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Este é o verdadeiro motivo pelo qual as crianças necessitam de regras e limites

11.5.17

Ouvimos, com frequência, que as crianças precisam de regras e limites.
E eu, com frequência, pergunto a esses adultos o motivo pelo qual eles acham que as crianças precisam dessas regras e desses limites.
Respondem-me 'porque sim, porque precisam de entender que não podem ter tudo na vida' e eu penso, cá para comigo que de certeza que isso já perceberam. Por vezes continuo a fazer mais perguntas e concluo que o que leva alguns adultos a acharem que as crianças necessitam de regras e limites tem apenas a ver com um pequeno jogo de poder da nossa parte. Na verdade, não terá apenas a ver com o entendimento do que diziam no início da conversa, que  'na vida há coisas que nem sempre são possíveis' mas antes com um 'vamos lá ver quem é que manda aqui.'

Mas a verdade é só uma: as regras e os limites servem para que a criança possa estar a salvo e se sintam seguras. O meu filho mais novo não mexe na faca de serrilha de cortar o pão porque ainda é pequeno mas a mais velha já o faz. A mais velha ainda não conduz o carro nem vota porque são precisas etapas de desenvolvimento e aquisição de certas competências que só os próximos anos lhe trarão. E é por isso que existem coisas que lhe estão, por enquanto, vedadas. E isto aplica-se a todas as outras dimensões da vida deles [e da nossa]. Quando insistimos que vão para a cama cedo, quando insistimos que respondam com bons modos ou que não se agridam mutuamente. Tudo isto é para que possam estar protegidos e em segurança.

Por isso, da próxima vez que pensares em estabelecer uma regra pensa, de forma clara, qual é a tua intenção e de que forma é que o teu filho conseguirá construir-se dentro dessa segurança. O que é que ele poderá explorar, treinar ou aperfeiçoar dentro desse limite.

Interessas-te por este tema? Gostavas de saber mais sobre ele? Então clica aqui e aqui.



Será que o papel da mãe é mais importante que o do pai?

9.5.17


Será que o papel da mãe é mais importante que o do pai?

Cada ator tem o seu papel e a sua importância reside no tipo de vínculo que vai estabelecer com os filhos. Ponto final. Ainda assim, existe a ideia de que a mãe, por tratar e cuidar, tem um papel de maior destaque na vida dos filhos. Achamos isso porque, antigamente, efectivamente, era ela a cuidadora e, por isso, livre de explorar os afectos, de se emocionar. Era ela que, trabalhando ou não, garantia que os filhos tinham os lanches prontos, cuidava dos joelhos esfolados, zelava para que tudo se aproximasse do perfeito. Sempre próxima, essa era a convenção.
Felizmente muita coisa mudou e deixámos de ter papeis pré-estabelecidos. Percebemos que podemos criar uma relação com maior significado com os miúdos e isso muda não só a vida deles - porque a torna mais rica - como também a nossa vida. Os pais - homens - hoje estão mais próximos porque querem estar. E este facto dá-nos uma imensa liberdade. Construímos a relação com os nossos filhos com base naquilo que podemos e desejamos ser e não com base naquilo que temos de ser, por causa de papeis socialmente criados e perpetuados. E por isso, mãe e pai tornam-se igualmente importantes, cada um à sua maneira.

Mas também há cada vez mais mães sozinhas - ora porque o pai está fora a trabalhar, ora porque se separaram - os últimos dados indicam que a taxa de divórcio em Portugal é de 74%. Há por isso cada vez mais mulheres a assumirem sozinhas - agora sozinhas, num formato diferente do anterior - a educação dos filhos. E neste novo formato a retaguarda é cada vez menor: avós que estão longe, que ainda trabalham ou indisponíveis. Então o difícil não é necessariamente a dificuldade que temos em educar mas antes a dificuldade que temos em descansar e arranjarmos tempo e energia para usufruirmos da nossa liberdade, recriando-nos a cada passo.

Este é talvez, um dos nossos maiores desafios.


CONSULTÓRIO DE PARENTALIDADE | AS TABELAS DE COMPORTAMENTO

20.1.17

Cá em casa já deixámos de gritar porque aderimos ao Desafio Berra-me Baixo e para isto correr bem a minha filha sugeriu que quem falasse alto tivesse um cartão vermelho, aliás ela ia fazer os cartões, acabou por não fazer... (não sei de onde lhe veio a ideia,nem se será positiva, talvez da escola).

Beijinhos


S.




