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Será que estas também são as tuas duas fontes de stress aí em casa?

20.9.17
A sessão de Coaching e Aconselhamento desta manhã estava a aproximar-se do final quando esta mãe ganhou coragem e, entre algum receio e alívio, confessa aquilo que a desgasta mais neste momento:
- A relação com o marido;
- Os conflitos entre os dois filhos.

"As birras, os choros e as inseguranças de cada um deles é fácil de lidar", dizia ela. Mas não estar em sintonia com o marido - que a considera uma mãe atenciosa mas frequentemente permissiva - e as guerras entre os seus dois filhos têm-lhe dado muita vontade de atirar com a toalha ao chão e partir... uns dias!

A forma como lidamos com os conflitos tem muito da nossa história pessoal e influencia, obrigatoriamente, a forma como respondemos a esses mesmos conflitos. E até na forma como estamos a orientar os nossos próprios filhos em relação aos mesmos.

Se eu não gosto de guerras, de discutir de forma mais animada ou se tenho receio de não estar à altura para defender as minhas convicções, terei dificuldade em ensinar essas competências aos meus filhos. Simultaneamente, terei dificuldade em conseguir que o meu marido olhe para a forma como atuo não como uma fraqueza mas como um estilo parental e com a filosofia que abracei (a menos que seja mesmo mais permissiva e aí está talvez na hora de me questionar porque é que o sou).

Vale a pena analisar este ponto - quem somos em relação ao conflito e se somos diferentes com certas pessoas ou situações. E depois colocar a seguinte questão: O que é que me impede de ser quem desejo ser?

E foi com esta questão que desbloqueamos os receios em relação ao conflito desta mãe e entramos na parte da co-criação de uma nova realidade.

DIVÓRCIO E FÉRIAS - ESPECIAL FÉRIAS GRANDES - 3

13.7.17
Há cada vez mais divórcios em Portugal.  O Pordata apontava uma taxa de 70,4% em 2013, o que se revela ser um número enorme e uma realidade, em Portugal.

Felizmente, há cada vez mais divórcios a correrem bem - ou seja, com adultos a assumirem a sua parte de responsabilidade - nomeadamente quando há criança pelo meio. Ainda assim, aqui ficam 3 dicas para que o processo possa correr da melhor maneira. Há imensas outras sugestões que podemos dar mas se estas 3 estiverem asseguradas, tudo o resto flui.

E vê e partilha o vídeo!




1. O divórcio - ou uma separação - pode ser um momento angustiante para qualquer pessoa envolvida. Ainda mais para uma criança. Daí que seja fundamental que todas possam ser acompanhadas por um dos adultos [de preferência pelos dois] de forma a assegurar que os sentimentos são acolhidos e a segurança da vida mantida. E ter pais com paciência é fundamental. Mas estes pais também têm de tratar de si

2. Uma vez que a realidade passa a ser outra, é importante a nova forma de família que se constitui ganhe novas rotinas. São elas que dão a tal segurança que falei acima. Ir a casa de amigos ao fim-de-semana, encontrar um novo local para as férias grandes, cuidar de uma horta ou de uma animal ajudar a canalizar as emoções e a dar um novo ânimo aos dias.

3. Todos os especialistas estão de acordo: o divórcio pode não ser algo que as crianças desejem mas as boas notícias é que elas têm uma enorme capacidade em se adaptarem. Contudo, o que causa mais stress, mais sofrimento, tristeza e angústia são as discussões e os desentendimentos entre os pais. Seria muito interessante que cada vez mais casais se preparassem para a separação, tratassem de si e das suas mágoas e pudessem olhar sempre para o superior interesse da criança, sempre. Podemos e devemos continuar a ser família apesar do divórcio. Quem é que nos disse o contrário?

Comenta este post e deixa-nos as tuas dicas - de quem está a viver um divórcio ou cujos pais se divorciaram e tudo correu bem!!

Hashtags: 
#feriasmumstheboss
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#parentalidadepositiva

Continua a ler mais dicas
#1
#2

Aproveita e preenche este documento também e diz-nos sobre o que é que gostarias de ler mais aqui no blogue! Pela tua felicidade e a de todos!






MAIS PRÓXIMA DO TEU FILHO? 4 DICAS INFALÍVEIS!

