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12 rotinas diárias que me ajudam a ser mais feliz!

2.1.18


O ano novo é sempre um período em que renovamos a esperança no ano que vem a seguir.
E embora te tenha dito aqui que este início não é, pelo menos para mim, o início de nada em concreto e sim, a continuação de hábitos e de projetos aos quais já dei início, gostava de partilhar contigo algumas rotinas que tenho trazido para a minha vida e me ajudam a ser um bocadinho melhor, todos os dias. Afinal, somos aquilo que escolhemos!

Advertência: Este post é só sobre mim, o que me faz bem e que quero manter ao longo deste ano. Não são verdades universais :) Conheço muita gente que não suporta acordar cedo e que faz imensas coisas noite dentro. Se funciona assim, tanto melhor. Comigo é assim!


1. Acordar mais cedo
Quem me lê há algum tempo sabe que gosto muito de acordar cedo. Gosto sobretudo de começar o dia a tratar de mim, com tempo para o fazer, vestindo a roupa que preparei de véspera, escolhendo a cor do baton ou a forma como vou prender ou soltar o cabelo. Lê aqui porque escolho sempre a roupa de véspera. Este tempo é praticamente não negociável e por isso acordo mesmo mais cedo.

2. Beber um copo de água morna com sumo de 1/2 limão
E sim, faz toda a diferença este hábito, logo de manhã. Confesso que, inicialmente, desconfiei, mas a verdade é que à medida que o fui testando confirmei uma série de benefícios. E é mesmo bom! E antes de me deitar faço o mesmo - mas sem o limão.

3. Acordar os miúdos. Devagar.
Não há nada melhor do que acordar os miúdos com calma. Um beijinho e uma promessa de 'só mais 5 minutos, então' são do melhor que há. Enquanto isso, abrem-se as persianas, verifica-se que a água do chá já ferveu e volta-se aos quartos. Com tempo e sem pressas. E isso faz toda mas toda a diferença. Podes ler mais aqui sobre como sair de casa zen e sem stress.

4.  Fazer a cama
Fazer a cama sempre teve um efeito muito positivo em mim e passei a dar-lhe valor quando fui viver sozinha, aos 19 anos, para Manchester. Em primeiro lugar ficava sempre com a sensação que o quarto estava mais arrumado, o que transmite imediatamente uma sensação de ordem que aprecio tanto. Por outro lado, o facto de ter cumprido com uma das tarefas do dia dá-me uma grande sensação de auto-eficácia. Só por fazer a cama :) !

5. Tomar um bom pequeno-almoço
Em nossa casa não há cereais cheios de açúcar nem gorduras saturadas. Come-se pão bom, com manteiga, compotas (muitas vezes feitas por nós), chá e fruta da época. E sabemos que isto faz toda a diferença não só no rendimento do dia, como também na nossa própria saúde. Todos à mesa, ao mesmo tempo e com tempo para conversar. Todos os dias.



6. Viver mais simples
Queremos muito que os nossos dias sejam mais simples - o ritmo acelerado em que vivemos não traz nada de bom. Vejo famílias a passarem de evento em evento, como se tivessem uma lista das coisas que estão na moda fazer e que têm de ser riscadas. Ao fazê-lo, será que se sentem mais presentes ou será que se sentem a cortar a fita da maratona?
Há muito tempo que decidimos viver de forma mais simples. Essa simplicidade vê-se na forma como nos mantemos o mais possível fieis àquilo que consideramos realmente importante. Menos presentes mas mais presença, menos saídas mas melhores convívios, menos correrias mas mais rituais em conjunto.


7. Tout doucement
Não quero fazer tudo, não quero ir a todas. Quero começar e terminar tudo aquilo a que me proponho e fazer as coisas com calma, uma de cada vez. O que para mim é, francamente, difícil. Tenho o pensamento rápido e contrariar a minha natureza faz com que o meu coração acelere antes de desacelerar. Mas, très doucement, este é um hábito que tenho instalado cada vez mais na minha vida.

8. Act the way you want to feel
A Gretchen Rubin tem uma das verdades da idade adulta que diz que devemos comportar-nos como nos queremos sentir. Quando li esta frase no Projeto Felicidade, delirei! Conheço bem esta verdade - até porque o nosso corpo é capaz de enganar a nossa mente e fazê-la sentir exatamente (ou quase) como nos estamos a posicionar. Experimenta!

9. Planear o dia seguinte
Esta é uma das rotinas que procuro fazer diariamente. Abro a agenda e vejo o que tenho para o dia seguinte. É uma forma de me antecipar e de saber que não há grandes surpresas.