Olá S.

A ideia de envolver toda a gente aí de casa é excelente. Primeiro porque o primeiro passo do desafio - que é tomar consciência que gritamos (depois falta o porquê) - está dado.
Depois, porque todos gostam de um desafio e querem sair vencedores.

Finalmente, porque a união faz a força.

A ideia dos cartões vermelhos é engraçada, sobretudo para a filha que pode apresentá-los e assim brincar um bocadinho 'aos grandes' e ter/sentir poder.

Agora o grande passo - e aí está já a trabalhar outro aspecto deste desafio - é criar vínculo e eu não acredito que se crie vínculo quando se mostram cartões vermelhos, que são punitivos [a questão de punir/castigar não é para aqui chamada - neste caso, refiro-me à carga simbólica da coisa].

A minha sugestão: já que a filha tem 5 anos, aproveitem para falarem do que gostaram e gostaram menos.

'Olha mãe, gostei quando vieste ao pé de mim e me pediste para vir jantar, mesmo quando já me tinhas chamado 2 vezes da cozinha. Já viste que não gritaste?'

'Filha, já viste que hoje de manhã conseguimos sair de casa sem stresses, sem correr. Estou mesmo feliz'.

'Mãe, da próxima vez, em vez de gritares da cozinha, anda ao pé de mim chamar-me. Sabes que por vezes estou distraída. E assim sempre podes ver os desenhos que estou a fazer.'

'Filha, fico tão chateada por te chamar 4 e 5 e 6 vezes para vires jantar. O que é que podemos fazer para isto não tornar a acontecer?'

Repare que em nenhum dos momentos há um juízo de valor em relação à outra pessoa. A mãe diz que fica chateada - mas não agride/acusa a filha.

Por outro lado, é a falar que as pessoas se entendem.


Cartões vermelhos não falam. São punitivos. Falar faz com que se reconheçam (tão importante), que se valide a evolução do desafio e que as famílias ganhem competências comunicacionais.

Já repararam que é muitas vezes nas famílias onde menos se fala?



Espero ter ajudado!

Bullying - atuar já!

15.4.16
Foto Stim

Nos últimos tempos o tema bullying tem sido recorrente nas sessões de Coaching e Aconselhamento Parental.
Já aqui escrevi muito sobre o assunto e também no livro Crianças Felizes.

No entanto, hoje mais do que nunca, é importante recordarmos que o bullying não é um assunto exclusivo das crianças e que faz parte do que acontece nas escolas. O que faz parte é o conflito - isso existe em todas as relações. No entanto, o bullying diz respeito aos adultos: escola e pais. Somos nós, enquanto modelo e pessoas com o poder regulador que temos a obrigação de acabar com este flagelo.

É fundamental que pais e escola saibam que são eles os elementos com mais poder porque têm o poder regulador. Não é normal que uma criança bata ou humilhe. Pode ser habitual isto acontecer mas há uma grande distância entre uma coisa que é habitual e outra que se aceite como normal. Não é.

E se é verdade que as crianças se constroem também quando aprendem a gerir os conflitos, também é verdade que o saberão fazer de forma mais adequada quando esses comportamentos adequados são 'patrocinados'. O que é que quero dizer com 'patrocinados'? Quando se mostra como é que se faz, como é que se gere um conflito. Há crianças mais espevitadas que precisam que se mostre como é que se gere o impulso e a agressividade e também há crianças que não conseguem afirmar-se e precisam de um adulto que as ensine a fazê-lo.

É inadmissível, desonesto e cobarde virarmos as costas à agressividade que existe, neste momento, nas nossas escolas. É urgente atuar já!
Seria fundamental que as escolas e também os pais apostassem neste ponto e que se intrometessem, de facto, para que as escolas sejam lugares melhores.
É determinante que as escolas ensinem gestão de conflitos aos seus funcionários, assertividade e que, juntamente, com as associações de pais possam redefinir o seu papel. É urgente atuar já!
Temos de perder a vergonha e parar de achar que este é um problema que os miúdos conseguem resolver sozinhos. Não é. E quanto mais cedo ajudarmos na escolha dos comportamentos adequados (logo aos 4 anos!) melhor. Todos saímos a ganhar!

O que é que se faz na escola dos teus filhos, a este nível? O que é que se pode começar a fazer já?

A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo.*
Essa mão é a nossa.

