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Sabes lidar com o 'Tu não mandas em mim?'

25.8.16
E um belo dia, ao pedires ao teu filho para ajudar a pôr a mesa ele sai-se com um 'Tu não mandas em mim!' e tu pensas 'Ui, o que é isto? Como é que isto aconteceu?'.

E, de repente pode acontecer muita coisa: podem argumentar, podes dizer-lhe 'tu não me falas assim' ao que ele pode muito bem responder 'e tu também não' e, sem darmos por ela entrámos num diálogo de surdos impossível!


Como tu és o adulto e como provavelmente és tu que estás a ler este post, convido-te a experimentares o seguinte [experimenta! Não acredites nas minhas palavras - vai lá e faz acontecer isto e depois diz-me como foi].


1. Lembra-te que quando este tipo de 'respostas' acontecem, o vosso vínculo está fragilizado. Pode não ser muito ou até pode ser - tu saberás.
2. Procura escutar para além das palavras: o que é que ele está mesmo a dizer-te? Que não gosta de pôr a mesa, que gostava que a mesa estivesse pronta todos os dias ou que não gosta que lhe estejam sempre a mandar fazer coisas?
3. Procura também lembrar-te se tens criado oportunidades para fazerem coisas que lhe dão prazer ou se fazem sempre e apenas as obrigações.
4.Mas ele não me pode responder assim, dizes tu... mas a verdade é que responde... e eu gostava que te lembrasses que não é possível lidares com este tipo de 'provocações' através de medidas autoritárias e sim através da criação de um vínculo importante.


Questão que naturalmente te vais colocar agora:
-E castigar ou ralhar não posso, esta agora!?


Claro que podes! Ninguém te impede disso. O que é que vai acontecer quando ralhas e castigas?
Pois, isso tudo: na altura até pode resultar mas muito em breve terás uma situação muito semelhante e, aos poucos, os castigos e os ralhetes deixam mesmo de funcionar. E, aos pouquinhos, e quase sem te dares por isso, o vosso vínculo foi ficando cada vez mais pequeno, mais pequeno...e este tipo de respostas mais e mais frequentes... e aposto que não é isso que queres, pois não?


Faz agora uma pausa e coloca-te do lado do teu filho. Muito possivelmente, para estar a dizer-te uma coisa destas é porque está desconectado de ti, sente-se pouco compreendido e não sabe lidar com os seus sentimentos. É possível que sinta que ninguém o escuta mesmo quando tu achas que sim... O que é que ele precisa? Que páres e o escutes, de facto! E não precisará sempre de lições.




Há pais que me dizem algumas vezes que se sentam com os filhos com calma e falam com eles com calma e lhes dizem as coisas.. com calma. Asseguram-me que os filhos prometem que vão fazer diferente da próxima vez mas a verdade é que a próxima vez é logo ali, ao virar da esquina e é o 'vira o disco e toca o mesmo'. Porquê?
Porque aquilo que fizeram foi falarem com muita paciência e com calma MAS falharam no mais importante: não escutaram! É escutar, não é opinar! É fazer perguntas, ser curioso, sem adicionar.
Queres experimentar? Não é simples, garanto que não é MAS vale todo o teu tempo e toda a pena!!
Não acredites no que te digo - experimenta!!! Posso estar apenas a querer passar-te uma rasteira e só saberás se experimentares. Depois vem cá contar como foi!


Eu sei que estás sempre a ler isto e é porque é apenas a mais pura das verdades.
As crianças soletram AMOR = TEMPO

Este tipo de resposta também pode ser uma forma de repetição/imitação. E se tiveres essa impressão podes simplesmente perguntar-lhe 'De que forma? Tenho a impressão que te sentiste agredido/magoado. Explicas-me melhor?'

Finalmente, é mesmo verdade que não podemos forçar ninguém a fazer aquilo que queremos se a pessoa assim o desejou. É mesmo verdade! Mas quando o vínculo é bom, ela vai querer cooperar, em troco de nada, só porque tem boa-vontade connosco. Esta é a verdadeira varinha de condão da parentalidade!

Podes ler mais sobre estas atitudes desafiantes no meu livro Crianças Felizes e também no Berra-me Baixo que já vai na 3ª edição.

Como ser uma boa mãe - tudo aquilo que eu sei em 10 pontos fundamentais

22.8.12









Acabei de receber um e-mail de uma mãe. Pergunta-me ela o que é que é preciso saber para aprender a ser uma melhor Mãe.


E aqui fica o e-mail que lhe ia enviar e que decidi partilhar aqui. A esta mãe, vou apenas enviar-lhe o link! Obrigada pela confiança!


Não há mães perfeitas… há boas mães, não é? Ser mãe é aprender todos os dias. Mães são pessoas que se questionam constantemente, que dão o melhor de si em tudo o que fazem e que, acima de tudo são humanas. E se hoje não der certo, não faz mal. Amanhã emendo a mão e faço melhor!


