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5 estratégias de Educação Financeira que uso com os meus filhos

30.10.17


A poupança não é uma área em que eu seja uma expert… nem de longe nem de perto. Mas tenho imenso gosto em partilhar aquilo que fazemos cá em casa.

A verdade é uma – desde há uns anos que tenho uma relação estranha com o dinheiro e com as compras: gosto cada vez menos de gastar dinheiro em coisas e prefiro investir em experiências. Vir para casa cheia de coisas causa-me alguma angústia porque vou ter de arranjar lugar para elas, arrumá-las, geri-las e consumi-las. Tenho fases em que adio a ida aos supermercados durante dias… A minha casa está tão cheia de coisas: cheia de coisas para triar, dar e vender e é justamente por causa delas que cada vez mais quero ter menos coisas. E mais e melhores experiências.

Aqui ficam as minhas 5 dicas para ensinar poupança aos seus filhos sem ser moralizante e sem estar sempre a envolver dinheiro.
1. “Tu nunca me dás nada!”



A minha filha anda numa fase em que me diz ‘tu nunca me dás nada. Se hoje formos sair preciso que me dês qualquer coisa porque tu nunca me dás nada.” Estas duas frases estão cheias de mensagens escondidas, mas talvez a que mais nos salte aos olhos seja o facto de sentirmos que hoje em dia os miúdos não dão valor a nada… Vai daí, retomei o nosso caderno da gratidão que esteve parado uns meses. Esta é a melhor forma de ensinar os miúdos a darem valor ao que têm.

2. Na natureza nada se perde, tudo se transforma



E porque para nós é importante fazermos coisas com os miúdos e é também importante sermos ecológicos, aprendermos a fazer coisas sozinhos e reciclar. As nossas decorações de Halloween foram todas feitas com materiais que reciclámos e fomos apanhar à mata. No final concluímos que fizemos um trabalho cheio de valor, que passámos tempo juntos, que somos mais família, que nos divertimos e não gastámos um único tostão!


3. Ser tribo



Há quem, para incentivar os filhos a participarem nos trabalhos domésticos, lhes dê dinheiroem troca. Eu percebo e vejo a boa intenção no acto e por isso gostava que pensasse na mensagem que passa ao pagar aos seus filhos para limparem o quarto, trocarem a roupa da cama ou levarem o lixo ao contentor do lixo durante a semana. Compreenderão os miúdos que fazem parte de uma tribo onde todos cooperam? Onde, apesar de haver tarefas definidas por vezes é importante fazermos a tarefa do outro? Pagar para fazer tarefas vai tornar a cooperação voluntária menos fácil e vai tornar esta obrigação moral e familiar numa troca, num favor. Quando, na base, se trata de cooperação porque estamos todos no mesmo barco, certo?
4. A prenda do Pai Natal e a dos anos



No Natal há prendas para os miúdos, claro. Mas fazemos questão de dar uma só prenda; algo que faça todo o sentido naquele ano. Já foi uma bicicleta, foi um carrinho de empurrar em madeira quando estava a aprender a andar. São brinquedos pensados [e muito] para aquela fase concreta e específica dos miúdos. Já foi a trotinete, o skate e em breve serão os patins. Uma só prenda. Especial.


5. Segunda mão



Felizmente o mercado em segunda mão começa a crescer em Portugal e, embora se venda o segunda mão ainda muito caro, a verdade é que começamos a deixar de lado os preconceitos. Cá em casa apreciamos e valorizamos as casas antigas, os móveis de época. Gostamos do ‘original’ e parte da nossa decoração é feita com móveis que procurámos. É preciso disciplina, é preciso paciência e não querer fazer tudo de uma vez: isso é que é difícil – não ir a correr comprar tudo o que nos faz falta. No final, olho para as coisas cá em casa e vejo uma casa única, onde ainda lhe faltam candeeiros mas onde há desenhos pendurados nas paredes, recortes suspensos por fios à entrada de casa e onde se vive, pensando-se mais em fazer coisas em família.

publicado originalmente aqui

As 3 melhores Resoluções para 2016 | A Praça | RTP 6 Jan 2016 | Programa #14

12.1.16


O Caderno da gratidão é uma excelente maneira de ensinar os nossos filhos a dar valor ao que é realmente importante e também a olhar de forma mais positiva para as coisas. Como funciona? Devemos escrever 3 a 5 coisas pelas quais estamos gratos, 3 vezes por semana. Não mais do que isso.
Podes ler mais sobre esta ideia, aqui.