22.8.16




Há alturas em que nos apetece desfazê-los com beijinhos. E depois há outras em que o desfazer não seria, com certeza, dessa forma.

Para uma ou outra circunstância, toma nota destas 4 dicas para ficares ainda mais próxima deles:

#1. Prepara-lhes um aperitivo
Pode ser algo mais saudável como uns sticks de cenoura ou simplesmente uma pequena tigela com batatas fritas e um sumo de laranja. Sim, estou mesmo a falar a sério!
E se puderes, sentem-se os dois a olhar para a janela, com uma música ambiente.
Vais ver como é tão bom!

#2. Beijinho à eskimo
Esta ganha sempre, não ganha?

#3. Conta uma anedota ou uma curiosidade que faça rir ou ainda, brinca com a situação!
Usar o sentido de humor, sobretudo naqueles momentos mais tensos é meio caminho andado para tirar a tensão das situações.

#4. Um abraço
No momento ou depois, um abraço compõe as situações e reforça as que já são fortes. Desde que seja honesto e querido pelas duas partes.

Podemos pedir aos irmãos que sejam os melhores amigos? | A Praça | RTP 7 Junho 2016

7.6.16


Podemos pedir aos irmãos que sejam os melhores amigos?
Podemos desejá-lo e isso é comum, enquanto pais. A nossa ideia é que eles sejam tão amigos que se possam sempre defender e ajudar. Mas esse é o nosso desejo. E nem sempre isso vai acontecer. E porquê?

Porque no início dos tempos, pedir a um irmão que seja o melhor amigo do outro é igual a pedir que goste do seu rival. A chegada de um irmão é assumida como uma perda de um lugar ou pelo menos pela necessidade de partilhar território e propriedade com esse irmão. E portanto o irmão, apesar de poder ser desejado pelos pais e pelo filho, é também uma ameaça.

O que podemos fazer é ajudar os nossos filhos a lidar com os conflitos que vão ter, sobretudo quando são pequenos, a saberem comunicar um com o outro e a resolverem as suas situações.
Esta aprendizagem é feita em todas as situações de conflito e por isso é que o conflito pode ser visto como excelente forma de aprendizagem. Quando os miúdos aprendem a respeitarem-se, quando aprendem a negociar e a lidarem com as suas divergências estão um passo mais próximo para conseguirem gostar um do outro sem se sentirem em constante competição.


Isto quer dizer que nos devemos meter no conflito ou não?
O ideal é que não nos tenhamos que meter ao ponto de ter de decidir o que vai acontecer. Dizer aos miúdos como tem de ser, e depois concluir com um ‘vá, agora pede desculpas ao teu irmão e dá-lhe um beijinho’ tira a possibilidade às crianças de se sentirem valorizadas e escutadas e de resolverem o conflito.



Conflito A
A Joana nunca se interessou por uma coleção de livros que os pais lhe deram. A Maria, que está agora a aprender a ler quer começar a lê-los mas a Joana não os quer emprestar.

Joana: São os meus livros, larga já isso, que isto não é teu.
Maria: Mas tu nunca quiseste saber destes livros para nada.
Joana: Mas são meus e agora quero saber. Dáaaaaa-me! Tira as mãos daqui!
Maria: Sua invejosa!

Resolução/mediação
Mãe: estou a ver que estão a discutir e parece ser muito sério. 
Maria: A Joana não me quer emprestar os livros que já não lê
Joana: São os meus livros e eu faço deles o que quiser.
Mãe: estou a ver que temos aqui uma situação séria e que vos está a chatear. Os livros são da Joana e agora a Maria também os quer começar a ler, é assim?
(as duas filhas): Sim.
Mãe: Bom, vejam então como é que conseguem resolver a situação, eu tenho a certeza que encontrarão uma excelente forma de conseguirem ficar as duas satisfeitas.

[E a mãe vai embora]

O que aconteceu?
A certeza da mãe vai potencial a resolução do conflito. Porque a mãe não tomou partido, nenhuma se vai sentir no papel nem de vítima nem de agressora, o que é comum acontecer e vão chegar à negociação que é a ideal, naquele momento e naquela situação.
Quanto mais nos metemos mais a rivalidade entre irmãos aumenta. Na verdade, é comum repararmos que sempre que decidimos intervir as crianças não querem que os pais se vão embora porque querem que os pais tomem o partido deles. E todas as crianças têm uma intenção positiva quando decidem algo - mesmo que possa não parecer assim.


