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Projecto Even Happier - apanhados!

5.6.12

Apanhar posts em atraso tem que se lhe diga. Vai daí, vou fazer uma promoção 'Leia um post, leve 3!' :) 

Agora a sério: a ideia é fazer o apanhado das peças do Tal Ben-Shahar, e que dão o mote a este projecto, até à semana certa. 

Vamos ser pessoas mais felizes? 'Siga a marinha!'

 

 

17 - Experiências extremas

'O carácter de um homem é perceptível na atitude moral ou mental, em favor de uma experiência única, onde ele sentiu-se o mais profundamente e o mais intensamente activo e vivo. Nestes momento, uma voz nele fala e diz "Isto sou mesmo eu!" William James

 

Existem experiências extremas tão cheias de significado positivo, tão intensamente belas que podem mesmo mudar a nossa vida. O Tal Ben-Shahar refere-se, por exemplo, ao momento em que temos um bebé, em que sentimos manifestações de amor, as grandes alegrias sexuais (!! yep, é ele que o diz e quem sou eu para o contrariar!!). E são estes momentos que nos darão mais inspiração e maior motivação para conseguirmos superar outros momentos mais difíceis.

Diz ele que a recordação de situações assim tem de ser mantida e exercitada. E recorre ao estudo elaborado por Chad Burton e Laura King [o que eu gosto de citar nomes!] para ilustrar esta peça. Ao que parece o estudo mostrou que essas pessoas, a quem foi pedido que relembrassem este tipo de situações, durante 3 dias seguidos, estavam em muita melhor saúde mental e física!

E agora pergunto eu: ter pensamentos positivos e celebrar as coisas boas dá azar? Hmmm... começo a ter sérias dúvidas! E isso são boas notícias!

 

 

18 - Relações amorosas: quando estamos num impasse

'O amor é tão sensacional como aquilo que a gente quiser[...] Vale mesmo a pena que lutemos por ele, que possamos ser corajosos, que arrisquemos tudo.' Erica Jong

 

O Sr. David Schnarch é o sexólogo de serviço para a peça da semana 18. Ele garante que todas as relações de longo termo são sujeitas a uma coisa a que ele chama de 'impasse'. E o impasse não é um conflito banal, daqueles que se resolvem facilmente. Não, não! O impasse é o verdadeiro 'sim ou sopas', naquela situação que parece insolúvel. E pode ter a ver com o baptizar ou não os filhos, pode ter a ver com a frequência sexual, pode ter a ver com mudar de casa... enfim, todas aquelas coisas que nos põe à prova se devemos, ou não continuar fiéis às nossas convicções ou se devemos assumir um meio termo para nos entendermos com o outro.

E naquele exacto momento em que todos os casais dizem 'passa pra cá a papelada do divórcio', a verdade é que deviam estar era a trabalhar bem na relação. Diz ele que as discussões e a não partilha da mesma opinião são perfeitamente normais. Uma relação a dois é mesmo isso: uma relação com duas pessoas distintas. E a resolução de todos estes tópicos deve ser feita através de uma maior e melhor aceitação do outro, de uma maior intimidade... ao fim e ao cabo, de um amor ainda maior!

 

 

 

 

19 - Actos de bondade

'Podemos acender mil velas com uma vela só, sem que essa vela fique mais gasta. Não diminuímos a felicidade quando a partilhamos.' Buddha

 

 

Já sabemos: Fazer o bem e ajudar os outros contribuí, e muito para a nossa felicidade! Não há paga maior e mais bonita! Falo-te frequentemente disto no 'Random Acts of Kindness'. Já aqui te falei da Make a Wish e do Verde Tília. E vou continuar a falar de muitos mais projectos que vale a pena apoiar.

Sermos mais generosos aumenta a nossa auto-estima. Dá-nos um sentido de honradez. E se é dinheiro que buscas também, é interessessante então que saibas que me passou pelos olhos um artigo que diz que há mesmo estudos que provam que as pessoas altruísta ganham mais dinheiro [mas não te posso explicar como porque não falavam das conclusões nem do como].

