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CONSULTÓRIO DE PARENTALIDADE | AS TABELAS DE COMPORTAMENTO

20.1.17

Cá em casa já deixámos de gritar porque aderimos ao Desafio Berra-me Baixo e para isto correr bem a minha filha sugeriu que quem falasse alto tivesse um cartão vermelho, aliás ela ia fazer os cartões, acabou por não fazer... (não sei de onde lhe veio a ideia,nem se será positiva, talvez da escola).

Beijinhos


S.




Olá S.

A ideia de envolver toda a gente aí de casa é excelente. Primeiro porque o primeiro passo do desafio - que é tomar consciência que gritamos (depois falta o porquê) - está dado.
Depois, porque todos gostam de um desafio e querem sair vencedores.

Finalmente, porque a união faz a força.

A ideia dos cartões vermelhos é engraçada, sobretudo para a filha que pode apresentá-los e assim brincar um bocadinho 'aos grandes' e ter/sentir poder.

Agora o grande passo - e aí está já a trabalhar outro aspecto deste desafio - é criar vínculo e eu não acredito que se crie vínculo quando se mostram cartões vermelhos, que são punitivos [a questão de punir/castigar não é para aqui chamada - neste caso, refiro-me à carga simbólica da coisa].

A minha sugestão: já que a filha tem 5 anos, aproveitem para falarem do que gostaram e gostaram menos.

'Olha mãe, gostei quando vieste ao pé de mim e me pediste para vir jantar, mesmo quando já me tinhas chamado 2 vezes da cozinha. Já viste que não gritaste?'

'Filha, já viste que hoje de manhã conseguimos sair de casa sem stresses, sem correr. Estou mesmo feliz'.

'Mãe, da próxima vez, em vez de gritares da cozinha, anda ao pé de mim chamar-me. Sabes que por vezes estou distraída. E assim sempre podes ver os desenhos que estou a fazer.'

'Filha, fico tão chateada por te chamar 4 e 5 e 6 vezes para vires jantar. O que é que podemos fazer para isto não tornar a acontecer?'

Repare que em nenhum dos momentos há um juízo de valor em relação à outra pessoa. A mãe diz que fica chateada - mas não agride/acusa a filha.

Por outro lado, é a falar que as pessoas se entendem.


Cartões vermelhos não falam. São punitivos. Falar faz com que se reconheçam (tão importante), que se valide a evolução do desafio e que as famílias ganhem competências comunicacionais.

Já repararam que é muitas vezes nas famílias onde menos se fala?



Espero ter ajudado!

Grande!

16.1.17





Desde ontem que procuro palavras para descrever as emoções que se viveram este fim-de-semana, em Lisboa. Mas, na ausência delas, fica a mais importante de todas:


OBRIGADA

Pela confiança, pelo entusiasmo, pela força, pela criatividade, pelas gargalhadas, pela dedicação... pelo Amor!

Cada grupo é único! E por isso mesmo todos eles são especiais pela forma como se constroem, pelas dinâmicas que os caracterizam e, acima de tudo, pela incrível energia do bem que se forma... sempre!


Em cada grupo, sem excepção, saímos todos mais ricos, mais fortes, com muita técnica e prática, com olhos e ouvidos abertos, com um coração ainda maior e melhor e com uma enorme esperança no futuro que sabemos, depende muito de nós e do que nos propomos a fazer.

O Martin Seligman tinha razão - são as pessoas que encontramos que dão mais significado às nossas vidas.

E o Saint Exupery também:

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.






QUEM TEM MEDO DA PARENTALIDADE POSITIVA?

28.9.16


Todos desejamos que os nossos filhos sejam pessoas capazes quando forem grandes. Não os queremos com manhas, não os queremos estragados e, se for preciso que sofram um pouco para aprenderem, então que assim seja, pensarão alguns. Esta forma de pensar, profundamente enraizada, parece garantir o sucesso no estilo de educação. E se é certo que a educação autoritária resulta no imediato, como já expliquei aqui, também sabemos que no médio e no longo prazo não é bem assim. Trabalho com muitos pais e é frequente ouvir 'nem a palmada funciona, ele já não tem medo de nada, desafia-me'.
Continua a confundir-se parentalidade positiva com permissiva. Eu percebo isso - o positivo faz pensar em permissivo e permissividade é ausência de limites e é não querer saber. E nenhum pai deseja sê-lo. Mas a parentalidade positiva não é nada disso.
Continua também a confundir-se parentalidade positiva com 'ter muita paciência'. Muitos pais precisam de deixar claro aos filhos que a sua paciência tem limites e utilizam um tom agressivo para o fazer, como se fosse um direito seu desrespeitar o filho, como se fosse uma obrigação do filho conseguir ler o estado de espírito do pai.

