Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens

Se não te portas bem, olha que o Pai Natal

15.12.17


O Pai Natal tem um ar de querido, mas, na verdade, ele é um fofinho apenas com os pais que fazem bom uso dele logo a partir de outubro, ou assim que as lojas se lembram que vem aí a época natalícia. E digo que é bom connosco porque dá imenso jeito controlar o comportamento das crianças recorrendo a outras pessoas com mais poder do que nós.

Ele é o Pai Natal, ele é aquele senhor que colocamos em frases como “não mexas que vem aí o senhor e o senhor ralha.” Já para não dizer da polícia que, tal como o Pai Natal, não está cá para nos proteger, mas antes para nos levar para a prisão sem qualquer remorso ou tolerância para nos escutar ou dar-nos a hipótese de redenção.

Este trio — o Pai Natal, o tal senhor e o polícia — cumpre os requisitos. Mete medo, ameaça e a criança, enquanto é inocente, vai acatando alguns dos pedidos dados por pais que também eles ouviram aquilo em crianças. O pior vem depois quando descobre que o Pai Natal não existe, que o senhor despega do turno às 18:00, e quer tudo menos levar crianças endiabradas para casa, e que a verdadeira função do senhor de azul é proteger-nos.

Então que venha a ameaça e o castigo agora impostos pelos pais… só que o castigo é a melhor forma de desresponsabilizar uma criança. E porquê? Porque ela não é envolvida na situação, não aprende com ela nem lhe é dada a possibilidade de reparar o que fez.

Então, a questão é: como é que a criança aprende? A criança aprende quando é acompanhada. E sim, isso não garante que ela tenha comportamentos adequados o tempo todo, mas é justamente nesses momentos que temos a melhor oportunidade para ensinar a fazer melhor na próxima vez.

É com a escolha dos comportamentos e tendo a noção do impacto dos mesmos que ela poderá começar a trabalhar uma competência fundamental na idade adulta e que tem o nome de autorregulação. A autorregulação é a capacidade que temos em gerir as nossas emoções e a capacidade de optar por aquilo que nos vai trazer mais vantagens.

Ora, hoje sabemos que este aspeto se treina e a criança necessita de um adulto com paciência, que consiga também gerir as suas mesmas emoções (e frustrações) e que lhe mostre como são os comportamentos mais adequados. E tu vais querer ter esse papel — afinal de contas é para isso que existes, para educares os teus filhos, e educar é corrigir comportamentos.

Não vais querer que ele não faça asneiras porque tem medo do trio de cima ou porque não quer ficar de castigo. Vais querer que ele faça o que faz porque percebeu do interesse de ser assim. E sim, dá trabalho, mas sabes o que ganhas? Ganhas uma relação sem teres de recorrer a ameaças ou a subornos.

Vês, nem o Pai Natal, nem o senhor, e muito menos o polícia, são para cá chamados. Feliz Natal!

Ah! E o Pai Natal existe — e é um querido para as crianças!

Dar Sentido ao Natal | Revista Parentalidade + nr. 5

1.12.17


Gente gira,

Hoje é dia de uma newsletter muito especial, e porquê? Porque é dia da nova edição da Revista Parentalidade + para leres e descarregares, gratuitamente! E está tão bonita e interessante!

Quisemos dedicar parte desta edição ao Natal e por isso o tema "Dar sentido ao Natal." De que forma é que, cada um de nós, dá sentido a esta altura do ano? E que sentido, já agora?

Tenho a certeza que vais adorar ler a grande entrevista ao Juiz Joaquim Manuel Silva. Vais ficar a perceber porque é que é considerado o Juiz que mais acordos consegue fazer em Portugal e porque é que com ele a justiça na área da família se está a tornar cada vez mais humanaUma conversa tão inspiradora e que me deu muita confiança para o futuro da família, em Portugal.

Mas, para além deste tema, encontrarás outros: duas bloguers que partilham a magia desta quadra connosco (descobre quem são!), saberás como escolher e seleccionar o livro infantil neste Natal, e terás também uma receita preparada especialmente para esta edição, da extraordinária Maria João Clavel! Falamos-te ainda acerca da parentalidade positiva no contexto do processo de intervenção psicológica, da importância da promoção das competências parentais na saúde. Juntamos ainda mais um convidado muito especial. O Ricardo Perez Nuckel, lembra-nos que temos muito para aprender com as crianças, nomeadamente no que toca à negociação. Já tinhas pensado nisso?

