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DIVÓRCIO E FÉRIAS - ESPECIAL FÉRIAS GRANDES - 3

13.7.17
Há cada vez mais divórcios em Portugal.  O Pordata apontava uma taxa de 70,4% em 2013, o que se revela ser um número enorme e uma realidade, em Portugal.

Felizmente, há cada vez mais divórcios a correrem bem - ou seja, com adultos a assumirem a sua parte de responsabilidade - nomeadamente quando há criança pelo meio. Ainda assim, aqui ficam 3 dicas para que o processo possa correr da melhor maneira. Há imensas outras sugestões que podemos dar mas se estas 3 estiverem asseguradas, tudo o resto flui.

E vê e partilha o vídeo!




1. O divórcio - ou uma separação - pode ser um momento angustiante para qualquer pessoa envolvida. Ainda mais para uma criança. Daí que seja fundamental que todas possam ser acompanhadas por um dos adultos [de preferência pelos dois] de forma a assegurar que os sentimentos são acolhidos e a segurança da vida mantida. E ter pais com paciência é fundamental. Mas estes pais também têm de tratar de si

2. Uma vez que a realidade passa a ser outra, é importante a nova forma de família que se constitui ganhe novas rotinas. São elas que dão a tal segurança que falei acima. Ir a casa de amigos ao fim-de-semana, encontrar um novo local para as férias grandes, cuidar de uma horta ou de uma animal ajudar a canalizar as emoções e a dar um novo ânimo aos dias.

3. Todos os especialistas estão de acordo: o divórcio pode não ser algo que as crianças desejem mas as boas notícias é que elas têm uma enorme capacidade em se adaptarem. Contudo, o que causa mais stress, mais sofrimento, tristeza e angústia são as discussões e os desentendimentos entre os pais. Seria muito interessante que cada vez mais casais se preparassem para a separação, tratassem de si e das suas mágoas e pudessem olhar sempre para o superior interesse da criança, sempre. Podemos e devemos continuar a ser família apesar do divórcio. Quem é que nos disse o contrário?

Comenta este post e deixa-nos as tuas dicas - de quem está a viver um divórcio ou cujos pais se divorciaram e tudo correu bem!!

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#1
#2

Aproveita e preenche este documento também e diz-nos sobre o que é que gostarias de ler mais aqui no blogue! Pela tua felicidade e a de todos!






Se não te portas bem, olha que o Pai Natal...

18.12.16

O Pai Natal tem um ar de querido, mas, na verdade, ele é um fofinho apenas com os pais que fazem bom uso dele logo a partir de outubro, ou assim que as lojas se lembram que vem aí a época natalícia. E digo que é bom connosco porque dá imenso jeito controlar o comportamento das crianças recorrendo a outras pessoas com mais poder do que nós.
Magda Gomes Dias


Ele é o Pai Natal, ele é aquele senhor que colocamos em frases como “não mexas que vem aí o senhor e o senhor ralha.” Já para não dizer da polícia que, tal como o Pai Natal, não está cá para nos proteger, mas antes para nos levar para a prisão sem qualquer remorso ou tolerância para nos escutar ou dar-nos a hipótese de redenção.

Este trio — o Pai Natal, o tal senhor e o polícia — cumpre os requisitos. Mete medo, ameaça e a criança, enquanto é inocente, vai acatando alguns dos pedidos dados por pais que também eles ouviram aquilo em crianças. O pior vem depois quando descobre que o Pai Natal não existe, que o senhor despega do turno às 18:00, e quer tudo menos levar crianças endiabradas para casa, e que a verdadeira função do senhor de azul é proteger-nos.

Então que venha a ameaça e o castigo agora impostos pelos pais… só que o castigo é a melhor forma de desresponsabilizar uma criança. E porquê? Porque ela não é envolvida na situação, não aprende com ela nem lhe é dada a possibilidade de reparar o que fez.

Então, a questão é: como é que a criança aprende? A criança aprende quando é acompanhada. E sim, isso não garante que ela tenha comportamentos adequados o tempo todo, mas é justamente nesses momentos que temos a melhor oportunidade para ensinar a fazer melhor na próxima vez.