E quando é que foi a última vez que lavaste os pratos a alguém? E quando é que foi a última vez que deste sangue? E quando é que foi a última vez que foste bater à porta da velhinha que mora no piso acima do teu para saber se estava tudo ok?


16 integridade - Semana 16 _ Projecto Even Happier 52

17.4.12



E depois da entrevista de ontem com o 'the one and only' Mr. Tal Ben-Shahar, aqui fica mais uma receita do livro escrito por ele, o Even Happier.

Ser-se íntegro é ser-se honesto e também inteiro. É ser-se feito de uma só matéria. Comigo e com os outros.
Mas ninguém é perfeito - e toda a gente já foi mais ou menos íntegra, mais ou menos séria (mesmo sem o querer). Que venha o primeiro para atirar a pedra. Só não muda de opinião o louco ou o burro. E nesse processo de mudança de opinião andamos num limbo sem sabermos bem para que lado ir. Por isso mesmo, a cara pode não bater com a careta. Acontece a todos. 
Mas ser-se íntegro tem também a ver com auto-estima. Como dizem os ingleses, tem a ver com a expressão 'Walk the tak', ou seja, eu faço o que digo. E quanto mais íntegra sou, mais a minha auto-estima sobe. É um conceito 'pescadinha de rabo na boca', faço-me entender?
Mas como em tudo, é um processo. A integridade cultiva-se, pratica-se todos os dias e emenda-se a mão quando calha mal. Segundo os estudos que o nosso amigo Tal Ben-Shahar leu, são precisas poucas semanas para agirmos em conformidade mas serão precisos anos para que isto seja a nossa segunda pele.
Pronto, é razão para começar já, não te parece?

14 Auto percepção_ Semana 14 - Projecto Even Happier

10.4.12


Esta semana há dois em um! Um da semana passada e o desta semana.
E, para mudar a frequência da coisa, esta semana, em vez de uma imagem, tens o 'playback', do Carlos Paião! Ai, o que eu gostava das músicas dele! E vais já perceber como está tão bem para este post!

Bom, vamos ao que interessa.

Na semana passada, o post devia ter falado sobre a teoria da autopercepção. O que é isto? É quando dás-te conta do teu comportamento e queres (e até podes, vê lá!) mudá-lo. E para começares a mudar, começas a fingir que és assim, que ages tal e qual gostarias de agir. Poderoso, não?
'Ah e tal, eu sou assim, não sei fazer de outra forma. Ai, o que eu gostava de ser como não sei quem...'

Então, filh@, estás à espera do quê? Faz de conta! Já se diz que o 'hábito faz o monge', não é? Pronto, siga! (By the way, se quiseres saber mais sobre isto, lê o livro 'O poder sem limites' - vai dar-te um alto empurrão). Ou seja, faz um bocadinho de playback, que ninguém nota, boa?

E pronto, esta semana o Tal Ben-Shahar lembra-nos de estarmos gratos. Isso é uma coisa que te lembrarei amanhã também, mas já agora vai pensando nisso.

O post deste projecto e referente a esta semana vem já aí, depois do almoço, combinado?

Bjinhos então e até já, gente gira ! Até lá, toca a cantar bem alto o playback!




15 A permissão de sermos humanos _ Semana 15 - Projecto Even Happier

10.4.12
Quem não sabe chorar com todo o seu coração, também não sabe rir.

Golda Meir


'Um rapaz não chora, uma menina não fala assim'. E é isto!
Tu não podes dizer isso, fazer, pensar e tal e tal. E na volta, ou explodes e destróis tudo à tua volta ou implodes e ficas com uma brutal dor de barriga.
É claro que não temos de exprimir sempre os nossos sentimentos e opiniões, sobretudo se nada ganhamos e podemos levar os outros a perder - isso seria uma atitude muito pouco inteligente, certo?
Mas caramba, a porcaria que está cá dentro e que nos chateia e que nos fere e angustia tem de sair. Pois tem. Arranja um amigo ou uma amiga. Fala! Escreve! Pinta! Vai correr! Eu sei lá, põe isso cá para fora mas de uma forma saudável. Sabes, o Tal Ben-Shahar diz que isso é a melhor forma de gerir e de lidar com emoções que são más. E eu acho que ele diz muito bem!
E tu, o que escolhes fazer? Eu? Dormir ou correr. Também escrevo, mas é raro.
E pronto, é isto, esta semana!

