as mãos daqui!
Maria: Sua invejosa!

Resolução/mediação
Mãe: estou a ver que estão a discutir e parece ser muito sério. 
Maria: A Joana não me quer emprestar os livros que já não lê
Joana: São os meus livros e eu faço deles o que quiser.
Mãe: estou a ver que temos aqui uma situação séria e que vos está a chatear. Os livros são da Joana e agora a Maria também os quer começar a ler, é assim?
(as duas filhas): Sim.
Mãe: Bom, vejam então como é que conseguem resolver a situação, eu tenho a certeza que encontrarão uma excelente forma de conseguirem ficar as duas satisfeitas.

[E a mãe vai embora]

O que aconteceu?
A certeza da mãe vai potencial a resolução do conflito. Porque a mãe não tomou partido, nenhuma se vai sentir no papel nem de vítima nem de agressora, o que é comum acontecer e vão chegar à negociação que é a ideal, naquele momento e naquela situação.
Quanto mais nos metemos mais a rivalidade entre irmãos aumenta. Na verdade, é comum repararmos que sempre que decidimos intervir as crianças não querem que os pais se vão embora porque querem que os pais tomem o partido deles. E todas as crianças têm uma intenção positiva quando decidem algo - mesmo que possa não parecer assim.


Que outras coisas os pais podem fazer para potenciar uma melhor convivência entre os filhos?

1) O primeiro passo é assumir que nenhuma relação é isenta de conflito.
2) Não tomar partido – apenas mediar. Como é que isto se faz? Descrevendo o que estamos a ver e procurando descobrir quais as necessidades de cada criança naquela situação.
3) Confiar e devolver-lhes a capacidade em resolver a situação.
4) Mediar, sugerir, sempre que necessário
5) Criar experiências em que as crianças possam testemunhar e apreciar o que o outro tem de melhor – prepararem surpresas, reconhecer o esforço, fazerem coisas em comum.



Guerras entre irmãos | A Praça | RTP 11 Nov 2015 | Programa #7

13.11.15

Guerras entre irmãos - clica para assistires ao programa

Os conflitos entre irmãos são naturais — nenhuma relação está isenta de conflito.
E, como em todas as relações, o mais importante é saber gerir os conflitos, dizer o que se tem a dizer e saber respeitar o outro, fazendo-se respeitar.

Nesta relação em especial, os pais têm um papel muito importante uma vez que são eles que vão dar o mote e ajudar a resolver as situações. Como? Aqui ficam os tópicos da nossa conversa.

1. Gestão e regulação emocional dos pais

2. Não se meterem para não perpetuarem os papeis de vítima e de agressor

3. Objectivo não é serem os melhores amigos e sim respeitarem-se.

4. Não desistir - Paciência. 

5. Respeito em casa e pelos outros mas com gentileza, também.

6. Ajudar a regular as emoções porque é quando eles aprendem a regular as emoções que regulam o que dizem e fazem.

7. Fazer coaching aos filhos, ensinando o que se diz e o que se faz.


8. Trabalhar a retaguarda




2 frases para resolver conflitos entre irmãos

13.4.15
Quando os miúdos se pegam, as nossas dores de cabeça podem ser ainda maiores.

Se é verdade que os irmãos se deviam defender a todo o momento, também é verdade que as maiores guerras acontecem dentro de portas. Infelizmente, não conseguimos nem podemos fazer com que os nossos filhos gostem um do outro - mas podemos ajudá-los a saberem-se respeitar e a serem mais tolerantes - isso sim, é fundamental.

Abaixo ficam 2 frases que ouvimos com regularidade e 2  propostas de respostas mais... positivas!

Mãe, o João chamou-me estúpido!
Resposta tradicional: João, que seja a última vez que te oiço chamar nomes ao teu irmão! Ai a minha vida!!
Resposta adequada: Vasco, parece que ficaste mesmo magoado com o teu irmão, não foi?

A partir daqui posso explorar a forma como o Vasco se sentiu e que tipo de resposta este filho pode dar ao irmão - a que gostaria de dar e a que se sente capaz de dar. Não devo ser eu, mãe, a resolver os conflitos entre irmãos [a menos que possam colocar em causa a segurança] - mas quando os escuto estou a ajudá-los a encontrar estratégias de resolução de conflitos.

Estou farta do meu irmão - a mãe está sempre com ele ao colo e a mim nunca ninguém me liga.
Resposta tradicional: Maria, pára já com isso, não vês que o teu irmão tem um ano e meio? Tu és super pesada!
Resposta adequada: Maria, gostavas que eu passasse mais tempo contigo, não era, filha? E que tivesse braços cheios de músculos para te trazer ao colo, não era?
Está na hora de fazer um dia do filho único! A sua filha sente falta de si!!