Lembra-te de descarregar o teu calendário do advento e, enquanto isso, fica a saber o que se passa na cabeça dos nossos filhos quando reflectem sobre o que é o Natal e espreita também como se vivem os dias 24 e 25 de Dezembro numa neonatologia.

Sabes, esta é uma edição que nos enche de orgulho. Não só pela qualidade dos artigos mas também pelo interesse dos temas e dos seus autores. Mais do que isso: esta revista que tens agora para ler só foi possível graças à colaboração de uma equipa incrível: fotografias, designer, autores e revisores. A todos, muito obrigada! Temos aqui um lindo serviço!!

Apressa-te a descarregar, a ler e a partilhar!

Boas festas, gente boa!

Um beijinho!

E quando os pais estão separados? Especial Natal

23.12.16
Parece que começa a haver alguma mudança na forma como a família se constrói e se reconstrói, isto porque há cada vez mais divórcios em Portugal. A taxa de divórcios era, em 2013 - são os últimos dados do Prodata - de 70,4%. Talvez a tradição comece a ser esta nova realidade.

Mas mesmo quando a família está separada, continua a ser Natal com a família que se tem.  Na verdade, o divórcio em si não tem de ser visto como algo negativo. É o que é. O que pode ser menos positivo é a forma como se vive a separação e a dificuldade que existe em gerir as emoções, as expectativas e a reconstrução do novo Natal.

Por outro lado, e isto é um dos pontos mais fundamentais, é necessário que a criança se sinta num ambiente securizante, ou seja, num ambiente isento de conflitos. O que pode causar dano não é o divorcio em si e antes o que se vive em cada um dos ambientes. Uma casa onde se acuse consecutivamente o outro pai/mãe, onde se pretende ‘ganhar’ a criança é um terrível ambiente para a criança.

A pergunta que se segue é óbvia - Será que existe um modelo para fazermos dividirmos os dias com a criança e a sua família?

Era bom que houvesse um modelo mas não há. Cada caso é um casa, cada família é uma família.

Há situações muito limite em que os adultos não se entendem e é mesmo necessário cumprir escrupulosamente um determinado acordo que se fez.

Mas há situações em que podemos fazer melhor. Sei de situações em que se sugere que em todos os anos pares se passe, por exemplo, o dia 24 com a mãe e o dia 25 com o pai e que se mude no ano a seguir. E é aqui que nós temos de parar e perceber se esta suposta adequação serve a todas as famílias ou não.E porquê? Porque é importante que a criança esteja nos momentos mais importantes, naqueles em que acontece mesmo a celebração e a festa. Então é fundamental que na altura da partilha o juiz perceba como é que se celebrava o Natal naquela família. Há famílias para quem o dia 24 não é uma grande festa e o dia 25, com a chegada de mais membros adquire uma importância muito maior. Vamos perceber como é em cada uma das casas agora. Se a mãe dá mais valor ao dia 25 e a família do pai ao dia 24, porque motivo temos de alternar? Vamos partilhar o que de melhor acontece nas nossas famílias com a criança porque essa é a melhor forma de se fazer o Natal.

As crianças adaptam-se muito bem a novas dinâmicas familiares e a novas rotinas, sempre que os adultos que as rodeiam estejam bem e seguros dos seus papéis, e não podemos defender um modelo único para todas as Famílias, pois cada uma delas é singular.

É importante percebermos como é que desejamos que a criança se lembre dos seus Natais e de como é que eu contribuí para que ele fosse mais ou menos feliz. As boas notícias são que há cada vez mais situações de divórcio em que os casais ultrapassam as suas dificuldades, pondo à frente o interesse da criança.

Feliz Natal

Se não te portas bem, olha que o Pai Natal...

18.12.16

O Pai Natal tem um ar de querido, mas, na verdade, ele é um fofinho apenas com os pais que fazem bom uso dele logo a partir de outubro, ou assim que as lojas se lembram que vem aí a época natalícia. E digo que é bom connosco porque dá imenso jeito controlar o comportamento das crianças recorrendo a outras pessoas com mais poder do que nós.
Magda Gomes Dias


Ele é o Pai Natal, ele é aquele senhor que colocamos em frases como “não mexas que vem aí o senhor e o senhor ralha.” Já para não dizer da polícia que, tal como o Pai Natal, não está cá para nos proteger, mas antes para nos levar para a prisão sem qualquer remorso ou tolerância para nos escutar ou dar-nos a hipótese de redenção.

