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Novo estudo sobre a Consciência da Felicidade na Criança

9.11.17

Todos sabemos o quanto brincar é importante para uma criança mas não raras vezes levamos isto pouco a sério. É durante o processo da brincadeira que a criança se esquece de si e experimenta ser várias personagens de cada vez, testando papeis e colocando-se à prova. Dizem que a vida só tem um 'take' mas pode ter vários, para quem brinca. E para se brincar a sério, importa reunir uma série de fatores: o espaço adequado, em ordem e arrumado, brinquedos apropriados, em bom estado. E ter com quem brincar também é importante. Em relação aos brinquedos, o mais importante é usá-los! E se nos pudermos juntar à brincadeira, tanto melhor!

A Imaginarium realizou um estudo acerca da Consciência da Felicidade na Criança e as conclusões são muito interessantes (este estudo foi feito a pais de crianças até aos 8 anos)

80,4% pais interessa-se pela felicidade dos filhos e sente-se responsável por ela e 99,8% dos inquiridos sabe que passar tempo com os filhos é o mais importante. Contudo, nem sempre é fácil conciliar os tempos profissionais com os familiares e por isso o momento privilegiado e preferido é aquele que antecede a hora do dormir e em que se lê uma história.

82% destes pais admite uma relação direta entre felicidade e responsabilidade e, de facto, é fundamental que possamos ensinar as nossas crianças a olharem para a vida que vivem enquanto atores principais. Esse é um caminho que se percorre, sabendo que a criança pequena é, naturalmente, mais egocêntrica e que essas competências devem ser ensinadas sempre que possível.

76% dos portugueses sublinha a importância das relações familiares e 26% realça a aprendizagem de competências como a superação e o esforço.
No entanto 60,4% admite que os filhos são felizes mas não sabem exprimi-lo. Este é um facto natural porque crianças tão pequenas não têm léxico emocional para afirmarem o que sentem e, como vimos acima, são tendencialmente mais individualistas. Não é por mal, é mesmo assim.

Finalmente, todos os pais desejam que os filhos se sintam queridos e valorizados e lembram-se de o fazerem com regularidade.

Este estudo, sobre o qual podes ler mais aqui, reforça a importância do brincar e da relação. Um dado curioso é que os nossos filhos preferem atividades outdoors que envolvam rodas e também todas as que promovam o 'fazer de conta'. Em contrapartida, as atividades outdoors são largamente preferidas pelas crianças espanholas, num estudo semelhante, realizado pela mesma marca.



O que precisa uma criança entre os 5 e os 12 anos? A Praça | RTP 27 de Junho 2016

30.6.16


LINK AQUI
  1. Amor e segurança
  2. Autonomia
  3. Tempo para brincar e descontrair

Hoje vamos por tópicos e precisas mesmo de escutar o programa :)
  1. Sentimento de pertença + importância do vínculo ao nível da auto-estima + Sistema limbico ou cérebro emocional
  2. Nivelamos por baixo e temos medo.Como temos pressa, fazemos pelas crianças. As crianças passam a achar que os pais querem fazer tudo e por isso passam a deixar que isso aconteça.
Há mais perigos mas há soluções = o caso de pontevedra
Escutar a criança - como é que escutamos de facto
3) Brincar é a forma que a criança tem para aprender, testar respostas e emoções

  1. A primeira coisa que a criança precisa é de amor e segurança porque só assim pode sobreviver. 
  2. A qualidade do vínculo é determinante para o seu desenvolvimento emocional
  3. Andamos sempre cheios de pressas e tiramos aos miúdos a capacidade de fazerem e de se testarem.
  4. A brincadeira é uma das formas que a criança tem de aprender sobre a vida e de testar respostas.

Aprender a brincar com as crianças A Praça | RTP 16 Fev 2016 | Programa #19

6.4.16

É a brincar que a criança aprende a comunicar, a experimentar e a conhecer o mundo e as suas dinâmicas. Agora que sabes disto, o que vais escolher? Brincar ou não brincar?

Brincar é divertido – vindo de mim é estranho [eu não gosto de brincar] – e eu confesso que tenho de me lembrar que é – é só começar a participar na brincadeira. Confia em mim – eu sei disso por experiência – mas sim, tenho mesmo de forçar-me.

Brincar aproxima as pessoas e é das melhores formas de criar vínculo. E o vínculo é determinante para a parte da autoridade e obediência porque ninguém obedece se não se sentir “lincado” ao outro. Ponto final. Parágrafo.

