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Escuta activa

27.8.19
Escutar ativamente é um ato de coragem porque implica que saibamos praticar uma escuta silenciosa (pensamentos e julgamentos) que respeita o outro nos seus receios, ansiedades e expectativas, sem termos de o salvar, dar sugestões ou interferir. Não é fácil, é certo, mas quando o sabemos fazer, é mágico e tranquilo. 

2 pontos que fazem toda a diferença na parentalidade tal como na vida

30.1.18


Já aqui o disse e volto a dizer - um dos aspectos mais importantes para que possamos exercer melhor não só a nossa parentalidade como tornarmo-nos melhores pessoas passa por vários aspectos. Estes dois que se seguem são, para mim, aqueles que marcam toda a diferença:

1. Escutar ativamente
Não creio que escutar verdadeiramente o outro seja algo natural em nós. O nosso cérebro tem demasiados 'macaquinhos' que andam de galho em galho, não deixando sossegado o nosso pensamento. Escutamos à superfície, com filtros ou sem a entrega necessária para ouvir o que não é dito por palavras. Continuo a achar que escutar é um ato de coragem porque, quando criamos este espaço com o outro, criamos um lugar seguro para acolher o melhor e também o pior que o outro tem.
Mas escutar é mais do que isso - dá (ou devolvo) o sentimento ao outro do seu valor. E sabes, isso não tem preço.

2. Quem nos escute ativamente
Nem todos merecem conhecer as nossas fragilidades. A ideia é transmitida nesta entrevista de 2013 que a Brené Brown dá à Oprah e que uma aluna da Pós-Graduação me enviou. Tal como é referido nesta entrevista, o Programa +Escuta Ativa (que se insere dentro da nossa Pós-Graduação) transforma a forma como passamos a escutar o outro, sublinhando a importância deste momento. Quem já passou pelo Programa sabe bem do que falo. E por isso preciso de te colocar esta questão Tens quem te escute ativamente, sem filtros, avaliações, comparações? Sem diminuir o que sentes ou, pelo contrário, fazendo-te sentir pior? Nos dias em que correm parecem faltar essas pessoas que, ao contrário do que possas imaginar, não têm de ser os nossos melhores amigos. Se não tens, procura. Por vezes salva-nos a vida.

You share it with the people who have earned the right to hear your story.





Como lidar com crianças que têm mau perder?

23.1.18


Se a mãe ganha no jogo do berlinde já sabe que vai haver birra. "É batota!" ou "Não quero jogar mais!" são algumas das respostas habituais do filho. Mas a escalada de frustração pode terminar com um gesto mais drástico: palmadas nas pernas da mãe. Seguidas por gritos como: "És má!" As birras de mau perder de Rodrigo, de 5 anos, são mais ou menos assim. Não gosta nada de perder e quer ser sempre o primeiro em tudo. "Se eu meto o berlinde primeiro no buraco ele fica chateado, faz beicinho e pede para eu o deixar ganhar", conta a mãe, Mara Ferreira, à SÁBADO. É neste momento que Mara não consegue dizer que não e acaba por ceder. "Faço-lhe a vontade porque ele faz aquelas carinhas e pede por favor. Se lhe disser que não, chora."




A coach parental e autora do blogue Mum’s the Boss, Magda Gomes Dias, acredita que esta não é a melhor estratégia – apesar de se poder deixar ganhar algumas vezes, esta não pode ser a regra. A solução é ajudar a ganhar. "Dizer: ‘Hoje jogamos juntos e vou-te mostrar porque é que vais pôr esta carta e não aquela.’ Desta forma dou a possibilidade à criança de ganhar, não porque me fiz de tonta, mas porque a ajudei a ganhar de forma estratégica."

