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16 integridade - Semana 16 _ Projecto Even Happier 52
17.4.12
E depois da entrevista de ontem com o 'the one and only' Mr. Tal Ben-Shahar, aqui fica mais uma receita do livro escrito por ele, o Even Happier.
Ser-se íntegro é ser-se honesto e também inteiro. É ser-se feito de uma só matéria. Comigo e com os outros.
Ser-se íntegro é ser-se honesto e também inteiro. É ser-se feito de uma só matéria. Comigo e com os outros.
Mas ninguém é perfeito - e toda a gente já foi mais ou menos íntegra, mais ou menos séria (mesmo sem o querer). Que venha o primeiro para atirar a pedra. Só não muda de opinião o louco ou o burro. E nesse processo de mudança de opinião andamos num limbo sem sabermos bem para que lado ir. Por isso mesmo, a cara pode não bater com a careta. Acontece a todos.
Mas ser-se íntegro tem também a ver com auto-estima. Como dizem os ingleses, tem a ver com a expressão 'Walk the tak', ou seja, eu faço o que digo. E quanto mais íntegra sou, mais a minha auto-estima sobe. É um conceito 'pescadinha de rabo na boca', faço-me entender?
Mas como em tudo, é um processo. A integridade cultiva-se, pratica-se todos os dias e emenda-se a mão quando calha mal. Segundo os estudos que o nosso amigo Tal Ben-Shahar leu, são precisas poucas semanas para agirmos em conformidade mas serão precisos anos para que isto seja a nossa segunda pele.
Pronto, é razão para começar já, não te parece?
14 Auto percepção_ Semana 14 - Projecto Even Happier
10.4.12
Esta semana há dois em um! Um da semana passada e o desta semana.
E, para mudar a frequência da coisa, esta semana, em vez de uma imagem, tens o 'playback', do Carlos Paião! Ai, o que eu gostava das músicas dele! E vais já perceber como está tão bem para este post!
Bom, vamos ao que interessa.
Na semana passada, o post devia ter falado sobre a teoria da autopercepção. O que é isto? É quando dás-te conta do teu comportamento e queres (e até podes, vê lá!) mudá-lo. E para começares a mudar, começas a fingir que és assim, que ages tal e qual gostarias de agir. Poderoso, não?
'Ah e tal, eu sou assim, não sei fazer de outra forma. Ai, o que eu gostava de ser como não sei quem...'
Então, filh@, estás à espera do quê? Faz de conta! Já se diz que o 'hábito faz o monge', não é? Pronto, siga! (By the way, se quiseres saber mais sobre isto, lê o livro 'O poder sem limites' - vai dar-te um alto empurrão). Ou seja, faz um bocadinho de playback, que ninguém nota, boa?
E pronto, esta semana o Tal Ben-Shahar lembra-nos de estarmos gratos. Isso é uma coisa que te lembrarei amanhã também, mas já agora vai pensando nisso.
O post deste projecto e referente a esta semana vem já aí, depois do almoço, combinado?
Bjinhos então e até já, gente gira ! Até lá, toca a cantar bem alto o playback!
15 A permissão de sermos humanos _ Semana 15 - Projecto Even Happier
10.4.12
Quem não sabe chorar com todo o seu coração, também não sabe rir.
Golda Meir
'Um rapaz não chora, uma menina não fala assim'. E é isto!
Tu não podes dizer isso, fazer, pensar e tal e tal. E na volta, ou explodes e destróis tudo à tua volta ou implodes e ficas com uma brutal dor de barriga.
É claro que não temos de exprimir sempre os nossos sentimentos e opiniões, sobretudo se nada ganhamos e podemos levar os outros a perder - isso seria uma atitude muito pouco inteligente, certo?
Mas caramba, a porcaria que está cá dentro e que nos chateia e que nos fere e angustia tem de sair. Pois tem. Arranja um amigo ou uma amiga. Fala! Escreve! Pinta! Vai correr! Eu sei lá, põe isso cá para fora mas de uma forma saudável. Sabes, o Tal Ben-Shahar diz que isso é a melhor forma de gerir e de lidar com emoções que são más. E eu acho que ele diz muito bem!