O desafio Berra-me baixo existe há 5 anos e tem como objetivo melhorar as relações familiares e não apenas deixar de berrar. Adira ao desafio em mumstheboss.com

Eliminar a palavra “tentar”. Tentar não se diz se quiser fazer acontecer algo. Tentar tem em si a palavra falhar: “eu tentei mas não consegui”,ou seja, admite já a falha.

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As crianças não dão valor a nada | A Praça | RTP 04 Nov 2015 | Programa #10

9.12.15
Estas são as questões que mais frequentemente me colocam nesta altura do Natal.
Aqui ficam as respostas!



É verdade que os miúdos hoje em dia dão menos valor às coisas?

Sim, é verdade! Vivemos numa sociedade muito consumista e é muito difícil dar-se valor às coisas quando em nossa casa existe abundância.

Lembro-me da história de uma avó cujo neto tinha uma adoração por um carrinho de madeira azul. Nunca largava aquele carrinho, era uma loucura. A avó, na melhor das suas intenções foi comprar um conjunto de outros carrinhos de madeira. Uma semana depois, a criança não brincava com mais nenhum carrinho. Ela gostava daquele. A resposta ao presente foi muito clara: ela não precisava de mais nenhum carrinho.

Não é possível darmos valor quando à nossa volta não há espaço nem tempo para se dar valor. É preciso criar-se espaço para o essencial.


Porque é que quanto mais têm menos satisfeitos estão?

Justamente por causa disso - pelo facto de haver muita coisa, não temos como apreciar tudo o resto porque há demasiada informação à nossa volta.

Quando temos o essencial conseguimos olhar para aquilo que realmente é importante.


Podemos dizer aos miúdos que há miúdos que têm menos que eles mas mesmo assim eles não estão satisfeitos. Como é que os convencemos?
Não sei se os chegamos a convencer. O que está a faltar, da nossa parte talvez seja o seguinte. Perceber se eles querem mesmo essas coisas todas ou se gostam muito daquilo que nos estão a mostrar e querem apenas partilhar connosco. Não é porque eu estou a ver um catálogo de roupa ou de decoração ou de outra coisa qualquer que vou querer todas as coisas. Há coisas de que gosto muito, outras que gostaria de ter mas que sei não posso ou, na verdade, nem quero, e outras que preciso mesmo e quero. Por isso é importante que possamos saber o que é que os miúdos nos estão a dizer. E é muito simples descobrirmos se pararmos e nos interessarmos pelas coisas que eles nos estão a dizer e a mostrar. Por vezes basta sentarmo-nos com eles a ver os catálogos, basta pegarmos na embalagem ou, se for possível, deixarmos brincar um pouco com esse brinquedo para eles ficarem satisfeitos e passarem a outra coisa. Na maior parte das vezes não é preciso mesmo mais nada.

Quando, mesmo assim, eles continuam a querer alguma coisa que não podemos dar, é necessário dizer-lhes isso, tranquilamente

‘Eu sei que gostavas muito de levar isto mas não vai ser possível. Agora precisamos de vir. Nos mais pequenos podemos dar a hipótese de ‘Vens aos saltinhos ou no colo da mãe’, nos maiores, dando uma tarefa ou apenas esticando a mão.

Têm o direito de ficarem chateados por não terem o que querem e nós não temos de os ir salvar ou dar outras coisas em troca. É um processo deles.


Existe alguma fórmula milagrosa para ensinarmos os miúdos a darem mais valor às coisas?

Mágica, não. Existe aquilo que nós fazemos todos os dias - não correr a tudo o que é promoção, dar valor ao que temos de formas simples como dar valor a uma refeição bem feita, ao calor que está em casa, ao facto de estarmos todos reunidos e bem. Repararmos que é mais fácil arrumar os brinquedos quando não há tantos brinquedos à disposição. Repararmos que os miúdos, muitas vezes, dão muito mais valor a brinquedos básicos como as plasticinas e os papeis para desenharem.

E depois devemos ensinar-lhes a dar valor, promovendo isto mesmo em nossa casa através do caderno da gratidão ou da gratidão num frasquinho.

É verdade que é uma ideia americana mas aos poucos, vou criando o hábito de dar graças pelo que temos, no final do dia.

Porque é que isto é maravilhoso?

1: Porque partilha o que de fantástico teve nesse(s) dia(s) - e ao partilhar está também a aumentar a minha felicidade e a dela, pelo prazer da partilha!

2: Está a sublinhar o que de facto tem valor para a criança;

3: Foca-se no bom e deixa o menos bom de lado - sim, este é o objectivo - é a gratidão e por isso são apenas coisas boas. As más deixa-as para outro momento.