Que outras coisas os pais podem fazer para potenciar uma melhor convivência entre os filhos?

1) O primeiro passo é assumir que nenhuma relação é isenta de conflito.
2) Não tomar partido – apenas mediar. Como é que isto se faz? Descrevendo o que estamos a ver e procurando descobrir quais as necessidades de cada criança naquela situação.
3) Confiar e devolver-lhes a capacidade em resolver a situação.
4) Mediar, sugerir, sempre que necessário
5) Criar experiências em que as crianças possam testemunhar e apreciar o que o outro tem de melhor – prepararem surpresas, reconhecer o esforço, fazerem coisas em comum.



Quando os avós desautorizam e estragam... A Praça | RTP 16 Fev 2016 | Programa #17

1.3.16



























Quando falamos sobre avós, netos e famílias podemos cair nos clichés e nas generalizações quando, na verdade, é um tema cheio de excepções.

Quando coloquei no Facebook que ia falar sobre este tema, a maior parte das pessoas pediu que comentássemos ao nível dos conflitos, o que é natural porque quando está tudo bem, as questões não se colocam.

As questões prendem-se com o
E quando os avós desautorizam
E quando os avós estragam


Mas é preciso ver mais longe do que a simples desautorização ou estragar os miúdos. Peço-te que continues a ler o texto :)


Primeiro diz-se que os avós estragam os miúdos mas, na verdade, há um motivo bom para o fazerem porque os avós sabem destas coisas e têm mais experiência que os pais.

Os pais, sobretudo os de primeira viagem, e que nunca andaram nisto têm - e fazem muito bem - imensas ideias e ideologias e regras para os seus filhos. E tem mesmo de ser assim. Os avós, que já passaram por tudo isto sabem que, apesar das regras e das ideologias, tudo se cria e que, no final do dia, o que conta são as emoções e as experiências vividas. Os avós têm a sorte de terem a parte boa da equação e que é educar estar com os miúdos sem ter de colocar as regras e os limites - porque isso é a função dos pais. Isso é lá ‘com eles’.


Só que aqui é que entra uma parte que não foi ainda definida e que é : qual é o papel dos avós?

Guardar, cuidar, educar?

É diferente de família para família mas, em todas as famílias estes três pontos estão mais ou menos presentes. E um avô também está a educar, quer queira quer não porque é uma referência para os miúdos e a forma de fazer a sua vida é, já em si, uma forma de educar.

Então é preciso clarificar os papeis e expectativas. E não é nunca no calor do momento.

É importante explicar porque é que é importante a criança não comer doces antes do jantar - simplesmente porque depois não terá vontade de comer o que lhe puserem em cima da mesa. Ou porque tem uma intolerância.

E sim, é difícil dizer que não aos netos, sobretudo quando eles picam os miolos ou choram mas quando há boa vontade e vontade de conciliar, tudo se encaixa.

Uma avó não é uma mãe e é justo que os pais queiram traçar o caminho para os seus filhos. Os avós devem estar alinhados nesse compromisso de ajudarem os seus filhos e isso não é nunca uma tarefa fácil. A generation gap continua a existir.


Os avós também gostam de desautorizar
Primeiro é preciso saber que não o fazem por mal. Opinam muito mas é na maior das boas intenções. Aliás, o provérbio está certo quando diz que o inferno está cheio de boas intenções porque nem sempre elas acertam.

Os avós desautorizam porque insistem em verem os filhos como eternos filhos, os seus meninos e então sentem-se no direito de opinarem, mesmo que isso signifique contrariar o que se acabou de dizer.
Os avós desautorizam porque sentem que os netos são seus e logo também querem dizer de sua justiça.
Os avós sabem que as regras são importantes mas sabem que no fim, as coisas correm o risco de correrem bem.
Os avós desautorizam porque querem que os netos gostem muito deles e por isso é fazendo as vontades que lá se chega.


E os pais?
Os pais ficam aborrecidos e até furiosos com os seus próprios pais porque é muito desagradável ser-se desautorizado pelos pais e pelos filhos quando dizem que na casa dos avós é que é!

É um papel difícil estar no meio - porque supostamente não se diz mal dos avós e não se contrariam os pais mas depois é difícil gerir todos estes papeis e sentimentos.