10. Telemóvel off | Livros on!
Muito da minha vida profissional depende do que vamos publicando nas redes sociais e do acompanhamento das métricas e tendências. O que faz com que passa muitas horas online. Decidi, todavia, que de manhã e antes de sair de casa, não acedo a nenhuma rede social. Nem quando me vou deitar. Voltei aos livros!

11. Hidratar | Comer bem | Descansar | Desporto
Não há grandes segredos - beber água e chás, comer em condições, descansar q.b., aprender algo novo todos os dias e fazer desporto pelo menos 2 vezes por semana são uma das formas de encontrar o tal equilíbrio.

12. Duas de letra
Mensalmente (pelo menos) almoço com uma amiga para pôr a conversa em dia e partilhar a vida. Tive uma fase em que deixei de o fazer mas nos últimos meses retomei a rotina e sei que é tão necessária para o meu bem-estar.




ESTUDO SOBRE A FELICIDADE E A ADOLESCÊNCIA

2.12.17


Sabemos que a felicidade não depende de estarmos satisfeitos ou felizes e de fazermos as coisas de que gostamos. Parte daquilo que nos deixa bem também está relacionado com a nossa saída da nossa zona de conforto, indicam vários estudos.

Mas. e no que diz respeito aos adolescentes? Esta tribo que parece sempre insatisfeita e com saltos de humor enormes?

Parece que os adolescentes têm uma forma diferente de se sentirem felizes. E parte está relacionada com correrem riscos. Muitos adolescentes consideram-se imortais e acreditam que são espertos o suficiente para que algo de mal lhes aconteça.

No entanto, um dado novo junta-se à equação. Quando os adolescentes são convidados a contribuírem, a ajudarem os outros, também estão a ultrapassar os seus limites: os do bem-estar, do conforto físico e emocional. Um sentido de realização profunda foi o que sentiram depois de contribuirem para o bem estar de outros.

Em qualquer idade, a ajuda voluntária e organizada parece contribuir para o bem-estar. Afinal de contas, se bem conduzidos, estes miúdos podem fazer coisas extraordinárias e sentirem-se bem em relação a elas

Tu queres ver que me vou ter de chatear contigo? Afinal, de quem é a culpa?

7.4.17

   Foto Would You Mum

Gritamos e zangamo-nos com os miúdos porque nos falta a paciência, porque estamos cansados, porque não nos apetece brincar... mas eles insistem e volta a faltar-nos a paciência.

Ficamos tensas porque o nosso companheiro nos respondeu torto, porque percebemos que andamos tão no limite que nos esquecemos de pagar uma conta e vamos pagar juros.

Perdemos a paciência porque não descansamos o suficiente, andamos stressados, alimentamo-nos mal e nem nos lembramos quando é que foi a última vez que fizemos desporto.

Gritamos mais uma vez porque estamos fartos que os dois putos se peguem, porque não temos os momentos de sossego de que tanto precisamos.

E tudo isto não tem nada, mas absolutamente nada a ver com eles. É só connosco e com um enorme desequilíbrio nas nossas vidas. Só que, 'quem paga por tabela' são quase sempre eles.

E a culpa não é de ninguém, porque essa tem costas largas e morreu solteira. Mas a responsabilidade é toda nossa - e só a nós diz respeito assegurarmos o nosso descanso, a procura de estratégias para criarmos relações mais felizes e com maior significado. Nada disto está nas mãos dos miúdos, só em nós. Daí que o trabalho que realizo seja feito diretamente com os pais. No desenvolver deste meu projeto sei que a grande transformação é feita nos adultos.

Vale a pena reveres este vídeo da Jada Smith que reforça a ideia da responsabilidade da nossa felicidade.




CONSULTÓRIO DE PARENTALIDADE | AS TABELAS DE COMPORTAMENTO

20.1.17

Cá em casa já deixámos de gritar porque aderimos ao Desafio Berra-me Baixo e para isto correr bem a minha filha sugeriu que quem falasse alto tivesse um cartão vermelho, aliás ela ia fazer os cartões, acabou por não fazer... (não sei de onde lhe veio a ideia,nem se será positiva, talvez da escola).

Beijinhos


S.




Olá S.

A ideia de envolver toda a gente aí de casa é excelente. Primeiro porque o primeiro passo do desafio - que é tomar consciência que gritamos (depois falta o porquê) - está dado.
Depois, porque todos gostam de um desafio e querem sair vencedores.

Finalmente, porque a união faz a força.

A ideia dos cartões vermelhos é engraçada, sobretudo para a filha que pode apresentá-los e assim brincar um bocadinho 'aos grandes' e ter/sentir poder.

