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Parentalidade e criatividade
17.11.17
Há uma série de características que ganhamos quando nos tornamos pais.
Ficamos mais eficientes no que toca à gestão do tempo. Aprendemos (por vezes à força) a arte do multitasking. Encantamo-nos com situações que nunca nos passaria pela cabeça. E tornamo-nos, sem dúvida nenhuma, pessoas criativas. Otimistas, também. Na verdade, considero que otimismo e criatividade andam de mãos dadas.
Há pais que me dizem que não conheço os seus filhos e que aquela estratégia não irá funcionar com ele. Pode ser! Mas o que me importa mais é que os pais não se orientem por aquela dica específica apenas mas vejam de que forma ela pode inspirá-los. O segredo está nessa adaptação à qual chamo criatividade. E como hoje é o dia da Criatividade, convido-te a andares pelo blogue e ver quais são as estratégias que te podem servir, sem que tenhas de as fazer 'by the book!'
Feliz dia!!
A MENTIRA DO PAIS FELIZES = FILHOS FELIZES
1.2.16
A mentira por trás da frase Pais Felizes = Filhos Felizes
A primeira regra da Educação e da Parentalidade Positiva diz ‘Pais Felizes = Filhos Felizes’
E eu sei - e todos sabemos - que é muito mais fácil lidar com as birras dos miúdos e com as birras dos adultos quando estamos com os sonos em dia e quando conseguimos manter uma perspectiva positiva em relação à vida, em geral. Mas há alturas em que isso não é possível e o tempo que gostaríamos de dedicar ao nosso descanso e a tratar de nós não surge ou, sentimo-nos tão mal que nos sabotamos, gerindo como conseguimos esses desafios (usando a palavra da moda) diários.
Citando a minha amiga Ana “É tão mais simples ser uma "boa mãe" ( seja lá o que isso for) dum filho fácil.”. E sim, claro, há miúdos mais fáceis do que outros, tal como há pais mais pacientes e com perfis diferentes.
Estes últimos anos em que tenho trabalhado com milhares de pais, percebi rapidamente que há alturas em que, para se tornar a equação verdadeira (‘Pais felizes = Filhos Felizes) , é preciso começar-se pela outra ponta do novelo - as estratégias. Para que alguns pais se permitam descansar sem peso na consciência por terem gritado com os filhos, para saberem dar a volta a um choramingar que lhes pica os miolhos ou para sossegarem uma guerra entre irmãos a maior parte das vezes é preciso que conheça estratégias práticas, claras e simples. É fundamental que alguém nos mostre para onde olhar e a causa das coisas. E quando conseguimos ver e usar algumas das quick fixes (soluções rápidas de curto prazo) e percebemos que as estratégias resultam, então conseguimos respirar e tranquilizar o coração. Conseguimos serenar e ver que, afinal, aquilo não era jogo de poder nem uma birra de má educação. Conseguimos ver para além do óbvio e do aparente. E nessa altura, porque sossegamos, o nosso coração amacia e aquela história de passar tempo de qualidade com os miúdos passa a fazer mais sentido e a querer-se mais. Porque, até ali, e deixemo-nos de hipocrisias, estar com os miúdos era por vezes penoso.
Há pais cujos filhos são pausados e isso é extraordinário. Lembro-me de a Sofia ter comentado há pouco no blogue que a filha mais velha é assim: pausada, querida, atenta, que escuta - e que ela estava convencida que muito tinha a ver com a educação que lhe tinha dado. E depois veio o irmão - um furacão cheio de energia e de meiguice. E aí percebeu que, para além da educação também existe a natureza da criança. E conheço famílias cujos filhos podem ser todos furacões ou miúdos muito tranquilos - de natureza!
Estou 200% de acordo com o facto de ser muito mais fácil sermos melhores mães quando os nossos filhos são pausados porque simplesmente não temos de lidar com sentimentos mais negativos que nos assaltam, em relação ao nosso filho. E não tem mal nenhum sentirmos coisas feias em relação aos nossos filhos. Pensarmos coisas do tipo 'No que eu me meti!' ou 'Estou mortinha que as aulas comecem!' ou ainda 'Bolas, mas que chato que tu és!!' Porquê? Porque não escolhemos o que sentimos mas escolhemos o que fazemos. Lembremo-nos que os sentimentos não têm moralidade - é uma ideia que exploro no livro Crianças Felizes - e o importante é sabermos geri-los e aceitá-los.
Mas também sei que a nossa pausa e serenidade os inspira, tal e qual como o inverso. E se temos de mudar de pernas para o ar a equação, para que depois ela bata certo, então devemos mesmo fazê-lo e começar pelas estratégias com eles para depois, aí sim, tratarmos de nós!
Boa semana, gente boa!!
2016: Ano da Generosidade
6.12.15
Talvez seja aquilo que nos falta mais, uns com os outros. Em todas as relações.
Damo-nos de menos. Tantas vezes damos o pior em nós.
E depois há outra grande verdade: quanto mais generosos somos, mais felizes somos. Quanto mais damos, mais recebemos em retorno.
Eu decidi que 2016, aqui no blogue e também na minha vida, vai ser o ano da generosidade.
Não quer dizer que vá andar a ser generosa com toda a gente. Quer dizer que o meu grande foco vai ser a minha família. Vou começar localmente :) e depois quero ver o que vai acontecer.
Queres vir comigo? Eu gostava muito!
Adere aqui, se ainda não o fizeste!
Acho que vai ser mais exigente na prática. Ser generosa não é só dar. É gerir emoções, frustrações, inseguranças e avançar neste caminho da generosidade. Acho que vai ser muito bom!
Anda, anda daí comigo!
Damo-nos de menos. Tantas vezes damos o pior em nós.
E depois há outra grande verdade: quanto mais generosos somos, mais felizes somos. Quanto mais damos, mais recebemos em retorno.
Eu decidi que 2016, aqui no blogue e também na minha vida, vai ser o ano da generosidade.
Não quer dizer que vá andar a ser generosa com toda a gente. Quer dizer que o meu grande foco vai ser a minha família. Vou começar localmente :) e depois quero ver o que vai acontecer.
Queres vir comigo? Eu gostava muito!
Adere aqui, se ainda não o fizeste!
Acho que vai ser mais exigente na prática. Ser generosa não é só dar. É gerir emoções, frustrações, inseguranças e avançar neste caminho da generosidade. Acho que vai ser muito bom!
Anda, anda daí comigo!
Carta à minha filha
2.10.15
A C&A lançou esta campanha extraordinária, neste regresso às aulas. E, no outro dia, enviou-me um email a lançar-me um desafio talvez ainda maior que escrever um livro - escrever uma carta à minha filha e lê-la.