7 dicas (que resultam) para festejar o Natal sem sobressaltos - uma espécie de Kit de sobrevivência

15.12.16






Dezembro. Final do ano. Natal. Mais um ano, mais uma celebração em família que desejamos que se passe da melhor forma. Ainda assim é muito útil ter-se à mão uma espécie de manual para sobreviver ao Natal ou um kit de salvação. E esse não nos é entregue com o Pai Natal. O segredo para que tudo funcione? Ficarmo-nos pelo essencial. Não acredita? Continue a ler, por favor!

Ah o encanto do Natal… ao contrário do que nos querem fazer acreditar, o Natal é muito mais do que as prendas. É uma festa da família e, sobretudo, dos e para os miúdos. E por favor não acredite quando lhe dizem que eles querem só prendas. Nós é que os induzimos a isso. Enviamos catálogos pela caixa de correio, perguntamos se já escreveram a carta ao senhor de barbas. Como é que a seguir não vamos dizer que o que eles querem são prendas?

Para sobrevivermos a esta fase e focarmo-nos no que tem mesmo de ser, aqui fica o seu kit para sobreviver ao Natal. Ele é constituído por:


Check list
Comecemos por aquilo a que o Natal tem vindo a estar associado e deixemos o improviso para outros. Não se quer ver metida ao fim-de-semana em shoppings? Então sente-se, faça a lista das prendas que quer oferecer e organize-se. Se for possível, privilegie o comércio local. Há sempre menos gente, ajuda localmente e na volta ainda se despacha mais cedo. E Internet, já pensou nisso? Há imensas páginas no facebook de artesãs muito criativas. É uma questão de dar uma vista de olhos numa das noites e na seguinte arrumar com as compras.
O planeamento funciona apenas se o seguir, lembre-se disso!


2. Calendário
Há uns anos, uma marca de móveis pediu às crianças para contarem qual seria a melhor prenda de Natal. O que responderam elas? Estarem com os pais. Vê o que quero dizer? Volto ao mesmo - não são só prendas o que eles querem. Se tiver mesmo de ser, marque no seu calendário atividades para fazerem em conjunto, desligue-se por um bocadinho e tenha prazer em estar com eles.


3. Férias
A maior parte dos miúdos tem férias nesta altura do ano e pode tornar-se difícil gerir os dias, as atividades, a organização das celebrações, as prendas que ainda faltam embrulhar e ter tempo para descansar. Se puder, lembre-se de colocar uns dias de férias antes ou depois do Natal. Os miúdos agradecem e você também!

As restantes 4 dicas podem ser lidas na edição de Dezembro, da Pais & Filhos




RTP - COMO GERIR A FRUSTRAÇÃO DAS PRENDAS NA ÉPOCA NATALÍCIA - A PRAÇA

7.12.16

Dizem que cada vez mais as crianças pedem mais e mais prendas mas sinceramente, não sei se é isso mesmo que elas querem. Pelo menos, sempre. Há uns anos uma famosa marca de móveis pediu a um grupo de crianças que escrevesse o que gostaria de ter como presente no Natal e os miúdos referiram-se à atenção e tempo dos pais.

Talvez os miúdos peçam cada vez mais justamente porque lhes perguntamos constantemente sobre as prendas, porque enviamos catálogos e folhetos por correio, porque bombardeamos os dias de produtos de consumo rápido e o Natal passou apenas a ser isso. Naturalmente que pela ausência de referencias aos valores do Natal, as crianças não poderão pedir outra coisa que não aquilo que lhes dizemos para pedir.

Então como é que podemos reagir aos comportamentos de frustração e de tristeza dos miúdos?
Antes de tudo, acolhendo os sentimentos - "Estou a ver que gostavas mesmo muito de ter recebido aquele avião telecomandado". E depois de acolher, perguntar qual foi aquele com que mais gostou de brincar, etc.

Por outro lado há brinquedos que nunca iríamos dar e esses é importante dizermos que, caso o assunto venha a ser mencionado, não estávamos de acordo. É importante dizermos à criança que embora haja pai natal há coisas que nem ele poderia trazer para nossa casa porque não iríamos deixar.