Eu não sei dicas, truques ou magias para se ser melhor mãe. Ainda assim, deixo-te uma lista abaixo daquilo que eu sei que é fundamental para mim. Pode ser que para ti também seja.






1. Sê feliz tu! Primeiro estás tu! Não é egoísmo! Mas se tu estás bem e em equilíbrio, consegues dar mais de ti.


2. Dorme! Alimenta-te bem. Faz algum tipo de exercício ou tem um passatempo (ler, ouvir música, etc).


3. Tem tempo para ti, sozinha. É contigo que vais passar o resto da tua vida. É importante que te dês bem contigo.


4. Tem tempo para o teu casamento/relação amorosa – daqui a 18 anos, quando o teu filho for fazer a vida dele, não queiras ficar a olhar para o pai dele e a pensar ‘quem é este gajo?’ Namorem! Faz bem e é bom!


5. Muitas vezes aquele comportamento do teu filho é uma fase. E as fases passam. Aceita aquele conselho que todos te dizem ‘Aproveita! Passa rápido! Quando deres por ela, já saíram de casa!’ É difícil mas lembra-te que o tempo não volta para trás.


6. Se é justo e necessário o que vais fazer/pedir então sê firme! Os miúdos precisam dessa firmeza.


7. Ama incondicionalmente. Amar incondicionalmente é amar inteiramente. Não há lugares a ‘Eu não gosto nada de ti quando fazes isto’. Isso chama-se amor condicional. É o inverso.


8. Se não estás a aguentar, também tens o direito de dizer ‘Basta! Já não aguento! Eu não permito isto’ É o teu limite. És humana! És gente!


9. Aprecia a beleza das coisas à tua volta. Já mostraste ao teu filho como uma joaninha é mesmo vermelha? Deixa-te encantar! Imprime no teu corpo, nas tuas memórias e em todos os teus sentidos esses momentos maravilhosos que tu, ele e o teu núcleo duram criam!


10. Não leves a vida tão a sério. Descomplica! Desencuca! Aprende! Vive! Faz e acontece às coisas! Sorri, dizem que é um bom remédio. No final, morremos todos! Queres gastar tempo com porcarias? Mesmo?

⑥Altruísmo, bem-haja, gentileza,..._ Semana 6 - Projecto Even Happier 52

7.2.12


Kant dizia que para que uma ação tenha um valor moral esta devia ter por base um sentido de dever. Assim, sempre que se agia por interesse próprio, algo poderia ficar danificado e as atitudes nunca seriam desprovidas de um sentimento muito mesquinho: o egoísmo.
O mesmo acontece com as religiões. Prega-se a abnegação, renunciando-se assim à vontade própria e esse  é o princípio da maior parte das religiões.
Mas (e este mas é mesmo importante) a verdade é que Kant esqueceu-se de uma coisa muito importante. Quem é que disse que somos obrigados a escolher entre ajudar uma outra pessoa e ajudarmo-nos? As duas linhas não se excluem, mutualmente. Ao contrário, estão ligadas: quanto mais ajudamos, mais somos felizes. E quanto mais felizes estamos, mais inclinação temos em ajudar os outros.
Como? Eu sei lá! Eu, por exemplo, quando estou feliz tenho tendência a descomplicar muitas coisas. Mimo. Faço cenas giras. Torno-me mais criativa e tenho mais paciência. Sinto-me mais poderosa, com mais força. Mas, sobretudo, tenho tendência a descomplicar, a ser mais pró-activa e a ficar mais disponível para os outros.
Por isso mesmo acredito que, ao ensinar a minha filha a ser mais feliz poderei criar nela uma série de recursos internos que a permitirão sentir-se melhor e mais satisfeita com ela própria. Sentindo-se assim, ela (tal como eu) terá tendência a descomplicar e logo a abrir caminho para que coisas boas possam acontecer na vida nela e nas dos outros.
É destes estados que as pessoas precisam. Todas, sem excepção.


Exercício: Porque senti que na semana passada o pedido do nosso amigo Tal Ben-Shahar foi um bocadinho ‘seca’, hoje vou alterar o exercício dele e vou eu criar um.

- Percebe como é que te sentes sempre que estás bem contigo. Onde é que isso te leva?
- Agora percebe como é que te sentes quando ajudas alguém, quando ages no interesse de outra pessoa?

Certamente que serão sentimentos diferentes. Em quê? Não tens de escrever. Pensa nisso.

E se não tens por hábito ajudar outras pessoas, o que é que te impede de o fazer? A falta de tempo? É natural, estamos sempre a correr contra ele... E, se usares um pouco do teu tempo, seja quando vais a conduzir, seja enquanto fazes as compras no supermercado para fazeres aquela chamada para saberes como vai a tua avó ou a tua vizinha mais idosa do andar debaixo? São actos altruístas com imenso valor.

Podes e fazes voluntariado? Excelente! Partilha aqui, diz-nos como é! Quero que me contes tudo! E ao contares podes estar a motivar outros para fazerem o mesmo! Já pensaste nisso?


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