Até nos dados, Rodrigo tem de ter o maior número de pontos, caso contrário faz batota. "Se a tia contar 9 e se ele tiver 6, já está tudo estragado. Depois vira o dado e diz que tem mais. Para ele não é batota, mas se nós ganharmos já é", revela Mara. Mas nem sempre foi assim: antes dos 3 anos, Rodrigo não se interessava muito por jogos. "Acho que foi a partir dessa altura que ele passou a perceber o que significa perder e ganhar, porque também jogava na escola." A psicóloga Jordana Pinto Cardoso explica que, por norma, as crianças costumam ficar mais competitivas a partir dos 2 anos. E acrescenta: "Muitas vezes são impulsionados pelos comentários dos pais ou dos educadores como ‘vamos ver quem é o primeiro’." Magda Gomes Dias atira outra explicação: "Ainda são imaturos em termos emocionais e associam o perder a não gostarem deles."



Mas Rodrigo não é caso único. Mariana, com a mesma idade, fica muito amuada com a mãe, Ana Marçalo, quando ela não a deixa ganhar. Já com o pai a história é outra. "O pai deixa-a ganhar porque não gosta de a ver triste e viu na televisão uma apresentadora a dizer que o avô a deixava ganhar sempre porque queria que ela fosse uma vencedora na vida", explica Ana. Não é de estranhar que o oponente favorito de Mariana seja o pai. "O que a investigação tem mostrado é que, habitualmente, a relação com o pai está mais ligada à componente lúdica, do brincar, e a relação com a mãe com os cuidados directos, apesar da tendência estar a mudar", diz a psicóloga.

E quando se tem irmãos?
Carminho tem 4 anos e um feitio apurado. Com os pais e o irmão, Manel, de 9 anos, costuma jogar às cartas. Quando se apercebe de que não ganhou, irrita-se e fica com cara de maldisposta. A mãe, Maria, tenta consolá-la: "Não importa perder, importa estarmos aqui a brincar as duas e com o mano. Gosta de brincar com o mano, não é? O mano ganhou, mas da próxima vez a Carminho ganha, não tem mal." Mas a miúda olha para o lado, chora e queixa-se de que nunca ganha.

Ao fim de dois ou três jogos, a mãe deixa-a vencer um, no máximo dois, mas depois volta a ser um jogo justo, para o irmão não se chatear. Magda Gomes Dias sublinha que é importante não colocar os irmãos a competir um com o outro. E acrescenta: "Não é nada saudável. Podemos é fazer com que eles joguem na mesma equipa, contra outros." Maria faz a gestão das derrotas e vitórias, deixa a filha ganhar porque não quer que ela desista, nem que fique revoltada com ela própria. "Tenho de a motivar e para isso tenho de a deixar ganhar, mas não pode ser sempre", explica à SÁBADO.

Duarte, 8 anos, costuma jogar ao Pictionary e às cartas com os pais e o irmão. Quando perde, a reacção é de frustração, não quer jogar mais. Até em jogos de futebol com os vizinhos é capaz de pegar na bola e ir para casa. Resultado: ninguém joga mais. "Já não o deixamos tanto ganhar, só quando era mais pequenino. Agora tem de perceber que se perde e se ganha", diz Olga, mãe de Duarte. E acrescenta: "Antes ficava muito contente, mas depois vinha o irmão e dizia ‘ganhaste porque te deixaram’ e estragava tudo."


Sábado, publicado em 16 Novembro 2017

1 tema | 5 posts ** Escuta ativa

14.1.18



Começámos o ano a explicar-te o conceito de escuta ativa. Muitas, mas muitas vezes confundimos conceitos e aqui na Escola sentimos que é importante clarificarmos exatamente o que é o quê. Por isso, esta semana, insistimos na ideia da escuta ativa.
Frequentemente, tenho a ideia que mais ninguém escuta ninguém. Ou quando escutamos, temos sempre de adicionar alguma coisa nossa, reconfortar a outra pessoa e dizer-lhe que tem de ver as coisas de forma positiva, por exemplo.
Mas escutar ativamente não tem nada a ver com isso. É um ato de coragem, de respeito pelo outro. É ampará-lo na conversa onde só ele e as suas coisas existem. E é mágico. Conheço poucas pessoas capazes de o fazer. Mas as que o sabem fazer tornam-se pessoas incríveis na vida de quem souberam escutar. E quando fazemos este tipo de escuta, ajudamos o outro a alcançar um nível de entendimento de si que poucos conseguem.
Escutar ativamente não pressupõe silêncios e antes questões colocadas na hora certa. Questões que se aprendem a colocar. Com muito treino, é certo. Mas que vão fazer toda a diferença na vida de quem as recebe (para saberes mais, espreita aqui).