13 A lei do 80/20_ Semana 13 - Projecto Even Happier 52

27.3.12


A melhor forma de prever o futuro ainda está em criá-lo.

Stephen Convey





Ele há cada uma... hoje dei de caras com um texto do Miguel Esteves Cardoso, que vais encontrar acima deste post. É genial e ilustra o meu sentimento em relação à ‘receita’ que o Tal Ben-Shahar nos deixa esta semana.

Mas vamos ao que interessa!

Diz-nos o Tal que esta lei, inventada pelo italiano Pareto (também conhecida pela lei de Pareto) que se eu tiver de fazer um relatório, irei fazê-lo numas duas ou três horas. E essas duas ou três horas equivalem a um relatório quase que perfeito. Só que a verdade é que ele ficaria mais que suficiente nos primeiros 30 minutos.
Se eu aplicasse isto à minha vida, ganharia imenso tempo em muita coisa e, sobretudo, tempo para o lazer. Com efeito, esta teoria foi aplicada à gestão do tempo por uns senhores chamados Richard Koch e Marc Mancini. Claro que isto obriga-me a estar inteiramente concentrada no meu trabalho e a fazer uma coisa de cada vez. Logo eu, que sou perita em multi-tasking embora tenha um ‘hidden secret’ que é reduzir, reduzir, reduzir e fazer menos. Não é só fazer mais em menos tempo. É também fazer menos, tout court. Pronto, isso é um caminho e, com a inspiração da Rita e de outros, vou chegando lá. É que o multi-tasking já deu e é completamente avassalador! E fora de moda, já agora J

E qual é o exercício desta semana?
Escreve ou pensa naquelas actividades que te dão mais prazer e, ao lado de cada uma, indica quanto tempo é que dedicas a cada uma delas. Pode ser cozinhar, ler, fazer pilates, correr, ir ao cabeleireiro, ficar a ver TV, dormir fora dos horários tradicionais. Há quem goste de passar a ferro, fazer malha ou outros crafts, passear. You name it!
Depois, determina quais são as que te dão mais prazer, num total de 20%, e voilá! estão identificadas aquelas que te dão 80% de prazer. Fácil, hein?!

Eu? É ler! E depois, é escrever. E depois? É organizar... Até há pouco tempo via isto como uma obrigação mas, na verdade, eu sou uma pessoa que gosta das coisas arrumadinhas, direitinhas, enquadradas. Não sou organizada naturalmente mas gosto dessa organização. E isso também me dá prazer. Também gosto de correr, mas neste momento isso não é fonte de prazer por causa de uma lesão. E isso quer dizer que esta lista é oscilante... E convém, por isso, estar actualizada.

O que é que eu e tu podemos concluir desta lista?
Muito sinceramente, parece-me um excelente upgrade nas nossas vidas. A cada passo estamos a queixar-nos que não temos tempo para nada. E não. Mas, quando olhamos bem, há sempre uma ou outra actividade que conseguimos realizar. Nem que seja ir arranjar as mãos, ao fim-de-semana. E se isso é fonte de prazer e se enquadra naqueles 20%, tanto melhor. Faz isso, faz o que tens na tua lista, afinal são 20%! O ideal mesmo é que, uma vez identificadas as tais actividades possamos fazê-las, logo que possível. E aí páras de dizer que não tens tempo... porque, na verdade, fizeste uma delas. Yeiiii!