Agora o grande passo - e aí está já a trabalhar outro aspecto deste desafio - é criar vínculo e eu não acredito que se crie vínculo quando se mostram cartões vermelhos, que são punitivos [a questão de punir/castigar não é para aqui chamada - neste caso, refiro-me à carga simbólica da coisa].

A minha sugestão: já que a filha tem 5 anos, aproveitem para falarem do que gostaram e gostaram menos.

'Olha mãe, gostei quando vieste ao pé de mim e me pediste para vir jantar, mesmo quando já me tinhas chamado 2 vezes da cozinha. Já viste que não gritaste?'

'Filha, já viste que hoje de manhã conseguimos sair de casa sem stresses, sem correr. Estou mesmo feliz'.

'Mãe, da próxima vez, em vez de gritares da cozinha, anda ao pé de mim chamar-me. Sabes que por vezes estou distraída. E assim sempre podes ver os desenhos que estou a fazer.'

'Filha, fico tão chateada por te chamar 4 e 5 e 6 vezes para vires jantar. O que é que podemos fazer para isto não tornar a acontecer?'

Repare que em nenhum dos momentos há um juízo de valor em relação à outra pessoa. A mãe diz que fica chateada - mas não agride/acusa a filha.

Por outro lado, é a falar que as pessoas se entendem.


Cartões vermelhos não falam. São punitivos. Falar faz com que se reconheçam (tão importante), que se valide a evolução do desafio e que as famílias ganhem competências comunicacionais.

Já repararam que é muitas vezes nas famílias onde menos se fala?



Espero ter ajudado!

Essas pérolas que os miúdos dizem

19.1.17




Todas as crianças têm expressões, frases e palavras hilariantes e que se tornam ainda mais quando são ditas, justamente, por elas.
Adorei ler este artigo do Huffington Post e naturalmente que me lembrei do livro da querida Tânia Ribas de Oliveira que nos ajuda a compilar esses mesmos registos.
Com livro ou com um simples caderno, estas pérolas devem ser registadas para mais tarde recordar. Nós, e eles, que também serão pais um dia e partilharão destes tesouros!

Também tomas nota?





Antes do Canada, chegámos a Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos

18.1.17
Como leste neste artigo da Visão, o meu trabalho está a ter um impacto tão grande nas vidas das pessoas que chegou ao Canada, mais concretamente a uma prisão de homens. O John, que publicou inicialmente o texto que se tornou viral, faz parte de uma organização que pretende despertar os homens para uma série de assuntos no que respeita à saúde e a saúde também é mental.
As técnicas de parentalidade e comunicação positivas chegaram ao Canada e também já tinham chegado a Portugal, à prisão de Santa Cruz do Bispo, em 2014. Fui eu e a Sofia e foi incrível.
Melhorar o mundo, passo a passo, com consistência e muita força de vontade não é difícil.

"Vou falar sobre felicidade, sobre fazer acontecer o nosso futuro e sobre como é que influenciamos, dessa forma, os nossos filhos a serem melhores pessoas, com dicas muito simples e rapidamente aplicáveis. Vou estar no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo a falar para mães que lá vivem com os filhos e mostrar-lhes que o nosso passado não tem de condicionar o nosso futuro. Mas é mais fácil dizer do que fazer. Não só para elas mas também para nós, que temos dificuldade em lidar com pessoas que tiveram um passado numa prisão. É um voto de confiança muito grande. Mas talvez o voto de confiança maior seja o delas, nas suas próprias capacidades em transformarem o seu presente e em rescreverem o seu futuro. Espero, muito sinceramente, inspirar quem me for ouvir."




Grande!

16.1.17





Desde ontem que procuro palavras para descrever as emoções que se viveram este fim-de-semana, em Lisboa. Mas, na ausência delas, fica a mais importante de todas:


OBRIGADA

Pela confiança, pelo entusiasmo, pela força, pela criatividade, pelas gargalhadas, pela dedicação... pelo Amor!

Cada grupo é único! E por isso mesmo todos eles são especiais pela forma como se constroem, pelas dinâmicas que os caracterizam e, acima de tudo, pela incrível energia do bem que se forma... sempre!


Em cada grupo, sem excepção, saímos todos mais ricos, mais fortes, com muita técnica e prática, com olhos e ouvidos abertos, com um coração ainda maior e melhor e com uma enorme esperança no futuro que sabemos, depende muito de nós e do que nos propomos a fazer.

O Martin Seligman tinha razão - são as pessoas que encontramos que dão mais significado às nossas vidas.

E o Saint Exupery também:

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.






Os 3 conselhos para iniciar o ano da melhor forma

4.1.17

O Natal é quando um Homem quiser e todos os dias são um novo início. No entanto, convém manter alguma consistência e por isso é que o ano novo está cheio de esperança, determinação e de muitos 'agora é que vai ser!'