Mais infos sobre a Pós-Graduação 



Caim e Abel - Aumentar a cooperação entre irmãos

17.12.14
Talvez uma das frustrações que venha no topo das frustrações dos pais seja, justamente, a guerra entre irmãos.

A menos que a discórdia ou o conflito coloque em causa a segurança dos teus filhos [ou um deles esteja a ser perversamente injusto com o outro], a minha sugestão é que não te metas. Deixa-os encontrarem formas de resolverem a questão sozinhos.

Lembro-me que quando era miúda e que a minha mãe nos afastava [a mim e à minha irmã] porque nos pegávamos, dali a nada estávamos nós, em conjunto, a fazer das nossas para nos aproximarmos. Aquilo dava risota da grande e a nossa mãe dizia 'daqui a nada estão as duas a chorar'. Tinha dias que sim, tinha dias que não.

Por isso, a menos que haja mesmo perigo, não te metas. Como disse aqui, podes estar a perpetuar os papeis de vítima e de agressor.
Uma das formas que tens para aumentar a cooperação entre irmãos é fazer com que eles tenham experiências positivas um com o outro. Como? Não precisas de fazer grandes coisas, apenas estar atenta. Queres ver?


- João, que querido,explicaste ao teu irmão os exercícios de matemática - és um miúdo que ajuda!
- Ana, obrigada por teres trazido o saco do pão para dentro - assim eu pude trazer o Miguel ao colo e nenhum de nós apanhou frio. Estás atenta, meu amor.
- Alexandra eu vi que estavas feliz por veres a tua irmã a dançar no palco. É bom partilhar estas alegrias, não é?

Estás a dar valor a estes pontos - e os teus filhos vão sentir-se bem por isso e vão querer repetir.

Depois, e se puderes, organizem jogos em casa - e façam parcerias. Queres filhos amigos, resilientes e que saibam lidar com os conflitos. Em vez de olhares para as situações de conflito como coisas que enervam e te deixam triste, deixa-te de autocomiserações e pensa assim [coloca o dedo no queixo, com ar de pensador - sim, sim, faz isso!] 'Como é que eu posso ver isto como uma excelente oportunidade para ensinar gestão de conflitos?'

Dica: não é no calor da situação que vai ensinar ou resolver seja o que for. Deixa isso para depois.

Caim e Abel - guerra entre irmãos

27.11.14
Sentimos que temos obrigação de nos metermos nas brigas dos nossos filhos. Não fazê-lo pode dar-nos a sensação de abandono, de desleixo ou até de permissividade.

Mas a verdade é outra - na grande maioria das vezes, quando nos metemos, estamos a aumentar a possibilidade de se 'pegarem' de novo. Estamos a escolher um que é culpado e outro que é vítima e a perpetuar, mesmo não sendo de todo essa a noção intenção, a situação.

Vale a pena pensares nisto quando eles estiverem a brigar... pode ser que a tua resposta seja um pouco diferente. Como é que normalmente fazes? O que é que podes fazer diferente?

Ontem enviei uma newsletter sobre este tema dos irmãos - podes lê-la aqui.
E recebi uma mensagem de uma mãe a dizer-me que não é fácil lidar com as brigas dos filhos. Respondi-lhe 'Eu sei'. E depois pensei... 'mas a verdade é que eu não tenho de lidar com as brigas deles... não são as minhas brigas. São as deles. Só tenho de os ajudar, naquele momento e em todos, a lidarem um com o outro, a dizerem as suas verdades'.

De novo: Não vou eliminar o conflito - vou ajudá-los a terem ferramentas para comunicarem um com o outro, da melhor forma, mesmo quando discordam um do outro.
Estás a ver a diferença?
Anota isto, por favor!

E se este tema te parece interessante, partilha com os teus amigos. Clica nos botões de partilha, em baixo ou envia o link aos teus amigos.




Os conflitos  são um dos temas que são abordados no workshop sobre A Auto-Estima da Criança e que se vai realizar no próximo dia 8 de Maio, em Lisboa.
Outros temas deste ciclo de workshops, aqui.



Irmãos

27.12.12
Ainda sobre o tema das sessões de coaching desta semana, pergunto-me se um pai pode amar de forma igual os seus dois filhos...


É possível amar dois filhos de forma igual?


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A CHEGADA DE UM IRMÃO

26.12.12


Durante esta semana, o tema das sessões individuais de coaching  é 'A chegada de um irmão'.

Podes ler mais sobre o assunto AQUI.

Para te inscreveres, envia email para blogmumstheboss@gmail.com

As sessões realizam-se em horário a combinar, dentro das tuas disponibilidades, e via skype (sem imagem). Sessões de 50 minutos.




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Coaching Parental - a semana em análise

17.12.12



As tardes desta semana são dedicadas ao Coaching Parental - non stop!

Esta semana? A questão da Autoridade e da Obediência

E os resultados estão à vista :)

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