4: Adormece com fé e esperança no dia de amanhã e sinceramente não há sentimento mais forte de segurança que este.


Estamos no Natal e falamos em prendas e coisas - mas o Natal é mais que isso. Do que nos andamos a esquecer?

Andamos a esquecer-nos que o Natal é mais do que dar coisas. Eu sei que há pessoas que adoram dar e têm, realmente, prazer em comprar ou fazer as coisas e dar. E depois há outras que reclamam e não gostam do Natal porque é só consumismo e que não desejam tudo isto mas não se autorizam a fazer como realmente gostariam. Mas a verdade é que podem dar de outra forma e incentivar este dar aos outros. Promovendo um encontro entre amigos e dar do seu tempo para estar com os outros. Ligar aos amigos a desejar feliz natal ou simplesmente, a saber como o outro vai. A libertar-se da questão as prendas dizendo que não quer e que também escolheu concentrar-se no que é essencial. Se isto é realmente importante para nós e para a nossa família, então temos de fazer acontecer.

Confesso que é bom chegar a casa das ceias de natal a que vou sem ter coisinhas para arrumar e guardar.


O seu filho já escreveu a carta ao Pai Natal? Fez pedidos que o Pai Natal não pode dar? Como vai gerir isso?


Há três formas de gerir isto:

Não dizendo nada e deixando o pai Natal decidir. Algumas vezes eles pedem tantas coisas que não se lembrarão mais do que escreveram.

Dizer que aposto que o Pai Natal ia adorar trazer-te esse presente mas talvez seja muito caro - vamos ver o que é que ele trará mas podemos dar-lhe uma alternativa caso ele não possa trazer isso, que dizes? Mais vale prevenir e colocar isso na carta.

Finalmente, se for algo que nos pareça descabido dizermos que não estamos de acordo que ele peça isso ao Pai Natal. Não permitimos esse tipo de brinquedos em casa e por isso não vale a pena pedir. E fechamos a conversa.

Destas maravilhas!

27.8.15
De cada vez que faço as montagens para o blogue e para o site, fico em contemplação destes miúdos e de todos os que já deram a cara pelo Mum's the boss e pelo site Parentalidade Positiva e pelo livro.
Um beijinho muito especial para todos eles!





O mérito também é da 
Convosco os meus dias são mais bonitos!

Sobre o Desafio da Gratidão 2014. Absolutamente tocante!

9.1.15

"Uma família numerosa é, muitas vezes, sinónimo de agitação. Da boa e da menos boa. São os dias vividos a um ritmo "alegro", são muitas coisas a acontecer em simultâneo, muitas experiências vividas num curto espaço de tempo (às vezes sinto como que se vivêssemos a vida em fast foward), muita risota e muitos choros e amuos também.
São conversas que duram eternidades porque há sempre alguém que tem um ponto de vista diferente e quer defendê-lo com unhas e dentes - nem que seja "porque sim" ou "porque estou a entrar na adolescência e quero marcar posição".
Todos os dias há alguém que partilha um sonho, um desejo. Grande ou pequeno. E é ver-nos, qual duendes do Pai Natal, a combinar uma maneira de o realizar. Mas, por vezes, os sonhos têm que ser adiados, adaptados, redesenhados. E há que saber esperar. Arrisco dizer que ter paciência aprende-se mais facilmente numa família de muitos.

Mas, quando se vive numa montanha russa plena de sentimentos, emoções e aventuras, muitas vezes sente-se que só olhamos para a frente, para o futuro. Levamos na bagagem as lições apreendidas, mas são raras as vezes em que paramos e olhamos para o caminho "que se fez para trás", como canta Pedro Abrunhosa.

Um dia, em finais do ano passado, percebemos que esse era um aspecto a mudar. A melhorar.
Então, contagiados pela energia boa da Mum's the Boss, resolvemos criar a nossa Caixa da Gratidão. Aproveitámos uma lata de chocolate em pó vazia, fizemos um rasgo na tampa, e voilá! Em três tempos criámos o que seria o repositório de todos os momentos que nos marcaram durante o ano. Os bons e os menos bons. Os divertidos e as confissões de quem percebeu que tinha errado. Os beijinhos de melhoras. Os gatafunhos do mais novo.
Em 365 dias enchemos a nossa caixa.
E ontem, Dia de Reis, abrimo-la.


De olhos fechados, um a um, fomos abrindo os papelinhos e lendo o que lá estava.
Às tantas tínhamos lágrimas gordas a escorrer pelo rosto. De emoção e porque não conseguíamos parar de rir.
Foi uma das melhores experiências que tivemos, como família.