E tu, o que escolhes fazer? Eu? Dormir ou correr. Também escrevo, mas é raro.
E pronto, é isto, esta semana!
13 A lei do 80/20_ Semana 13 - Projecto Even Happier 52
27.3.12
A melhor forma de prever o futuro ainda está em criá-lo.
Stephen Convey
Ele há cada uma... hoje dei de caras com um texto do Miguel
Esteves Cardoso, que vais encontrar acima deste post. É genial e ilustra o meu
sentimento em relação à ‘receita’ que o Tal Ben-Shahar nos deixa esta semana.
Mas vamos ao que interessa!
Diz-nos o Tal que esta lei, inventada pelo italiano Pareto
(também conhecida pela lei de Pareto) que se eu tiver de fazer um relatório,
irei fazê-lo numas duas ou três horas. E essas duas ou três horas equivalem a
um relatório quase que perfeito. Só que a verdade é que ele ficaria mais que
suficiente nos primeiros 30 minutos.
Se eu aplicasse isto à minha vida, ganharia imenso tempo em
muita coisa e, sobretudo, tempo para o lazer. Com efeito, esta teoria foi
aplicada à gestão do tempo por uns senhores chamados Richard Koch e Marc Mancini.
Claro que isto obriga-me a estar inteiramente concentrada no meu trabalho e a
fazer uma coisa de cada vez. Logo eu, que sou perita em multi-tasking embora
tenha um ‘hidden secret’ que é reduzir, reduzir, reduzir e fazer menos. Não é
só fazer mais em menos tempo. É também fazer menos, tout court. Pronto, isso é
um caminho e, com a inspiração da Rita e de outros, vou chegando lá. É que o
multi-tasking já deu e é completamente avassalador! E fora de moda, já agora J
E qual é o exercício desta semana?
Escreve ou pensa naquelas actividades que te dão mais prazer
e, ao lado de cada uma, indica quanto tempo é que dedicas a cada uma delas.
Pode ser cozinhar, ler, fazer pilates, correr, ir ao cabeleireiro, ficar a ver
TV, dormir fora dos horários tradicionais. Há quem goste de passar a ferro,
fazer malha ou outros crafts, passear. You name it!
Depois, determina quais são as que te dão mais prazer, num
total de 20%, e voilá! estão identificadas aquelas que te dão 80% de prazer.
Fácil, hein?!
Eu? É ler! E depois, é escrever. E depois? É organizar...
Até há pouco tempo via isto como uma obrigação mas, na verdade, eu sou uma
pessoa que gosta das coisas arrumadinhas, direitinhas, enquadradas. Não sou
organizada naturalmente mas gosto dessa organização. E isso também me dá
prazer. Também gosto de correr, mas neste momento isso não é fonte de prazer
por causa de uma lesão. E isso quer dizer que esta lista é oscilante... E
convém, por isso, estar actualizada.
O que é que eu e tu podemos concluir desta lista?
Muito sinceramente, parece-me um excelente upgrade nas
nossas vidas. A cada passo estamos a queixar-nos que não temos tempo para nada.
E não. Mas, quando olhamos bem, há sempre uma ou outra actividade que
conseguimos realizar. Nem que seja ir arranjar as mãos, ao fim-de-semana. E se
isso é fonte de prazer e se enquadra naqueles 20%, tanto melhor. Faz isso, faz
o que tens na tua lista, afinal são 20%! O ideal mesmo é que, uma vez
identificadas as tais actividades possamos fazê-las, logo que possível. E aí
páras de dizer que não tens tempo... porque, na verdade, fizeste uma delas.
Yeiiii!
12 Perfeccionismo e Optimalismo_ Semana 12 - Projecto Even Happier 52
20.3.12
Passaram 12 semanas desde o início do ano. Sabendo que são
52, contas feitas, faltam mais outras 40 até ao dia do Reveillon. E pondo isto de
outra forma, faltam mais ou menos 4 blocos de semanas idênticas... Assusta-me a
velocidade a que os dias e as horas passam.