E para que esse entusiasmo dure, ficam aqui dicas para te inspirar e ajudar a manter a consistência:

Foca-te nas tuas virtudes
Um dos pontos base no meu trabalho de Coaching é trabalhar as forças dos meus clientes. Isto vem do princípio que não podemos nem conseguimos ser excelentes em tudo.
Uma das primeiras pessoas com quem trabalhei era da área das Ciências Humanas e tinha integrado, há pouco tempo, uma multinacional, numa função interessante e com grandes perspectivas para crescer internamente. Quando iniciamos as sessões de Coaching, a sua vontade era fazer muita formação no sentido de adquirir uma pluralidade de conhecimentos, acreditando que isso lhe iria trazer vantagem. Estava inscrito num Master, numa formação intensiva de contabilidade e já tinha identificado mais 2 cursos que queria fazer. Mas não se estava a tornar especialista em nada - ou antes, estava a tornar-se especialista na dispersão. Tinha sido contratado para fazer algo específico, que sabia e gostava de fazer.  Uma das grandes lições que acabou por tirar das nossas sessões de coaching teve a ver, justamente, com o facto de não termos de saber tudo e pedir ajuda e colaboração a quem sabe. Nós temos de nos focar naquilo que somos bons, continuando a nossa aprendizagem naquilo que é a nossa missão. 

Gentileza e generosidade
O Marshall Rosenberg, numa das palestras que deu, mencionou o caso de uma aluna que usava, de forma muito eficaz e competente, a linguagem não-violenta. No entanto, esta mesma aluna era incapaz de o fazer com a família mais próxima, nomeadamente a mãe e o irmão e martirizava-se por causa disso. 
A perfeição não é o objectivo e sim a melhoria contínua - talvez um dia ela fosse consegui-lo mas, se continuasse a sentir-se culpada, isso ia meter-se no meio.
Quantos mais atos de gentileza e generosidade conseguirmos realizar, mais atos semelhantes irão acontecer porque provocamos bem estar nos outros. 
Gentileza não é ceder, não é fraqueza nem é simpatia. Gostei muito desta definição para o significado de gentileza e desta para a generosidade.
A gentileza e a generosidade torna tudo mais suave e mais fácil. E é incrível como, por vezes, perdemos esta capacidade. Vamos usá-la, pelo menos, com os de casa. Porque mudar o mundo (e o teu ano!) começa dentro de casa.


Pessoas importantes
Estarmos com os outros é vital! E se não for possível estar, então ligar usando o telefone ou o skype e falar de viva voz!
Porque não marcar 2 almoços/lanches com pessoas importantes, todos os meses?
Eu marco um almoço com amigas e marco um almoço com a minha filha, todos os meses.


Estes podem não ser conselhos relacionados com foco, com determinação mas são dicas importantes para ajudar a nossa vida a ganhar mais suavidade e significado.


[Para marcação de sessões de Coaching, envia-nos um email para: info@parentalidadepositiva.com]

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O que precisa uma criança entre os 5 e os 12 anos? A Praça | RTP 27 de Junho 2016

30.6.16


LINK AQUI
  1. Amor e segurança
  2. Autonomia
  3. Tempo para brincar e descontrair

Hoje vamos por tópicos e precisas mesmo de escutar o programa :)
  1. Sentimento de pertença + importância do vínculo ao nível da auto-estima + Sistema limbico ou cérebro emocional
  2. Nivelamos por baixo e temos medo.Como temos pressa, fazemos pelas crianças. As crianças passam a achar que os pais querem fazer tudo e por isso passam a deixar que isso aconteça.
Há mais perigos mas há soluções = o caso de pontevedra
Escutar a criança - como é que escutamos de facto
3) Brincar é a forma que a criança tem para aprender, testar respostas e emoções

  1. A primeira coisa que a criança precisa é de amor e segurança porque só assim pode sobreviver. 
  2. A qualidade do vínculo é determinante para o seu desenvolvimento emocional
  3. Andamos sempre cheios de pressas e tiramos aos miúdos a capacidade de fazerem e de se testarem.
  4. A brincadeira é uma das formas que a criança tem de aprender sobre a vida e de testar respostas.

##12 - O meu filho não dá valor a nada - Novo vídeo no teu cana youtube!

30.6.16


Assina já e passa a receber notificações sempre que houve o upload de um vídeo :)

Saberemos, mesmo, escutar uma criança?

26.6.16


Nas 3ªs jornadas da Família, que aconteceram na passada semana, em Góis, e onde estive presente como oradora, a Doutora Gabriela Trevissan falou sobre os direitos da criança e é impressionante como somos os primeiros a violar esses direitos.