Esta ausência de competência assertivas em nós sempre foi mascarada pela permissão que nos damos em sermos mais agressivos, em ensinarmos pela via mais fácil e com a qual aprendemos.
Só que hoje, mais do que nunca, temos ainda mais responsabilidades - primeiro porque temos acesso a mais informação sobre o impacto de tais comportamentos no desenvolvimento emocional da criança [a criança pensa e sente e aprende]; de seguida porque a noção de respeito parece ter evoluído e a criança começa, finalmente, a contar; por outro lado, alguns pais não querem copiar o modelo que foi usado na sua própria educação. Na ausência de modelos equilibrados, procuram por tentativa erro aqueles que lhe servirão melhor. E, com alguma frequência, caem nos extremos, seja tudo permitindo, seja tudo impedindo, da forma que for. Finalmente, verifico que muitos pais precisam de existir na relação, de terem as suas necessidades escutadas e, porque isso não acontece, permitem-se um certo descontrolo, permitem-se colocar a culpa no outro por não se sentirem respeitados, por não terem o que precisam sem, em algumas situações, terem até noção disso mesmo. E esta é uma profunda desresponsabilização do adulto. Todos temos de descansar, de nos aprender a autorregular e, também desenvolver competências assertivas. Sobretudo se somos pais de crianças exigentes.

Simultaneamente, é importante juntarmos a este post informações científicas - e não meras opiniões e pensamentos - que nos confirmam tudo aquilo que acabei de escrever.

O Centro de desenvolvimento da criança, da Universidade de Harvard afirma que para que possamos guiar de forma eficaz as nossas crianças, isso implica que nos possamos recentrar e autorregular.
'Para favorecer o bom funcionamento executivo [do cérebro], isso implica um acompanhamento sensível e apropriado assim como uma aprendizagem individualizada'.  Os miúdos precisam de nós para aprenderem. Achas mesmo que sabem calçar um par de sapatos sozinhos, se nunca o fizeram? Achas mesmo que é porque ameaças e gritas que ele vai descobrir? E se já o ajudaste, achas mesmo que consegue aprender à primeira, em todas as circunstâncias?

'Este acompanhamento deve acontecer num ambiente onde a criança possa fazer escolhas, dirigir as suas próprias atividades enquanto que o adulto se apaga progressivamente. Nestes ambientes, o adulto oferece um apoio e sabe autorregular-se [...]. São ambientes onde o adulto se mostra disponível, sem pressão e onde este consegue dar do seu tempo para ajudar as crianças a usarem as suas competências em desenvolvimento.'

Porque motivo temos tanto receio em promover o pensamento crítico? Porque receio temos tanto receio em dar a escolher?
É uma pena que, por falta de paciência, não nos consigamos auto-controlar e sermos aquilo que temos de ser para os nossos filhos [e todas as crianças com quem lidamos]: pessoas que ensinam e guiam. Só isso.

O que fazemos com as nossas necessidades, com as nossas explosões de raiva, com as nossas frustrações? 
Diz-me tu - ou pensa nisso: O que fazes com elas? Quem é que tem de lidar com tudo isso?
Eu escreverei um post a pensar nisso.


Este é um dos temas de fundo da Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas. Podes ver mais informações aqui





As 3 competências fundamentais a serem trabalhadas na escola e que valem ouro na vida da criança

2.9.16


Para além do saber, a escola é um lugar extraordinário para trabalhar as competências sociais que vão ser ferramentas fundamentais para o seu crescimento enquanto pessoa comprometida, atenta, feliz.
Se é verdade que a escola existe para ensinar e transmitir conhecimento, também é verdade que cada professor e cada auxiliar são adultos de referência nas suas vidas e que fazem mesmo toda, mas mesmo toda a diferença. 
Na verdade, não acredito que nenhum educador ou professor vá para esta profissão sem acreditar que assim é!


Na escola também aprendemos competências sociais. Quais são essas?

Eu sou capaz
Eu sou capaz de adiar a minha vontade de ir já para o recreio brincar e ficar a terminar de pintar o meu desenho. Eu sou capaz de tocar o solo em guitarra na festa de final de ano. Eu sou capaz de dizer ao João para parar de me chatear.
A autonomia trabalha-se em sala.