Mas como este post não é sobre estas coisas, vamos ao que
interessa!
Esta semana, o meu amigo Tal Ben-Shahar explica-nos que a
diferença entre o perfeccionismo e o optimalismo reside no facto de o primeiro
recusar a realidade, enquanto que o último, aceita-a. Ok, explicação
apreendida! E mais?
Trocando a coisa por miúdos, isto quer dizer que um
perfeccionista é um chato! Pelo menos é o que me apetece dizer, depois de ter
lido a explicação do Tal Ben-Shahar. O perfeccionista quer que tudo seja
perfeito. Pois claro que quer, onde é que está a novidade? E, se for
contrariado, ou as coisas não correrem da forma como ele quer, fica desmotivado
e amuado. Como se diz agora, tem uma dificuldade grande em gerir a frustração.
Já o optimalista sabe que a vida é feita de ‘ups and downs’ e recebe aquilo que
não corre tão bem como...oportunidades! A sério? Yep! Mas, aqui entre nós que
ninguém nos ouve, eu já estou fartinha
de ouvir que ficar no desemprego é uma boa oportunidade! Eu sei, eu sei! Eu sei
que há cenas que acontecem que são uma excelente oportunidade para outras
mas... Mas a verdade é que nem sempre eu consigo ver assim. E sobre isto já
falei aqui.
Adiante! Se as coisas nem sempre acontecem como queremos é
porque a vida é mesmo assim – faz parte, digo eu e diz o Tal. E eu tenho é de
conviver, da melhor forma com isso, arranjando estratégias que me satisfaçam
para dar a volta. Se vejo isso como uma oportunidade, ou não (falo de se ter a
noção que é uma oportunidade), isso não interessa. O que interessa é que fracassar
é normal – não que eu goste, longe disso, mas faz parte.
Na verdade, um optimalista é aquele que aceita os
limites e as contrariedades, estabelecendo objectivos à sua altura para os
saborear depois. Capisce, agora?
Exercício da semana:
1)
Já deste as graças esta semana? Eu tenho dado
por mim a dar mais, com mais naturalidade – é uma cena que já me assiste quase
automaticamente. Eles dizem que nós levamos 7 semanas a criar um hábito – deve
ser...
2)
Quando és confrontad@ a uma situação chata, qual
é a tua tendência? Negar as evidências, procurar fazer mais e melhor ou,
analisando bem as coisas, deixas cair ou/e mudas de rumo? Qual é a tua
tendência natural? Qual é o teu padrão de comportamento?
Eu? Eu sou mesmo optimalista, até
porque a minha tendência natural está longe de ser perfeccionista –
angustia-me! Eu sou mais do tipo borboleta, hoje aqui, amanhã acolá!
11 Aprender a falhar e falhar a aprender _ Semana 11 - Projecto Even Happier 52
13.3.12
Ousar é
perder momentaneamente o pé. Não ousar, é perder-se a si mesmo.
Soren
Kierkegaard
Quando
evito problemas e fujo das dificuldades, estou a enviar-me uma mensagem que diz
‘és uma incapaz!’ e a minha auto-estima e confiança... catrapum pum pum!,
descem a pique!
Pelo
contrário, quando me ponho de ‘armas e bagagens’ e preparo-me para os desafios
que tenho, ou imagino ter à minha frente, a dita auto-estima e confiança... upa
upa, disparam bem lá para cima!
10 Conhecer e dar-se a conhecer_Semana 10 - Projecto Even Happier
6.3.12
'Para conhecer a alegria, é preciso partilhar. A felicidade tem uma gémea.'