A Convenção dos Direitos das Crianças refere-se ao direito que esta tem em ser ouvida nos assuntos que lhe dizem respeito. E chegámos à conclusão que  escutamos mal a criança. Escutamos uma criança como se fosse um entretenimento, muitas vezes fazemos dela palhaço quando, sucessivamente lhe pedimos para repetir coisas que a expõem ao ridículo mas que nos divertem.
Quando falamos em respeito mútuo e igual valor é comum acenarmos com a cabeça, dizendo que sim, que respeitamos muito as crianças. Mas depois, e na prática, não somos tão bons e verdadeiros quanto isso.
Por isso pedia-te que ao longo do dia de hoje fosses prestando atenção às tuas interações com os teus filhos e fosses observando as dos outros.
O objetivo não é que nos tornemos em pais perfeitos mas antes que aproximemos as nossas relações com os nossos filhos dessa perfeição.
É esta ambição - a da perfeição - que me faz acordar de manhã feliz, pela possibilidade que tenho de fazer muito melhor (e, paradoxalmente, feliz por saber que não a atingirei!)

Mãehice - o síndrome pouco entendido

22.6.16
É verdade que este fenómeno acontece com os pais, mas em muito menor escala.
A maior parte das mães identifica-se com este termo - "mãehice" - que é uma espécie de síndrome que ataca filhos e mães e que se parece com manhã, mas não é.

É comum ouvir-se que
'Ele só faz isso quando tu estás aqui.'
'Vê-se mesmo que estás aqui porque ele põe-se logo a choramingar.'
'Pois é, mãe, sempre que é o pai a vir deixá-lo, ele não chora.'
'Pois é, mãe, sempre que é o pai a vir buscá-lo, ele não chora.'

Então o defeito está em nós, é isso?
Pois não, não é defeito. Nem feitio.

O que acontece são duas coisas:

1) A criança sabe que a mãe acolhe os sentimentos, os choros e que dá espaço para que eles aconteçam. A criança sente-se segura, nesse ponto.

2) Quando, no final do dia, a criança recebe a mãe com choro ou zanga [sobretudo quando na escola corre tudo bem], significa, mais uma vez, que sabe que a mãe vai acolher, da melhor forma, todos os sentimentos mais intensos, menos aceites na escola/socialmente. A criança sente-se segura em mostrar o pior que guarda nela.

3) Quando a criança choraminga está apenas a mostrar a sua insatisfação. É verdade que há alturas em que ela sabe que o choro lhe dará aquilo que deseja e aí a mãe precisa de identificar de forma clara o que está a acontecer. E a mãe também precisa de dizer ao filho que não é porque ele está a choramingar que ela vai mudar de ideias e lhe vai dar aquilo que já lhe disse que não daria.

4) Quando a criança chora de manhã pode não estar apenas a dizer que não se quer separar da mãe. Por vezes temos tendência em ficar na conversa com os miúdos, com as educadoras e a 'ganhar' espaço num espaço que não é nosso. Sabe-nos bem ficar ali, à conversa, a participar. E quando está na hora de regressarmos, o nosso filho chora. Há autores que se referem a este choro como uma necessidade da mãe, ou seja, o filho chora porque a mãe precisa de se sentir necessária. E, em certos casos, não é nada uma explicação descabida, embora te possa parecer, à primeira vista, complexa.
Mas nesta circunstância ele também poderá chorar porque quis acreditar que a mãe, que se demorou, ia ficar.

Seja como for, o síndrome da mãehice não é só manha e dá-se, sobretudo por causa do coração de manteiga que todas as mães têm e da enorme empatia e capacidade de aceitação que têm.


Devemos dar prendas no Dia da Criança?

1.6.16
No Sábado, quando estava no mercado com a minha filha, ela estava muito entusiasmada a falar-me sobre o dia 1 de Junho, que é o dia da Criança.
E a dada altura perguntou-me qual era a prenda que lhe ia dar. Eu parei o que estava a fazer e disse-lhe:
- Porquê uma prenda?
- Porque é o dia da Criança e todas as crianças têm prendas. Tal como tu tens no dia da mãe.

Então perguntei-lhe se ela sabia porque se celebra o dia da criança. Não sabia. Expliquei-lhe que é um dia que deve ser sempre lembrado porque há ainda muitas crianças que não vão à escola, que trabalham em vez de brincar ou aprender. Há crianças que vivem em países de guerra e que passam por coisas horríveis. Então este dia tem de ser lembrado para que nos possamos, pelo menos uma vez por ano, mobilizar e agir para as ajudar. Todas as crianças precisam de ser protegidas e precisam de crescer em locais seguros, emocionalmente e fisicamente.
Que seja um dia em que, para além disso, nos lembremos que a infância é um lugar muito especial.