Quando comecei a escrever, percebi que tinha de fazer algo mais que uma simples carta - tinha de criar um objecto com o qual ela se identificasse e que pudesse guardar, juntamente com a carta.
Nasceu o 'cocas' ou o 'quantos queres - 8 símbolos para 8 pontos que desejo que ela se lembre ao longo da vida escolar.
Já lhe li a carta - e ela escutou-a com atenção... e, no final, agarrou no cocas e disse-me: agora é a tua vez de me dizeres quantos queres. E, a cada número, também ela me dedicou aquelas palavras - porque fazem sempre muito sentido!
Partilho contigo a carta que lhe li ontem à tarde. Desafio-te a fazer o mesmo. Há coisas que têm um enorme valor. Esta é uma delas!
Meu amor,
É verdade que recebes com alguma regularidade postais e cartas. E é verdade que, de vez em quando deixo-te notas com desenhos ou mini-mensagens. Mas nada se compara a este momento - esta é uma carta que te vou ler - não vai seguir pelo correio nem tão pouco tem selo. Vou entregá-la em mãos. Nas tuas mãos. E com este ‘cocas’.
Não saberia dar um nome a esta carta, e isso pouco importa. Escrevo-te para te falar de coisas que já conversamos anteriormente mas, porque as considero importantes, merecem uma pausa, uma dedicação maior. Guarda esta carta e, sempre que precisares e quiseres, podemos relê-la juntas ou poderás brincar ao ‘quantos queres’. Ou poderás lê-la só tu. You’e the boss!
Há uma parte em mim que deseja que gostes tanto da escola quanto eu gostei. Sei que com a tua sensibilidade e curiosidade farás grandes aprendizagens. Sabes, a escola acompanha-nos ao longo do crescimento. Na escola aprendemos uma série de competências que nos vão ajudar a ser adultos autónomos, independentes e felizes. Mas a escola tem também a possibilidade de nos aguçar a curiosidade e de nos permitir viver experiências que nos ajudarão a decidir quem desejamos ser. Sim, porque todas as crianças têm em si todas as possibilidades do mundo. Tu és quem quiseres ser.
Escolhe um número:
Continua a ser curiosa
É a tua vontade em querer saber mais que te levará mais longe. E é também a curiosidade natural dos espíritos livres que te ajudarão a manter o encanto pela vida.
2. Guarda a tua joie de vivre
A joie de vivre nasce no teu coração e nasce da forma como tu vives e sentes as tuas experiências. Não deixes que ninguém tire a capacidade que tens em estares continuamente encantada e feliz pelas pequenas coisas que te acontecem. Isso é mágico!
3. És única!
À medida que vamos crescendo e fazendo amigos, identificamo-nos mais com uns do que com outros. E isso é normal. É normal querer ser igual, fazer as mesmas coisas, dizer as mesmas tontices. E também é normal quando isso não acontece porque somos todos… únicos! Lembra-te disso. Quando te sentes autêntica e verdadeira sabes que isso é o certo e o justo. Não tens de querer ser igual…
4. Confia em ti e também em nós
Lembras-te daquela vez que achavas que não ias conseguir tocar os acordes da música do Frozen? Lembras-te que te apetecia desistir e mandar tudo para o espaço? E lembras-te que o papa viu que não só eras capaz como percebeu que até tens jeito? Foi por isso que não deixamos que desistisses (esse também é o nosso papel) e hoje consegues tocar a música quase toda do início ao fim, com entusiasmo e satisfação. E essa sensação é impagável e o mérito é só teu! Eu vi na tua cara essa alegria e também vi na forma como abraças as cordas da tua guitarra.
Confia em ti e acredita que a determinação e o treino valem mesmo a pena. E tu já sabes disso!
5. O objectivo não é a meta. A meta é o caminho.
Mais do que tirares boas notas, o importante é que te saiba bem aprender. Que saibas relacionar as matérias, perceber o seu interesse e como é que as podes usar no teu dia-a-dia. Porque, na verdade, é para isso que existe a escola - para preparar todas as crianças, ensinando-lhes competências e relacionando-as entre si. Quando sabes fazer isso, o resto vem.
6. Não minimizes os teus sucessos nem aumentes as tuas derrotas
Se conquistaste algo e estás orgulhosa de ti, celebra! Tu é que tens de estar satisfeita e sentir orgulho em ti - eu sentirei sempre - não tens nada a provar-me. E quando as coisas correrem menos bem, descansa. O teu porto seguro estará sempre no mesmo lugar para te mimar, reconfortar e te ajudar a levantar. Ah! E nunca aceites que te digam que não és capaz, que não é para ti ou outras tontices do género. Como te disse antes, todos nós temos todas as possibilidades do mundo. Confia.
7. Nunca tenhas medo de fazer perguntas. As pessoas que mais perguntam são as que mais alcançam o que desejam. São as que não se conformam com as respostas e procuram outras soluções.
A escola é um lugar onde vais aprender muito sobre a vida. Sobre o que é justo e injusto. É uma preparação para a vida. E é assim que deve ser. Por isso, continua curiosa e pergunta!
8.Escolhe os teus amigos com sabedoria - escolhe aqueles que te fazem sentir bem, que são generosos e gentis. Quando temos bons amigos, a vida torna-se mais doce e fácil. Lembra-te sempre que há amizades que são para a vida e outras que não. Não tem mal nenhum - é mesmo assim.
Da tua mãe, que te adora,
Magda
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Lisboa | Porto
E se fizéssemos um desafio agora em Setembro? 30 dias sem TV?
26.8.15
A Sara deixou-me uma pergunta muito interessante, a propósito deste post:
Então, se os teus filhos não vêem TV, como é que geres o 'quero ver' e 'toda a gente vê!'
Ora bem, acredito que haja muitos factos que façam com que não tenha de gerir isso:
1) Esses comentários serão mais habituais talvez no futuro, quando forem adolescentes - e talvez não em relação à TV;
2) Nós, pais, não ligamos a TV - quando muito, quando eles se vão deitar e nos apetece ver um episódio de uma série ou um filme. Eu não me lembro da última vez que escolhi um filme ou série. Simplesmente tenho puro desinteresse. Sou viciada em livros e aproveito a larga maioria dos meus serões para continuar a estudar.
3) Os miúdos vêem TV ocasionalmente. E vêem na casa dos avós - porque está sempre ligada.
4) Fazemos coisas com eles - e eu estou muito convencida que eles também preferem fazer coisas connosco do que ver TV.
E se fizéssemos um desafio agora em Setembro? 30 dias sem TV?
Que dizes?