12 Perfeccionismo e Optimalismo_ Semana 12 - Projecto Even Happier 52

20.3.12
Passaram 12 semanas desde o início do ano. Sabendo que são 52, contas feitas, faltam mais outras 40 até ao dia do Reveillon. E pondo isto  de outra forma, faltam mais ou menos 4 blocos de semanas idênticas... Assusta-me a velocidade a que os dias e as horas passam.


Mas como este post não é sobre estas coisas, vamos ao que interessa!

Esta semana, o meu amigo Tal Ben-Shahar explica-nos que a diferença entre o perfeccionismo e o optimalismo reside no facto de o primeiro recusar a realidade, enquanto que o último, aceita-a. Ok, explicação apreendida! E mais?

Trocando a coisa por miúdos, isto quer dizer que um perfeccionista é um chato! Pelo menos é o que me apetece dizer, depois de ter lido a explicação do Tal Ben-Shahar. O perfeccionista quer que tudo seja perfeito. Pois claro que quer, onde é que está a novidade? E, se for contrariado, ou as coisas não correrem da forma como ele quer, fica desmotivado e amuado. Como se diz agora, tem uma dificuldade grande em gerir a frustração. Já o optimalista sabe que a vida é feita de ‘ups and downs’ e recebe aquilo que não corre tão bem como...oportunidades! A sério? Yep! Mas, aqui entre nós que ninguém nos ouve,  eu já estou fartinha de ouvir que ficar no desemprego é uma boa oportunidade! Eu sei, eu sei! Eu sei que há cenas que acontecem que são uma excelente oportunidade para outras mas... Mas a verdade é que nem sempre eu consigo ver assim. E sobre isto já falei aqui.

Adiante! Se as coisas nem sempre acontecem como queremos é porque a vida é mesmo assim – faz parte, digo eu e diz o Tal. E eu tenho é de conviver, da melhor forma com isso, arranjando estratégias que me satisfaçam para dar a volta. Se vejo isso como uma oportunidade, ou não (falo de se ter a noção que é uma oportunidade), isso não interessa. O que interessa é que fracassar é normal – não que eu goste, longe disso, mas faz parte.

Na verdade, um optimalista é aquele que aceita os limites e as contrariedades, estabelecendo objectivos à sua altura para os saborear depois. Capisce, agora?

Exercício da semana:
1)   Já deste as graças esta semana? Eu tenho dado por mim a dar mais, com mais naturalidade – é uma cena que já me assiste quase automaticamente. Eles dizem que nós levamos 7 semanas a criar um hábito – deve ser...

2)   Quando és confrontad@ a uma situação chata, qual é a tua tendência? Negar as evidências, procurar fazer mais e melhor ou, analisando bem as coisas, deixas cair ou/e mudas de rumo? Qual é a tua tendência natural? Qual é o teu padrão de comportamento?
Eu? Eu sou mesmo optimalista, até porque a minha tendência natural está longe de ser perfeccionista – angustia-me! Eu sou mais do tipo borboleta, hoje aqui, amanhã acolá!

11 Aprender a falhar e falhar a aprender _ Semana 11 - Projecto Even Happier 52

13.3.12



Ousar é perder momentaneamente o pé. Não ousar, é perder-se a si mesmo.

Soren Kierkegaard



Quando evito problemas e fujo das dificuldades, estou a enviar-me uma mensagem que diz ‘és uma incapaz!’ e a minha auto-estima e confiança... catrapum pum pum!, descem a pique!
Pelo contrário, quando me ponho de ‘armas e bagagens’ e preparo-me para os desafios que tenho, ou imagino ter à minha frente, a dita auto-estima e confiança... upa upa, disparam bem lá para cima!

10 Conhecer e dar-se a conhecer_Semana 10 - Projecto Even Happier

6.3.12
'Para conhecer a alegria, é preciso partilhar. A felicidade tem uma gémea.'
Lord Byron

A frequência elevada dos divórcios (em qualquer país que seja) faz-nos questionar sobre os maus entendidos e mesmo sobre a natureza do amor e das suas consequências. Ao que parece, a maior parte das pessoas confunde atração sexual e amor sincero. Ora, se a primeira é indispensável ao segundo, ela não é suficiente. O que nos excita é a novidade, é a sedução. E depois vem o resto: a banalidade, o convívio, o à vontade. E a intimidade. E esta é a parte mais difícil, não é?

