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Será que estas também são as tuas duas fontes de stress aí em casa?

20.9.17
A sessão de Coaching e Aconselhamento desta manhã estava a aproximar-se do final quando esta mãe ganhou coragem e, entre algum receio e alívio, confessa aquilo que a desgasta mais neste momento:
- A relação com o marido;
- Os conflitos entre os dois filhos.

"As birras, os choros e as inseguranças de cada um deles é fácil de lidar", dizia ela. Mas não estar em sintonia com o marido - que a considera uma mãe atenciosa mas frequentemente permissiva - e as guerras entre os seus dois filhos têm-lhe dado muita vontade de atirar com a toalha ao chão e partir... uns dias!

A forma como lidamos com os conflitos tem muito da nossa história pessoal e influencia, obrigatoriamente, a forma como respondemos a esses mesmos conflitos. E até na forma como estamos a orientar os nossos próprios filhos em relação aos mesmos.

Se eu não gosto de guerras, de discutir de forma mais animada ou se tenho receio de não estar à altura para defender as minhas convicções, terei dificuldade em ensinar essas competências aos meus filhos. Simultaneamente, terei dificuldade em conseguir que o meu marido olhe para a forma como atuo não como uma fraqueza mas como um estilo parental e com a filosofia que abracei (a menos que seja mesmo mais permissiva e aí está talvez na hora de me questionar porque é que o sou).

Vale a pena analisar este ponto - quem somos em relação ao conflito e se somos diferentes com certas pessoas ou situações. E depois colocar a seguinte questão: O que é que me impede de ser quem desejo ser?

E foi com esta questão que desbloqueamos os receios em relação ao conflito desta mãe e entramos na parte da co-criação de uma nova realidade.

Devemos ou não devemos discutir em frente aos miúdos?

30.10.15
Os miúdos devem presenciar as nossas discussões?

Esta é uma questão muito recorrente e pertinente. Todos os casais discutem (uns mais que outros - e
isso faz parte da dinâmica). Não discutir não é uma virtude porque nenhuma relação humana é ausente de conflito. Olha para a relação entre ti e os teus filhos, por exemplo. Também ela tem conflitos. Há sim pessoas que têm mais flexibilidade, outras que não gostam de conflitos e portanto não dão continuação a conversas que se tornam mais intensas, e há outras pessoas que não receiam o debate porque ele é a afirmação das suas convicções e também o respeito pelas ideias dos outros. Por isso debatem, vivem com paixão o que dizem e sentem.



Por isso sim, digo-te que não há mal nenhum os teus filhos presenciarem as discussões que tens com o teu marido. Desde que (nota que a seguir está sublinhado e a bold) não haja falta de respeito nem agressões (físicas ou verbais!!). E isso é, talvez, o mais difícil de fazer. Porquê? Porque crescemos sempre a achar que se não concordam, então estão contra nós... Toda a gente é livre de ter opiniões diferentes e de se debater por elas. Não quer dizer que estejam contra nó. Pensam é de forma diferente.
E, por outro lado, ninguém nos ensinou a discutir.

Debater, escutar e fazer-se ouvir é fundamental. Não só ensinará ao teu filho que não temos todos de ter as mesmas ideias como também lhe mostrará que, afinal, podemos conviver no meio da diferença. O mais importante é sermos escutados respeitados e fazer tudo isso ao outro. Ensinarás o teu filho a argumentar, a não ter receio de pensar diferente e de se fazer ouvir. Ensinarás coisas tão importantes como a liberdade de expressão, a assertividade e a importância do diálogo. Finalmente, ele perceberá algumas vezes que todos podemos mudar de ideias e que isso não significa que uma parte ganha e a outra perde.

Desde que se garantam as condições acima, não vejo mal nenhum em nos mostrarmos humanos, frágeis e imperfeitos, aos nossos filhos.

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Os maridos e a parentalidade positiva em 5 pontos fundamentais

29.10.15


Perdoem-me as generalizações... Esta é uma questão que me é colocada recorrentemente e nunca me disseram 'E a minha mulher? Como a faço mergulhar neste maravilhoso mundo novo?'
Mas eu imagino que haja muitos pais que gostariam que as mães lessem mais sobre este assunto. Por isso este texto é para ti, também. Apenas escolhi este título porque penso que te chamará mais depressa a atenção do que um simples 'e quando não estamos alinhados.'

Generalizações à parte, vamos dar início a este post que eu sei que é dos mais esperados!

É verdade que um dos motivos de maior tensão em casa, entre pais, é quando estes não estão alinhados. Pior: é quando discordam, de forma fundamental, em muitos pontos. Sobretudo na forma como educam os seus filhos.

Então como é que damos a volta a isto?

1. Descobrir qual é o objectivo do outro educador
Ninguém quer falhar na educação dos seus filhos. Daí que utilizemos diferentes formas de lá chegar, tendo em conta quem somos, o tipo de educação que recebemos, quem desejamos ser e as expectativas que temos.
Se somos mais agressivos é porque sabemos que essas formas funcionam. No imediato. Só não funcionam no médio e no longo prazo, como já te expliquei aqui. E também não promovem o respeito na relação e o igual valor entre pais e filhos. Real valor, perguntas tu? Sim, real valor. Eu sou a mãe do meu filho, sei algumas coisas mais que ele e a minha missão é educá-lo. Mas ele, enquanto pessoa, tem tanto valor quanto eu e, por isso mesmo, é merecedor do mesmo respeito que eu.
Por isso quando o teu marido ralha com o teu filho porque ele não quer estudar, por favor reconhece o objectivo dele:
'Estás mesmo com receio que ele volte a tirar boa nota, não estás?'
'Como é que podemos ajudá-lo a concentrar-se e a ter melhor aproveitamento?'

2. Reparar nas coisas boas
Podes não acreditar, mas há sempre uma ou outra coisa que el@ faz bem. Tens é de estar atent@. E dizer-lhe. Porque se só apontas o que há de mau, não podes esperar que o outro queira mudar ou aprender mais sobre Parentalidade Positiva. Vai estar concentrado em explicar porque é que a forma dele é a melhor.

3. Não faças nada
Faz tu - segue o teu caminho e faz como te manda o coração.

4. Faz-lhe chegar informações das mais variadas formas
Há quem tenha lido partes do meu livro Crianças Felizes, tenha vindo aos workshops em casal ou, volta e meia, reencaminhe as newsletters. Sem grande pressão, dizendo que gostaste de ler e que gostava de partilhar com ele.

5. Escreve quais são as tuas intenções e os teus valores
Os americanos podem ter muitas coisas diferentes mas dou-lhes o valor por gostarem de fazer listinhas e check lists.
Pega num caderno e escreve o que desejas ensinar ao teu filho.
Que seja generoso? Ensina-o a alegria de partilhar!
Que seja curioso? Lê livros, passeia com ele.
Que seja educado? Mostra-lhe como é ser-se educado com os outros.
Que seja assertivo? Ensina-o a falar sobre aquilo que ele sente.
Que se faça respeitar? Respeita-o e faz-te respeitar!
E por aí fora. E partilha isso com o teu ou a tua companheira.

Espero ter ajudado!
Também podes ler este post a seguir:

Devemos ou não devemos discutir em frente aos miúdos?





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