Então, se os teus filhos não vêem TV, como é que geres o 'quero ver' e 'toda a gente vê!'
Ora bem, acredito que haja muitos factos que façam com que não tenha de gerir isso:
1) Esses comentários serão mais habituais talvez no futuro, quando forem adolescentes - e talvez não em relação à TV;
2) Nós, pais, não ligamos a TV - quando muito, quando eles se vão deitar e nos apetece ver um episódio de uma série ou um filme. Eu não me lembro da última vez que escolhi um filme ou série. Simplesmente tenho puro desinteresse. Sou viciada em livros e aproveito a larga maioria dos meus serões para continuar a estudar.
3) Os miúdos vêem TV ocasionalmente. E vêem na casa dos avós - porque está sempre ligada.
4) Fazemos coisas com eles - e eu estou muito convencida que eles também preferem fazer coisas connosco do que ver TV.
E se fizéssemos um desafio agora em Setembro? 30 dias sem TV?
Que dizes?
Imagem: Pinterest
5 dicas para fazer crianças felizes
20.8.15
1. Pais Felizes = Filhos Felizes
A primeira regra da Educação e da Parentalidade Positiva diz Pais Felizes = Filhos Felizes. Não é possível, ou pelo menos torna-se mais difícil driblar as birras, ter paciência para ajudar a fazer os TPCs ou levar algumas situações a brincar quando não estamos nós bem. Quando viajamos de avião é-nos dito que, em caso de despressurização do avião temos de colocar primeiro a nossa máscara de oxigénio para depois conseguirmos ajudar as crianças. Na parentalidade é a mesma coisa.
2. Vínculo
O vínculo é a qualidade da relação que temos com os nossos filhos e a qualidade da relação que eles têm connosco. E isto constrói-se todos os dias. Dito assim parece fácil mas não é. Quando se é pai e mãe é comum andarmos no limite da nossa energia. Este vínculo passa por aceitar a natureza dos filhos - que nem eles são perfeitos nem nós [aliás, estamos em constante melhoria contínua, todos!] e passa também por passarmos tempo com eles - tempo de qualidade. Fazer coisas. Ir regar as plantas, descascar cenouras, limpar o pó ou esvaziar o saco das compras. Os miúdos gostam de se sentirem tidos e achados e isso joga no sentimento de reconhecimento que sentem.
3. Criar experiências
A felicidade pode também ser medida pela qualidade das coisas que fazemos. Uma saída para ir conhecer uma zona do país onde os pais passavam férias, partilhando assim um pouco de nós e de quem já fomos, por exemplo. Programar as férias em conjunto ou preparar uma surpresa para o tio que vive fora. Quando a criança se sente útil, capaz, importante, sente-se viva, que a vida vale a pena [mesmo quando a experiência pode não calhar como se queria - faz parte] e então feliz.
4. Treinar, prevenir
Magda, como é que eu ensino ao meu filho que não se bate, não se morde, não se chama nomes, não se rouba, que se dá beijinhos aos avós?
Treinando, estando perto, prevenindo e antecipando os comportamentos. Um dos pontos da educação e parentalidade positiva é mesmo a parentalidade pró activa. Isto quer dizer que nos é pedido que consigamos antecipar e isso passa por estar atento. Se sabemos que no final do dia os miúdos se pegam, procurar criar experiências em que os dois possam dar o melhor [e não o pior] de cada um. Ou deixá-los repousar um pouco antes do jantar, quando são pequenos, por exemplo. Quando se chega a casa dos avós, mesmo à entrada, pedir para dar o beijinho e fazê-lo com entusiasmo, porque é uma coisa boa ser-se cumprimentado e cumprimentar. Não é apenas um dever social. E depois proibir chamar nomes, usando as estratégias que servirem melhor naquela situação e com aquela criança.
5. Dia do filho único
O maior rival dos nossos filhos será o irmão. Porquê? Porque competem pelo tempo dos pais e esse não é um recurso infinito, ao contrário do amor. E o dia do filho único é determinante fazê-lo porque:
- os nossos filhos têm natureza diferentes;
- estaremos dedicados 100% a eles
- faremos uma actividade só COM eles (não vale levá-los ao supermercado connosco nem deixá-los num parque temático)
- terão a noção do valor que têm e que são, de facto, únicos
Não precisas de fazer O dia - podes fazer meio dia. O importante é que o faças, com regularidade!
5 excelentes questões a colocar depois de veres o Divertida-mente
19.8.15
A propósito deste post, deixo-te aqui 5 excelentes questões, retiradas daqui, para colocares aos teus filhos, sobre o Divertida-mente.
1. Porque é tão difícil para a Riley dizer aos pais como se está a sentir? Eles têm o direito de lhe pedir para ser uma 'menina feliz?'. Como é que achas que isso a faz sentir, sobretudo naquelas alturas em que ela não está propriamente feliz? Já alguma vez sentiste que tinhas de te sentir de uma determinada forma para que os outros ficassem felizes? Isso é justo?
2. O que significa ter sentimentos confusos em relação a algo? Como é que os nossos sentimentos se relacionam uns com os outros? Podes sentir-te feliz e triste ao mesmo tempo? Porque é importante sentir todas estas emoções?
3. Algumas cenas do filme são tristes e metem medo. Faz sentido haver um filme que não seja sempre animado e engraçado?
4. Que problema é que achas que a Riley vai conseguir solucionar ao fugir de casa? Porque é que ela está enganada? O que é que lhe poderia ter acontecido se ela tivesse levado o plano até ao fim? Pais: falem com os vossos filhos acerca da ideia da Riley - e o que ela fez para conseguir - e como isso não é um exemplo a seguir.
5. O que é que achas que as tuas emoções dizem e fazem? e as emoções dos teus amigos e membros da família? Pede aos miúdos para desenharem o que acham que se passa na cabeça deles.
Porque razão os 6 anos de vida são os mais importantes... ou não!
27.7.15
Muitos autores referem-se aos 6 anos de idade como a idade limite em que acontece tudo aquilo que é mais importante. Se as bases não forem passadas até lá, o trabalho que se segue é muito mais difícil, dizem.
É evidente que há muito trabalho pela frente - mas o que os autores querem dizer com isto de que tudo se joga antes dos 6 primeiros anos tem, sobretudo a ver, com o sistema de crenças que a criança desenvolve. Aos 6 anos ela tem a oportunidade de ver o mundo através de uma determinada lente [a sua, naturalmente], de construir uma ideia de quem ela é - não apenas por aquilo que lhe é dito mas, sobretudo, pelas experiências que terá até lá e também, evidentemente, por aquilo que ela é.
Por isso, se tens filhos pequeninos, a minha sugestão é que invistas bem o teu tempo, paciência e foco porque valerá a pena.