Brincar ao fazer de conta ajuda a criança a colocar-se em situações que ela deseja enfrentar e a lidar com os seus medos [ah pois é, já tinhas pensado nisto?]

Ao brincar estamos a aumentar o vínculo com o nosso filho e é o vínculo que lhe dá a sensação de segurança e previne algumas ansiedades.

Ao brincar ajudamos o nosso filho a sentir-se amado e é uma forma muito rápida e efetiva de responder às necessidade de pertença, segurança e afeto deles

A TV é para descansar o corpo e a cabeça. Brincar é uma coisa física, envolve cabeça e corpo. E não os coloca mais excitados – au contraire – quando eles ‘exorcizam’ as tensões todas é meio caminho andado para começarem a desacelerar…

Brincar faz rir e rir juntos é fundamental!

E brincar aos maus e a coisas mais agressivas? E com pistolas?

Um dia...

21.4.14

Um dia vou ter tempo para conseguir parar e colar todas as fotos no álbum de fotografias. E aquelas que forem digitais também. Colar não, que essas não se colam mas ordená-las. Pôr tudo direitinho.
Um dia, vou fazer uma noitada a ver essas fotos. Uma noite de verão, a relembrar férias, saídas, essas coisas. Uma noitada boa e animada. Daquelas que nos fazem acreditar que o futuro é um lugar bom.
Um dia isto, um dia aquilo! Mas afinal estou a gozar com quem? Se eu não parar, se não carregar com força no travão esse dia não vai chegar nunca.
Mas depois vêm aqueles pensamentos 'Ah e tal, mas o trabalho é tão importante e é nesta altura que tenho de dar o litro e os tempos estão difíceis.' Yep, isto é tudo verdade. Tal como também é a nossa família. 
Eu até posso ser muito feliz profissionalmente, estar até um pouco sobrecarregado e em termos de família estar a conseguir equilibrar o barco. Se estás bem, em equilíbrio, óptimo! Mas se não estás, lembra-te só de uma coisa: 'Mais cego é aquele que não quer ver'. Por outras palavras, não é quando os teus filhos estiverem a sair de casa que vais ter tempo para fazeres aquilo tudo que gostarias de fazer com eles.
Não gostas de brincar? Eu também não gosto mas dei por mim a começar. Como é que eu fiz isto? Comecei a brincar. A parar e a sentar-me e a brincar mais. A estar presente. E, na verdade, brincar tem pouco de brincadeira e muito de estar realmente presente. Não há segredo nenhum, é apenas uma evidência.

A sério: deixa de gozar com a tua vida. Não há tempo para tudo. Mas pelo menos que haja tempo para algumas das coisas que tu consideras importantes. 
Vou fazer uma bucket list. Queres fazer uma também?

Isto não é para brincadeiras!

4.6.12





Quando lidas com uma criança, coloca toda a tua sabedoria de lado, e senta-te no chão.


Austin O’Malley 1915


 A propósito do dia Mundial da Criança, os dois mais importantes pediatras portugueses – Mário Cordeiro e Eduardo Sá - referiram-se da importância do brincar, na vida das crianças, aqui e aqui. E isso é coisa que nós já sabemos há muito tempo, certo?, e que vale sempre ser lembrada!
 


Admito: muitas vezes tenho pouca paciência para brincar. Gosto mais de fazer colagens, conversar ou passear. Mas admito também que, à medida que vou investindo mais nesta coisa de brincar, mais vou gostando... Já lá diz o povo ‘O comer e o coçar vai do começar’.

 Acho que é igual em quase todo o lado. Quer tenha tido um bom ou um mau dia, aquilo que a minha filha espera que eu faça, assim que estou com ela, é que brinque. Mesmo que a última coisa que me apeteça naquele momento seja, exactamente isso: brincar! Mesmo depois de ter dado o meu melhor durante o dia, mesmo depois de ter despachado uma série de assuntos, chegar a casa significa, antes de tudo o mais...? Isso mesmo: brincadeira! Mas a verdade é que muitas vezes, com o cansaço do dia e com a desculpa que tenho de adiantar o jantar, vou fingindo que estou a brincar. E brincar é uma coisa muito séria. Só que, para mim, tem dias em que soa a uma grandessíssima seca... A ti, não? :)
 


Por vezes fico frustrada por a minha filha não conseguir pintar dentro do desenho. Outras vezes fico frustrada por ela não querer brincar de acordo com as regras de um determinado jogo. Mas, no fundo, no fundo, quem sou eu para pensar assim quando eu própria, tantas vezes, não consigo concentrar-me numa simples brincadeira com ela?


