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5 excelentes questões a colocar depois de veres o Divertida-mente

19.8.15



A propósito deste post, deixo-te aqui 5 excelentes questões, retiradas daqui, para colocares aos teus filhos, sobre o Divertida-mente.

1. Porque é tão difícil para a Riley dizer aos pais como se está a sentir? Eles têm o direito de lhe pedir para ser uma 'menina feliz?'. Como é que achas que isso a faz sentir, sobretudo naquelas alturas em que ela não está propriamente feliz? Já alguma vez sentiste que tinhas de te sentir de uma determinada forma para que os outros ficassem felizes? Isso é justo?

2. O que significa ter sentimentos confusos em relação a algo? Como é que os nossos sentimentos se relacionam uns com os outros? Podes sentir-te feliz e triste ao mesmo tempo? Porque é importante sentir todas estas emoções?

3. Algumas cenas do filme são tristes e metem medo. Faz sentido haver um filme que não seja sempre animado e engraçado?

4. Que problema é que achas que a Riley vai conseguir solucionar ao fugir de casa? Porque é que ela está enganada? O que é que lhe poderia ter acontecido se ela tivesse levado o plano até ao fim? Pais: falem com os vossos filhos acerca da ideia da Riley - e o que ela fez para conseguir - e como isso não é um exemplo a seguir.

5.  O que é que achas que as tuas emoções dizem e fazem? e as emoções dos teus amigos e membros da família? Pede aos miúdos para desenharem o que acham que se passa na cabeça deles.


5+1 motivos pelos quais deves ir ver o Divertida-mente [inside out]

8.8.15

Estava à espera deste filme há um ano. E, mesmo assim, fui ao engano.
Sabia que o filme era muito bom, sabia que falava de emoções, sabia que era divertido mas não sabia que me ia pôr a chorar do início ao fim. Descobri que sou uma lamechas de primeiro.



Entrou no top 5 dos meus filmes favoritos, a rever vezes sem conta.

5 + 1 MOTIVO PARA IRES VER O DIVERTIDA-MENTE

1. Está muito, mas mesmo muito, muito bem feito.
Desde os desenhos dos personagens, às vozes, à musica escolhida, tudo é mesmo muito bem feito. Vê-se que foi um filme muito pensado, feito por pessoas que querem passar uma mensagem [já vais perceber qual, mais abaixo], respeitando quem está a ver, sem necessidade de recorrer a um registo de som mais alto, sem necessidade de usar piadas infelizes. Aliás, as piadas são tão boas, residem nas experiências e nas memórias...
Por outro lado, transformar a complexidade do funcionamento do cérebro neste Divertida-mente é mesmo algo genial! Está muito bem conseguido e ficamos a perceber melhor o que se passa nas nossas cabecinhas.
Sinceramente, o profundo respeito pelo tema e por quem vai ver este desenho animado foi dos pontos que mais emocionada me deixou. É mesmo muito raro encontrar uma obra assim! E pronto, sou suspeita!...



2. A versão portuguesa
Foi uma agradável surpresa. Primeiro, porque penso que se percebeu que não é preciso fazer-se vozes e tons de voz estranhos para se conseguir captar o telespectador. Segundo, porque foram muito bem seleccionadas - e consegue-se a dimensão que se deseja para cada personagem. A minha favorita? A Alegria! A voz da Alegria é uma voz que todos deveríamos de ter nas nossas vidas, aquela que nos empurra para a frente, que nos mostra que vale a pena continuar.




3. Como se criam as memórias
Ficamos a saber que as memórias se consolidam durante o sono e que há memórias que não interessam para nada e que são 'aspiradas' depois de não serem usadas. E que há outras memórias que, mesmo que não queiramos, insistem em aparecer. Esta é uma dessas minhas memórias. 




4. As ilhas e a qualidade das experiências
As ilhas são a nossa estrutura, a forma como somos feitos. E sim, há alturas em que elas são abaladas [e muito!] e parecem ser irrecuperáveis. Penso que é das imagens mais bem conseguidas para explicar a construção de quem somos - a nós e aos miúdos: as ilhas!
Fiquei muito feliz por ver ali retratado que é a qualidade das experiências que cria o que de melhor há em nós. É a qualidade das experiências que cria as ilhas, as memórias. E sim, e como irás confirmar no final, mesmo as experiências menos positivas podem ser boas experiências. Fico mesmo feliz porque este é um ponto fundamental no trabalho que eu desenvolvo com os pais com quem trabalho e tenho a certeza que muitos se lembrarão disto.