E devemos dizer à criança “que não” a determinadas prendas?
A questão é ‘o que é que lhe estaríamos a ensinar com um sim a tudo?’
As crianças têm necessidade de brincar e os brinquedos são justamente importantes para elas explorarem, tornarem-se mais independentes, entreterem-se. Mas o excesso nunca foi positivo e, na verdade, provoca alguma distração e confusão. São demasiadas solicitações, demasiado ruído para a criança que, sendo pequena já tem tanta incapacidade em decidir que com tantas solicitações terá ainda mais.


O Calendário do Advento ou como celebrar o natal aos bocadinhos | A Praça | RTP 25 Nov 2015 | Programa #09

27.11.15


Foto: Stim

O que há de tão importante nos rituais e nas rotinas? E já agora, qual é a grande diferença entre um e outro?
Os rituais, as rotinas e as tradições têm uma dupla função: a primeira é a de dar previsibilidade, controlo e segurança porque, à medida que vamos crescendo, ficamos a saber que, independentemente de tudo, teremos sempre o Natal e depois a passagem de ano. A seguir vem o Carnaval e a Páscoa, e por aí fora. Em casa, sabemos que depois do banho vem o jantar e depois do jantar uma pequena brincadeira e a leitura do livro e depois… cama! E à semana sabemos que vamos para as actividades à segunda e quinta e que nuns dias são os avós que nos vão buscar e nos outros os pais.

Esta sensação de controlo e de segurança é determinante para que possamos crescer sem receios e, nos mais pequenos, torna todas as separações e transições mais fáceis.

Por outro lado, os rituais, as rotinas e as tradições reforçam a vida familiar e aumentam o vínculo entre os seus membros. Fazermos e prepararmos as rotinas, os rituais e as tradições em conjunto ajuda-nos também a celebrar e a estarmos mais próximos. São uma espécie de celebração da vida.

A grande diferença entre rotinas e rituais é que um ritual é uma espécie de rotina sagrada.



É ou não é verdade que à medida que as crianças vão crescendo, algumas vão deixando de ver tanto interesse nestas tradições e passam a não querer celebrá-las - porque são uma chatice. O que fazer? Devemos insistir?
Sim, é verdade e, se por um lado é comum vermos e ouvirmos isso, por outro lado é uma pena porque isso significa que não estamos, em parte, a saber adaptar essa celebração à nossa família. E isso é fundamental. Naturalmente que devemos insistir e devemos passar o comando aos miúdos que, ao crescerem e ao terem uma entidade muito própria quererão dar contributos, fazer pequenas alterações ou até participar com uma novidade. Quanto mais por perto se mantiverem, mais a estrutura familiar se mantém forte. Durante as semanas andamos todos a fazermos as nossas vidas mas, nesses rituais e tradições e até rotinas - como é o jantar e que é o momento do dia mais importante que temos com os nossos filhos até eles saírem de casa - eles aparecem e estão presentes.


Quais são os rituais e tradições que devemos celebrar?
A rotina mais importante que temos com os nossos filhos, até eles saírem de casa é, muito possivelmente, o jantar. Não é a leitura do livro, nem o banho porque certamente já não darei banho ao meu filho quando ele tiver 9 anos nem lerei o livro quando ele se quiser começar a deitar sozinho.
O jantar é o momento em que todos nos encontramos no final do dia, em segurança e onde, durante pelo menos uma boa meia hora ou mais estamos todos reunidos. Há rituais que não são negociáveis e este deve ser um deles - na medida do possível estarmos sempre presentes.

Depois devemos celebrar tudo aquilo que nos faça sentido.

Conheço quem celebre o Halloween, os fieis e tenha incluído uma festa de amigos no primeiro fim-de-semana de Novembro, com o objectivo de inaugurar os rituais de inverno.

Há quem celebre o S. Nicolau a 6 de Dezembro, quem inaugure o advento logo no dia 1 e que tenha tradições muito próprias nos finais de ano.


O que é que tem de tão importante o calendário do advento?
O calendário do advento, que é uma tradição Luterana, é mais uma tradição que junta as famílias e aumenta o seu vínculo. Contam-se os dias, desde o início de Dezembro, até ao Natal e antigamente fazia-se também com velas.