 Brincar é a forma mais importante e mais completa que uma criança tem para comunicar, para experimentar e para aprender. E é tão verdade que partilho aqui um exemplo. Durante umas semanas, a minha filha recusava-se a falar do que se passava na escola. Estava na cara que não estava a gostar da experiência mas concretamente eu não a conseguia ajudar porque ela não abria o jogo. Ao falar com a educadora, o feedback era sempre positivo. Em casa e nas viagens para e da escola, sentia a miúda tensa, triste. Até que decidi brincar com a situação. E como? Brincar às escolas. Ela seria quem quisesse e eu seria quem ela quisesse. E foi nessa altura que, ao fim de uns 5 ou 6 dias, a minha miss começou a explicar, através do ‘vamos brincar à escola’, aquilo que a fazia menos feliz.
 


A Laura Markham fala do ‘Special Time’ e foi exactamente através deste ‘método’ ou ideia ou dica (como lhe queiras chamar) que passei a gostar muito mais de brincar.
O ‘Special Time’ consiste em 15 minutos de brincadeira onde é a criança quem manda. Se ela quiser calçar os meus sapatos, se ela quiser alterar as regras de um jogo, se ela quiser saltar em cima dos sofás, ela pode. São 15 minutos em que eu e ela estamos juntas a brincar e é ela quem comanda. Não há regras nem excepções (bom, admito que se houvesse uma ou outra situação de risco físico eminente, o jogo ficaria anulado ou teria de ser alterado. Há uma idade para tudo. ).


Adiante! O que eu quero dizer é que se estivermos a fazer uma montagem de legos, ela é que vai dizer como é que se faz e eu só tenho de me controlar para não lhe dar pistas. She’s the boss not me!
E quando o cronómetro tocar, o ‘Special Time’ acabou (não tens de usar cronómetro, lógico!) Podemos continuar a brincar mas brincamos num tom diferente. Até porque também é importante que ela aprenda a brincar sozinha, certo?
 


E o que é que ganhamos com o ‘Special Time’?
   Maior e melhor vinculação. Naqueles 15 minutos não existe ninguém mais importante. Naquele momento, a nossa ligação é exclusiva!
   Menos stress. As crianças são muito físicas. Permitindo que brinquem e que gastem as energias, ficam muito menos tensas. As más energias saem e os putos ficam bem, sossegados!
   Fazemos aquilo que temos de fazer com elas e que é brincar!
   Preenchemos a necessidade que têm de atenção parental exclusiva. Estiveram o dia inteiro sem nós! Vamos celebrar o encontro!
  Queres um exemplo de como é tão importante esta coisa do brincar?
Há uns meses atrás, vinha com a minha little one para casa, de carro. E vinha a dizer-lhe ‘Assim que chegarmos a casa, vamos brincar. Queres brincar a quê? Desenhos, ok, então vamos brincar a fazer desenhos!’
E eu cheguei a casa, ajudei-a a tirar o casaco e disse que ia só pousar os sacos. Só que pousei os sacos, pus o jantar ao lume, arrumei a loiça do pequeno almoço, falei com a minha mãe ao telefone e, quando cheguei à sala para finalmente brincar, levei com uma sapatada. E, ao invés de ficar chateada e de lhe dar um valente sermão, percebi que a minha filha estava cheia de razão. Eu tinha prometido que ia brincar com ela e a verdade é que tinha estado a fazer outra coisa qualquer... E foi a forma que ela teve de me dizer que não estava contente.
Perguntei-lhe ‘Estás chateada comigo?’ e obtive um consentimento.  E porquê? Ela não me sabia dizer... sabia que estava triste e frustrada mas possivelmente não se lembrava. E eu perguntei-lhe ‘foi porque eu disse que ia brincar contigo e só venho agora?’. Ela acenou que sim. Pedi-lhe desculpas e fomos brincar. Se calhar, algumas de nós tinham castigado, dado outra sapatada ou até um sermão.
 


Da próxima vez, procura saber se não há ali alguma frustração e alguma necessidade de brincadeira não preenchida.


 E boas brincadeiras!


Nota: O Eduardo Sá é psicólogo e não pediatra! Obrigada Sylvia, pela correcção!

A minha casa está sempre desarrumada...

22.2.12
E a tua? Também?

'Random Acts of kindness'_2

22.2.12

No dia a seguir a ter lançado este projecto*, fui sorrida (isto diz-se??) por duas pessoas distintas, na rua.
E sabes que mais? É mesmo terapeutico! É mesmo muito bom!