E é justamente isso que o Tal Benh-Shahar explica esta semana, usando as palavras do sexoterapeuta David Schnarch e o seu livro Passionate Marriage. Para cultivarmos uma intimidade autêntica, o ponto fundamental da união deve ser deslocado. Para que a intimidade aconteça, os dois parceiros têm de ter vontade de se darem a conhecer, de se desvendarem, de reconhecerem as suas aspirações, os seus desejos e os seus sonhos. Fácil? Não sei, penso que não totalmente fácil! Dá muito trabalho. É capaz de compensar, ainda assim, digo eu!

Exercício 1) Como é que podes dar-te a conhecer mais e melhor ao teu companheir@? Como podes conhecer melhor o teu companheir@?

Exercício 2) John Gottman, que é especializado em relações e, ao que parece, consegue prever a duração de uma relação, pede aos casais que se foquem no lado bom das suas relações. Pede-lhes que façam coisas pela relação e que tomem, os dois, iniciativas. Eu gosto muito da frase de uma coisa que a Sónia Morais Santos disse, numa entrevista que lhe fiz: 'Nós por cá estamos a tentar que, quando eles se pirarem, fiquem dois velhotes aos beijinhos e a fazerem passeios de balão e canoagem e a acampar na Amazónia ao lado dos índios'. E tu, o que fazes? Viajas? Vês um filme a dois? Preparas um jantar especial? Fazes uma sessão de strip gira e ousada? Ou enfias o pijama de flanela e vês a novela ou o futebol a dois? Isso é intimidade, claro que sim, embora me pareça estar longe desta ideia de cultivar e alimentar e embelezar a relação, certo? E ele, já lhe disseste que gostavas que te dissesse mais vezes uma certa coisa? Já lhe explicaste porque é importante e o que é que os dois têm a ganhar?

Exercício 3) Dar graças, esta semana. Continuas a anotar? Onde? Eu, é na agenda - descobri que gosto mais! 

9 O prazer da viagem_Semana 9 - Projecto Even Happier

28.2.12
'Fomos concebidos para progredir e não para nos encostarmos, quer se esteja na crista da onda quer se esteja em períodos prósperos.'

John Gardner

Desejar ser-se feliz o tempo todo é estar, inevitavelmente, condenad@ ao fracasso e à desilusão. Por vezes é preferível sacrificar-se o momento presente e investir. Para o quê? Pois claro, para depois se saborear. Seja poupar dinheiro para a reforma ou umas férias, seja dormir menos porque se está a estudar, seja a fazer uma dieta para te sentires melhor de saúde depois, eu sei lá. 
Claro que sabe bem ter momentos de puro prazer. Curtir uma praia, comer uma pizza e terminar com um gelado com topping de caramelo. 


Por isso, os exercícios desta semana são dois:
1) Estás grata pelo quê?
2) Se estás numa fase de investimento, investe. A vida é mesmo assim! Pensa naquilo que realmente queres fazer todos os dias (como passar um pouco de tempo a brincar ou a cuidar d@s filh@s ou a ir a uma aula de ginástica. Ou a deixares de comprar aquele top maravilhoso para pagares outra coisa, e relaxa.) E, no final, ou perto dele, concede-te um prazer!
Vou contar-te um segredo: de manhã procuro sair a horas de casa. Vou levar a pequena à escola e faço alguns recados antes de chegar ao trabalho. Mas antes de lá chegar, e se não estiver atrasada, recompenso-me: vou tomar um expresso, o melhor expresso daqui da zona. E garanto-te: ter dormido um pouco menos vale a pena - saí de casa descansada e o meu prémio é esse... Sinto-me top!


❽ Toma o teu tempo_Semana 8 - Projecto Even Happier

23.2.12

Eu sou naturalmente desorganizada mas adoro ordem, o que faz com que tenha períodos ora de muita ordem ora de muito caos (pronto, há um pouco de exagero aqui!)