Lord Byron
A frequência elevada dos divórcios (em qualquer país que seja) faz-nos questionar sobre os maus entendidos e mesmo sobre a natureza do amor e das suas consequências. Ao que parece, a maior parte das pessoas confunde atração sexual e amor sincero. Ora, se a primeira é indispensável ao segundo, ela não é suficiente. O que nos excita é a novidade, é a sedução. E depois vem o resto: a banalidade, o convívio, o à vontade. E a intimidade. E esta é a parte mais difícil, não é?
E é justamente isso que o Tal Benh-Shahar explica esta semana, usando as palavras do sexoterapeuta David Schnarch e o seu livro Passionate Marriage. Para cultivarmos uma intimidade autêntica, o ponto fundamental da união deve ser deslocado. Para que a intimidade aconteça, os dois parceiros têm de ter vontade de se darem a conhecer, de se desvendarem, de reconhecerem as suas aspirações, os seus desejos e os seus sonhos. Fácil? Não sei, penso que não totalmente fácil! Dá muito trabalho. É capaz de compensar, ainda assim, digo eu!
Exercício 1) Como é que podes dar-te a conhecer mais e melhor ao teu companheir@? Como podes conhecer melhor o teu companheir@?
Exercício 2) John Gottman, que é especializado em relações e, ao que parece, consegue prever a duração de uma relação, pede aos casais que se foquem no lado bom das suas relações. Pede-lhes que façam coisas pela relação e que tomem, os dois, iniciativas. Eu gosto muito da frase de uma coisa que a Sónia Morais Santos disse, numa entrevista que lhe fiz: 'Nós por cá estamos a tentar que, quando eles se pirarem, fiquem dois velhotes aos beijinhos e a fazerem passeios de balão e canoagem e a acampar na Amazónia ao lado dos índios'. E tu, o que fazes? Viajas? Vês um filme a dois? Preparas um jantar especial? Fazes uma sessão de strip gira e ousada? Ou enfias o pijama de flanela e vês a novela ou o futebol a dois? Isso é intimidade, claro que sim, embora me pareça estar longe desta ideia de cultivar e alimentar e embelezar a relação, certo? E ele, já lhe disseste que gostavas que te dissesse mais vezes uma certa coisa? Já lhe explicaste porque é importante e o que é que os dois têm a ganhar?
Exercício 3) Dar graças, esta semana. Continuas a anotar? Onde? Eu, é na agenda - descobri que gosto mais!
9 O prazer da viagem_Semana 9 - Projecto Even Happier
28.2.12
'Fomos concebidos para progredir e não para nos encostarmos, quer se esteja na crista da onda quer se esteja em períodos prósperos.'
John Gardner
Desejar ser-se feliz o tempo todo é estar, inevitavelmente, condenad@ ao fracasso e à desilusão. Por vezes é preferível sacrificar-se o momento presente e investir. Para o quê? Pois claro, para depois se saborear. Seja poupar dinheiro para a reforma ou umas férias, seja dormir menos porque se está a estudar, seja a fazer uma dieta para te sentires melhor de saúde depois, eu sei lá.
Claro que sabe bem ter momentos de puro prazer. Curtir uma praia, comer uma pizza e terminar com um gelado com topping de caramelo.
1) Estás grata pelo quê?
2) Se estás numa fase de investimento, investe. A vida é mesmo assim! Pensa naquilo que realmente queres fazer todos os dias (como passar um pouco de tempo a brincar ou a cuidar d@s filh@s ou a ir a uma aula de ginástica. Ou a deixares de comprar aquele top maravilhoso para pagares outra coisa, e relaxa.) E, no final, ou perto dele, concede-te um prazer!
Vou contar-te um segredo: de manhã procuro sair a horas de casa. Vou levar a pequena à escola e faço alguns recados antes de chegar ao trabalho. Mas antes de lá chegar, e se não estiver atrasada, recompenso-me: vou tomar um expresso, o melhor expresso daqui da zona. E garanto-te: ter dormido um pouco menos vale a pena - saí de casa descansada e o meu prémio é esse... Sinto-me top!