E quem já passou os 6 anos? Sabendo que o sistema de crenças já existe, e sabendo também que a capacidade em dialogar e escutar é maior [assim como a participação deles em mais actividades, o facto de conseguirem ficar acordados mais tempo, terem vontade de nos acompanhar] joga a favor, então vamos lá investir na relação e nos valores que ainda vamos a tempo de transmitir.
Nenhuma criança merece que os pais desistam dela! Nenhuma!
Dica eficaz para prevenir raptos!
9.5.15
Este vídeo mostra como, aparentemente, é simples raptar uma criança e, ainda por cima, levá-la a bem e pela mão.
Dá que pensar, dá medo... e daí que seja importantíssimo arranjar uma forma simples para que os miúdos consigam proteger-se. Qual é esta estratégia?
Ensina ao teu filho uma palavra pass. Diz-lhe que quando alguém o quiser levar - para lhe mostrar um gatinho, porque 'a tua mãe pediu-me para te vir buscar', o que for - ele que pergunte:
-'E qual é a palavra pass?'
E essa palavra ou expressão foi alguma coisa que combinaste com ele.
Treina.
Pede a um amigo teu que o teste.
Pede à mãe de um colega da escola que o faça.
Treina, treina, treina!
E por favor partilha este post, imprime-o, passa-o a outros pais, aos professores...!
Qual é a tua palavra pass?
As 4 razões pelas quais eu não bato nos meus filhos
9.5.15
São 4 os grandes motivos que me impedem de bater nos meus filhos e de ser firme defensora de uma educação sem agressão.
Eu sei que não vem mal ao mundo com uma palmada e também sei que em muitas situações ela funciona imediatamente. É verdade. Mas, mesmo assim, eu não o faço por 4 pontos:
1) o primeiro é porque eu não me revejo nessa situação e não faz parte de quem eu sou e desejo ser, bater. Não é um esforço que faça - sou mesmo assim e desejo manter -me. Isto quer dizer que esta é a minha natureza, a minha forma de ser e como se trata de um comportamento, qualquer um de nós pode caminhar nesse sentido. Não de um dia para o outro e sim um dia após o outro.
O meu desejo é ser coerente com aquilo que eu penso, sou e faço e desejo que os meus filhos me vejam assim. Coerência pode implicar mudança de ideias :) Só quem não muda é que não evolui.
2) Os meus filhos podem levar-me ao desespero em determinadas situações mas a escolha do comportamento (se grito, se bato, se respiro fundo, se sou firme, assertiva ou simplesmente bato com a porta) é inteiramente minha. A forma como eu reajo sou eu que escolho. Ah, pois é!
3) Respeito os meus filhos - como qualquer pai - e sei que são pessoas em construção, que precisam de pais verdadeiros, honestos e também que os saibam orientar no seu crescimento. Pais com alguma inteligência e gestão emocional das suas próprias emoções. Pais que se passem com eles quando se têm de passar mas que escolham deixar a agressão - verbal ou física - de lado.
4) Respeito-me ao ponto de saber que eu sou mais forte que a vontade de os desfazer :) Previno as situações, penso nelas com frequência e tenho muito presente que, na maior parte das vezes, aquilo não é o fim do mundo!
Talvez a melhor estratégia resida na parentalidade pró-activa. Eu não posso evitar tudo mas posso prevenir, treinar, informar-me, estudar e estar em melhoria contínua o tempo todo.
Eu sei que não vem mal ao mundo com uma palmada e também sei que em muitas situações ela funciona imediatamente. É verdade. Mas, mesmo assim, eu não o faço por 4 pontos:
1) o primeiro é porque eu não me revejo nessa situação e não faz parte de quem eu sou e desejo ser, bater. Não é um esforço que faça - sou mesmo assim e desejo manter -me. Isto quer dizer que esta é a minha natureza, a minha forma de ser e como se trata de um comportamento, qualquer um de nós pode caminhar nesse sentido. Não de um dia para o outro e sim um dia após o outro.
O meu desejo é ser coerente com aquilo que eu penso, sou e faço e desejo que os meus filhos me vejam assim. Coerência pode implicar mudança de ideias :) Só quem não muda é que não evolui.
2) Os meus filhos podem levar-me ao desespero em determinadas situações mas a escolha do comportamento (se grito, se bato, se respiro fundo, se sou firme, assertiva ou simplesmente bato com a porta) é inteiramente minha. A forma como eu reajo sou eu que escolho. Ah, pois é!
3) Respeito os meus filhos - como qualquer pai - e sei que são pessoas em construção, que precisam de pais verdadeiros, honestos e também que os saibam orientar no seu crescimento. Pais com alguma inteligência e gestão emocional das suas próprias emoções. Pais que se passem com eles quando se têm de passar mas que escolham deixar a agressão - verbal ou física - de lado.
4) Respeito-me ao ponto de saber que eu sou mais forte que a vontade de os desfazer :) Previno as situações, penso nelas com frequência e tenho muito presente que, na maior parte das vezes, aquilo não é o fim do mundo!
Talvez a melhor estratégia resida na parentalidade pró-activa. Eu não posso evitar tudo mas posso prevenir, treinar, informar-me, estudar e estar em melhoria contínua o tempo todo.
'Descobre a cabra secreta que há em si'
10.3.15
“Sabes, eu não sou como tu. Eu tenho calma e não digo as coisas assim. Tu és mais conflituosa, dizes o que pensas. Mas eu, eu não procuro problemas”.
Fiquei parada enquanto digeria o português da frase. Colocar-me a etiqueta de conflituosa porque digo o que penso não deixava de ser curioso – eu teria adjectivado com um “corajosa” mas, lá está, somos todos diferentes. E depois a última frase dela, como a dizer que, em justa oposição, e por dizer a verdade, estaria à procura de problemas. Não deixa de ser interessante os nomes que chamamos às coisas.
A nossa forma de ser é muito diferente, sempre foi. Mas, ao contrário do que ela ainda pensa hoje, eu não procuro problemas – não tenho é possivelmente tanto medo deles – de dizer o que penso, quando penso. Mas talvez também comece a ser cada vez mais verdade que, com o passar dos anos, tenha aprendido a aceitar as opiniões dos outros e a não sentir tanta necessidade de os convencer do meu ponto de vista. Parece óbvia a conclusão mas, na prática do dia-a-dia, não é tanto assim.
“Se eu sou firme, ambiciosa e sei exactamente o que quero, e se isso faz de mim uma cabra, tudo bem”, já dizia a Madonna, que não se mete com ninguém e que faz a vida dela como acredita que tem de ser, fiel ao que ela é. Cabra ou conflituosa – é apenas uma questão de escolha de palavras. Mas é uma liberdade que eu aprecio – a de ser autêntica.