Ao longo dos anos fui desenvolvendo algumas técnicas que me ajudam a contrariar a minha natureza e, cada vez mais, obrigo-me a fazer pequenas coisas que me simplificam a vida e a tornam visualmente mais ordenada: a cama logo que possível, menus para a semana, lista de compras de supermercado, wish lists*, preparar a roupa e as coisas todas para o dia seguinte.

E porque eu acredito que ter a minha casa organizada e com fácil acesso às coisas me deixa mais tranquila, este verão organizei o roupeiro da minha filha. Assim, de manhã, não andamos à procura daquilo que lhe vou vestir. Aliás, com esta técnica, a minha Miss passou a querer vestir-se sozinha, com a roupa que lhe coloco em cima da cama, logo de manhã (sim, eu sei que podia perguntar-lhe o que lhe apetece levar, bla bla bla. A verdade é que eu também existo e nos dias da semana isso não é exequível).

[A foto abaixo é a foto do armário da minha filha. O suporte vermelho foi comprado no Ikea. Originalmente era onde eu guardava os sapatos de uma estação para a outra (tinha umas gavetas pretas). Tirei as gavetas de tecido e os 5 espaços dão, sem tirar nem pôr, para os 5 dias da semana. Do lado esquerdo, está uma caixa branca onde estão os sapatos dela. Tudo à mão!]

Arrumação por dias da semana!

A Rita também colocou uma dica destas no facebook dela e é vem verdade – preparar as nossas coisas todas para o dia a seguir, ajuda a começar a manhã como ela tem de ser: sem stresses!

Esta semana, o nosso amigo Tal Ben Shahar fala-nos em ‘Tomar o nosso tempo’. Diz ele que nos anos em que ajudou os seus estudantes universitários a elaborar o seu CV, apercebeu-se que, à medida que os anos passavam, todos eles faziam cada vez mais coisas. Resultado? Não saboreavam as coisas, não as aproveitavam.

Na minha vida, também eu tive muitas vezes essa sensação. É avassalador e assustador. Sentia, muitas vezes, que o meu tempo era curto e que tinha tanto que aprender. Corria, corria e não chegava lá. Pior: quando chegava, não saboreava porque já pensava na ‘next big thing’. Até ao dia em que disse basta! Agora quem manda aqui sou eu, ora bolas!

Admito que é um processo lento. As mudanças são para acontecer devagar, são para ficar coladas à pele. E também são difíceis. Dizer ‘não’ é difícil, dizer ‘não preciso disto’ pode chegar a ser doloroso mas também sei que é libertador.

O que fazer então para saborear a vida num mundo que nos obrigada a evoluir a 100 à hora? O Ben-Shahar diz que não existe remédio milagroso. A solução parece então consistir em simplificar a vida e a desacelerar. As boas notícias é que, se fizermos menos, garantimos que essas coisas ficam bem feitas... pois é, ‘depressa e bem, há pouco quem...’

[Hoje deu-me para comer uma maçã bem devagar... até me meteu impressão porque até nisto eu corro...! Corria, corria (passado!) ]

O exercício:

Identifica as actividades que te tomam demasiado tempo e que não te trazem valor acrescentado. Muito facebook? Muita Internet? Muito tempo a arrumar? (Tenho uma amiga que diz que arrumado não é quem arruma e sim quem não desarruma... ;) ).

E que actividades queres ter e que são importantes para ti? Ler, escrever, meditar, namorar, jardinar?

A Rita (ainda e sempre – que inspiração!) colocou um link no seu facebook onde fala de uns senhores que praticam o minimalismo. Dizem eles que deixaram de ter uma ligação à Internet em casa e que a produtividade deles aumentam. Pois... imagino! Alíás, li um dia destes que uma casa organizada e limpa é uma casa sem ligação à Internet ( o que me ri!...)