❽ Toma o teu tempo_Semana 8 - Projecto Even Happier
23.2.12
Eu sou naturalmente desorganizada mas adoro ordem, o que faz com que
tenha períodos ora de muita ordem ora de muito caos (pronto, há um pouco de
exagero aqui!)
Ao longo dos anos fui desenvolvendo algumas técnicas que me ajudam a contrariar a minha natureza e, cada vez
mais, obrigo-me a fazer pequenas coisas que me simplificam a vida e a tornam
visualmente mais ordenada: a cama logo que possível, menus para a semana, lista
de compras de supermercado, wish lists*, preparar a roupa e as coisas todas
para o dia seguinte.
E porque eu acredito que ter a minha casa organizada e com fácil acesso
às coisas me deixa mais tranquila,
este verão organizei o roupeiro da minha filha. Assim, de manhã, não andamos à
procura daquilo que lhe vou vestir. Aliás, com esta técnica, a minha Miss
passou a querer vestir-se sozinha, com a roupa que lhe coloco em cima da cama,
logo de manhã (sim, eu sei que podia perguntar-lhe o que lhe apetece levar, bla
bla bla. A verdade é que eu também existo e nos dias da semana isso não é
exequível).
[A foto abaixo é a foto do armário da minha filha. O suporte vermelho foi comprado no Ikea. Originalmente era onde eu guardava os sapatos de uma estação para a outra (tinha umas gavetas pretas). Tirei as gavetas de tecido e os 5 espaços dão, sem tirar nem pôr, para os 5 dias da semana. Do lado esquerdo, está uma caixa branca onde estão os sapatos dela. Tudo à mão!]
![]() |
| Arrumação por dias da semana! |
A Rita também colocou uma dica destas no facebook dela e é vem verdade – preparar as nossas coisas todas para o dia a seguir, ajuda a começar a manhã como ela tem de ser: sem stresses!
Esta semana, o nosso amigo Tal Ben Shahar fala-nos em ‘Tomar o nosso tempo’. Diz ele que nos
anos em que ajudou os seus estudantes universitários a elaborar o seu CV,
apercebeu-se que, à medida que os anos passavam, todos eles faziam cada vez
mais coisas. Resultado? Não saboreavam
as coisas, não as aproveitavam.
Na minha vida, também eu tive muitas vezes essa sensação. É avassalador
e assustador. Sentia, muitas vezes, que o meu tempo era curto e que tinha tanto
que aprender. Corria, corria e não chegava lá. Pior: quando chegava, não
saboreava porque já pensava na ‘next big thing’. Até ao dia em que disse basta!
Agora quem manda aqui sou eu, ora bolas!
Admito que é um processo lento. As mudanças são para acontecer devagar,
são para ficar coladas à pele. E
também são difíceis. Dizer ‘não’ é difícil, dizer ‘não preciso disto’ pode
chegar a ser doloroso mas também sei que é
libertador.
O que fazer então para saborear a vida num mundo que nos obrigada a
evoluir a 100 à hora? O Ben-Shahar diz que não existe remédio milagroso. A
solução parece então consistir em simplificar
a vida e a desacelerar. As boas notícias é que, se fizermos menos,
garantimos que essas coisas ficam bem feitas... pois é, ‘depressa e bem, há
pouco quem...’
[Hoje deu-me para comer uma
maçã bem devagar... até me meteu impressão porque até nisto eu corro...!
Corria, corria (passado!) ]
O exercício:
Identifica as actividades que te
tomam demasiado tempo e que não te trazem valor acrescentado. Muito
facebook? Muita Internet? Muito tempo a arrumar? (Tenho uma amiga que diz que
arrumado não é quem arruma e sim quem não desarruma... ;) ).
E que actividades queres ter e que são importantes para ti? Ler,
escrever, meditar, namorar, jardinar?
A Rita (ainda e sempre – que inspiração!)
colocou um link no seu facebook onde fala de uns senhores que praticam o
minimalismo. Dizem eles que deixaram de ter uma ligação à Internet em casa e
que a produtividade deles aumentam. Pois... imagino! Alíás, li um dia destes
que uma casa organizada e limpa é uma casa sem ligação à Internet ( o que me ri!...)