Agora a Caixa está quase vazia, em cima do balcão da cozinha, a aguardar os nossos papelinhos. A aguardar as nossas carruagens que, juntas, formam esta maravilhosa montanha-russa.

"A vida é feita de pequenos nadas...", canta Sérgio Godinho."

Gratidão. Aqui.

O MEU FILHO NÃO DÁ VALOR A NADA!

2.1.15


Parece que os miúdos não sabem fazer outra coisa: sempre a pedir coisas, nunca satisfeitos.

Levá-los a passear a um centro comercial significa também criar estratégias mentais para não passar no corredor das lojas de brinquedos ou daquelas coisas todas que eles vão pedir. E mesmo oferecendo uma coisa com maior ou menor significado ou valor, é muito possível ouvir no final do dia um “tu nunca me dás nada”. Não só sentes que ele está a ser ingrato como também pode passar-te pela cabeça, ou pelo coração, que se calhar estás a ser injusta…

Por muito que possas argumentar com o “não precisas disso”, “já tens canetas que cheguem em casa”, “ainda na semana passada te ofereci uma escova dos piratas”, a verdade é que ele mostra aquela cara de “pobre e mal agradecido” ou oferece-te um “mas isso foi ontem!” ao qual tu respondes “Sabes, quando eu era pequena não havia prendas a todo o momento – dá-te por feliz, rapaz! E continua a pedir que de caminho não tens é mais nada”.

Pode passar-te pela cabeça que ele se possa sentir pouco amado e se tente refugiar em presentes como forma de compensar o amor que não lhe é dado – afinal de contas é isto que a maior parte das publicações dizem. “Kids spell love T-I-M-E” dizem.

E então como é que fazes para lhe ensinar a dar valor às coisas?

Conto-te duas formas simples e grátis. Que tal experimentares? O ano novo está à porta e é uma excelente desculpa para começar!

1. Oferece-lhe, neste Natal, um caderno da gratidão. Vai à gaveta ou ao armário onde guardas estas coisas e pega naquele caderno que compraste. Não é bonito? Não interessa! Faz-lhe uma capa com fotos dele. Melhor do que isso: escolhe fotos dele, com ele. Sem lhe dizeres para o que é. Junta-lhe uma caneta e faz-lhe um embrulho bonito. Junta ao sapatinho – e porque ele vai saber que a prenda é tua, diz-lhe a verdade. Diz-lhe que apesar do Pai Natal trazer prendas, esta é uma prenda que tu preparaste com especial carinho. Eu reservaria este momento para antes ou depois do Pai Natal [na excitação das prendas a coisa pode correr menos bem]. E explica-lhe que este caderno é para ele escrever as coisas boas do dia. Apenas e só as boas – por isso se chama caderno da gratidão. Definam 3 dias para escreverem – cá em casa já foi a segunda, a quinta e a sexta/sábado ou domingo.

O teu filho ainda não sabe escrever? Os meus também ainda não e por isso quem escreve sou eu – ela diz-me o que eu devo escrever e mais tarde poderá ler. Olha que grande presente de futuro!

O teu filho ainda não fala? É bebé? Ainda não nasceu? Então estás à espera do quê? Dá o exemplo e cria o hábito – começa tu! Pois é, o exemplo vem sempre de cima.

2. A melhor prenda de Natal não são os brinquedos, não é só este caderno [cheio de significado]. És tu! Este pequeno filme totalmente revelador!!! Todos os miúdos pedem mais atenção dos pais, mais tempo, mais dedicação. Não lhes compres coisas, não os envies para actividades. Faz coisas com eles – escolham as fotos para o caderno. Imprimam. Deixa que ele as corte e cole. Vai ficar medonho? Who cares! Ao fazeres com ele estas coisas todas, ele vai sentir-se tido e achado. Vai sentir que tem valor dentro da família dele. Que conta enquanto pessoa. E aí o copo das emoções vai estar cheio e eu garanto-te que podes atravessar com ele o corredor dos bonecos que, sabendo estar atenta, saberás gerir a situação. Um dia conto-te mais sobre isso, fica prometido!

Mas afinal o que é que o caderno da gratidão tem a ver com o “dar valor às coisas”? Tudo! Aos poucos, o teu filho vai tomando consciência do real valor das coisas. É uma semente que estás a colocar na forma de ser desta criança. Mais para a frente ela saberá programar o cérebro para aquilo que de facto tem importância. É aqui que se aplica a expressão “de pequenino…” e quando estamos gratos, o nosso coração sossega e sabe que não tem de provar nada a ninguém…

Vá, vai lá buscar esse caderno! Para começar dia 1 de Janeiro! E pega noutro para ti, também!

