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Como promover a participação da criança nas lides domésticas? | A Praça | RTP 28 Out 2015 | Programa #5

30.10.15
Este foi o tema desta semana n'A Praça. E os temas estão cada vez mais interessantes! Todas as semanas deixo aqui o link e também um texto de apoio!! Procura sempre por RTP


A resposta à questão Porque é que os miúdos não participam nas tarefas domésticas é muito clara: porque não os educamos nesse sentido. Ponto final.

É verdade que vivemos de forma diferente da dos nossos pais e ainda mais diferente da dos nossos avós. E também é verdade que não nos casamos tão cedo e estudamos até mais tarde. A nossa realidade é totalmente diferente.

Então como é que se dá a volta a tudo isto?
Os filhos são nossos e facilmente percebemos quando é que estão prontos (e desejosos) de participarem nas tarefas domésticas. Logo ali aos 18 meses eles estão prontíssimos para nos ajudarem. Podem levar a fralda para o caixote do lixo, podem ajudar a deitar fora as cascas das cenouras que descascamos ou até a arrumar as meias nas suas gavetas. E quem diz meias, diz brinquedos.

Quando colocamos os miúdos a fazerem estas tarefas connosco, então estamos a influenciá-los de uma forma muito bonita: olha para o que eu digo e olha para o que eu faço. Na verdade, não podemos nunca subestimar a nossa influência enquanto pais.


O meu filho de 2,5 anos quer ajudar-me sempre quando estou a cozinhar: a cortar, a partir a massa para cozer, a levar os pratos para a mesa. É um querido mas é muito pequeno e tenho medo que se magoe.

O mundo torna-se num sítio ainda mais interessante a partir do momento em que os miúdos se passam a deslocar sozinhos. Até ali, eles tinham tido a nossa ajuda para muita coisa. Agora que se descobrem livres, autónomos e até já se sabem exprimir, a banda sonora passa a ser ‘don’t stop me now’. Mas a verdade é que eles ainda são pequeninos e precisam muito da nossa ajuda. Quando o meu filho de 2,5 anos quer vir para o pé de mim ver a água que coze a massa ferver, está em zona perigosa. Quando ele quer ajudar a a cortar as cenouras com a faca afiada ou quer varrer mas, em vez de varrer está a sujar, pode também estar a entrar numa zona muito perigosa.

A nossa tendência natural é colocá-los para fora da nossa área de actuação. Primeiro porque é perigoso e em segundo lugar sem eles ao nosso lado, fazemos as coisas mais depressa.

Soluções:
Dar a oportunidade à criança de participar - dando-lhe uma faca de manteiga para ele cortar as cascas das cenouras; uma tigela para ele fazer a sopa para os bebés deles e deixar varrer. Compre-lhe uma vassoura e mostre-lhe como se faz. Peça-lhe para arrumar as caixas de plástico, deitaro cartão no caixote do lixo certo ou provar o arroz a ver se falta sal.

Quanto mais envolvida a criança se sentir, mais vai querer contribuir e isso passará a ser uma situação natural para a qual não necessitarás, mais tarde, de insistires. Mas por favor, insiste


O meu filho de 9 anos recusa-se a ajudar nas tarefas domésticas. Diz que não é meu empregado e que tem de ajudar. Como é que o obrigo?
É normal esta situação começar aos 6 anos inclusivamente. Primeiro porque as crianças passam a ter uma consciência de si diferente. Em seguida, porque vão copiar muitas expressões que escutam e passam a usá-las como adequadas à sua idade e maturidade. O que não é verdade. Em seguida, porque quando eram mais pequenas, foram convidadas a saírem da zona onde queriam participar. E porque aprenderam a não participar, porque não eram queridas, então agora já não querem. O que fazer?

Começar por pedir ajuda e a perguntar como é que fariam? Nestas idades os miúdos gostam de se sentirem importantes - gostam de mostrar que sabem e, se o soubermos fazer, gostarão de aprender connosco. Então, em vez de atribuirmos tarefas, podemos pedir o contributo deles - que é mais ou menos a mesma coisa mas com um grau de envolvimento diferente. Podemos pedir para compararem preços dos produtos nas lojas online, podemos organizar uma festa surpresa ao pai e envolvê-los também. De manhã, podemos passar a acordar todos mais cedo para termos tempo de deixar a cozinha arrumada e as camas feitas. E é normal que eles se esqueçam de fazer estas tarefas - não é por mal - e não podemos levar a mal. A nossa função é recordar : Filipe, a cama! João, a caneca está em cima do balcão.’ Sem andarmos de dedo em riste. E depois, naturalmente, valorizar a ajuda!