Se lhe vou dar uma prenda? Claro que vou! Vou dar aquilo que lhe dou todos os dias: tempo, dedicação, brincadeira e hoje vou organizar tudo para chegarmos a casa e fazer o bolo que a minha miss me anda a pedir para fazer desde o início da semana. E quando o estivermos a comer vou perguntar-lhe como celebraram o dia na escola e voltar a lembrar porque razão é que este dia realmente existe e é importante ser celebrado.

Correndo o risco de parecer insensível, não sei onde é que fomos buscar a ideia que no dia da criança lhes temos que oferecer "uma coisa". É tão importante, nos dias de hoje, vermos para além do que parece evidente.
Na verdade, acredito, muito francamente, que é insensível da nossa parte oferecer "coisas" só porque dizem que é suposto oferecer. Estamos a confundir tudo. O dia da criança não existe por causa das prendas. Deve ser celebrado porque as nossas crianças têm a felicidade de viver num país livre, com acesso ao ensino e à saúde e deve ser uma ótima oportunidade para colocarmos as coisas em perspectiva.






Como é que se educa para a felicidade? | A Praça | RTP 31 Maio 2016

1.6.16




A felicidade herda-se?
Sim, há autores que defendem que a felicidade se herda. Na verdade, e ao que parece, herdamos 50% de propensão para sermos felizes. 10% tem a ver com a sorte (de herdarmos esses 50%, do sítio onde nascemos, etc) e 40% é atividade intencional, o que quer dizer que temos livre-arbítrio para decidirmos quem queremos ser e como é que queremos ser, apenas se trabalharmos essa transformação em nós.


Como é que pais que não são felizes podem / conseguem ensinar / ajudar os filhos a serem felizes?

Talvez seja uma das coisas mais difíceis de fazer, porque implica muita força de vontade, transformação e dor e que é deixar os padrões de comportamento antigos de lado. Mas talvez seja isso que nós devemos aos nossos filhos: a objetividade de tratarmos da nossa felicidade, de forma séria. Esse é o nosso maior dever para com a nossa família. É ingrato dizer que não fiz isto por causa dos miúdos ou que adiei algo por causa deles. Isso significa apenas que não se teve a coragem de o fazer ou se tomou essa decisão. As crianças, na maior parte das vezes não foram tidas nem achadas nessa decisão. A felicidade é por isso um ato de coragem e nunca, nunca, de egoísmo. Na verdade, deveria estar na constituição a obrigatoriedade de cada um tratar da sua própria felicidade. Quando já não o sabemos fazer isso pode tornar-se perigoso para todas as relações. Portanto, a melhor forma que temos de ensinar aos nossos filhos acerca de felicidade é colocando a nossa à frente. Pais Felizes = Filhos felizes.


Há pais que fazem tudo pelos filhos, dando-lhes tudo. Devemos dar tudo, tudo permitir? É assim que se faz felicidade?
A felicidade não está nas coisas e sim no valor que damos a essas coisas. Tudo permitir e tudo dar apenas retira a nossa capacidade em dar valor a tudo isso. Por isso a minha resposta é clara e penso que de bom senso. Não devemos dar tudo, não devemos remediar tudo.

Imaginemos que o seu filho parte a caneca favorita do pequeno almoço dele ou perde a carteira onde guardava os cromos para trocar. Ou ainda que não conseguiu chegar a tempo de comprar o bilhete para ir ao cinema com os amigos. Eu não preciso de o salvar ou remediar a situação. Não preciso de ir comprar a caneca ou mais uma carteira de cromos nem preciso de procurar arranjar alternativas àquela saídaa que ele ia ter nem sequer consolá-lo dizendo ‘deixa lá’. Preciso apenas de acolher os sentimentos dele em relação àquela experiência e deixá-lo encontrar as estratégias internas para ele próprio se salvar e confirmar o que de mais importante há e que é a certeza que ele sobrevive a tudo isto.


Qual deve ser o papel dos pais, quando ensinam felicidade?

Os pais não só modelam a felicidade - quando tratam da sua - como também criam experiências para se experimentar felicidade. E estas experiências são de duas formas - a forma como se aprende a ver o que se viveu, mesmo tendo sido aparentemente uma coisa má (quando por exemplo se retira aprendizagens); e o debate que é feito. E este debate prende-se com o pensamento, a reflexão, a atitude crítica e ponderada e que cada vez mais, infelizmente, se está a perder. Os pais e todos os adultos continuam a ser uma grande influência e não podem nunca recusar isto. Estou muito convencida que, no futuro, os miúdos mais felizes são aqueles que conseguiram esta atitude filosófica e de reflexão sobre os assuntos porque estarão a viver e não em cópia do que vêem nas redes sociais, por exemplo.