Este trio — o Pai Natal, o tal senhor e o polícia — cumpre os requisitos. Mete medo, ameaça e a criança, enquanto é inocente, vai acatando alguns dos pedidos dados por pais que também eles ouviram aquilo em crianças. O pior vem depois quando descobre que o Pai Natal não existe, que o senhor despega do turno às 18:00, e quer tudo menos levar crianças endiabradas para casa, e que a verdadeira função do senhor de azul é proteger-nos.

Então que venha a ameaça e o castigo agora impostos pelos pais… só que o castigo é a melhor forma de desresponsabilizar uma criança. E porquê? Porque ela não é envolvida na situação, não aprende com ela nem lhe é dada a possibilidade de reparar o que fez.

Então, a questão é: como é que a criança aprende? A criança aprende quando é acompanhada. E sim, isso não garante que ela tenha comportamentos adequados o tempo todo, mas é justamente nesses momentos que temos a melhor oportunidade para ensinar a fazer melhor na próxima vez.

7 dicas (que resultam) para festejar o Natal sem sobressaltos - uma espécie de Kit de sobrevivência

15.12.16






Dezembro. Final do ano. Natal. Mais um ano, mais uma celebração em família que desejamos que se passe da melhor forma. Ainda assim é muito útil ter-se à mão uma espécie de manual para sobreviver ao Natal ou um kit de salvação. E esse não nos é entregue com o Pai Natal. O segredo para que tudo funcione? Ficarmo-nos pelo essencial. Não acredita? Continue a ler, por favor!

Ah o encanto do Natal… ao contrário do que nos querem fazer acreditar, o Natal é muito mais do que as prendas. É uma festa da família e, sobretudo, dos e para os miúdos. E por favor não acredite quando lhe dizem que eles querem só prendas. Nós é que os induzimos a isso. Enviamos catálogos pela caixa de correio, perguntamos se já escreveram a carta ao senhor de barbas. Como é que a seguir não vamos dizer que o que eles querem são prendas?

Para sobrevivermos a esta fase e focarmo-nos no que tem mesmo de ser, aqui fica o seu kit para sobreviver ao Natal. Ele é constituído por:


Check list
Comecemos por aquilo a que o Natal tem vindo a estar associado e deixemos o improviso para outros. Não se quer ver metida ao fim-de-semana em shoppings? Então sente-se, faça a lista das prendas que quer oferecer e organize-se. Se for possível, privilegie o comércio local. Há sempre menos gente, ajuda localmente e na volta ainda se despacha mais cedo. E Internet, já pensou nisso? Há imensas páginas no facebook de artesãs muito criativas. É uma questão de dar uma vista de olhos numa das noites e na seguinte arrumar com as compras.
O planeamento funciona apenas se o seguir, lembre-se disso!


2. Calendário
Há uns anos, uma marca de móveis pediu às crianças para contarem qual seria a melhor prenda de Natal. O que responderam elas? Estarem com os pais. Vê o que quero dizer? Volto ao mesmo - não são só prendas o que eles querem. Se tiver mesmo de ser, marque no seu calendário atividades para fazerem em conjunto, desligue-se por um bocadinho e tenha prazer em estar com eles.


3. Férias
A maior parte dos miúdos tem férias nesta altura do ano e pode tornar-se difícil gerir os dias, as atividades, a organização das celebrações, as prendas que ainda faltam embrulhar e ter tempo para descansar. Se puder, lembre-se de colocar uns dias de férias antes ou depois do Natal. Os miúdos agradecem e você também!

As restantes 4 dicas podem ser lidas na edição de Dezembro, da Pais & Filhos




Coisas boas de se ter um blogue

8.12.16
Tal como nos anos anteriores, a Mattel enviou-nos umas prendas de Natal adaptadas às idades dos pequenos cá de casa.

O mais novo, que gosta de experimentar e não tem medo de errar calhou-lhe a lagartinha que ajuda a programar. De acordo com as ordens que lhe der (ou construir), ela vai ora para a esquerda ora para a direita. Espectacular, não é? E é mesmo adaptado à sua idade!!


 A mais nova receberá o Uno e este não será apenas um jogo para ela e sim para toda a família. E isso é uma coisa que todos adorámos. Jogarmos. Juntos! Mas nenhuma destas prendas será entregue antes do dia 24... é que cá o Pai Natal ainda só entrega estas coisas no dia 24. Por isso, se nos encontrarem por aí, nada de serem desmancha prazeres, combinado?