Aqui podem encontram um link com ideias fáceis para se fazer durante estes dias até ao Natal para que o advento seja mais do que um chocolate por dia. São actividades muito simples e fáceis de fazer porque temos todos dias muito atarefados, devolvendo ao Natal o verdadeiro sentimento de família.

Obrigada à Bárbara e à Francisca por provarem que o calendário do advento é mais que chocolates e que é uma excelente forma de se viver mais o Natal e de sermos mais família!

Finalmente, parabéns à RTP e a toda a equipa por este trabalho extraordinário que tem realizado! É um prazer enorme trabalhar com gente tão entusiasmada e feliz! Muito obrigada!



Setembro é o novo Janeiro: 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito [compilação]

25.9.15


1. Caderno da gratidão

Dizem que a beleza está nos olhos de quem olha e por isso a criação do caderno da gratidão vai ajudar-nos a darmos valor ao que realmente interessa. Como funciona? Um caderno, definir 3 dias na semana para se escrever (apenas) as 3 coisas que nos fizeram felizes. Definir se o caderno é da família ou se é um por cada criança. E não adiar mais! Para mais detalhes, pode procurar neste link http://mumstheboss.blogspot.pt/2015/01/o-meu-filho-nao-da-valor-nada.html




2. Deitar mais cedo

Define bem as horas a que as crianças vão para a cama. Se é verdade que durante as férias há famílias que permitem que os miúdos se deitem mais tarde, a disciplina desta rotina é determinante para que os nossos filhos se sintam menos birrentos e capazes de gerirem o cansaço, cooperando connosco.




3. Acordar cedo

Tal como o ponto 2, este ponto é fundamental para conseguirmos sair de casa sem birras, a horas e sem gritos (nossos!). É bom acordar os miúdos devagar, dar beijinhos e tirá-los devagar da cama.




4. Jantar em família

Sem TV. Sem tablets. Sem telemóveis. Vai haver amuos? É possível - mas ao manter a hora do jantar como o momento mais importante em família estás a assegurar que crias um momento de partilha e de diálogo tão importante quando forem adolescentes. E para o teres nessa altura, tens de começar já.




5. Digital de lado

Ainda em linha com o ponto nr.5 assim que chegares a casa, pousa o telemóvel, esconda os tablets e passa tempo com os teus filhos. Se Setembro é o novo Janeiro, vamos começar este ano com o pé direito,alinhas? Envolve os teus filhos nas tarefas, pede ao teu de 2 anos para mexer os ovos e ao de 5 anos para espremer as laranjas ou tirar a pele às cenouras. Ao de 12 anos podes pedir para comparar os preços dos legumes ou para fazer a lista de compras. Ensina-os a pôr a mesa bonita - vejam revistas de decoração juntos, coloquem o nome dos convidados na mesa. Envolver, envolver, envolver! Já te esqueceste do digital, não já?




6. Partilhar arte

A música é uma arte e há música muito boa. Há música tão boa. Comece pelos clássicos: Beatles, Sérgio Godinho, Caetano Veloso. Escutem uma opera, ligue um canal de música clássica. Gostava que os filhos se lembrassem de si por ser aquela pessoa que os fez apreciar um estilo? Já começou a partilhar essas coisas todas?




7. Fazer com

Quando estiver a ler este artigo, tem o Outono à porta e com ele uma série de rituais bons, o regresso a casa por causa dos dias mais pequenos e do frio. Então faça uma lista do que podem fazer em conjunto. Para além das tradicionais bolachas e compotas, inclua fazerem já os postais de Natal, o calendário do advento e até os convites para o aniversário.




8. Sossegar os medos

Este é o primeiro ano que o seu filho vai para a escola? Vai mudar de escola? Sossegue os seus medos (os seus - e os dele também). A escola é dos melhores sítios. Tantas aprendizagens, tantas experiências. Tanto tempo que lá vai passar - é fundamental que ele (e os pais) vejam a escola como um sítio positivo. Procure 10 motivos bons e escreva-os.