A moda do não dizer obrigada nem se faz favor nem do desculpe

4.5.16
Há uns anos um conhecido disse-me que não agradecia as mensagens que lhe enviavam nos anos. Nem sms nem os posts no facebook. Se lhe ligassem e atendesse, tudo bem mas não devolvia as chamadas do dia de anos. Perguntei-lhe porquê. Disse-me 'porque não, é assim'.
Não adiantei conversa mas ficou-me aquela na cabeça. Ora bolas, se tomam do seu tempo para ligar ou escrever, porque são tratados assim?

E por causa de um episódio que tive há uns tempos numa urgência num hospital privado aqui da minha zona, voltei a pensar no assunto. Por um erro gravíssimo tivemos a sorte de não nos ter acontecido uma tragédia. O assunto está entregue às entidades competentes e eu falo nele apenas por causa do 'desculpe'. Duas técnicas de saúde fizeram asneira da grande e se errar, em medicina não pode acontecer, a verdade é que acontece. E a verdade é que, no final, todos pudemos respirar de alívio. Só que no final faltou um 'desculpe'. E este "desculpe" não significa apenas que se admita o erro - que estava à vista! - mas significa que se lamenta o que aconteceu. É o que nos torna mais humanos. Mas não houve.

Tal como já não há o 'se faz favor' ou o 'não te importas' ou o 'desculpe' sem ser para 'dar licença'.
E esta moda de não mostrarmos aos miúdos que há palavras que por vezes têm de ser ditas porque são mais sobre o outro do que sobre nós deixa-me preocupada. Há um meio termo para tudo mas confesso que por vezes me dá a sensação que o bom-senso é coisa que se perdeu ou ficou aí numa esquina qualquer.

Pedir se faz-favor é um ato de cortesia e educação e os miúdos não aprendem apenas por modelagem. Aprendem quando lembramos que é importante dizer isso. Aprendem quando mostramos que o impacto das nossas decisões e palavras podem fazer a diferença nos outros. Aprendem porque o 'se faz favor' na frase é tratar a outra pessoa com atenção e é dizer-lhe que ela importa mesmo que eu não a conheça. Faz diferença, sim senhora. Tal como faz o 'obrigado' porque é um agradecimento a uma atenção. Porque são estas 'porcariazinhas' - como alguns insistem em chamar - que tornam os nossos dias melhores. É um sorriso nos lábios em forma de palavra.

A PÓS-GRADUAÇÃO É JÁ EM SETEMBRO!! MAIS INFOS? CLICA AQUI


Acordar cedo faz-me feliz! (volto ao mesmo tema!)

28.4.16
Ontem publiquei um post sobre um artigo que li e onde se diz que acordar cedo traz felicidade.
Depois de o ter publicado no Facebook recebi alguns comentários a dizer coisas como ‘eu fico é feliz quando durmo’ ou ‘eu sou feliz a dormir até ao meio dia’ ou ainda ‘se eu acordasse ao meio dia, morria’.
Heheh! Pois eu também gostava. Até descobrir que gosto mais de acordar cedo.
É óbvio que quando tenho de me levantar às 5h da manhã para apanhar o comboio das 6h50 que me vai levar a Lisboa é quando tenho mais sono. Curioso, não é? É quando me custa mais!

Mas quando decido acordar às 5h para trabalhar num texto, nos conteúdos de uma formação ou fazer um pouco de ginástica, então aí até sou capaz de acordar uns 10 mnts antes tamanha é a motivação.

A ideia é que eu acordo para fazer coisas que me deixam feliz, para ter tempo para mim, para tratar da minha felicidade. Não estou a dizer que quem não o faz não está a tratar de felicidade. Estou a dizer que quem o faz tem consciência disto. É uma decisão muito pessoal pegar na felicidade e tratá-la de forma seria e pessoal.
Nesse artigo que li referiam-se ao miracule morning, como uma especie de anti-stress, uma necessidade vital - eu sei que quem gosta de dormir até tarde pode não entender este conceito. E é mesmo isso que eu sinto. O momento da manhã é meu! Só meu. O anti-stress sobre o qual eles falam e o ‘pais felizes = filhos felizes’ em ação. É verdade que tenho um acordar ainda melhor quando acordo cedo. 

A que horas me deito? Cedo! Claro que preciso de dormir, como toda a gente. Talvez a maior diferença resida no facto de eu efectivamente me deitar cedo e, na volta, ainda durmo mais horas que a maior parte das pessoas que diz que precisa de dormir muito.


Vou dormir que amanhã estou na Rádio Renascença às 7h15 da manhã :)

Felicidade é...