* Lincoln

A MENTIRA DO PAIS FELIZES = FILHOS FELIZES

1.2.16


A mentira por trás da frase Pais Felizes = Filhos Felizes

A primeira regra da Educação e da Parentalidade Positiva diz ‘Pais Felizes = Filhos Felizes’
E eu sei - e todos sabemos - que é muito mais fácil lidar com as birras dos miúdos e com as birras dos adultos quando estamos com os sonos em dia e quando conseguimos manter uma perspectiva positiva em relação à vida, em geral. Mas há alturas em que isso não é possível e o tempo que gostaríamos de dedicar ao nosso descanso e a tratar de nós não surge ou, sentimo-nos tão mal que nos sabotamos, gerindo como conseguimos esses desafios (usando a palavra da moda) diários.

Citando a minha amiga Ana É tão mais simples ser uma "boa mãe" ( seja lá o que isso for) dum filho fácil.”. E sim, claro, há miúdos mais fáceis do que outros, tal como há pais mais pacientes e com perfis diferentes.

Estes últimos anos em que tenho trabalhado com milhares de pais, percebi rapidamente que há alturas em que, para se tornar a equação verdadeira (‘Pais felizes = Filhos Felizes) , é preciso começar-se pela outra ponta do novelo - as estratégias. Para que alguns pais se permitam descansar sem peso na consciência por terem gritado com os filhos, para saberem dar a volta a um choramingar que lhes pica os miolhos ou para sossegarem uma guerra entre irmãos a maior parte das vezes é preciso que conheça estratégias práticas, claras e simples. É fundamental que alguém nos mostre para onde olhar e a causa das coisas. E quando conseguimos ver e usar algumas das quick fixes (soluções rápidas de curto prazo) e percebemos que as estratégias resultam, então conseguimos respirar e tranquilizar o coração. Conseguimos serenar e ver que, afinal, aquilo não era jogo de poder nem uma birra de má educação. Conseguimos ver para além do óbvio e do aparente. E nessa altura, porque sossegamos, o nosso coração amacia e aquela história de passar tempo de qualidade com os miúdos passa a fazer mais sentido e a querer-se mais. Porque, até ali, e deixemo-nos de hipocrisias, estar com os miúdos era por vezes penoso.

Há pais cujos filhos são pausados e isso é extraordinário. Lembro-me de a Sofia ter comentado há pouco no blogue que a filha mais velha é assim: pausada, querida, atenta, que escuta - e que ela estava convencida que muito tinha a ver com a educação que lhe tinha dado. E depois veio o irmão - um furacão cheio de energia e de meiguice. E aí percebeu que, para além da educação também existe a natureza da criança. E conheço famílias cujos filhos podem ser todos furacões ou miúdos muito tranquilos - de natureza!

Estou 200% de acordo com o facto de ser muito mais fácil sermos melhores mães quando os nossos filhos são pausados porque simplesmente não temos de lidar com sentimentos mais negativos que nos assaltam, em relação ao nosso filho. E não tem mal nenhum sentirmos coisas feias em relação aos nossos filhos. Pensarmos coisas do tipo 'No que eu me meti!' ou 'Estou mortinha que as aulas comecem!' ou ainda 'Bolas, mas que chato que tu és!!' 
Porquê? Porque não escolhemos o que sentimos mas escolhemos o que fazemos. Lembremo-nos que os sentimentos não têm moralidade - é uma ideia que exploro no livro Crianças Felizes - e o importante é sabermos geri-los e aceitá-los.


Mas também sei que a nossa pausa e serenidade os inspira, tal e qual como o inverso. E se temos de mudar de pernas para o ar a equação, para que depois ela bata certo, então devemos mesmo fazê-lo e começar pelas estratégias com eles para depois, aí sim, tratarmos de nós!

Boa semana, gente boa!!

Devemos ou não devemos discutir em frente aos miúdos?

30.10.15
Os miúdos devem presenciar as nossas discussões?

Esta é uma questão muito recorrente e pertinente. Todos os casais discutem (uns mais que outros - e
isso faz parte da dinâmica). Não discutir não é uma virtude porque nenhuma relação humana é ausente de conflito. Olha para a relação entre ti e os teus filhos, por exemplo. Também ela tem conflitos. Há sim pessoas que têm mais flexibilidade, outras que não gostam de conflitos e portanto não dão continuação a conversas que se tornam mais intensas, e há outras pessoas que não receiam o debate porque ele é a afirmação das suas convicções e também o respeito pelas ideias dos outros. Por isso debatem, vivem com paixão o que dizem e sentem.