Obrigada, Mattel :)




RTP - COMO GERIR A FRUSTRAÇÃO DAS PRENDAS NA ÉPOCA NATALÍCIA - A PRAÇA

7.12.16

Dizem que cada vez mais as crianças pedem mais e mais prendas mas sinceramente, não sei se é isso mesmo que elas querem. Pelo menos, sempre. Há uns anos uma famosa marca de móveis pediu a um grupo de crianças que escrevesse o que gostaria de ter como presente no Natal e os miúdos referiram-se à atenção e tempo dos pais.

Talvez os miúdos peçam cada vez mais justamente porque lhes perguntamos constantemente sobre as prendas, porque enviamos catálogos e folhetos por correio, porque bombardeamos os dias de produtos de consumo rápido e o Natal passou apenas a ser isso. Naturalmente que pela ausência de referencias aos valores do Natal, as crianças não poderão pedir outra coisa que não aquilo que lhes dizemos para pedir.

Então como é que podemos reagir aos comportamentos de frustração e de tristeza dos miúdos?
Antes de tudo, acolhendo os sentimentos - "Estou a ver que gostavas mesmo muito de ter recebido aquele avião telecomandado". E depois de acolher, perguntar qual foi aquele com que mais gostou de brincar, etc.

Por outro lado há brinquedos que nunca iríamos dar e esses é importante dizermos que, caso o assunto venha a ser mencionado, não estávamos de acordo. É importante dizermos à criança que embora haja pai natal há coisas que nem ele poderia trazer para nossa casa porque não iríamos deixar.

E devemos dizer à criança “que não” a determinadas prendas?
A questão é ‘o que é que lhe estaríamos a ensinar com um sim a tudo?’
As crianças têm necessidade de brincar e os brinquedos são justamente importantes para elas explorarem, tornarem-se mais independentes, entreterem-se. Mas o excesso nunca foi positivo e, na verdade, provoca alguma distração e confusão. São demasiadas solicitações, demasiado ruído para a criança que, sendo pequena já tem tanta incapacidade em decidir que com tantas solicitações terá ainda mais.


Porque motivo decidi não oferecer prendas no Natal

21.12.15
A par com o novo desafio que me lancei aqui e que vai começar em 2016, decidi que no Natal de 2015 irei oferecer prendas apenas às crianças.

Eu sei que o Natal é o momento em que damos e isso é muito especial para quem gosta de dar. Acredito mesmo que há muitas situações em que quem  fica mais feliz é quem dá do que quem recebe.

Eu decidi não oferecer prendas neste Natal, aos grandes. Decidi antes oferecer tempo que, para mim, tem muito mais valor e, por outro lado não me ocupa espaço.

Assumo que este ano recuso-me ir às compras para fazer o que é suposto fazer-se, à procura de uma prenda que sirva àquela pessoa e que entre no orçamento do Natal. Recuso dar 'miminhos' só porque sim e recuso-me entrar no stress das filas, do "estaciona e corre porque a avó está com os dois e já sã 9h00 da noite e têm de ir dormir!" Afinal o Natal é, ou não é quando um homem quer?

Natal é a festa da família - seja a de sangue ou aquela que escolhemos - e eu quero tempo para estar com essa família. As compras dos miúdos estão feitas. Agora é hora de marcar encontros (alguns já feitos e é tão bom), fazer chamadas, enviar mensagens e escrever postais.

É isto que quero para mim. Sei que haverá quem vá achar tudo isto 'too much', é muito possível. Eu também já pensei assim. Neste momento, penso diferente. Acredito que o que de mais precioso posso oferecer a alguém é o meu tempo e a minha atenção. E não quero perde-los em shoppings!




As crianças não dão valor a nada | A Praça | RTP 04 Nov 2015 | Programa #10

9.12.15
Estas são as questões que mais frequentemente me colocam nesta altura do Natal.
Aqui ficam as respostas!



É verdade que os miúdos hoje em dia dão menos valor às coisas?

Sim, é verdade! Vivemos numa sociedade muito consumista e é muito difícil dar-se valor às coisas quando em nossa casa existe abundância.

Lembro-me da história de uma avó cujo neto tinha uma adoração por um carrinho de madeira azul. Nunca largava aquele carrinho, era uma loucura. A avó, na melhor das suas intenções foi comprar um conjunto de outros carrinhos de madeira. Uma semana depois, a criança não brincava com mais nenhum carrinho. Ela gostava daquele. A resposta ao presente foi muito clara: ela não precisava de mais nenhum carrinho.

Não é possível darmos valor quando à nossa volta não há espaço nem tempo para se dar valor. É preciso criar-se espaço para o essencial.


Porque é que quanto mais têm menos satisfeitos estão?