Se a expressão da Madonna choca, talvez choque mais o título do livro de capa amarela, que dá nome à crónica desta semana Descubra a cabra secreta que há em si.
O livro é inteligente – a começar pelo amarelo da capa e pelo nome, que chama logo por ti. É escrito para mulheres e dá-nos pistas, de uma forma muito clara e prática, de frases para sermos mais assertivas. É divertido e dá-te vontade de teres, já amanhã, uma prima que vai de férias um mês a pedir-te para ires dar de comer aos gatos dela durante a sua ausência. Sim? Estás a ver? Pois o livro ensina-te a descalçares esta bota com engenho e sentido de humor (sim, obrigatório e nada teórico!).
E o que é que isto tudo tem a ver com Educação e Parentalidade Positiva? Tudo! Porque a primeira Regra diz Pais Felizes = Filhos Felizes. E a seguir porque a maior parte dos pais deseja que os filhos sejam assertivos quando eles próprios não o são nem o sabem ser. E portanto não podem ensinar como é que se faz.
É frequente usar-se a palavra assertivo sem se acertar no que realmente a palavra significa. É comum ouvir-se “fui assertivo com ele” quando na verdade se quer transmitir “disse-lhe poucas e boas”. Mas assertividade nada tem a ver com o outro. Tem tudo a ver connosco.
Quando és assertiva, dizes a tua verdade, és corajosa. Implica que assumas as tuas vontades e desejos e te ponhas à frente, sem teres de agredir o outro, num acto egoísta mas justo (sim, egoísta e justo!).
Se é fácil? Claro que não! É uma questão de treino, mas é sobretudo uma questão de te autorizares a passar à frente. Dependes apenas da tua autorização.
A forma como o outro vai lidar com o que lhe dizes – sem agredires – mas falando a tua verdade – é com ele. Isso já não podes gerir. Se isso vai fazer de ti uma cabra? Pois, não sei…
Mas se desejas que o teu filho também seja assertivo, convém que revejas a tua própria assertividade… e já agora que possas ler o tal livro de capa amarela.
4 + umas quantas dicas para lidares com o 'Tu não mandas em mim!'
17.11.14
E um belo dia, ao pedires ao teu filho para ajudar a pôr a mesa ele sai-se com um 'Tu não mandas em mim!' e tu pensas 'Ui, o que é isto? Como é que isto aconteceu?'.
E, de repente pode acontecer muita coisa: podem argumentar, podes dizer-lhe 'tu não me falas assim' ao que ele pode muito bem responder 'e tu também não' e, sem darmos por ela entrámos num diálogo de surdos impossível!
Como tu és o adulto e como provavelmente és tu que estás a ler este post, convido-te a experimentares o seguinte [experimenta! Não acredites nas minhas palavras - vai lá e faz acontecer isto e depois diz-me como foi].
1. Lembra-te que quando este tipo de 'respostas' acontecem, o vosso vínculo está fragilizado. Pode não ser muito ou até pode ser - tu saberás.
2. Procura escutar para além das palavras: o que é que ele está mesmo a dizer-te? Que não gosta de pôr a mesa, que gostava que a mesa estivesse pronta todos os dias ou que não gosta que lhe estejam sempre a mandar fazer coisas?
3. Procura também lembrar-te se tens criado oportunidades para fazerem coisas que lhe dão prazer ou se fazem sempre e apenas as obrigações.
4.Mas ele não me pode responder assim, dizes tu... mas a verdade é que responde... e eu gostava que te lembrasses que não é possível lidares com este tipo de 'provocações' através de medidas autoritárias e sim através da criação de um vínculo importante.
Questão que naturalmente te vais colocar agora:
-E castigar ou ralhar não posso, esta agora!?
Claro que podes! Ninguém te impede disso. O que é que vai acontecer quando ralhas e castigas?
Pois, isso tudo: na altura até pode resultar mas muito em breve terás uma situação muito semelhante e, aos poucos, os castigos e os ralhetes deixam de funcionar. E, aos pouquinhos, e quase sem te dares por isso, o vosso vínculo foi ficando cada vez mais pequeno, mais pequeno...e este tipo de respostas mais e mais frequentes... e aposto que não é isso que queres, pois não?
Pára lá um minuto e coloca-te do lado do teu filho. Muito possivelmente, para estar a dizer-te uma coisa destas é porque está desconectado de ti, sente-se pouco compreendido e não sabe lidar com os seus sentimentos. É possível que sinta que ninguém o escuta mesmo quando tu achas que sim... O que é que ele precisa? Que páres e o escutes, de facto! E não precisará sempre de lições.
Há pais que me dizem algumas vezes que se sentam com os filhos com calma e falam com eles com calma e lhes dizem as coisas.. com calma. Asseguram-me que os filhos prometem que vão fazer diferente da próxima vez mas a verdade é que a próxima vez é logo ali, ao virar da esquina e é o 'vira o disco e toca o mesmo'. Porquê?
Porque aquilo que fizeram foi falarem com muita paciência e com calma MAS falharam no mais importante: não escutaram! É escutar, não é opinar! É fazer perguntas, ser curioso, sem adicionar.
Porque aquilo que fizeram foi falarem com muita paciência e com calma MAS falharam no mais importante: não escutaram! É escutar, não é opinar! É fazer perguntas, ser curioso, sem adicionar.
Queres experimentar? Não é simples, garanto que não é MAS vale todo o teu tempo e toda a pena!!
Não acredites no que te digo - experimenta!!! Posso estar apenas a querer passar-te uma rasteira e só saberás se experimentares. Depois vem cá contar como foi!
Eu sei que estás sempre a ler isto e é porque é apenas a mais pura das verdades.
As crianças soletram AMOR = TEMPO
Vem aí o Natal e só nesta altura do ano tens tantas formas de te conectares com eles sem ser com prendas. Usa-as em teu proveito e lembra-te que o processo é que tem de ser divertido - não é o produto final!
O importante é que possas fazer coisas COM os teus filhos e não para eles! O divertido está em fazerem juntos.
Se clicares neste link vais descobrir uma série de rituais que podes levar para tua casa. São situações fáceis de criar e que podes perfeitamente fazer já esta semana.
Preparar o advento 2 - calendário com actividades [imprimir e está a andar :) ]
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10 dicas para sermos melhores pais
21.10.14
1. Ri de ti - antes de tudo, ri! Ser pai já é difícil - se não encontras situações para te rires, vais dar em doida ao fim dos primeiros seis meses.