O que o blogue faz por ti

19.11.14
Ontem postei aqui um email que recebi e hoje recebi mais outro... 
Diz-me o que o blogue tem feito por ti e pelos teus e o que é que eu posso fazer para ajudar ainda mais.
Grata, muito grata!


Olá Magda,

Há imenso tempo que tento ter tempo para te enviar um email, que há muito mereces.
(o verbo tentar foi propositado, porque até à data não enviei o email e se em vez de ter tentado, tivesse enviado… já não seria este o verbo) e (“te enviar” e não “lhe enviar” porque já me sinto muito à vontade para isso, desculpa mas sinto-me como se falássemos todos os dias e como tb nos tratas assim, cá vai…).

O Mum’s the Boss faz parte da minha rotina diária, sinto falta quando não leio alguma inspiração logo de manhã e à noite adoro ler os post’s completos.

A imagem que tenho do blog é como se fosse aquela mini figura de mim própria, a minha consciência, com uma imagem translúcida, que aparece por cima do meu ombro, quando por exemplo, estou prestes a dar um berro desnecessário, não explico aquilo que gostava que ele fizesse e exijo apenas, quando tento mostrar a uma amiga que naquele momento há outras formas de encarar a situação. Essa imagem está lá, serena e sorridente, para me dizer “não berres, explica, apoia e cria o vínculo”.

Certo é que, talvez por ler frases tão bem escritas e de forma simples, certeiras e coerentes, esses pensamentos ficam numa constante flutuação na minha mente e agitam-se quando preciso de atuar, chamando-me a atenção para a situação em causa, como se fosse “pára e pensa”.

Depois de aderir a quase todos os desafios durante este ano e o anterior, quase de forma incógnita, tenho a certeza absoluta que sou uma mãe melhor e até uma pessoa, no seu todo, melhor.

E o orgulho e certeza disso, é quando por vezes me perguntam “como é que ele, normalmente, faz aquilo que pedes no momento que pedes?” Eu tenho apenas vontade de responder “leiam a Magda no Mum’s the Boss, aprendam e apliquem. Vão ver que resulta!”. Era tão bom ver os pais e mães a aplicarem a parentalidade positiva diariamente e de forma consciente.

Como qualquer mãe, tenho momentos de impaciência total e em que sai um berro e até uma palmada, mas, agora, consciente de que esse não é o caminho.

O F (com 5 anos) tem tanto de carinhoso e terno como de “testador” de paciência e de limites, como penso que quase todas as crianças. E por isso tenho a certeza que esses limites tem de ser consistentes e cumpridos. Mas há muito lugar para o mimo e a valorização das coisas boas que faz, das maiores às mais pequenas. Há a constante noção de que há muitas formas de dizer ou exigir a mesma coisa e o caminho para chegar ao objectivo de educar para o coração, pode não ser uma linha recta e sim, um caminho com paisagens lindas e muito para partilhar e aprender. Há muito mais para além do que o “faz isto porque eu quero e pronto”.

E por hoje, despeço-me, porque como aplico (e não “tento aplicar”) os mandamentos de sair de casa sem birras de manhã, tenho de ir arranjar a roupa, mochila da piscina, preparar peq. almoço, etc… J

Obrigado* por tudo Magda.

Gostava muito que conseguíssemos organizar um workshop em Coimbra.

(não me importo que divulgues o texto ou parte dele, se assim achares bem, mas peço-te apenas o favor de manteres o meu anonimato).

Há dias em que se acorda, e se tem uma mensagem destas na inbox...

18.11.14


Agradeço que mantenha o meu texto anónimo, aqui vai o meu agradecimento, pedindo desde já desculpas por ser tão extenso…



Fui atraída pelas palavras “parentalidade positiva”… soou-me muito bem e pensei: “eu quero por isto em prática!”. Imediatamente a seguir encontrei o desafio “berra-me baixo”, parei e pensei (o que me pareceu uma eternidade) nos berros que dava constantemente nos últimos tempos.




Já não sei quanto tempo passou desde este fantástico dia em que me comprometi comigo mesma a aderir ao desafio “berra-me baixo”, mas o meu príncipe tem 3 anos e isto aconteceu logo assim que ele começou a “respingar”, portanto por volta de 1 ano, quando desenrolou a língua e começou a andar e com isso começaram os “não mexas aqui” e “não vás para ali”.

Esta pequena “introdução”, serviu para explicar que felizmente e graças ao Mum’s the boss, já não demoro a referida “eternidade” a pensar nos berros que tenho dado porque agora, acontecem sim, sou humana e nem sempre a cabeça se sobrepõe ao coração, os berros são ocasionais, por isso Muito obrigada!
[...]