Justamente por causa disso - pelo facto de haver muita coisa, não temos como apreciar tudo o resto porque há demasiada informação à nossa volta.

Quando temos o essencial conseguimos olhar para aquilo que realmente é importante.


Podemos dizer aos miúdos que há miúdos que têm menos que eles mas mesmo assim eles não estão satisfeitos. Como é que os convencemos?
Não sei se os chegamos a convencer. O que está a faltar, da nossa parte talvez seja o seguinte. Perceber se eles querem mesmo essas coisas todas ou se gostam muito daquilo que nos estão a mostrar e querem apenas partilhar connosco. Não é porque eu estou a ver um catálogo de roupa ou de decoração ou de outra coisa qualquer que vou querer todas as coisas. Há coisas de que gosto muito, outras que gostaria de ter mas que sei não posso ou, na verdade, nem quero, e outras que preciso mesmo e quero. Por isso é importante que possamos saber o que é que os miúdos nos estão a dizer. E é muito simples descobrirmos se pararmos e nos interessarmos pelas coisas que eles nos estão a dizer e a mostrar. Por vezes basta sentarmo-nos com eles a ver os catálogos, basta pegarmos na embalagem ou, se for possível, deixarmos brincar um pouco com esse brinquedo para eles ficarem satisfeitos e passarem a outra coisa. Na maior parte das vezes não é preciso mesmo mais nada.

Quando, mesmo assim, eles continuam a querer alguma coisa que não podemos dar, é necessário dizer-lhes isso, tranquilamente

‘Eu sei que gostavas muito de levar isto mas não vai ser possível. Agora precisamos de vir. Nos mais pequenos podemos dar a hipótese de ‘Vens aos saltinhos ou no colo da mãe’, nos maiores, dando uma tarefa ou apenas esticando a mão.

Têm o direito de ficarem chateados por não terem o que querem e nós não temos de os ir salvar ou dar outras coisas em troca. É um processo deles.


Existe alguma fórmula milagrosa para ensinarmos os miúdos a darem mais valor às coisas?

Mágica, não. Existe aquilo que nós fazemos todos os dias - não correr a tudo o que é promoção, dar valor ao que temos de formas simples como dar valor a uma refeição bem feita, ao calor que está em casa, ao facto de estarmos todos reunidos e bem. Repararmos que é mais fácil arrumar os brinquedos quando não há tantos brinquedos à disposição. Repararmos que os miúdos, muitas vezes, dão muito mais valor a brinquedos básicos como as plasticinas e os papeis para desenharem.

E depois devemos ensinar-lhes a dar valor, promovendo isto mesmo em nossa casa através do caderno da gratidão ou da gratidão num frasquinho.

É verdade que é uma ideia americana mas aos poucos, vou criando o hábito de dar graças pelo que temos, no final do dia.

Porque é que isto é maravilhoso?

1: Porque partilha o que de fantástico teve nesse(s) dia(s) - e ao partilhar está também a aumentar a minha felicidade e a dela, pelo prazer da partilha!

2: Está a sublinhar o que de facto tem valor para a criança;

3: Foca-se no bom e deixa o menos bom de lado - sim, este é o objectivo - é a gratidão e por isso são apenas coisas boas. As más deixa-as para outro momento.

4: Adormece com fé e esperança no dia de amanhã e sinceramente não há sentimento mais forte de segurança que este.


Estamos no Natal e falamos em prendas e coisas - mas o Natal é mais que isso. Do que nos andamos a esquecer?

Andamos a esquecer-nos que o Natal é mais do que dar coisas. Eu sei que há pessoas que adoram dar e têm, realmente, prazer em comprar ou fazer as coisas e dar. E depois há outras que reclamam e não gostam do Natal porque é só consumismo e que não desejam tudo isto mas não se autorizam a fazer como realmente gostariam. Mas a verdade é que podem dar de outra forma e incentivar este dar aos outros. Promovendo um encontro entre amigos e dar do seu tempo para estar com os outros. Ligar aos amigos a desejar feliz natal ou simplesmente, a saber como o outro vai. A libertar-se da questão as prendas dizendo que não quer e que também escolheu concentrar-se no que é essencial. Se isto é realmente importante para nós e para a nossa família, então temos de fazer acontecer.

Confesso que é bom chegar a casa das ceias de natal a que vou sem ter coisinhas para arrumar e guardar.


O seu filho já escreveu a carta ao Pai Natal? Fez pedidos que o Pai Natal não pode dar? Como vai gerir isso?


Há três formas de gerir isto:

Não dizendo nada e deixando o pai Natal decidir. Algumas vezes eles pedem tantas coisas que não se lembrarão mais do que escreveram.