Então o desafio que te lanço esta semana é: sorri mais! Porque boas coisas acontecem a quem sorri. 
Sorri! Sem medo! 
Sorri! E aposto que te sentirás bem! E imagina na sensação que o outro terá quando vir que tu estás a sorrir para ele ou para ela? Wow! Que poder!!
Sorri! ;)

P.S. Esta semana foi semana de 
1)limpar o meu escritório e doar os dicionários que lá tinha, a quem mais precisava;
2) sorrir mais (já tinha feito este e sei que resulta);
3) Organizar os menus desta e da próxima semana - assim, ando menos stressada, faço comidinha gostosa e boa e ficamos mais aconchegados e felizes? Partilhas desta ideia, também?
4) Brincar mais - com a filha e com as pessoas, em geral. Brincar com a filha é um desafio, porque eu sempre achei que não gostava nem sabia. E, de repente, até começo a gostar... ;) 

E tu?

Das coisas boas | Ou o nosso Fabuloso Destino...

10.10.11

Há filmes inesquecíveis - este é um deles "O Fabuloso Destino de Amélie".
Vi-o 2 ou 3 dias depois dos atentados de 11 de Setembro, em Estrasburgo. Lembro-me de sair do cinema e de pensar "Oh, la vie est belle..." para me lembrar depois que o mundo estava num caos.

Mas a verdade é que a vida continua e são pequenos momentos como estes [vê lá o trailer, que assim percebes] que nos tornam melhores pessoas.

Mas... será que temos esse direito? Será que somos dignos que as coisas boas nos aconteçam? Ou será que o céu e a terra se vai virar contra nós e nos castigar, mais cedo ou mais tarde?

Tenho para mim que uma pessoa feliz e entusiasmada [dizem os estudos que o entusiasmo é contagiante] provoca nos outros sentimentos bons. Para isso, para ficarmos bem, temos de estar atentos às coisas boas que nos acontecem e acreditarmos que sim, que as merecemos. E saber apreciar o momento, carregar em pausa, e saboreá-lo, ter a noção que merecemos, é mesmo, mas é mesmo muito difícil. Acredito que fomos formatos [pela muito conhecida cultura judaico-cristã] de uma forma que não torna essa auto-permissão assim tão fácil. Falo por mim. E procuro lembrar-me, a cada vez que sim, que ninguém me vai punir. E depois procuro o comando, e faço pausa. É normal esquecer-me dele... :)
Gosto de puxar a cola quando está seca nos dedos, de brincar com as cerejas, a fingir que são brincos, de comer as amoras na ponta dos dedos, de deitar as peças dos dominós abaixo, do som da bebida a ser puxada pela palhinha. E também gosto de calcar as folhas secas no Outono, de sentir o frio seco no Inverno, de estalar bolhas de ar, de beber um bom vinho, de trincar uma uva e do "cracht" que faz. De enviar e receber sms, que me liguem a perguntar se podem vir ca a casa comer uma sopa... E isto tudo, ladies and gentlemen, é mesmo priceless...

E tu, que momentos especiais recordas da tua infância que trazes | praticas ainda hoje?

Já pensaste em fazer um pequeno filme ou conjunto de fotos destes momentos, dos teus filhos? Eu, enquanto adulta, adoraria que me tivessem feito uma coisa assim...

Se tivesse que voltar a criar o meu filho

2.6.11
pintava mais com os dedos e não os usava para apontar,

corrigia menos e estabelecia mais ligações,

tirava os olhos do relógio e usava-os para observar,

preocupava-me em saber menos e saberia amar mais,

dava mais passeios e brincava mais com papagaios de papel,

deixava de armar ao sério e brincava mais a sério,

corria mais pelos campos e observava mais as estrelas,

abraçava mais e afastava menos,

seria firme menos vezes e afirmava mais,

aumentava primeiro a auto-estima e depois a casa,

ensinava menos o amor do poder,

e mais o poder do amor.


Diana Loomans

E é isto

26.4.11
Amiga: "ontem de manhã levei os miúdos (de 2 e 3 anos) a passearem ao shopping e estiveram a brincar para mais de uma hora nos escorregas..."

E eu pensei: Estava um dia de sol e calor... e tens um parque a uns 7 mnts a pé de tua casa... não te lembraste, foi? E assim se fazem crianças sem contacto e sem respeito pela natureza... porque não aprendem a apreciá-la. E é isto...!

Eu: "e aquele parque novo lá ao pé de tua casa? Já não existe?"

Amiga: "Sim, existe, mas eu prefiro o shopping!"

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