Por isso sim, digo-te que não há mal nenhum os teus filhos presenciarem as discussões que tens com o teu marido. Desde que (nota que a seguir está sublinhado e a bold) não haja falta de respeito nem agressões (físicas ou verbais!!). E isso é, talvez, o mais difícil de fazer. Porquê? Porque crescemos sempre a achar que se não concordam, então estão contra nós... Toda a gente é livre de ter opiniões diferentes e de se debater por elas. Não quer dizer que estejam contra nó. Pensam é de forma diferente.
E, por outro lado, ninguém nos ensinou a discutir.

Debater, escutar e fazer-se ouvir é fundamental. Não só ensinará ao teu filho que não temos todos de ter as mesmas ideias como também lhe mostrará que, afinal, podemos conviver no meio da diferença. O mais importante é sermos escutados respeitados e fazer tudo isso ao outro. Ensinarás o teu filho a argumentar, a não ter receio de pensar diferente e de se fazer ouvir. Ensinarás coisas tão importantes como a liberdade de expressão, a assertividade e a importância do diálogo. Finalmente, ele perceberá algumas vezes que todos podemos mudar de ideias e que isso não significa que uma parte ganha e a outra perde.

Desde que se garantam as condições acima, não vejo mal nenhum em nos mostrarmos humanos, frágeis e imperfeitos, aos nossos filhos.

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Medo do escuro | A Praça | RTP 21 Outubro 2015

22.10.15




Todas as crianças têm medo. Do escuro, do pai natal, do lobo mau, do barulho dos balões a estoirar. E de outras coisas. É normal e é mais normal ainda em certas idades. Isso acontece porquê? Acontece porque, à medida que a criança vai crescendo, ela vai tendo uma maior percepção do real (e isso mostra apenas que o cérebro dela está a crescer e que ela vai tomando conta do mundo que a envolve - e isso, até a nós, pode dar um frio na barriga!).

E também é verdade que o medo da medo.

Então o que fazer quando a criança tem medo do escuro?


1. Respira fundo
O medo é algo normal e toda a gente tem medo. Quando somos pequenos temos medo do escuro, do lobo mau. Quando somos grandes podemos continuar a ter medo do escuro e também podemos ter medo da mudança, da perda. E, para além do medo, também resistimos a tudo o que é diferente e a tudo o que é novo. Porquê? Pois… justamente porque temos medo.

Em relação aos medos dos miúdos, o importante é que possamos ajudá-los a lidar com esses medos maus, estando seguros que ter medo… é normal! É a nossa segurança e a nossa serenidade que os vai ajudar.




2. Empatia
Deveríamos todos trabalhar esta extraordinária competência que é a empatia. Os ingleses dizem que é a nossa capacidade em nos colocarmos no lugar do outro. E eu acrescento que, com respeito e sem necessidade de constantemente salvarmos os nossos filhos, a empatia é quem vai ajudar a criança a lidar, da sua forma, com os medos. Não desvalorizes o medo que ela sente porque, como já te disse, ter medo… dá medo. Na verdade quanto mais negares o que ela diz que vê e sente, mais ela vai procurar provar que aquilo que vê e sente é verdade.




3. Dá-lhe poder

Naqueles casos em que a criança acredita que há monstros no quarto (isto é comum aos 4 e aos 6 anos), então dá-lhe um spray mata monstros ou coloquem uma luz de presença ou um difusor efeito espanta monstros. É o facto de ser ela a fazer isso que lhe dará mais poder e controlo da situação. Ela precisa de ter a certeza que está a lidar com isso



4. Dá-lhe segurança
Por vezes os medos não são os monstros. São receios, medos de perda. Situações que, ao contrário daqueles monstros horríveis que vivem debaixo da cama e que podem ser materializáveis, estes são medos do coração.

É muito frequente constatar que por vezes a criança não consegue adormecer sozinha porque, diz ela, tem medo. E, muito frequentemente, a forma como ela se permite adormecer sozinha é trabalhada durante o dia - com momentos exclusivos em que nos dedicamos aos nossos filhos. E só a eles.

Sabes, quando estamos seguros do amor do outro, então temos segurança emocional para nos permitirmos relaxar e adormecer, com fé no amanhã e com a segurança do amor e dos afectos. Trabalha portanto a questão do vínculo [procura neste blogue pelas palavras vínculo, relação, afetos] ideias para isso. E depois, e à noite, fica na primeira ou na segunda noite ao lado do teu filho até ele adormecer e diz-lhe que, quando o sentires a dormir, vais sair. Finalmente, assegura-lhe que estarás sempre por perto para garantir que tudo está bem - e por isso não precisas de ficar coladinha a ele - mas que vais ficar mega colada no dia a seguir, quando forem brincar juntos.