Dizer que aposto que o Pai Natal ia adorar trazer-te esse presente mas talvez seja muito caro - vamos ver o que é que ele trará mas podemos dar-lhe uma alternativa caso ele não possa trazer isso, que dizes? Mais vale prevenir e colocar isso na carta.

Finalmente, se for algo que nos pareça descabido dizermos que não estamos de acordo que ele peça isso ao Pai Natal. Não permitimos esse tipo de brinquedos em casa e por isso não vale a pena pedir. E fechamos a conversa.

O Calendário do Advento ou como celebrar o natal aos bocadinhos | A Praça | RTP 25 Nov 2015 | Programa #09

27.11.15


Foto: Stim

O que há de tão importante nos rituais e nas rotinas? E já agora, qual é a grande diferença entre um e outro?
Os rituais, as rotinas e as tradições têm uma dupla função: a primeira é a de dar previsibilidade, controlo e segurança porque, à medida que vamos crescendo, ficamos a saber que, independentemente de tudo, teremos sempre o Natal e depois a passagem de ano. A seguir vem o Carnaval e a Páscoa, e por aí fora. Em casa, sabemos que depois do banho vem o jantar e depois do jantar uma pequena brincadeira e a leitura do livro e depois… cama! E à semana sabemos que vamos para as actividades à segunda e quinta e que nuns dias são os avós que nos vão buscar e nos outros os pais.

Esta sensação de controlo e de segurança é determinante para que possamos crescer sem receios e, nos mais pequenos, torna todas as separações e transições mais fáceis.

Por outro lado, os rituais, as rotinas e as tradições reforçam a vida familiar e aumentam o vínculo entre os seus membros. Fazermos e prepararmos as rotinas, os rituais e as tradições em conjunto ajuda-nos também a celebrar e a estarmos mais próximos. São uma espécie de celebração da vida.

A grande diferença entre rotinas e rituais é que um ritual é uma espécie de rotina sagrada.



É ou não é verdade que à medida que as crianças vão crescendo, algumas vão deixando de ver tanto interesse nestas tradições e passam a não querer celebrá-las - porque são uma chatice. O que fazer? Devemos insistir?
Sim, é verdade e, se por um lado é comum vermos e ouvirmos isso, por outro lado é uma pena porque isso significa que não estamos, em parte, a saber adaptar essa celebração à nossa família. E isso é fundamental. Naturalmente que devemos insistir e devemos passar o comando aos miúdos que, ao crescerem e ao terem uma entidade muito própria quererão dar contributos, fazer pequenas alterações ou até participar com uma novidade. Quanto mais por perto se mantiverem, mais a estrutura familiar se mantém forte. Durante as semanas andamos todos a fazermos as nossas vidas mas, nesses rituais e tradições e até rotinas - como é o jantar e que é o momento do dia mais importante que temos com os nossos filhos até eles saírem de casa - eles aparecem e estão presentes.


Quais são os rituais e tradições que devemos celebrar?
A rotina mais importante que temos com os nossos filhos, até eles saírem de casa é, muito possivelmente, o jantar. Não é a leitura do livro, nem o banho porque certamente já não darei banho ao meu filho quando ele tiver 9 anos nem lerei o livro quando ele se quiser começar a deitar sozinho.
O jantar é o momento em que todos nos encontramos no final do dia, em segurança e onde, durante pelo menos uma boa meia hora ou mais estamos todos reunidos. Há rituais que não são negociáveis e este deve ser um deles - na medida do possível estarmos sempre presentes.

Depois devemos celebrar tudo aquilo que nos faça sentido.

Conheço quem celebre o Halloween, os fieis e tenha incluído uma festa de amigos no primeiro fim-de-semana de Novembro, com o objectivo de inaugurar os rituais de inverno.

Há quem celebre o S. Nicolau a 6 de Dezembro, quem inaugure o advento logo no dia 1 e que tenha tradições muito próprias nos finais de ano.


O que é que tem de tão importante o calendário do advento?
O calendário do advento, que é uma tradição Luterana, é mais uma tradição que junta as famílias e aumenta o seu vínculo. Contam-se os dias, desde o início de Dezembro, até ao Natal e antigamente fazia-se também com velas.

Aqui podem encontram um link com ideias fáceis para se fazer durante estes dias até ao Natal para que o advento seja mais do que um chocolate por dia. São actividades muito simples e fáceis de fazer porque temos todos dias muito atarefados, devolvendo ao Natal o verdadeiro sentimento de família.