Eu sei disto há muito tempo e penso que este post deu-me ainda mais coragem para deixar o PC de lado mais vezes... além disso, enquadra-se neste exercício. Nunca saberei, se não tentar, por isso, siga! Começo agorinha mesmo! ;) E tu, estás à espera do quê?



*volto a este tema em breve!

P.S. Obrigada, xtrelinha* por te lembrares ;)

⑦ Más experiências_Semana 7 - Projecto Even Happier

14.2.12

É verdade (e com razão) que a sociedade ocidental procura a felicidade de forma desenfreada. E esta felicidade significa estar-se bem, em todos os momentos. E quando não estou, ‘ora oupa, pega lá este xanax ou valium que isso vai lá!’.

Mas espera aí, estaremos a falar de felicidade ou de prazer? Eu acho que é mais prazer...

É que para conseguirmos chegar à felicidade autêntica, temos de ter passado por um certo mal estar, por dias que começam com um ‘bonjour tristesse’, por tardes onde nos dizemos ‘ai a minha vida!’ e por noites que terminam com um ‘vou curtir a minha fossa e amanhã estou melhor’.

Já a felicidade está ligada à nossa capacidade em ultrapassar as resistências e os conflitos. São estas fases que fazem com que possamos apreciar melhor os pequenos bons momentos que temos. E isto tu e eu já sabíamos há muito tempo, certo?

Esta semana o Tal Ben Shahar faz-nos uma proposta diferente do convencional. E para isso, apoia-se num projecto realizado por um tal de Jamie Pennebaker, da Universidade do Texas – deve ser coisa séria J

As pessoas que entraram neste estudo explicaram que, no final, sentiam-se aliviadas e a angústia que antes tinham, havia desaparecido. De uma forma geral, estavam leves, com mais energia e mais felizes.

Então o que é vamos fazer?

1)      Pegar num papel e numa caneta

2)      Escreveres, sem pensares muito, tudo aquilo que te aborreceu durante a semana. Mas escreve, escreve tudo, vai ao detalhe!

3)      E depois? Depois guarda ou deita fora – it’s up to you.

O que é que eu te posso dizer sobre isto de escrever sobre coisas que nos aborrecem/lixam a cabeça?

Tenho uma grande amiga minha holandesa que é Coach profissional há mais de 25 anos. Diz ela que por lá há uma vertente do coaching que se apoia nesta ideia. Trocando por miúdos, as sessões são feitas por e-mail. O cliente escreve, ela coloca-lhe questões sobre aquilo que ele escreveu e assim se faz o trabalho. A Loes explicou-me que há um número muito grande de pessoas a optarem por esta vertente e que chegam a resultados mais rapidamente porque, segundo ela, o cliente ‘esvazia-se’ e ‘entrega-se’ verdadeiramente. É libertador, contou-me! E mais, o coach e o coachee (o profissional e o cliente) nunca chegam a conhecer-se pessoalmente.

Mas afinal de contas onde é que fica essa ideia de pensar, sempre, positivo?
No lixo, digo eu! Isso é a maior treta que eu já ouvi. Pensar sempre positivo? Give me a break! Somos máquinas ou seres humanos? Se somos seres humanos temos emoções e, no leque das emoções há as 'up' e as 'down'. E saber navegar nas 'down' é tão importante como nas outras. Reconhecer as emoções e lidar com elas, isso é que é evolução!

E já agora, e a propósito, se esta coisa do optimismo te interessa, vê o filme 'A Arte do Pensamento Negativo'. O trailer, que não faz justiça ao filme, está abaixo. O que te posso dizer é que o filme mostra-te que para saíres de algumas situações, e dependendo do impacto que isso possa ter na tua vida, tens mesmo de viver tudo e tão intensamente, para depois conseguires dar a volta.




Interessante ou quê?