5. Tira-lhe os ecrãs

Por todos os motivos - porque provoca excitação, porque frequentemente uma criança pequena não sabe bem distinguir o real do imaginário e confunde as diferentes dimensões. Trabalha a relação, brinquem, joguem juntos. Desliga os ecrãs (tv, tablets, telemóveis)

6. Deixa uma luz de presença se isso garantir segurança à criança.

Conheço adultos que também gostam e precisam desse ponto de luz. Conheço adultos que não suportam luz. E no caso de ser um casal em que um quer luz e o outro não? Deve ser interessante descobrir o que acontece!


7. Shiu, dorme - estou aqui e está tudo bem!

Se a tua filha acordar a meio da noite, não precisas de ir sempre a correr. Diz-lhe, do teu quarto, e com uma voz doce e firme ‘Shiu, dorme - estou aqui e está tudo bem!’

Se tu sabes que está tudo bem, e se ela sentir a tua segurança, então é bem possível que ela se vire para o outro lado e adormeça. Afinal de contas, as mães é que sabem! (e os pais também!)


8. Ensina-lhe que ela não tem de adormecer logo
O teu filho pode perfeitamente pegar num livro ou ficar a criar histórias na cabeça ou ficar a olhar para as estrelas que estão coladas no tecto - por vezes os miúdos acreditam que têm de dormir logo e essa ansiedade pode criar barreiras ao adormecer. Explica-lhes as opções que têm.


9. Dormir contigo?
Eu sou a favor que a criança durma na sua cama e no seu quarto. Percebo que no dia a seguir todos temos de trabalhar e que uma vez não são vezes. E que há alturas que é bom dormirmos todos abraçados. É bom, claro que é! Mas, de uma forma geral, mantenho a minha opinião que se a criança tem o seu quarto e a sua cama é lá que é o seu lugar. Caso ela continue a acordar a meio da noite, com necessidade de ir para o pé dos pais ou com necessidade que eles venham ter com ela, vale a pena apostar na relação durante o dia. É inacreditável a diferença que isso faz na qualidade das noites. Não sei se sabes, mas a maior parte dos problemas de sono tratam-se durante o dia.

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Os maridos e a Parentalidade Positiva

12.8.15


Talvez uma das coisas mais difíceis no que toca à educação é quando não estamos alinhados à forma de educar os nossos filhos. E eu sei que isso pode ser devastador para a vida do casal e da família.
E uma vez que estou a preparar este post, podes deixar um comentário e pontos que gostarias de ver focados.

Quando os filhos dos outros é que nos dão dores de cabeça!

6.8.15
O meu filho convidou um amigo para passar um fim de semana lá em casa só que o miúdo porta-
-se mal, só está bem a deitar tudo ao chão, quer jogar à bola no meio da sala e apesar de os ter proibido, tudo o que disse caiu em saco roto.

Estou a passar férias com a minha cunhada e os meus sobrinhos só comem hambúrgueres, batatas fritas e gelados. Eu quero que os meus filhos comam de forma saudável mas sou sempre a má da fita e não há refeição, quando estamos com eles, que não haja guerra de palavras.


Sempre que vou jantar com um casal amigo, os filhos deles fazem questão de azucrinar o meu filho, tirando-lhe o boneco que ele leva e não o deixam brincar com ele. Os pais continuam alegremente a falar como se nada fosse.

As respostas a estas questões - e a mais outras - na Activa deste mês.


Hoje é assim #40

7.2.12
A Jennifer, que entrevistei aqui e aqui, partilhou no facebook esta frase, que eu também quero partilhar contigo. É de um livro que ela anda a ler. Só por isto, acho que o livro já vale mesmo a pena...!

Como vai a família?

6.1.12


Estas pubs passam mesmo em França.
Ao volante de um Twingo, tornamo-nos super tolerantes?
A Renault apresenta os adeptos de uma família relacional, onde os membros se entendem muito bem, muito para lá das reacções estereótipadas.
O sociólogo Eric Macé diz que são spots muito optimistas, que se centram na aceitação do ser humano em toda a sua complexidade.
Cada um será o que deseja mesmo ser. Vamos a caminho de lá?

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