5. A brincadeira
É a qualidade das experiências que nos ajuda na construção de quem somos e na capacidade que temos em gerir os momentos mais stressantes. Fiquei mesmo muito feliz por se mostrar que nem todos os momentos têm de ser levados a sério, ou pelo menos não tão a sérios e que podem ser aliviados com 'macacadas'.




+1 O amor cura tudo
No final, ficamos sem saber exactamente o que irá acontecer - mas percebemos claramente que o amor e a família são um porto seguro e que podem curar tudo. É um enorme cliché e nesta caso, muito mas mesmo muito bem conseguido.

Todas as emoções têm espaço para existirem e, em momento nenhum, temos vontade de julgá-las. Todas as emoções são necessárias - mesmo as menos positivas - e só juntas fazem sentido. 



Eu, que me fartei de chorar, saí de lá tão feliz! É mesmo um filme muito, mas mesmo mesmo muito bom! 
Um filme a rever e a rever e a guardar.

Na próxima semana deixo-te um post com as questões que podes aproveitar para colocar aos teus filhos, sobre o filme... e sobre a vida!

Das coisas boas | Ou o nosso Fabuloso Destino...

4.9.12

publicado a 10/10/11

Há filmes inesquecíveis - este é um deles "O Fabuloso Destino de Amélie".
Vi-o 2 ou 3 dias depois dos atentados de 11 de Setembro, em Estrasburgo. Lembro-me de sair do cinema e de pensar "Oh, la vie est belle..." para me lembrar depois que o mundo estava num caos.

Mas a verdade é que a vida continua e são pequenos momentos como estes [vê lá o trailer, que assim percebes] que nos tornam melhores pessoas.

Mas... será que temos esse direito? Será que somos dignos que as coisas boas nos aconteçam? Ou será que o céu e a terra se vai virar contra nós e nos castigar, mais cedo ou mais tarde?

Tenho para mim que uma pessoa feliz e entusiasmada [dizem os estudos que o entusiasmo é contagiante] provoca nos outros sentimentos bons. Para isso, para ficarmos bem, temos de estar atentos às coisas boas que nos acontecem e acreditarmos que sim, que as merecemos. E saber apreciar o momento, carregar em pausa, e saboreá-lo, ter a noção que merecemos, é mesmo, mas é mesmo muito difícil. Acredito que fomos formatos [pela muito conhecida cultura judaico-cristã] de uma forma que não torna essa auto-permissão assim tão fácil. Falo por mim. E procuro lembrar-me, a cada vez que sim, que ninguém me vai punir. E depois procuro o comando, e faço pausa. É normal esquecer-me dele... :)
Gosto de puxar a cola quando está seca nos dedos, de brincar com as cerejas, a fingir que são brincos, de comer as amoras na ponta dos dedos, de deitar as peças dos dominós abaixo, do som da bebida a ser puxada pela palhinha. E também gosto de calcar as folhas secas no Outono, de sentir o frio seco no Inverno, de estalar bolhas de ar, de beber um bom vinho, de trincar uma uva e do "cracht" que faz. De enviar e receber sms, que me liguem a perguntar se podem vir ca a casa comer uma sopa... E isto tudo, ladies and gentlemen, é mesmo priceless...

E tu, que momentos especiais recordas da tua infância que trazes | praticas ainda hoje?

Já pensaste em fazer um pequeno filme ou conjunto de fotos destes momentos, dos teus filhos? Eu, enquanto adulta, adoraria que me tivessem feito uma coisa assim...

Como é que ela faz?

21.10.11
Preview do filme: Clica na imagem ou aqui.

Acabei de ler uma crítica muito má sobre este filme e, ainda assim, tenho vontade de o ver. É que só há muito pouco tempo é que descobri o que é, realmente, a série "Sex & The City. E pronto, fiquei rendida, ao ponto de a considerar a minha série favorita de todos os tempos, ao nível de "Os Sopranos" [sim, sim, podemos gostar de duas coisas ao mesmo tempo e que são tão diferentes!].