Obrigada à Bárbara e à Francisca por provarem que o calendário do advento é mais que chocolates e que é uma excelente forma de se viver mais o Natal e de sermos mais família!

Finalmente, parabéns à RTP e a toda a equipa por este trabalho extraordinário que tem realizado! É um prazer enorme trabalhar com gente tão entusiasmada e feliz! Muito obrigada!



ADVERTÊNCIA MUITO IMPORTANTE AO CALENDÁRIO DO ADVENTO

1.12.14
Hoje estivemos a fazer a nossa actividade do 1º dia do calendário do advento. Por algum motivo há, neste quadro, dias livres.
O calendário do advento é suposto ser uma coisa divertida, que reúne a família e nos deixa mais próximos uns dos outros. O Calendário do Advento NÃO é uma competição!
Cá por casa ainda não há trabalhos de casa nem dias em que chegamos depois das 8,30. Há, por isso, tempo para se fazer alguma actividade. E se não der para fazer aquela que lá está escrita, cantam-se músicas de Natal enquanto se põe a mesa ou se preparam as mochilas.
As nossas fotos são fraquinhas mas o que importa é o que se faz, right?
Aqui fica o calendário, a actividade do dia e o resultado [inspiração no pinterest, what else?]





Neste Natal oferece uma sessão de Coaching e Aconselhamento Parental

28.11.14


Envia um email para info@parentalidadepositiva.com

É mentir dizer que o Pai Natal existe?

28.11.14
Será que estou a mentir quando falo ao meu filho do Pai Natal? Ou da fada dos dentes?
A bem da verdade não lhe estás a dizer uma verdade, pois não? E martirizas-te com isso porque o teu princípio é contar sempre toda a verdade aos teus filhos.
Eu sei, percebo bem a questão. Como é que eu resolvi esta questão, com os meus?

Nós temos Pai Natal - não esmiucei a questão do Menino Jesus não sei porquê [acho que não calhou] e sinceramente não me preocupei com a questão da mentira. Essa é uma não questão para mim. 

O Pai Natal para nós é imaginação, fantasia, magia. Eu escrevi ao Pai Natal durante 30 e muitos anos porque gostava de lhe escrever, porque fazia sentido para mim, porque dava magia à minha vida. No envelope colocava sempre 'Ao Pai Natal'. E cheguei a receber uma reclamação porque a carta ainda não tinha chegado :)

Não vejo esta questão como 'Estou ou não a mentir' e sim 'estou a criar ou não magia cá em casa?'.
E eles gostam de acreditar no Pai Natal.Os meus gostam :)

Como é que vai ser depois? Não sei. Podem ficar tristes, zangados ou com sorriso nos lábios a dizer 'eu bem que me parecia... eu sabia!'. Não sabes nem podes controlar isso. It's up to you !

4 + umas quantas dicas para lidares com o 'Tu não mandas em mim!'

17.11.14
E um belo dia, ao pedires ao teu filho para ajudar a pôr a mesa ele sai-se com um 'Tu não mandas em mim!' e tu pensas 'Ui, o que é isto? Como é que isto aconteceu?'.

E, de repente pode acontecer muita coisa: podem argumentar, podes dizer-lhe 'tu não me falas assim' ao que ele pode muito bem responder 'e tu também não' e, sem darmos por ela entrámos num diálogo de surdos impossível!

Como tu és o adulto e como provavelmente és tu que estás a ler este post, convido-te a experimentares o seguinte [experimenta! Não acredites nas minhas palavras - vai lá e faz acontecer isto e depois diz-me como foi].

1. Lembra-te que quando este tipo de 'respostas' acontecem, o vosso vínculo está fragilizado. Pode não ser muito ou até pode ser - tu saberás. 
2. Procura escutar para além das palavras: o que é que ele está mesmo a dizer-te? Que não gosta de pôr a mesa, que gostava que a mesa estivesse pronta todos os dias ou que não gosta que lhe estejam sempre a mandar fazer coisas?
3. Procura também lembrar-te se tens criado oportunidades para fazerem coisas que lhe dão prazer ou se fazem sempre e apenas as obrigações.
4.Mas ele não me pode responder assim, dizes tu... mas a verdade é que responde... e eu gostava que te lembrasses que não é possível lidares com este tipo de 'provocações' através de medidas autoritárias e sim através da criação de um vínculo importante. 

Questão que naturalmente te vais colocar agora: 
-E castigar ou ralhar não posso, esta agora!? 