9. Faz parte

O filho não quer ir para a escola? Gostava de ficar consigo em casa? Pois era, e isso era bom e não é possível - faz parte da vida e, por isso mesmo, tem muita força. Então valide o que ele sente, dê-lhe um miminho e diga-lhe que amanhã vai para a escola e que até vão sair mais cedo de casa para irem a pé e de mão dada uma parte do caminho. E que durante o percurso lhe vai contar como era consigo, quando tinha a idade dele. A sua certeza e a sua segurança serão a certeza e a segurança dele.




10. Gerir a sua culpa

Nem sempre conseguimos ir levá-los, buscá-los, ajudá-los no estudo ou passarmos os 3 meses de férias com eles. Faz parte e não tem de se sentir culpada por isso. Se nada pode mudar ou fazer em relação a isso, então a gestão está feita. Se não há remédio, remediado está. E se isso é algo que a atormenta, então veja o que está ao seu alcance mudar.




11. Ir mais cedo

Sempre que puder, saia mais cedo de casa e vá buscá-los mais cedo, na primeira semana, sobretudo se é uma nova adaptação. Faz bem a pais e filhos.




12. Rotina = segurança

Quanto mais cedo houver uma rotina certinha, mais segurança a criança sente. Ela sabe que à segunda e à quarta tem natação e que nos outros dias fica na avó. Saber com o que se conta é fundamental.




13. Nunca vire as costas

Vai deixar o filho à escola e nos primeiros dias ele não quer ficar? Sossegue-o, valide o que ele sente e deixe-o ficar entregue às educadoras/professoras. Elas saberão tomar conta dele com o maior carinho e atenção. Nunca lhe diga (nem permita que o façam) que vai estacionar o carro e volta já se isso não for verdade. Nesse momento vai estar a quebrar a confiança do seu filho.




14. Não quero saber do teu dia

Em vez de lhe perguntar como foi o dia dele, conte-lhe como foi o seu. Cheio de detalhes. E depois aguarde: ele vai partilhar o dele quase por magia. Vai uma aposta?




15. Reuniões

Sempre que houver reuniões, vá. É fundamental. Os professores são aqueles que passam mais tempo com os nossos filhos - é bom fomentar a relação e conhecer essas pessoas que tanto investem neles.




16. Conhecer a escola

Leve o seu filho a conhecer a escola antes de começar o ano escolar. E se possível conheçam também as educadores, auxiliares e cruzem-se com as crianças da sala. Porquê? Para ele ir criando a sua ideia da escola e quando chegar o primeiro dia não ser tudo uma surpresa.




17. Deixar escolher

Deixe-o escolher a roupa do primeiro dia, a mochila, a garrafa para levar a água. Ao sentir que foi ele que escolheu, ele vai chamar a si o ‘viver escola’. E isso é meio caminho andado para tudo correr melhor.




18. Dê-lhe poder

Os miúdos não têm poder nenhum - e isso está mal! Crie uma tabela das tarefas com aquilo que eles têm de fazer todos os dias. Dica: dê-lhes a ideia e a ajuda. Mas quem faz são eles. Porquê? Porque é quando sentem que aquilo é deles que se apropriam da situação.




19. Escolha os amigos

Se é verdade que não pode escolher os amigos da escola, enquanto são pequenos, pode (e deve) escolher os amigos com quem o seu filho se relaciona em sua casa. Porquê? Simplesmente porque as boas experiências em termos de amizades não só contribuem para que os valores mais importantes sejam passados como a criança percebe como gosta de ser tratada e irá à procura de amigos semelhantes.




20. Relaxamento em casa

Uma vez por semana, depois do duche, e antes de dormir, ensine o seu filho a respirar fundo, a sentir como a barriga sobe e desce à medida que ele inspira-expira. Basta isto. Com sossego, sem pressas. Já sabe o que se diz sobre relaxamento, não é preciso acrescentar mais nada.




21. Mesada

Leu bem. Mesada. A mesada pode ser uma excelente forma de fomentar a responsabilidade no seu filho. Imagine que ele quer comprar um jogo ou quer muito uma determinada mochila. A mãe não gosta do boneco, acha-o feio mas se ele recebe mesada (o valor são os pais que definem - conheço pais que dão 3 euros por mês e outros, para a mesma idade, dão 20 euros) então pode aprender a poupar para comprar essa mochila que tanto deseja. Que bela oportunidade para aprender a gerir o impulso (porque até ter a mochila, vai querer o estojo, um gelado e um pacote de bolachas) e aprender a esperar. Acha mesmo que a mesada é assim uma tão má ideia?