⑥Altruísmo, bem-haja, gentileza,..._ Semana 6 - Projecto Even Happier 52

7.2.12


Kant dizia que para que uma ação tenha um valor moral esta devia ter por base um sentido de dever. Assim, sempre que se agia por interesse próprio, algo poderia ficar danificado e as atitudes nunca seriam desprovidas de um sentimento muito mesquinho: o egoísmo.
O mesmo acontece com as religiões. Prega-se a abnegação, renunciando-se assim à vontade própria e esse  é o princípio da maior parte das religiões.
Mas (e este mas é mesmo importante) a verdade é que Kant esqueceu-se de uma coisa muito importante. Quem é que disse que somos obrigados a escolher entre ajudar uma outra pessoa e ajudarmo-nos? As duas linhas não se excluem, mutualmente. Ao contrário, estão ligadas: quanto mais ajudamos, mais somos felizes. E quanto mais felizes estamos, mais inclinação temos em ajudar os outros.
Como? Eu sei lá! Eu, por exemplo, quando estou feliz tenho tendência a descomplicar muitas coisas. Mimo. Faço cenas giras. Torno-me mais criativa e tenho mais paciência. Sinto-me mais poderosa, com mais força. Mas, sobretudo, tenho tendência a descomplicar, a ser mais pró-activa e a ficar mais disponível para os outros.
Por isso mesmo acredito que, ao ensinar a minha filha a ser mais feliz poderei criar nela uma série de recursos internos que a permitirão sentir-se melhor e mais satisfeita com ela própria. Sentindo-se assim, ela (tal como eu) terá tendência a descomplicar e logo a abrir caminho para que coisas boas possam acontecer na vida nela e nas dos outros.
É destes estados que as pessoas precisam. Todas, sem excepção.


Exercício: Porque senti que na semana passada o pedido do nosso amigo Tal Ben-Shahar foi um bocadinho ‘seca’, hoje vou alterar o exercício dele e vou eu criar um.

- Percebe como é que te sentes sempre que estás bem contigo. Onde é que isso te leva?
- Agora percebe como é que te sentes quando ajudas alguém, quando ages no interesse de outra pessoa?

Certamente que serão sentimentos diferentes. Em quê? Não tens de escrever. Pensa nisso.

E se não tens por hábito ajudar outras pessoas, o que é que te impede de o fazer? A falta de tempo? É natural, estamos sempre a correr contra ele... E, se usares um pouco do teu tempo, seja quando vais a conduzir, seja enquanto fazes as compras no supermercado para fazeres aquela chamada para saberes como vai a tua avó ou a tua vizinha mais idosa do andar debaixo? São actos altruístas com imenso valor.

Podes e fazes voluntariado? Excelente! Partilha aqui, diz-nos como é! Quero que me contes tudo! E ao contares podes estar a motivar outros para fazerem o mesmo! Já pensaste nisso?


④ Trabalho_ Semana 4 - Projecto Even Happier 52

26.1.12
"O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade."
(Voltaire)

 O paradoxo do trabalho

 Num artigo que se chama ‘A experiência optimal no trabalho e no lazer’, os investigadores apontam que a maior parte das pessoas prefere as suas actividades de distração às actividades profissionais [what’s new?].
Só que aquilo que eles também descobriram foi que é no trabalho que temos mais estados de fluxo – sendo que fluxo quer dizer ‘estar dentro da actividade’, apresentando uma ‘actividade optimal’. Sabes, quando dizes ‘hoje o dia rendeu-me’?

Por isso, não deixa de ser engraçado verificar que embora se aponte que temos mais prazer na hora do recreio  é, de facto, no trabalho que temos mais experiências optimais. Giro, hein? E isso revela-nos até que ponto existe um grande pré-conceito enraízado contra o trabalho. Na verdade, para sermos mais felizes no trabalho, temos de viver experiências positivas e avaliá-las como tal.
Porque é que se diz tão mal do trabalho? Não consigo perceber...

Tarefas desta semana?
Pensa de que forma podes desenvolver-te, aprender, ter valor acrescentado no teu trabalho.
Pensa que tipo de relacionamentos tens.

Lê! Há blogues, livros, revistas. O Tal Ben-Shahar sugere este livro. Deve ser interessante. Mas não interessa que seja este ou outro. O importante é que o faças!

Faz formação! Aprende mais!



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