Claro que podes! Ninguém te impede disso. O que é que vai acontecer quando ralhas e castigas?
Pois, isso tudo: na altura até pode resultar mas muito em breve terás uma situação muito semelhante e, aos poucos, os castigos e os ralhetes deixam de funcionar. E, aos pouquinhos, e quase sem te dares por isso, o vosso vínculo foi ficando cada vez mais pequeno, mais pequeno...e este tipo de respostas mais e mais frequentes... e aposto que não é isso que queres, pois não?

Pára lá um minuto e coloca-te do lado do teu filho. Muito possivelmente, para estar a dizer-te uma coisa destas é porque está desconectado de ti, sente-se pouco compreendido e não sabe lidar com os seus sentimentos. É possível que sinta que ninguém o escuta mesmo quando tu achas que sim... O que é que ele precisa? Que páres e o escutes, de facto! E não precisará sempre de lições.
Há pais que me dizem algumas vezes que se sentam com os filhos com calma e falam com eles com calma e lhes dizem as coisas.. com calma. Asseguram-me que os filhos prometem que vão fazer diferente da próxima vez mas a verdade é que a próxima vez é logo ali, ao virar da esquina e é o 'vira o disco e toca o mesmo'. Porquê? 
Porque aquilo que fizeram foi falarem com muita paciência e com calma MAS falharam no mais importante: não escutaram! É escutar, não é opinar! É fazer perguntas, ser curioso, sem adicionar. 
Queres experimentar? Não é simples, garanto que não é MAS vale todo o teu tempo e toda a pena!!
Não acredites no que te digo - experimenta!!! Posso estar apenas a querer passar-te uma rasteira e só saberás se experimentares. Depois vem cá contar como foi!

Eu sei que estás sempre a ler isto e é porque é apenas a mais pura das verdades.
As crianças soletram AMOR = TEMPO

Vem aí o Natal e só nesta altura do ano tens tantas formas de te conectares com eles sem ser com prendas. Usa-as em teu proveito e lembra-te que o processo é que tem de ser divertido - não é o produto final!
O importante é que possas fazer coisas COM os teus filhos e não para eles! O divertido está em fazerem juntos.

Se clicares neste link vais descobrir uma série de rituais que podes levar para tua casa. São situações fáceis de criar e que podes perfeitamente fazer já esta semana.

Preparar o advento 2 - calendário com actividades [imprimir e está a andar :) ]


Gostaste deste post? Partilha-o com amigos teus! 
Queres dar uma prenda boa a um amig@ teu? Adiciona-o a esta newsletter :)[pede-lhe o consentimento!]







Natal estrangeiro!

21.12.12


Gente gira que está ou é de fora de Portugal: como é o vosso Natal? Tradições and so on... 
Ansiosa por saber como é!

Ho! Ho! Ho!

O que é o Natal... em 8 maravilhosos pontos!

19.12.12













Deixa o Natal ser o que ele é….










1.Momento do ano em que dizemos ‘ai que nervos!’ às filas em todo o lado.




2.Momento do ano em que prometemos que ‘para o ano é que é, vou reduzir a lista de presentes’.




3. Momento em que percebemos que a ceia de Natal não é como nos filmes! Há sempre aquela personagem conflituosa (um tio, uma avó, um primo…) que vai dizer qualquer coisa pouco elegante… Há sempre aquele momento em que o teu filho pode fazer uma alta birra porque sim!




4. Momento do ano que é igual a uns kilos a mais. So what? Ainda temos uns 5 meses pela frente para fazer uma dietazinha… Ó pá, come com moderação, mas que te saiba bem e que não te recrimines. Afinal é uma vez no ano! Deixa os regimes para Fevereiro.




5. Momento do ano em que recebemos presentes feios e não sabemos o que lhes fazer.




6. Momento do ano em que dizemos ‘detesto este consumismo desenfreado’ e olhámos para a nossa lista de presentes e não sabemos bem o que lhe fazer…




7. Momento do ano em que, segundo as estatísticas, as zangas entre os casais acontecem 15 dias antes do Natal…




8. Momento do ano em que apetece desacelerar mas afinal andamos mais exaustos do que nunca!










Sabes que mais?




Respira fundo! A vida não é perfeita e o natal não é mesmo como nos filmes… Quando penso nisto tudo, consigo ter menos expectativas e saborear melhor! E que bem que as rabanadas e a aletria me vão saber…!

Pai Natal ou Menino Jesus?

18.12.12
Afinal quem é que traz as prendas? Como é que se explica isto a uma criança? Ou a mim... ? Também não sei....

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share