22. Estudar

O ideal é que tivessemos todos os melhores horários - e isso significaria que os miúdos teriam feito uma actividade, chegariam a tempo de fazer os TPCs e também teríamos tempo para preparar o jantar. O melhor momento para os TPCs serem feitos é antes do jantar. Vejam como podem orientar a vossa dinâmica familiar nesse sentido. Está nas vossas mãos.




23. Estudar fora de casa

A melhor forma de os miúdos aprenderem a matéria é ve-la acontecer no dia-a-dia. É para isso que ela serve, certo? E para fomentar o estudo e a motivação, olhe para os livros dos seus filhos, aprenda com eles. Peça para eles se tornarem professores. Estão a dar história de Portugal? Veja se na sua zona não há visitas guiadas e vão fazer um programa desses. Estão a dar meio físico? Leve-os até ao campo para verem a natureza. Estão a dar os advérbios? Escrevam um postal aos avós. Dê-lhes dinheiro e peça para fazerem as contas aos postais que vão comprar, ao selo e quanto têm de levar e quanto vão receber de troco.




24. Ordem e arrumação

Quanto mais em ordem estiver a casa, as secretárias, mais fácil é o estudo, mais sossegados andamos e mais concentrados estamos. Não temos de nos tornar ma maníacos das arrumações nem de passar o dia a arrumar - que perda de tempo! Por isso a minha sugestão é: tenha menos. Menos coisas são menos coisas para arrumar também. E isso torna o arrumar menos aborrecido. Nessa altura conte com uma cooperação mais certa, por parte dos seus filhos. Por outro lado, já reparou que passamos imenso tempo a dizer aos nossos filhos o que têm de fazer? A tabela das tarefas que falei acima ajuda. E sempre que chegarem a casa, crie o hábito de fazer com que eles coloquem as coisas no sítio devido. Com a sua insistência e consistência vai criar-lhes um hábito.




25. Pergunte mais, mande menos

Que não haja dúvidas: quem manda em casa somos nós mas, e à semelhança do que está na base da tabela das tarefas, mande menos, pergunte e afirme mais. Em vez de dizer ‘A tua camisola, que vamos sair!’ diga: ‘Vamos sair agora e vejo que não estás pronto. O que te falta?’

‘Deixaste o calçado à porta, João!’ (ele já sabe o resto!)

‘Onde vamos agora?’



E assim descansa do papel do chato que está sempre a mandar.



Escrito para a Revista Pais & Filhos - Edição de Setembro



WORKSHOPS
Os próximos workshops (Novembro 2015 - Lisboa | Porto) estão mesmo à porta e, até ao final de Setembro tens a possibilidade de te inscrever com um valor de promoção! Espreita aqui e pede ais infos através do email info@parentalidadepositiva.com


ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | Setembro é o novo Janeiro: 25/ 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito

24.9.15

25. Pergunta mais, manda menos

Que não haja dúvidas: quem manda em casa somos nós mas, e à semelhança do que está na base da tabela das tarefas, manda menos, pergunta e afirma mais. Em vez de dizer ‘A tua camisola, que vamos sair!’ diga: ‘Vamos sair agora e vejo que não estás pronto. O que te falta?’ 
‘Deixaste o calçado à porta, João!’ (ele já sabe o resto!)
‘Onde vamos agora?’


E assim descansas do papel do chato que está sempre a mandar. 

Este é o último post destas dicas para uma rentrée tranquila. Em princípio a maior parte de nós já terá os miúdos na escola. Desejo que quer para pais e também para filhos e professores, este seja um ano cheio de boas aprendizagens e feliz, para todos.

Podes receber a compilação total deste Especial Regresso às aulas assinando a newsletter - amanhã sairá esta compilação, que foi escrita para a Revista Pais & Filhos, para a rentrée!