Obrigada também a ti !Um grande beijinho!



O meu filho não dá valor a nada...

11.11.14
Como é que eu ensino o meu filho a dar valor às coisas?
Como é que eu lhe ensino que nós somos mais do que aquilo que temos?
Que é, de longe, preferível sermos melhores pessoas do que termos mais coisas?

Ensina-o a dar valor a ESSAS coisas...! E como?

Dizendo que há meninos que passam fome, que não têm brinquedos? Dizendo que 'se estragares este não há outro?' Acreditas que isso funciona mesmo e que forma o carácter da criança?

Pois... pois não! Então como é que fazes isso tudo?

Com um caderno da gratidão.

No final do dia senta-te com ele e saboreiem o que de melhor teve o vosso dia.

Lê mais sobre

Gratidão

Desafio gratidão


Como fazer isto, tim-tim por tim-tim

Logo à noite chega a casa com um caderno vazio e entrega-lhe. Entrega-lhe quando for um bom momento. Podes também contar-lhe que leste este meu post e que tens contigo 2 cadernos: um para ele e outro para ti, por exemplo. E que para ti é importante fazeres isto com ele porque queres que saiba porque é que estás grata pelo teu dia.

O teu filho não escreve? Não faz mal! Escreves tu e depois lês o que escreveste.

Dica: lê os links acima.
Dica 2: Faz isto 3 vezes por semana e anota as 3 coisas mais importantes desse ou desses dias. Pronto, se houver 5 coisas nas as deixes de fora. Fixa os dias : segundas, quintas e sábados, por exemplo.
Dica 3: Insiste! Não é porque estás com sono ou está frio que não vais fazer. Cria um ritual e vais criar um hábito. A ideia não é apenas criar um ritual. A ideia não é apenas ensinar o valor das coisas. A ideia é ensinar felicidade.

ESPECIAL ROTINAS E RITUAIS : DA GRATIDÃO

25.9.14
Sempre que possível, e 3 vezes por semana, um dos rituais favoritos da minha filha é escrever no caderno rosa dela.
Aqui entre nós, não é sempre sempre sempre de forma escrita - lá pelo meio há batotice mas não pode ser :)
Falo do quê? De se escrever, 3 vezes por semana, 3 coisas pelas quais estamos gratos. Eu sei que gratidão é uma palavra complexa, então substituo por 'que mais gostaste/agradeces' [ainda que o agradecer esteja distante na compreensão que lhe quero dar].
Ela pega na caneta, escreve a data [ainda não sabe escrever mais do que isto] e diz-me o que devo escrever:
- do bolo de anos do amigo,
- da sobremesa que houve na cantina,
- de falar com o avô via skype.

E, aos poucos, vou criando o hábito de dar graças pelo que temos, no final do dia.
Porque é que isto é maravilhoso?
1: Porque partilha o que de fantástico teve nesse(s) dia(s) - e ao partilhar está também a aumentar a minha felicidade e a dela, pelo prazer da partilha!
2: Está a sublinhar o que de facto tem valor para ela;
3: Foca-se no bom e deixa o menos bom de lado - sim, este é o objectivo - é a gratidão e por isso são apenas coisas boas. As más deixa-as para outro momento.
4: Adormece com fé e esperança no dia de amanhã e sinceramente não há sentimento mais forte de segurança que este.

No final de 2012 lancei um desafio chamado Gratidão num frasquinho e que podes ler AQUI. O desafio teve uma enorme adesão mas descobri que comigo não resulta num frasquinho - resulta num caderno.
Descobre de que forma funciona para ti e começa já a fazer isto com os teus filhos. Não esperes pelo amanhã, nem pelo dia 1 de Janeiro. Começa a fazer isto com eles e vais ver que isto aquece-vos o coração... sobretudo nos tempos em que vivemos.

Mais sobre o tema GRATIDÃO, neste blogue






Do significado da vida

29.12.12


É só para dizer que eu sou uma sortuda e adoro aquilo que faço!

A cada dia que passa, a minha profissão adquire um maior significado! Na minha vida e também na vida de todos os pais (e indirectamente, nas crianças) com quem me cruzo e tenho o prazer de trabalhar.

Estou imensamente grata por isto. Tenho a certeza que esta é a minha missão, que este é o meu caminho. E isso enche-me de alegria e de paz!


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24.5.12


AVISO: Este post é um bocadinho lamechas e foi a minha querida Sofia que me deu o mote.