2. Ri do teu filho - os miúdos são histéricos, ri-te deles mas, acima de tudo, ri com eles.
3. Perdoa-te. Não existem pais perfeitos. Não. há. tal. coisa. Todos cometemos erros. Se não consegues à primeira... vais conseguir mais cedo ou mais tarde.
4. Perdoa o teu filho - Tal como os adultos, os miúdos também cometem erros. Faz parte da vida. Para os mais pequenos, é tudo uma questão de experimentar coisas novas e testar limites. Eles foram feitos para falhar algumas [centenas] de vezes.
4. Deixa o Google de lado - antes de ires ver os sintomas do teu filho no Google, liga ao teu médico. Quando vais ao google percebes que o teu filho está com uma doença grave e quando chegas às emergências percebes que é a picada de um mosquito.
6. A forma certa é aquela que funciona na tua família. Não deixes que ninguém nem um livro te diga o contrário. Começa com o instinto e continua. Tu conheces os teus filhos melhor que ninguém.
7. Bloqueia os 'haters' - quem diria que todos os 'haters' iam sair de onde estavam escondidos e fazer com que te questiones pela forma como educas os teus filhos, como é o teu estilo de vida. Ignora-os. Eles não sabem nada sobre a tua situação. E mais: 9 em 10 vezes eles só têm ciúmes de ti e da tua super família.
8: Diz 'Eu amo-te' e abraça os teus filhos todos os dias. Quem é que não gosta de um pouco de reconhecimento e afecto? Então dá isso aos teus filhos. Que eles nunca tenham dúvidas do quanto são amados.
9. Isso também vai passar. Educar é muito difícil. Não és só tu que estás confuso e frustrado. Mesmo quem tem muitos filhos muitas vezes não faz a mínima do que está a acontecer. Aguenta a pouca sanidade que ainda tens porque isso passa.
10. Não sacrifiques o tempo em família. Os pratos podem esperar. Tem tempo para a tua família porque amanhã nada é garantido. A infância é um período tão pequeno, por isso aproveita. É possível que sintas falta destes momentos. Sim, mesmo dos mais chatos.
[Mum's the boss: dos mais chatos não sei... :) ]
9. Isso também vai passar. Educar é muito difícil. Não és só tu que estás confuso e frustrado. Mesmo quem tem muitos filhos muitas vezes não faz a mínima do que está a acontecer. Aguenta a pouca sanidade que ainda tens porque isso passa.
10. Não sacrifiques o tempo em família. Os pratos podem esperar. Tem tempo para a tua família porque amanhã nada é garantido. A infância é um período tão pequeno, por isso aproveita. É possível que sintas falta destes momentos. Sim, mesmo dos mais chatos.
[Mum's the boss: dos mais chatos não sei... :) ]
Como é que eu sei que o meu filho sabe que eu gosto dele... sem usar palavras?
12.10.14
Como vimos nos workshops deste fim-de-semana, e sobre os quais falarei em breve de forma mais alongada, a qualidade do vínculo e dos que temos com os nossos filhos joga a favor quando nos referimos às questões da autoridade e da auto-estima da criança.
Como é que o teu filho sabe que tu gostas dele? Como é que lhe mostras esse amor, sem usares palavras? Pelas atitudes, pela gentileza, pela atenção.
Hoje à noite [ou amanhã de manhã] , enquanto lhe preparas o lanche, pensa de que forma é que lhe podes mostrar isso, quando ele abrir a lancheira.
Depois anda cá contar tudo!
Bom resto de Domingo!
ESTRANHA FORMA DE SE SER FELIZ
7.10.14
Há talvez uns dois anos atrás, uma amiga minha convidava-me com alguma frequência para sair. À semana era complicado por causa da logística familiar e do trabalho, ao fim-de-semana era complicado também... por causa da tal logística familiar. Era possível arranjar tempo para uma conversa entre tempos mortos [o que é isso, hoje em dia!], quando nos cruzávamos na padaria e a conversa era acompanhada por um café. E que bem que sabia.
Um dia, ia eu dali a uma semana para os workshops em Lisboa, envia-me ela uma mensagem a perguntar se eu não queria largar tudo naquele domingo e ir almoçar com ela e com um grupo de amigas. Com toda a normalidade disse-lhe que não, que ao fim-de-semana quero estar com os meus.
Há muito que tinha decidido não andar a correr de um lado para o outro e há muito que tinha decidido respeitar as minhas necessidades essenciais e passar a dizer mais vezes que sim a mim.
Curiosamente senti que a minha resposta não caiu bem... que foi tida como uma espécie de momento egoísta. Não só nesse momento mas noutros em que me permito dizer que não vou a determinado sítio simplesmente porque quero estar com a família, sem planos. Só nós.
E fiquei tão feliz quando li uma crónica do Thierry Janssen que diz justamente isso: que esta espécie de fragilidade é na verdade, uma forma de responsabilidade e uma força. Quando, a partir de uma determinada altura conseguimos escutar-nos e ouvir, de facto, do que é que precisamos mesmo, então não conseguimos mais mentir-nos. Mas entre mentir e ter a coragem de assumir mesmo isso, vai um passo muito grande. Pelo meio há o sentimento de culpa de se querer agradar a deus e ao diabo...
[tenho uma amiga que diz que ao sábado não quer compromissos - quer pijamar, acordar devagar e ter as crias só para elas, em casa, onde o mundo pára. E eu não podia ficar mais feliz por ela e feliz por ter amigas que sabem o que é mesmo importante para elas].
A Sara, que entrevistei aqui, na rúbrica que tinha aqui no Mum's the Boss chamada Random Acts of Kindness diz justamente isso - talvez devessemos ser mais egoístas e tratar da nossa própria felicidade. Quando somos felizes fazemos mais bem que mal. E eu não podia estar mais de acordo.

Pais felizes = Filhos Felizes?
LISBOA, DOMINGO 12 de Outubro, e em Lisboa, o workshop Pais Felizes = Filhos Felizes mostra-te como fazes, na prática, a Educação e Parentalidade Positiva para os teus dias.
Muito prático, este workshop é a grande base destes temas
Pais Felizes = Filhos Felizes?
7.10.14
Não somos um aglomerado de barro, e o que é decisivo, não é aquilo que de nós fizeram, mas o que nós fizemos com o que nos legaram.
LISBOA, DOMINGO 12 de Outubro, e em Lisboa, o workshop Pais Felizes = Filhos Felizes mostra-te como fazes, na prática, a Educação e Parentalidade Positiva para os teus dias.
(Jean-Paul Sartre)
Muito prático, este workshop é a grande base destes temas.