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E quando o meu filho não quer ir para a escola? | A Praça | RTP 23 Set 2015

24.9.15

As borboletas na barriga estavam lá. Antes e no final. Durante senti-me tão à vontade que não pensei que estava em directo. Obrigada pelas palavras tão queridas que foram chegando durante a véspera e o dia!
Semanalmente vais encontrar neste blogue
Antes do programa - um teaser e o tema que vai ser levado A Praça
O link do programa com um resumo do que foi dito (e do que ficou por dizer).
Esta semana é assim:

O regresso às aulas é um momento de grande entusiasmo para pais e filhos. É verdade que muitos pais vivem tão intensamente [e por vezes mais, até!] quanto os seus filhos, os primeiros dias de escola.
Seguramente, que isso está atribuído à felicidade de verem os seus filhos crescer como também ligado ao entusiasmo de perceberem os miúdos começam a adquirir competências que serão necessárias no seu futuro.

É fundamental ver a escola como um lugar bom e como um lugar onde os nossos filhos vão passar uma grande parte das suas vidas. Ir para a escola, estudar, ter rotinas e responsabilidades fará (ou já faz) parte dos seus dias e, por isso mesmo, deverá ser visto como algo normal, que faz parte da vida. Sem mais, nem menos floreados.

Quando uma criança não quer ir para a escola é mais importante lidarmos com aquilo que ela sente do que tentá-la convencer, nessa altura, que 'vais ver, vais gostar, vais estar com os teus amigos, brincar, aprender!' Porquê?

Primeiro porque a criança não quer ser convencida. E quanto mais insistirmos que vai ser bom mais ela vai insistir que não quer, que quer ficar connosco ou apenas choramingar, criando-nos ainda mais angústia, aflição, receio e até mesmo embaraço (sim, embaraço por não sabermos lidar com a situação).

Por isso, e se o regresso à escola está a ser difícil, sugiro que sigas estas dicas:

1. Um beijinho antes de chegar à escola
Evitarás prolongar a despedida à porta da escola ou da sala, onde estão outras crianças a despedirem-se dos pais e, muito provavelmente, a chorar.

2. À chegada à porta, respira fundo e diz-lhe apenas 'Vá, um bom dia, para ti, meu amor!'; 'Dá cá 5, ciao!' e sorri e segue!

3. E se ele chorar? Acolhe os sentimentos dele. Diz-lhe, se for o caso, que sabes que ele preferia ficar em casa a brincar como ontem à noite e que isso vai ser possível! Agora é hora de ir para a escola. Diz-lhe isto recordando-te que a tua certeza e segurança são muito importantes!

4. Lembra-te  que a escola é um lugar bom e que tem pessoas competentes. A tua certeza, como disse acima, é que o vai ajudar a virar costas e ir para a escola.

5. Muito possivelmente o facto do teu filho chorar pode nao ter a ver com o facto de gostar ou nao da escola. Tem seguramente mais a ver com a separação que ele está a aprender a viver (mesmo que já ande na escola há 3 anos) e que é a forma dele lidar com a situação. Ainda é pequenino e está a aprender a fazer regulação emocional.

6. Respira fundo - faz parte.

7. Espreita a rubrica de ontem, na RTP, no Praça. Semanalmente vou andar por lá!



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ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | Setembro é o novo Janeiro: 23/ 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito

22.9.15


#23 Estudar fora de casa

A melhor forma para os miúdos aprenderem a matéria é vê-la acontecer no dia-a-dia. É para isso que ela serve, certo? E para fomentar o estudo e a motivação, olhe para os livros dos seus filhos, aprende com eles. Pede-lhes para eles se tornarem professores. Estão a dar história de Portugal? Confirma se na sua zona não há visitas guiadas e vão fazer um programa desses. Estão a dar meio físico? Leva-os até ao campo para verem a natureza. Estão a dar os advérbios? Escrevam um postal aos avós. Dá-lhes dinheiro e pede-lhes para fazerem as contas aos postais que vão comprar, ao selo e quanto têm de levar e quanto vão receber de troco. 
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ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | Setembro é o novo Janeiro: 22/ 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito

21.9.15
#22 Estudar


O ideal é que tivéssemos todos os melhores horários - e isso significaria que os miúdos teriam feito uma actividade após a escola, chegariam a tempo de fazer os TPCs e também teríamos tempo para preparar o jantar e fazer um pouco de vida juntos. Para muitas famílias, o melhor momento para os TPCs serem feitos é antes do jantar. Vejam como podem orientar a vossa dinâmica familiar nesse sentido. Está nas vossas mãos.