Eu sei disto há muito tempo e penso que este post deu-me ainda mais
coragem para deixar o PC de lado mais vezes... além disso, enquadra-se neste
exercício. Nunca saberei, se não tentar, por isso, siga! Começo agorinha mesmo!
;) E tu, estás à espera do quê?
*volto a este tema em breve!
P.S. Obrigada, xtrelinha* por te lembrares ;)
⑦ Más experiências_Semana 7 - Projecto Even Happier
14.2.12
É verdade (e com razão) que a sociedade ocidental procura a
felicidade de forma desenfreada. E esta felicidade significa estar-se bem, em
todos os momentos. E quando não estou, ‘ora oupa, pega lá este xanax ou valium
que isso vai lá!’.
Mas espera aí, estaremos a falar de felicidade ou de prazer?
Eu acho que é mais prazer...
É que para conseguirmos chegar à felicidade autêntica, temos
de ter passado por um certo mal estar, por dias que começam com um ‘bonjour
tristesse’, por tardes onde nos dizemos ‘ai a minha vida!’ e por noites que
terminam com um ‘vou curtir a minha fossa e amanhã estou melhor’.
Já a felicidade está ligada à nossa capacidade em
ultrapassar as resistências e os conflitos. São estas fases que fazem com que
possamos apreciar melhor os pequenos bons momentos que temos. E isto tu e eu já
sabíamos há muito tempo, certo?
Esta semana o Tal Ben Shahar faz-nos uma proposta diferente
do convencional. E para isso, apoia-se num projecto realizado por um tal de
Jamie Pennebaker, da Universidade do Texas – deve ser coisa séria J
As pessoas que entraram neste estudo explicaram que, no
final, sentiam-se aliviadas e a angústia que antes tinham, havia desaparecido.
De uma forma geral, estavam leves, com mais energia e mais felizes.
Então o que é vamos fazer?
1) Pegar num papel e numa
caneta
2) Escreveres, sem pensares
muito, tudo aquilo que te aborreceu durante
a semana. Mas escreve, escreve tudo, vai ao detalhe!
3) E depois? Depois guarda
ou deita fora – it’s up to you.
O que é que eu te posso dizer sobre isto de escrever sobre
coisas que nos aborrecem/lixam a cabeça?
Tenho uma grande amiga minha holandesa que é Coach
profissional há mais de 25 anos. Diz ela que por lá há uma vertente do coaching
que se apoia nesta ideia. Trocando por miúdos, as sessões são feitas por
e-mail. O cliente escreve, ela coloca-lhe questões sobre aquilo que ele
escreveu e assim se faz o trabalho. A Loes explicou-me que há um número muito
grande de pessoas a optarem por esta vertente e que chegam a resultados mais
rapidamente porque, segundo ela, o cliente ‘esvazia-se’ e ‘entrega-se’ verdadeiramente.
É libertador, contou-me! E mais, o coach e o coachee (o profissional e o
cliente) nunca chegam a conhecer-se pessoalmente.
Mas afinal de contas onde é que fica essa ideia de pensar, sempre, positivo?
No lixo, digo eu! Isso é a maior treta que eu já ouvi. Pensar sempre positivo? Give me a break! Somos máquinas ou seres humanos? Se somos seres humanos temos emoções e, no leque das emoções há as 'up' e as 'down'. E saber navegar nas 'down' é tão importante como nas outras. Reconhecer as emoções e lidar com elas, isso é que é evolução!
E já agora, e a propósito, se esta coisa do optimismo te interessa, vê o filme 'A Arte do Pensamento Negativo'. O trailer, que não faz justiça ao filme, está abaixo. O que te posso dizer é que o filme mostra-te que para saíres de algumas situações, e dependendo do impacto que isso possa ter na tua vida, tens mesmo de viver tudo e tão intensamente, para depois conseguires dar a volta.
Interessante ou quê?