27.4.16
... é acordar às 5h da manhã! Eu sei, pode não parecer normal mas finalmente li uma reportagem que diz que para sermos mais felizes deveríamos acordar mais cedo, todos os dias.

Eu acordo sempre entre as 5h e as 6h. Porquê?
Porque gosto, porque preciso, porque quero.

E sim, há 7 anos neste registo e confesso que sou bem mais feliz!!!

E tu, acordar cedo faz-te feliz?


Bullying - atuar já!

15.4.16
Foto Stim

Nos últimos tempos o tema bullying tem sido recorrente nas sessões de Coaching e Aconselhamento Parental.
Já aqui escrevi muito sobre o assunto e também no livro Crianças Felizes.

No entanto, hoje mais do que nunca, é importante recordarmos que o bullying não é um assunto exclusivo das crianças e que faz parte do que acontece nas escolas. O que faz parte é o conflito - isso existe em todas as relações. No entanto, o bullying diz respeito aos adultos: escola e pais. Somos nós, enquanto modelo e pessoas com o poder regulador que temos a obrigação de acabar com este flagelo.

É fundamental que pais e escola saibam que são eles os elementos com mais poder porque têm o poder regulador. Não é normal que uma criança bata ou humilhe. Pode ser habitual isto acontecer mas há uma grande distância entre uma coisa que é habitual e outra que se aceite como normal. Não é.

E se é verdade que as crianças se constroem também quando aprendem a gerir os conflitos, também é verdade que o saberão fazer de forma mais adequada quando esses comportamentos adequados são 'patrocinados'. O que é que quero dizer com 'patrocinados'? Quando se mostra como é que se faz, como é que se gere um conflito. Há crianças mais espevitadas que precisam que se mostre como é que se gere o impulso e a agressividade e também há crianças que não conseguem afirmar-se e precisam de um adulto que as ensine a fazê-lo.

É inadmissível, desonesto e cobarde virarmos as costas à agressividade que existe, neste momento, nas nossas escolas. É urgente atuar já!
Seria fundamental que as escolas e também os pais apostassem neste ponto e que se intrometessem, de facto, para que as escolas sejam lugares melhores.
É determinante que as escolas ensinem gestão de conflitos aos seus funcionários, assertividade e que, juntamente, com as associações de pais possam redefinir o seu papel. É urgente atuar já!
Temos de perder a vergonha e parar de achar que este é um problema que os miúdos conseguem resolver sozinhos. Não é. E quanto mais cedo ajudarmos na escolha dos comportamentos adequados (logo aos 4 anos!) melhor. Todos saímos a ganhar!

O que é que se faz na escola dos teus filhos, a este nível? O que é que se pode começar a fazer já?

A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo.*
Essa mão é a nossa.

* Lincoln

A MENSAGEM DO AMOR EM 5 PONTOS

11.2.16

Fiz anos - 38!! - na Segunda-Feira e acho que a festa está para durar porque não me organizei em condições e falhei a inspiração de Terça! Mas aqui está ela, à Quinta! E que te inspire, mesmo!

1. Acalmar e serenar - nunca falar de cabeça quente
Como fazer isto quando estás ao ponto de explodir? Respira fundo e pensa que não é o fim-do-mundo. Lembra-te de como é que desejas ser e como é que desejas que o teu filho te veja. É só isso? Para começar, sim!

2. Ouvir antes, falar depois e perguntar muito
Ouvir antes - o que pressupõe fazer perguntas... das boas! Nada de coisas tipo 'Tu queres mesmo que me zangeu contigo? ; 'Tu queres apanhar?'... Nada disto! Boas perguntas!

3. Antes do ponto nr.2, coloca-te ao nível do teu filho.

Pois, é mais fácil criares empatia com o teu filho e elimina ou atenua aquela vontade que por vezes temos em desfazê-los :) E nos momentos em que estamos serenas, ajuda-nos a ficarmos mais próximos ainda!

4. Reconhece os sentimentos dos teus filhos
Estás tão feliz por teres conseguido apertar as sapatilhas sozinho! Olha só para ti, rapaz!
Estás muito zangada comigo porque não te deixo comer o chocolate e deixo ao mano. Eu sei, e não é nada simpático ter de se ficar a dieta mas o doutor explicou que nestes dias tinha mesmo de ser assim. Quero que saibas que o teu fica aqui bem guardado!
Não é porque reconheces os sentimentos que tens de ceder ou fazeres algo que não queres.

5. Orienta e explica-lhe como é
Orientar é diferente de convencer ou explicar milhentas vezes. Orientar é mostrar o caminho.


Dias 13 e 14 de Maio vou estar na Madeira! Se quiseres mais infos, deixa-me aqui o teu contacto!

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