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ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | Setembro é o novo Janeiro: 21/ 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito

20.9.15
#21 Mesada


Leste bem. Mesada. A mesada pode ser uma excelente forma de fomentar a responsabilidade no teu filho. Imagina que ele quer comprar um jogo ou quer muito uma determinada mochila. A mãe não gosta do boneco, acha-o feio mas se ele recebe mesada (o valor são os pais que definem - conheço pais que dão 3 euros por mês e outros, para a mesma idade, dão 20 euros) então pode aprender a poupar para comprar essa mochila que tanto deseja. Que bela oportunidade para aprender a gerir o impulso (porque até ter a mochila, vai querer o estojo, um gelado e um pacote de bolachas) e aprender a esperar. 
Achas mesmo que a mesada é assim uma tão má ideia?

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ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | Setembro é o novo Janeiro: 20/ 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito

19.9.15
#20 Relaxamento em casa


Uma vez por semana, depois do duche, e antes de dormir, ensina o teu filho a respirar fundo, a sentir como a barriga sobe e desce à medida que ele inspira-expira. Basta isto. Com sossego, sem pressas. Já sabes o que se diz sobre relaxamento, não é preciso acrescentar mais nada.


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ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | Setembro é o novo Janeiro: 19/ 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito

18.9.15

19. Escolhe os amigos


Se é verdade que não podess escolher os amigos da escola, enquanto são pequenos, podes (e deves) escolher os amigos com quem o seu filho se relaciona em tua casa. Porquê? Simplesmente porque as boas experiências em termos de amizades não só contribuem para que os valores mais importantes sejam passados como a criança percebe como gosta de ser tratada e irá à procura de amigos semelhantes.

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ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | Setembro é o novo Janeiro: 18/ 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito

17.9.15
# 18 Dê-lhe poder


Os miúdos não têm poder nenhum - e isso está mal! Cria uma tabela das tarefas com aquilo que eles têm de fazer todos os dias. Dica: da-lhes a ideia e a ajuda. Mas quem faz são eles. Porquê? Porque é quando sentem que aquilo é deles que se apropriam da situação.




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ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | Setembro é o novo Janeiro: 17/ 25 resoluções para começar o novo ano escolar com o pé direito

16.9.15
#17 Deixar escolher


Deixa-o escolher a roupa do primeiro dia, a mochila, a garrafa para levar a água. Ao sentir que foi ele que escolheu, ele vai chamar a si o ‘viver escola’. E isso é meio caminho andado para tudo correr melhor.

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15.9.15
#16 Conhecer a escola


Leva o teu filho a conhecer a escola antes de começar o ano escolar. E se possível conheçam também as educadores, auxiliares e cruzem-se com as crianças da sala. Porquê? Para ele ir criando a sua ideia da escola e quando chegar o primeiro dia não ser tudo uma surpresa.



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14.9.15
#15 Reuniões


Sempre que houver reuniões, vai. É fundamental. Os professores são aqueles que passam mais tempo com os nossos filhos - é bom fomentar a relação e conhecer essas pessoas que tanto investem neles.

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13.9.15
#14 Não quero saber do teu dia


Em vez de lhe perguntares como foi o dia dele, conta-lhe como foi o seu. Cheio de detalhes. E depois aguarda: ele vai partilhar o dele quase por magia. Vai uma aposta?

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12.9.15
#13 Nunca vire as costas


Vais deixar o filho à escola e nos primeiros dias ele não quer ficar? Sossega-o, valida o que ele sente e deixa-o ficar entregue às educadoras/professoras. Elas saberão tomar conta dele com o maior carinho e atenção. Nunca lhe digas(nem permita que o façam) que vais estacionar o carro e voltas já se isso não for verdade. Nesse momento vai estar a quebrar a confiança do teu filho.

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