E quem dita as regras?
Esta parece uma questão difícil mas voltamos à mesma questão... Identificar os papeis de cada um.
Quando está a avó, a avó orienta e faz o melhor que sabe e pode. No entanto, quando chegam os pais, e mesmo na presença dos avós e de outros familiares, quem manda (who's the boss?) são os pais. Este ponto tem de ficar claro para que se possam evitar conflitos e se caminhe para uma harmonia familiar.

Em 12 minutos é muito difícil explorar o tema porque isto joga com papeis atribuídos e dinamicas familiares. Mas deixando uma dica é muito interessante procurar qual é a boa intenção da pessoa - mesmo se isso seja a última coisa que consigamos ver.

Workshops da Parentalidade e Educação Positiva na Madeira - Infos aqui
Sexta-Feira, 13 de Maio
Educação Positiva : Como educar crianças forte e resilientes

Sábado, 14 de Maio
A Questão da Autoridade e da Obediência
A Auto-Estima da Criança


Guerras entre irmãos | A Praça | RTP 11 Nov 2015 | Programa #7

13.11.15

Guerras entre irmãos - clica para assistires ao programa

Os conflitos entre irmãos são naturais — nenhuma relação está isenta de conflito.
E, como em todas as relações, o mais importante é saber gerir os conflitos, dizer o que se tem a dizer e saber respeitar o outro, fazendo-se respeitar.

Nesta relação em especial, os pais têm um papel muito importante uma vez que são eles que vão dar o mote e ajudar a resolver as situações. Como? Aqui ficam os tópicos da nossa conversa.

1. Gestão e regulação emocional dos pais

2. Não se meterem para não perpetuarem os papeis de vítima e de agressor

3. Objectivo não é serem os melhores amigos e sim respeitarem-se.

4. Não desistir - Paciência. 

5. Respeito em casa e pelos outros mas com gentileza, também.

6. Ajudar a regular as emoções porque é quando eles aprendem a regular as emoções que regulam o que dizem e fazem.

7. Fazer coaching aos filhos, ensinando o que se diz e o que se faz.


8. Trabalhar a retaguarda




Caim e Abel - Aumentar a cooperação entre irmãos

17.12.14
Talvez uma das frustrações que venha no topo das frustrações dos pais seja, justamente, a guerra entre irmãos.

A menos que a discórdia ou o conflito coloque em causa a segurança dos teus filhos [ou um deles esteja a ser perversamente injusto com o outro], a minha sugestão é que não te metas. Deixa-os encontrarem formas de resolverem a questão sozinhos.

Lembro-me que quando era miúda e que a minha mãe nos afastava [a mim e à minha irmã] porque nos pegávamos, dali a nada estávamos nós, em conjunto, a fazer das nossas para nos aproximarmos. Aquilo dava risota da grande e a nossa mãe dizia 'daqui a nada estão as duas a chorar'. Tinha dias que sim, tinha dias que não.

Por isso, a menos que haja mesmo perigo, não te metas. Como disse aqui, podes estar a perpetuar os papeis de vítima e de agressor.
Uma das formas que tens para aumentar a cooperação entre irmãos é fazer com que eles tenham experiências positivas um com o outro. Como? Não precisas de fazer grandes coisas, apenas estar atenta. Queres ver?


- João, que querido,explicaste ao teu irmão os exercícios de matemática - és um miúdo que ajuda!
- Ana, obrigada por teres trazido o saco do pão para dentro - assim eu pude trazer o Miguel ao colo e nenhum de nós apanhou frio. Estás atenta, meu amor.
- Alexandra eu vi que estavas feliz por veres a tua irmã a dançar no palco. É bom partilhar estas alegrias, não é?

Estás a dar valor a estes pontos - e os teus filhos vão sentir-se bem por isso e vão querer repetir.

Depois, e se puderes, organizem jogos em casa - e façam parcerias. Queres filhos amigos, resilientes e que saibam lidar com os conflitos. Em vez de olhares para as situações de conflito como coisas que enervam e te deixam triste, deixa-te de autocomiserações e pensa assim [coloca o dedo no queixo, com ar de pensador - sim, sim, faz isso!] 'Como é que eu posso ver isto como uma excelente oportunidade para ensinar gestão de conflitos?'

Dica: não é no calor da situação que vai ensinar ou resolver seja o que for. Deixa isso para depois.

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