É isto que me acontece, a cada dia, quando abro o blogger.
A cada dia fico maravilhada (esquisita a palavra mas é mesmo assim), pelos posts e pelos e-mails que recebo. De gente que é como eu e que não cessa de ficar m-a-r-a-v-i-l-h-a-d-a com as coisas da vida, com as coisas bonitas e interessantes que lê, que vê, que sente.
Desde que iniciei este blogue (tive mais dois antes deste) que tenho tido a sorte de conhecer gente boa. Gente que, mesmo não tendo as mesmas práticas que eu (e isso viu-se no post que deixei sobre o co-sleeping), foi capaz de me enviar mensagens a agradecer o texto por não ser punitivo.
Ou gente que me envia e-mails com questões pertinentes, querendo dar e ser o melhor de si própria (no Ask Mum).
E depois há aquelas pessoas que fui conhecendo, com quem troco emails quase todos os dias e com quem me identifico imenso. Algumas já tive a felicidade de conhecer. Com algumas, já partilho a minha vida, tenho conversas de meia hora, logo de manhã cedo. As outras, estou mesmo à espera de lhes pôr a vista em cima. De lhes pôr 'carne e osso' e uma voz.
E a tod@s vocês que passam por aqui, dando mais ou menos nas vistas, só tenho a dizer-vos que me enchem o coração e a alma com tanta generosidade e com tanto carinho.
É isso que, sinceramente, sinto!
Muito obrigada e um beijinho!

Magda

10 Conhecer e dar-se a conhecer_Semana 10 - Projecto Even Happier

6.3.12
'Para conhecer a alegria, é preciso partilhar. A felicidade tem uma gémea.'
Lord Byron

A frequência elevada dos divórcios (em qualquer país que seja) faz-nos questionar sobre os maus entendidos e mesmo sobre a natureza do amor e das suas consequências. Ao que parece, a maior parte das pessoas confunde atração sexual e amor sincero. Ora, se a primeira é indispensável ao segundo, ela não é suficiente. O que nos excita é a novidade, é a sedução. E depois vem o resto: a banalidade, o convívio, o à vontade. E a intimidade. E esta é a parte mais difícil, não é?

E é justamente isso que o Tal Benh-Shahar explica esta semana, usando as palavras do sexoterapeuta David Schnarch e o seu livro Passionate Marriage. Para cultivarmos uma intimidade autêntica, o ponto fundamental da união deve ser deslocado. Para que a intimidade aconteça, os dois parceiros têm de ter vontade de se darem a conhecer, de se desvendarem, de reconhecerem as suas aspirações, os seus desejos e os seus sonhos. Fácil? Não sei, penso que não totalmente fácil! Dá muito trabalho. É capaz de compensar, ainda assim, digo eu!

Exercício 1) Como é que podes dar-te a conhecer mais e melhor ao teu companheir@? Como podes conhecer melhor o teu companheir@?

Exercício 2) John Gottman, que é especializado em relações e, ao que parece, consegue prever a duração de uma relação, pede aos casais que se foquem no lado bom das suas relações. Pede-lhes que façam coisas pela relação e que tomem, os dois, iniciativas. Eu gosto muito da frase de uma coisa que a Sónia Morais Santos disse, numa entrevista que lhe fiz: 'Nós por cá estamos a tentar que, quando eles se pirarem, fiquem dois velhotes aos beijinhos e a fazerem passeios de balão e canoagem e a acampar na Amazónia ao lado dos índios'. E tu, o que fazes? Viajas? Vês um filme a dois? Preparas um jantar especial? Fazes uma sessão de strip gira e ousada? Ou enfias o pijama de flanela e vês a novela ou o futebol a dois? Isso é intimidade, claro que sim, embora me pareça estar longe desta ideia de cultivar e alimentar e embelezar a relação, certo? E ele, já lhe disseste que gostavas que te dissesse mais vezes uma certa coisa? Já lhe explicaste porque é importante e o que é que os dois têm a ganhar?

Exercício 3) Dar graças, esta semana. Continuas a anotar? Onde? Eu, é na agenda - descobri que gosto mais! 

9 O prazer da viagem_Semana 9 - Projecto Even Happier

28.2.12
'Fomos concebidos para progredir e não para nos encostarmos, quer se esteja na crista da onda quer se esteja em períodos prósperos.'

John Gardner

Desejar ser-se feliz o tempo todo é estar, inevitavelmente, condenad@ ao fracasso e à desilusão. Por vezes é preferível sacrificar-se o momento presente e investir. Para o quê? Pois claro, para depois se saborear. Seja poupar dinheiro para a reforma ou umas férias, seja dormir menos porque se está a estudar, seja a fazer uma dieta para te sentires melhor de saúde depois, eu sei lá. 
Claro que sabe bem ter momentos de puro prazer. Curtir uma praia, comer uma pizza e terminar com um gelado com topping de caramelo. 