⑥Altruísmo, bem-haja, gentileza,..._ Semana 6 - Projecto Even Happier 52
7.2.12
Kant dizia que para que uma ação tenha um valor moral esta devia ter por base um sentido de dever. Assim, sempre que se agia por interesse próprio, algo poderia ficar danificado e as atitudes nunca seriam desprovidas de um sentimento muito mesquinho: o egoísmo.
O mesmo acontece com as religiões. Prega-se a abnegação, renunciando-se assim à vontade própria e esse é o princípio da maior parte das religiões.
Mas (e este mas é mesmo importante) a verdade é que Kant esqueceu-se de uma coisa muito importante. Quem é que disse que somos obrigados a escolher entre ajudar uma outra pessoa e ajudarmo-nos? As duas linhas não se excluem, mutualmente. Ao contrário, estão ligadas: quanto mais ajudamos, mais somos felizes. E quanto mais felizes estamos, mais inclinação temos em ajudar os outros.
Como? Eu sei lá! Eu, por exemplo, quando estou feliz tenho tendência a descomplicar muitas coisas. Mimo. Faço cenas giras. Torno-me mais criativa e tenho mais paciência. Sinto-me mais poderosa, com mais força. Mas, sobretudo, tenho tendência a descomplicar, a ser mais pró-activa e a ficar mais disponível para os outros.
Por isso mesmo acredito que, ao ensinar a minha filha a ser mais feliz poderei criar nela uma série de recursos internos que a permitirão sentir-se melhor e mais satisfeita com ela própria. Sentindo-se assim, ela (tal como eu) terá tendência a descomplicar e logo a abrir caminho para que coisas boas possam acontecer na vida nela e nas dos outros.
É destes estados que as pessoas precisam. Todas, sem excepção.
Exercício: Porque senti que na semana passada o pedido do
nosso amigo Tal Ben-Shahar foi um bocadinho ‘seca’, hoje vou alterar o
exercício dele e vou eu criar um.
- Percebe como é que te sentes sempre que estás bem contigo.
Onde é que isso te leva?
- Agora percebe como é que te sentes quando ajudas alguém,
quando ages no interesse de outra pessoa? Certamente que serão sentimentos diferentes. Em quê? Não tens de escrever. Pensa nisso.
E se não tens por hábito ajudar outras pessoas, o que é que
te impede de o fazer? A falta de tempo? É natural, estamos sempre a correr
contra ele... E, se usares um pouco do teu tempo, seja quando vais a conduzir,
seja enquanto fazes as compras no supermercado para fazeres aquela chamada para
saberes como vai a tua avó ou a tua vizinha mais idosa do andar debaixo? São actos
altruístas com imenso valor.
Podes e fazes voluntariado? Excelente! Partilha aqui,
diz-nos como é! Quero que me contes tudo! E ao contares podes estar a motivar
outros para fazerem o mesmo! Já pensaste nisso?
④ Trabalho_ Semana 4 - Projecto Even Happier 52
26.1.12
![]() |
| "O trabalho afasta de nós três
grandes males: o tédio, o vício e a necessidade." (Voltaire) |
O
paradoxo do trabalho
Por isso, não deixa de ser engraçado verificar que embora se
aponte que temos mais prazer na hora do recreio é, de facto, no trabalho que temos mais
experiências optimais. Giro, hein? E isso revela-nos até que ponto existe um
grande pré-conceito enraízado contra o trabalho. Na verdade, para sermos mais
felizes no trabalho, temos de viver experiências positivas e avaliá-las
como tal.
Porque é que se diz tão mal do trabalho? Não consigo perceber...
Tarefas
desta semana?
Pensa de que forma podes desenvolver-te, aprender, ter valor
acrescentado no teu trabalho.
Pensa que tipo de relacionamentos tens. Lê! Há blogues, livros, revistas. O Tal Ben-Shahar sugere este livro. Deve ser interessante. Mas não interessa que seja este ou outro. O importante é que o faças!
Faz formação! Aprende mais!
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