Os cinco + desta semana são:

1. Saberemos mesmo escutar as crianças?
2. O poder da escuta ativa
3. A escuta ativa em dois exemplos
4. Sabes escutar, ativamente? Mesmo?
5. Definição de escuta ativa


Segue-nos aqui:

A escuta ativa em 2 exemplos

11.1.18
A Escuta ativa em exemplos


Exemplo 1:
Filho: "Mãe, já te disse que não me vou embora! Não quero ir para casa. Vou ficar aqui!!"
Mãe: "Tu não me falas assim, António Manuel. Vem cá, pede já desculpa e vamos embora para casa! Lá em baixo vamos conversar melhor. Agora nem mais um piu".


Exemplo 2:
Filho:"Mãe, já te disse que não me vou embora! Não quero ir para casa. Vou ficar aqui!!"
Mãe (a sorrir): Isto é que deve ter sido uma festa e peras para tu não queres ir embora. Foi?"


Exemplos retirados do livro Crianças Felizes




Segue-nos aqui:

Sabes escutar ativamente? Mesmo?

10.1.18


Muito se tem ouvido falar em escuta activa mas a verdade é que somos ainda muito poucos a saber fazê-lo. Nesta formação  um dos módulos é, precisamente, a escuta ativa. No final da primeira sessão, a maior parte dos participantes está de acordo que o mais difícil de fazer é, efectivamente, escutar. 

Porquê?

1 - Fazemos interpretações, julgamos e por vezes até condenamos
"Eu nunca faria isso! Se fazes assim, então é porque... "
"Que sorte que tens!"

2 -Procuramos pôr em comum
Eu também! Está sempre a acontecer-me o mesmo. 
Oh! A mim nunca é assim.
E escutar o outro é só escutá-lo, silenciando o que vai dentro de nós.

3 - Salvar
"Deixa lá, vais ver que vai correr bem! Não te preocupes, não penses mais nisso!"
Escutar é escutar. Há momentos que a coisa mais importante a fazer é mesmo só isso. Sem dar soluções ou ideias ou palmadinhas nas costas. 





Escutar é mesmo um ato de coragem!
Magda Gomes Dias

Mas se por um lado fazemos todas estas coisas acima somos, ao mesmo tempo, muito passivos na escuta. Colocamos questões fracas e que muitas vezes não mostram genuíno interesse e não ajudam os miúdos a explorarem respostas ou outras formas de ver a questão.
Repara que nem sempre tens de ter resposta da criança mas quando a questão fica lá dentro...

Aqui ficam as dicas para se fazer uma escuta ativa como deve de ser:

1 - Há quem diga que é impossível não julgar, interpretar. E eu estou de acordo. 
Mas podemos sossegar os nossos pensamentos, permanecendo focados no que a pessoa à nossa frente está a dizer.

2 - Fazer pausa na nossa agenda pessoal e deixar as nossas ideias e percepções de lado, procurando ver o que é que o outro está a ver.

3 - Escutar com interesse genuíno, eliminando qualquer tipo de distração

4 - Interessa-te. Olha para o teu filho. Para as expressões giras que faz. Segue os olhos dele sempre que puderes - esta é uma excelente técnica de te esqueceres de ti e te entregares totalmente à conversa.

5 - Procura ser o mais empática possível. E toma nota: ser empática não é concordar nem ceder. 

6 - Trabalha a flexibilidade cognitiva - e para o fazer coloca boas questões, ajudando o teu filho a olhar para as questões (sempre que se justificar) por outro lado!


Escutar é, por isso, um ato de coragem porque implica que saibamos praticar uma escuta silenciosa, que respeita o outro nos seus receios, ansiedades e expectativas, sem termos de o salvar, dar sugestões ou interferir. Não é fácil, é certo, mas quando o sabemos fazer, é mágico e tranquilo. 


Segue-nos aqui:





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