10 DICAS PARA PRATICARES A EDUCAÇÃO E PARENTALIDADE POSITIVA
1.10.14
O que acontece em cada formação que dou e, em concreto, nas próximas? Vamos perceber a melhor forma para ensinar aos nossos filhos os nossos valores familiares no dia-a-dia, vamos perceber como é que se trabalha o vínculo, todos os dias, de forma prática e simples. Vamos abordar a questão da Autoridade e perceber as diferenças entre a educação Permissiva e a Autoritária e como é que nos equilibramos no meio.
E porque o título é Pais Felizes = Filhos Felizes, a ideia é ter como base a ideia de felicidade e como é que eu posso ser mais feliz e os meus filhos também.
Todos os workshops que crio e desenvolvo são práticos, o que quer dizer que assim que saires tens muito 'material' para pôr imediatamente à prova e ver resultados imediatos. Levarás também estratégias de fundo, significando que há um processo de investimento da tua parte na relação com os seus filhos.
Queres começar a praticar Educação e Parentalidade Positiva?
Vê as dicas abaixo:
1. Colocar limites de forma empática – o que quer dizer que não precisas de berrar. Não tens mesmo de fazer cara de má e gritar ou ameaçar.
2. Previne. O que é que eu quero dizer com isto? Que tens de trabalhar à nascença, ou seja, se queres que o teu filho coopere contigo, tens de trabalhar a tua relação com ele. Depois, tens de ‘andar com atenção’ e não fingir que não viste. Quantas e quantas vezes ameaçaste, fizeste que não viste e depois levantaste-te, deste dois berros, duas sapatadas e eles até pararam… mas não precisas de chegar aqui. Dá trabalho? Dá! Mas é menos cansativo do que ralhar, ameaçar, deixar andar e depois fazer a tempestade. E aposto que vais sentir-te melhor.
3. Eu não conheço os teus filhos? Pois não… também não conheces os meus, apetece-me dizer! O que vai no convento só sabe quem está dentro, não é? Pois é, mas é justamente porque cada criança tem a sua natureza que não podemos educar de formas iguais. Está atenta e responde de acordo com as naturezas deles.
4. Respeita os sentimentos dos teus filhos. Eles têm o direito de estarem zangados, tristes, desconsolados, felizes, histéricos… são sentimentos e não têm moralidade nenhuma. O que tem moralidade são as acções. Respeitar os sentimentos não é dizer ‘sim, sim, amén’. É parar e escutar e fazer perguntas.
Queres uma dica? Faz de conta que em vez do teu filho que ali está és tu, pequenina. Como é que gostarias que te tratassem?
5. Sê clara e concreta e específica naquilo que dizes. E dá alternativas.
6. Não tenhas muitas regras – poucas e boas. Não são mesmo necessárias muitas. Pensa no que queres antes. É que no durante, e de cabeça quente, é bem capaz de dar estrugido…
7. Sê firme e consistente. Se disseres que quando se chega a casa se tiram os sapatos, tira os sapatos com eles. Não faças de conta, só porque te dá jeito, que hoje não viste. Dali a algum tempo eles vão passar a fazê-lo espontaneamente.
8. Quando os teus filhos tiverem um comportamento que apreciaste, diz-lhes ‘Adorei o nosso jantar! Foi tão bom termos ficado à conversa, e na brincadeira, não foi?’
9. Tudo na vida tem consequências. Se a tua filha quer usar aquela roupa bonita para ir brincar às donas de casa e vai por-se a lavar a loiça, é possível que se molhe. Se se molhar e for hora de sair, é possível que não possa levar o que quer… explica-lhe isso… talvez mude de ideias e vá trocar de roupa… ou mude de brincadeiras.
10. Respeito mútuo – a base de tudo. Trata sempre os teus filhos com o máximo de respeito. E se não sabes bem se estás ou não a pisar a linha, pergunta-te como é que gostarias de ter sido tratado ou como é que gostarias que alguém de fora tratasse os teus filhos.
Dica para ensinares felicidade aos teus filhos e como ter sempre a roupa certa para o teu humor logo de manhã
30.9.14
No início deste blogue havia uma secção de entrevistas. Entrevistei muita gente interessante e, acima de tudo, aprendi imenso, nessas entrevistas.
Uma das questões que colocava com frequência era 'O que é que fazes, todos os dias, para ensinares felicidade aos teus filhos?'
E houve várias respostas.
A minha passa por escolher ser feliz, todos os dias.
No outro dia falava com uma conhecida acerca da forma como organizamos tudo de véspera para que as manhãs corram bem - e ela dizia-me que a única coisa que não preparava era a roupa dela. Essa escolha dependeria da forma e do humor com que acordasse.
Vim para casa a pensar naquela resposta e no 'humor' do acordar.
E percebi porque é que escolho a roupa de véspera, sem pensar se ela se vai colar à forma como eu acordo: porque só me dou uma opção. Acordar bem! Pelo dia cheio de oportunidades maravilhosas, por ter uma roupa que sabe que me vai apanhar de bom humor, porque é uma seca apanhar alguém mal disposto de manhã... :) É mesmo!
Isto é negar os sentimentos e as emoções? Nada disso! Posso estar preocupada, triste com alguma situação, receosa com outra mas a diferença está na atitude. Por isso, de véspera, escolho a roupa. As emoções estão lá - a forma como eu escolho lidar com elas é que está em mim.
Próximos workshops Novembro 2015
Uma das questões que colocava com frequência era 'O que é que fazes, todos os dias, para ensinares felicidade aos teus filhos?'
E houve várias respostas.
A minha passa por escolher ser feliz, todos os dias.
No outro dia falava com uma conhecida acerca da forma como organizamos tudo de véspera para que as manhãs corram bem - e ela dizia-me que a única coisa que não preparava era a roupa dela. Essa escolha dependeria da forma e do humor com que acordasse.
Vim para casa a pensar naquela resposta e no 'humor' do acordar.
E percebi porque é que escolho a roupa de véspera, sem pensar se ela se vai colar à forma como eu acordo: porque só me dou uma opção. Acordar bem! Pelo dia cheio de oportunidades maravilhosas, por ter uma roupa que sabe que me vai apanhar de bom humor, porque é uma seca apanhar alguém mal disposto de manhã... :) É mesmo!
Isto é negar os sentimentos e as emoções? Nada disso! Posso estar preocupada, triste com alguma situação, receosa com outra mas a diferença está na atitude. Por isso, de véspera, escolho a roupa. As emoções estão lá - a forma como eu escolho lidar com elas é que está em mim.
Próximos workshops Novembro 2015
ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS | APPS PARA MÃES
5.9.14
Mais cedo ou mais tarde, quase todas nós vamos ter aplicações no telemóvel.