Eu vi que a tua cama ficou com os cobertores mesmo bem esticadinhos - parecia cama de hotel!

João, nem queria acreditar quando percebi que a máquina da loiça estava a lavar! Que bom, logo à noite, graças a ti, vamos ter a loiça limpa.

Ao sentirem que o seu contributo é válido, as crianças passam a querer ajudar.

Quanto mais encorajamos a competência da criança, mais ela se sente envolvida e capaz e isso promove a competência e a sua autonomia. No limite, é mesmo para isto que educamos: para termos adultos independentes, autónomos, capazes e que saibam tratar das suas vidas.



Obrigada por me ajudares a melhorar, todos os dias! Obrigada pela sugestão de temas, pela partilha de experiências! Se ainda não preencheste a tua parte, clica aqui!

As palavras para dizer: «Quero a minha mãe!»

31.12.12
Esta crónica maravilhosa vem ao encontro daquilo que defendo e que é:

1. Contar SEMPRE a verdade às crianças, numa linguagem adaptada à sua idade;
2. Reconhecer os sentimentos;
3. Ajudar a falar e a pôr palavras nos sentimentos.

Fica pois a crónica da querida Isabel Stilwell, que entrevistei AQUI. Avó de mimo, de afectos e uma mulher extraordinária e doce!


As palavras para dizer: «Quero a minha mãe!»



Se a mãe ou o pai não estão fale-se neles, como sempre. E repita-se que nunca as esquecem, que voltam depressa. Porque elas ouvem, percebem e registam. E sentem-se menos assustadas.

No livro do pediatra Mário Cordeiro sobre as birras, sublinhei a caneta fosforescente, um parágrafo em que pedia aos pais que fizessem o ensaio de se exprimirem apenas com uma mão cheia de palavras, e depois contassem o que sentiam. Ele não tinha dúvidas nenhumas, e eu depois de ter feito a experiência também não, que ao fim de cinco minutos estávamos aos pontapés aos móveis, a atirarmo-nos para o chão furiosos, a usar todos os meios ao nosso alcance para não deixar ninguém imune à nossa frustração. Faríamos birras, portanto.
Perante o vocabulário que cresce a uma velocidade galopante da Madalena e da Carmo, ficamos todos fascinados. À medida que dizem os nossos nomes, chamam por eles, tornamo-nos facilmente (ainda mais) seus escravos. Quem é que se importa de se levantar a meio da noite, para um «afó», choramingado do quarto ao lado?
Mas agora quando as «adoptamos» por uns dias, com toda a euforia que obter a «guarda» das gémeas nos provoca (sim, é diferente sermos avós com os pais presentes, ou avós no estatuto de últimos responsáveis pelos netos, para o bem e para o mal), surge também a dúvida: que palavras usamos para lhes explicar que a mãe e o pai não estão, mas não as abandonaram? Como é que mitigamos as saudades e a desorientação que de certeza sentem, quando não têm forma de perguntar, não têm maneira de as manifestar? A primeira tentação é deixar de falar nos pais. Afinal, estão tão bem, para quê perturbá-las?
Imagino as crianças desta idade em instituições, e sinto um
imenso arrepio. Já ouvi dizer a técnicos que «os meninos se adaptam depressa, e esquecem o passado num instante». Escutei avós que garantem que quando lá ficam em casa «nem se lembram dos pais». Mas se dúvidas houvesse, bastava ver como reagem quando passam por uma fotografia da Ana ou do Eduardo, ou tragédia das tragédias, a vêem a acenar-lhes do lado de lá de um ecrã, e desatam em pranto.
Somos uns ignorantes do que se passa na cabeça das crianças, mas camuflamos a ignorância que nos mete medo e nos remete para as nossas ansiedades infantis, com uma segurança patética. Perguntei ao Eduardo Sá, tendo o privilégio de um programa diário com ele na Antena 1, e a resposta foi definitiva: elas podem não ter as palavras para dar conta dos seus sentimentos (e quantos adultos não as têm, recorda), mas compete-nos a nós ajudar a legendá-los. Sim, mesmo que chorem, e claro, fazendo-nos sentir menos importantes, mas se a mãe ou o pai não estão fale-se neles, como sempre. E repita-se que nunca as esquecem, que voltam depressa. Porque elas ouvem, percebem e registam. E sentem-se menos assustadas.
PS – Devem as mães deixar de sair em trabalho ou de férias porque os filhos sentem tanto a sua falta, pergunto, sem querer deixar as pobres ainda mais culpadas. «Claro que não. Os bons pais são aqueles que deixam os filhos crescer e alargar a sua rede de afectos, de ligações a outras pessoas, e deixar crescer significa permitir algumas dores». Uf! a história acaba bem para todos.