Por isso, os exercícios desta semana são dois:
1) Estás grata pelo quê?
2) Se estás numa fase de investimento, investe. A vida é mesmo assim! Pensa naquilo que realmente queres fazer todos os dias (como passar um pouco de tempo a brincar ou a cuidar d@s filh@s ou a ir a uma aula de ginástica. Ou a deixares de comprar aquele top maravilhoso para pagares outra coisa, e relaxa.) E, no final, ou perto dele, concede-te um prazer!
Vou contar-te um segredo: de manhã procuro sair a horas de casa. Vou levar a pequena à escola e faço alguns recados antes de chegar ao trabalho. Mas antes de lá chegar, e se não estiver atrasada, recompenso-me: vou tomar um expresso, o melhor expresso daqui da zona. E garanto-te: ter dormido um pouco menos vale a pena - saí de casa descansada e o meu prémio é esse... Sinto-me top!


⑤ Sentido_ Semana 4 - Projecto Even Happier 52

31.1.12

Normalmente não tenho por hábito colocar estes posts tão tarde. Se isto acontece é porque estive completamente concentrada e empenhada noutras tarefas. E nestas últimas semanas é isso que tenho feito. Hoje, criei o futuro! Hoje consegui ver a aplicabilidade daquilo que tenho andado a fazer. E isso deu-me um sentimento de poder, mais energia e vontade de continuar a fazer acontecer as coisas. Foi o primeiro grande passo!

No livro que uso como base para estes posts, o Tal Ben Shahar conta-nos a história de uma senhora, a Marva Collins que, no início dos anos ’70, criou uma escola que acolhia jovens delinquentes, considerados irrecuperáveis. A estes putos, ensináva-lhes a beleza de lerem Shakespeare, a importância da felicidade. E por isso, conseguiu contornar as dificuldades financeiras que frequentemente teve para manter a instituição aberta.

Nos inícios dos anos 80 foi convidada para fazer parte do Ministério da Educação mas não aceitou. Compreendeu que a sua missão era superior a essa. A Marva tinha de estar no terreno, era aí que era útil. O mais valioso dos tesouros, para ela, era a felicidade – aquela que ela criava para os outros e que voltava para ela.

Nesta semana, o nosso professor de Psicologia Positiva convida-nos a anotar nas nossas agendas ou numa folha, as actividades que temos/realizamos ao longo de uma semana. Depois, lá para Domingo à noite, devemos olhar para cada uma delas e marcar com ‘+++’ e ‘---‘ aquelas que fazem sentido continuarmos a fazer. Mas, se achas que não podes mudar nenhuma, então ele desafia-te a fazeres uma coisa diferente. É anotares aquelas (ainda que poucas) que te dão mesmo gozo e aproveitá-las melhor, estando mais entregue. Se calhar, com um bom nível de motivação, improviso e criatividade, conseguirás criar ‘ actividades que aceleram a tua felicidade’.

É engraçado, mas eu nunca tinha visto as coisas por aqui. Eu faço coisas que me dão imenso gozo mas tenho regularmente a impressão que não as aproveito como deveria. Acredito, hoje, que tudo tem a ver com o ‘shift’ do meu ‘andar de cima’ e da importância com que as saboreio. Já pensaste nisto?

Na verdade, são pequenos exercícios como estes que nos fazem repensar a vida que temos. Passamos a dar mais sentido às coisas. Afinal de contas, o que é que estás aqui a fazer? Tens, certamente, uma grande missão, como temos todos, aliás. E para além dessa missão tens de crescer e desenvolver-te. Como é que o fazes? Como é que fazes para dares mais sentido e mais sabor à tua vida? Calma, não tens de ir a correr traçar metas ou planos. Ao contrário. Deixa-te estar e põe-te à escuta.

Lembra-te também de escreveres quais são as coisas pelas quais estás grata. Desde o final do ano passado que a utilização do meu tempo tem sido mais... desafiante (como é normal ouvir-se agora). E dei por mim, nas últimas semanas, a escrever, apenas uma vez por semana, as coisas pelas quais estou grata. Óptimo! Escrevo-as, é esse o objectivo. E sei que todos os dias (curiosamente até tem sido de manhã) dou graças pela sorte que tenho. O exercício faço-o (ainda que mentalnente) E tenho conseguido estar no momento mais importante da minha vida: o Agora. Se calhar isto sim, é dar sentido à vida...

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