Fico feliz ao ouvir a voz da SJP no início de cada episódio, gosto dos tiques dela, da forma como se veste, de todo o glamour que a série vende e do sentimento de bem-estar que tenho quando me sento no sofá, para ver mais um episódio [estou muitoooo tentada em rever a série novamente, as 6 "seasons" mais uma vez - e eu, que durante anos pensei que era uma série mediocre... ].

É um dos meus momentos - chego ao ponto de cortar o som do telemóvel e de mandar calar quem está ao meu lado, porque quero mesmo ver e ouvir... :)

Mas "enough with Sex and The City, let's go to "I don't know how she does it". Parece que é a história de uma mulher comum, com um emprego [menos comum: de sucesso], com dois filhos, um marido [e menos comum, de novo: uma ama e uma assistente]. É a vidinha dela, com mais glamour que a minha, de certeza, com penteados e make-ups perfeitas mas ainda assim, um espelho do dia-a-dia de uma mulher [quase normal]. E está-me mesmo a apetecer ir ver este filme e ver uma Carrie com filhos, casada e a trabalhar numa agência de advogados. I don't know how she does it... but I will.

E tu, como é que esticas o teu tempo, como fazes para te dedicares ao trabalho, à casa, aos amigos, aos filhos, ao parceiro e ainda para teres tempo para ti?

Eu? Por exemplo, uso uma coisa chamada To Do List que, de vez em quando, amarroto, deito fora. Sigo a minha lista quando não a perco, quando não faço uma nova, quando chego ao supermercado e vejo que a deixei em cima da mesa da cozinha... E depois, para me aliviar, procuro não me levar a sério, rir-me e pensar que não é o fim do mundo... afinal, vivo num sítio onde, num raio de 10 Kms, devo ter seguramento 20 supermercados, 5 shoppings, bombas de gasolina abertas todo o dia e noite, Internet a todo o momento e, em último caso, uma nova lista To Do para iniciar... :)

Das coisas boas | Ou o nosso Fabuloso Destino...

10.10.11

Há filmes inesquecíveis - este é um deles "O Fabuloso Destino de Amélie".
Vi-o 2 ou 3 dias depois dos atentados de 11 de Setembro, em Estrasburgo. Lembro-me de sair do cinema e de pensar "Oh, la vie est belle..." para me lembrar depois que o mundo estava num caos.

Mas a verdade é que a vida continua e são pequenos momentos como estes [vê lá o trailer, que assim percebes] que nos tornam melhores pessoas.

Mas... será que temos esse direito? Será que somos dignos que as coisas boas nos aconteçam? Ou será que o céu e a terra se vai virar contra nós e nos castigar, mais cedo ou mais tarde?

Tenho para mim que uma pessoa feliz e entusiasmada [dizem os estudos que o entusiasmo é contagiante] provoca nos outros sentimentos bons. Para isso, para ficarmos bem, temos de estar atentos às coisas boas que nos acontecem e acreditarmos que sim, que as merecemos. E saber apreciar o momento, carregar em pausa, e saboreá-lo, ter a noção que merecemos, é mesmo, mas é mesmo muito difícil. Acredito que fomos formatos [pela muito conhecida cultura judaico-cristã] de uma forma que não torna essa auto-permissão assim tão fácil. Falo por mim. E procuro lembrar-me, a cada vez que sim, que ninguém me vai punir. E depois procuro o comando, e faço pausa. É normal esquecer-me dele... :)
Gosto de puxar a cola quando está seca nos dedos, de brincar com as cerejas, a fingir que são brincos, de comer as amoras na ponta dos dedos, de deitar as peças dos dominós abaixo, do som da bebida a ser puxada pela palhinha. E também gosto de calcar as folhas secas no Outono, de sentir o frio seco no Inverno, de estalar bolhas de ar, de beber um bom vinho, de trincar uma uva e do "cracht" que faz. De enviar e receber sms, que me liguem a perguntar se podem vir ca a casa comer uma sopa... E isto tudo, ladies and gentlemen, é mesmo priceless...

E tu, que momentos especiais recordas da tua infância que trazes | praticas ainda hoje?

Já pensaste em fazer um pequeno filme ou conjunto de fotos destes momentos, dos teus filhos? Eu, enquanto adulta, adoraria que me tivessem feito uma coisa assim...

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