Já aqui te deixei este post com as que eu uso regularmente. Hoje deixo-te mais algumas que também tenho e que fui experimentando nos últimos tempos e me dão imenso jeito. Organizo-me melhor e sei a quantas ando. Ora lê:
1. Beber água
Na altura em que eu fiz o upload deste app, ela era grátis. Talvez não tivesse pago por ela e tivesse encontrado uma forma de colocar lembretes no telemóvel. Mas estou muito feliz por te conseguido esta app de borla. A cada 30 minutos recebo uma notificação para beber água. Se funciona? Sim, porque desde o momento em que a descarreguei fiz questão de parar mesmo e beber. Ela calcula a quantidade de água que temos de beber de acordo com o nosso corpo. Neste momento estou a ingerir 2,5lts de água por dia e, guess what? Ando menos cansada :) Nice!
2. Abdominais
Eu adorava ser aquele género de mulher que fica maravilhosa e enxuta depois de ter filhos. Mas a verdade é que para ter esse corpito espectacular há muito trabalho a fazer. Com esta app tenho feito mais regularmente abdominais [não todos os dias mas com mais frequência]. E é preferível fazer alguma coisa do que nada [adoro a Jilian Michaels e o 6w6p mas a verdade é que não tenho tempo para aquilo]. Por isso ando com este. E ando bem :)
3. Boonzi
Não é de borla mas é dos aplicativos que mais gosto e uso. Tenho uma amiga que diz que esta app não é para ela porque não quer saber quanto gasta. E eu percebi porque também já fui assim - não olhar de frente para as contas. Mas mudei e agora anoto tudo e gosto de encontrar formas de gastar menos, gastar melhor. O boonzi é uma grande ajuda mas passei a usá-lo melhor quando o coloquei no telemóvel. Já aqui falei nesta app. Por seres leitor deste blogue, a boonzi oferece um desconto de 10 euros. Entra neste link e vê como. Experimenta a versão demo durante 30 dias. Usa no telemóvel! Vais ter bem a noção dos teus gastos e aí sim, vais começar a fazer uma boa gestão do teu dinheiro.
4. Shazam
Tantas vezes estou a ouvir uma música e não sei o nome. Então faço um Shazam e o nome fica lá guardado. Depois vou ao Youtube e coloco a dita na minha playlist.
5. PhotoScaning Ricoh
E se de repente precisasses de enviar um documento que tens em papel à tua frente mas em PDF? Faz já o download desta app!
6. Smooth FM
É das minhas rádios de eleição e tem uma aplicação para telemóvel. Gosto de ouvir esta rádio quando vou correr. É o meu momento.
7. Lapa
De uns portugueses. A aplicação é de borla mas tens de ter a Lapa. Eu ainda não a tenho mas vou tratar disso em breve. Colocas a lapa no que não queres perder [carteira, computador, chaves, filhos!!!!!!!] e quando precisares e não souberes onde estão, ligas o telemóvel e a Lapa indica-te o caminho.
8. Simao Apps grátis
Esta não é uma App mas todos os dias recebo um email com Apps que podem ser muito interessantes. Tenho até à meia noite para descarregar. De início descarreguei muitas mas com o tempo fui aprendendo a seleccionar. É mesmo de assinar e aproveitar!
E tu, que Apps usas e que fazem, de facto, diferença no teu dia a dia?
Consulta estas apps [gestão do dia, da familia, da casa]
Já aqui te deixei este post com as que eu uso regularmente. Hoje deixo-te mais algumas que também tenho e que fui experimentando nos últimos tempos e me dão imenso jeito. Organizo-me melhor e sei a quantas ando. Ora lê:
1. Beber água
Na altura em que eu fiz o upload deste app, ela era grátis. Talvez não tivesse pago por ela e tivesse encontrado uma forma de colocar lembretes no telemóvel. Mas estou muito feliz por te conseguido esta app de borla. A cada 30 minutos recebo uma notificação para beber água. Se funciona? Sim, porque desde o momento em que a descarreguei fiz questão de parar mesmo e beber. Ela calcula a quantidade de água que temos de beber de acordo com o nosso corpo. Neste momento estou a ingerir 2,5lts de água por dia e, guess what? Ando menos cansada :) Nice!
2. Abdominais
Eu adorava ser aquele género de mulher que fica maravilhosa e enxuta depois de ter filhos. Mas a verdade é que para ter esse corpito espectacular há muito trabalho a fazer. Com esta app tenho feito mais regularmente abdominais [não todos os dias mas com mais frequência]. E é preferível fazer alguma coisa do que nada [adoro a Jilian Michaels e o 6w6p mas a verdade é que não tenho tempo para aquilo]. Por isso ando com este. E ando bem :)
3. Boonzi
Não é de borla mas é dos aplicativos que mais gosto e uso. Tenho uma amiga que diz que esta app não é para ela porque não quer saber quanto gasta. E eu percebi porque também já fui assim - não olhar de frente para as contas. Mas mudei e agora anoto tudo e gosto de encontrar formas de gastar menos, gastar melhor. O boonzi é uma grande ajuda mas passei a usá-lo melhor quando o coloquei no telemóvel. Já aqui falei nesta app. Por seres leitor deste blogue, a boonzi oferece um desconto de 10 euros. Entra neste link e vê como. Experimenta a versão demo durante 30 dias. Usa no telemóvel! Vais ter bem a noção dos teus gastos e aí sim, vais começar a fazer uma boa gestão do teu dinheiro.
4. Shazam
Tantas vezes estou a ouvir uma música e não sei o nome. Então faço um Shazam e o nome fica lá guardado. Depois vou ao Youtube e coloco a dita na minha playlist.
5. PhotoScaning Ricoh
E se de repente precisasses de enviar um documento que tens em papel à tua frente mas em PDF? Faz já o download desta app!
6. Smooth FM
É das minhas rádios de eleição e tem uma aplicação para telemóvel. Gosto de ouvir esta rádio quando vou correr. É o meu momento.
7. Lapa
De uns portugueses. A aplicação é de borla mas tens de ter a Lapa. Eu ainda não a tenho mas vou tratar disso em breve. Colocas a lapa no que não queres perder [carteira, computador, chaves, filhos!!!!!!!] e quando precisares e não souberes onde estão, ligas o telemóvel e a Lapa indica-te o caminho.
8. Simao Apps grátis
Esta não é uma App mas todos os dias recebo um email com Apps que podem ser muito interessantes. Tenho até à meia noite para descarregar. De início descarreguei muitas mas com o tempo fui aprendendo a seleccionar. É mesmo de assinar e aproveitar!
E tu, que Apps usas e que fazem, de facto, diferença no teu dia a dia?
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