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Hoje é assim

9.6.12
Ou pelo menos reduz aquilo que puderes... eu também adoro carne vermelha mas penso duas vezes antes de optar por esse prato! Não deixei de comer mas há muitos anos que reduzi brutalmente!

Random Acts of Kindness

13.3.12
Lembrança semanal! Eu quero ser mais gentil! E tu?

Deixa o teu lado bitchy descansar esta semana, que tal?

⑥Altruísmo, bem-haja, gentileza,..._ Semana 6 - Projecto Even Happier 52

7.2.12


Kant dizia que para que uma ação tenha um valor moral esta devia ter por base um sentido de dever. Assim, sempre que se agia por interesse próprio, algo poderia ficar danificado e as atitudes nunca seriam desprovidas de um sentimento muito mesquinho: o egoísmo.
O mesmo acontece com as religiões. Prega-se a abnegação, renunciando-se assim à vontade própria e esse  é o princípio da maior parte das religiões.
Mas (e este mas é mesmo importante) a verdade é que Kant esqueceu-se de uma coisa muito importante. Quem é que disse que somos obrigados a escolher entre ajudar uma outra pessoa e ajudarmo-nos? As duas linhas não se excluem, mutualmente. Ao contrário, estão ligadas: quanto mais ajudamos, mais somos felizes. E quanto mais felizes estamos, mais inclinação temos em ajudar os outros.
Como? Eu sei lá! Eu, por exemplo, quando estou feliz tenho tendência a descomplicar muitas coisas. Mimo. Faço cenas giras. Torno-me mais criativa e tenho mais paciência. Sinto-me mais poderosa, com mais força. Mas, sobretudo, tenho tendência a descomplicar, a ser mais pró-activa e a ficar mais disponível para os outros.
Por isso mesmo acredito que, ao ensinar a minha filha a ser mais feliz poderei criar nela uma série de recursos internos que a permitirão sentir-se melhor e mais satisfeita com ela própria. Sentindo-se assim, ela (tal como eu) terá tendência a descomplicar e logo a abrir caminho para que coisas boas possam acontecer na vida nela e nas dos outros.
É destes estados que as pessoas precisam. Todas, sem excepção.


Exercício: Porque senti que na semana passada o pedido do nosso amigo Tal Ben-Shahar foi um bocadinho ‘seca’, hoje vou alterar o exercício dele e vou eu criar um.

- Percebe como é que te sentes sempre que estás bem contigo. Onde é que isso te leva?
- Agora percebe como é que te sentes quando ajudas alguém, quando ages no interesse de outra pessoa?

Certamente que serão sentimentos diferentes. Em quê? Não tens de escrever. Pensa nisso.

E se não tens por hábito ajudar outras pessoas, o que é que te impede de o fazer? A falta de tempo? É natural, estamos sempre a correr contra ele... E, se usares um pouco do teu tempo, seja quando vais a conduzir, seja enquanto fazes as compras no supermercado para fazeres aquela chamada para saberes como vai a tua avó ou a tua vizinha mais idosa do andar debaixo? São actos altruístas com imenso valor.

Podes e fazes voluntariado? Excelente! Partilha aqui, diz-nos como é! Quero que me contes tudo! E ao contares podes estar a motivar outros para fazerem o mesmo! Já pensaste nisso?


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