Eu tenho valor
Eu tenho receio de não conseguir fazer melhor e por isso não arrisco. Eu gosto de aprender e fui feito para aprender!
Todas as crianças têm dentro de si um enorme potencial. Basta saber ver e ajudar a trazer tudo isso cá para fora. Aposto que qualquer uma delas vai agradecer, mais tarde!





Eu sou responsável
Eu sou responsável pelas minhas escolhas e estou a aprender a lidar com a frustração de fazer escolhas erradas. Eu sou responsável por gerir as minhas emoções mas como ainda não o sei fazer muito bem, preciso que me mostrem como é que isso se faz. Eu sou responsável pelo meu material da escola e por arrumar esse mesmo material no final do dia.
E preciso de ajuda, que me acompanhem e corrijam porque só assim posso aprender. 


Estas 3 competências precisam de ser muito bem trabalhadas antes dos 6 anos de idade. 

Primeiro: porque o cérebro é capaz de absorver toda esta informação muito mais facilmente. Depois, porque a criança precisa desta ferramentas - são-lhe de enorme utilidade!
Segundo: porque estão na base da construção da forma de ser dessa criança. Até aos 6 anos a criança vai enraizar comportamentos e crenças. Depois dessa idade é mais difícil. Porquê? Porque teremos de desconstruir padrões de comportamentos e pensamentos menos favoráveis.

Vou fazer uma ação no Porto, de dia inteiro, sobre estas 3 competências para mostrar exatemente como é que elas podem ser trabalhadas. São bem-vindos todos os interessados que trabalhem com pais e crianças - professores, médicos, psicólogos, terapeutas, auxiliares, assistentes, enfermeiros - e, naturalmente, os pais.
Inscrições limitadas.

Email de contato: geral@dbarriga.pt 
Morada: Rua Sarmento Beires 339 4250-449 Porto
Telefone DBarriga: +351 938 359 665 | +351 220 120 945

MAIS PRÓXIMA DO TEU FILHO? 4 DICAS INFALÍVEIS!

22.8.16




Há alturas em que nos apetece desfazê-los com beijinhos. E depois há outras em que o desfazer não seria, com certeza, dessa forma.

Para uma ou outra circunstância, toma nota destas 4 dicas para ficares ainda mais próxima deles:

#1. Prepara-lhes um aperitivo
Pode ser algo mais saudável como uns sticks de cenoura ou simplesmente uma pequena tigela com batatas fritas e um sumo de laranja. Sim, estou mesmo a falar a sério!
E se puderes, sentem-se os dois a olhar para a janela, com uma música ambiente.
Vais ver como é tão bom!

#2. Beijinho à eskimo
Esta ganha sempre, não ganha?

#3. Conta uma anedota ou uma curiosidade que faça rir ou ainda, brinca com a situação!
Usar o sentido de humor, sobretudo naqueles momentos mais tensos é meio caminho andado para tirar a tensão das situações.

#4. Um abraço
No momento ou depois, um abraço compõe as situações e reforça as que já são fortes. Desde que seja honesto e querido pelas duas partes.

Beat it ou o código fun

23.5.16


Um bocadinho na linha do último post de educação e parentalidade positiva, tenho um novo desafio para ti.
Da próxima vez que o teu filho fizer uma coisa que tu não gostas [yep, do tipo dar-te um empurrão, um estalo ou pôr a língua de fora ], brinca, goza!
Como?
Assume que a partir de agora aquele empurrão ou língua de fora é um código entre ti e ele.
‘Um código?’, dizes tu? Yep!
E que tipo de código? O código fun!
E depois? Da próxima vez que ele deitar a língua de fora, põe-te a cantar e a dançar uma música qualquer, de forma muito teatral. Queres uma música? Eu uso esta. Não sei de cor a letra toda mas dá-me um swing brutal e não tenho de pensar muito. A própria música diz ‘beat it’.
Na maior parte dos casos, essa careta é a forma dele mostrar que não está feliz e ainda está a aprender a gerir emoções e sentimentos. Tu também de vez em quando não te passas?
Mas a questão é: se for uma careta daquelas que tu sabes que não é de maldade ou um empurrão que foi mais um reflexo que outra coisa, porque razão levar a coisa tão séria?

http://youtu.be/meT2eqgDjiM

Isto não é uma newsletter... mas está espectacular!

11.12.15




Em breve, um Canal You Tube!

Dói-me mais a mim do que a ele' e outros mitos sobre a palmada. 10 motivos pelos quais a palmada não funciona

11.12.15
Estes são os 4 motivos pelos quais eu não bato nos meus filhos.  Há umas semanas, no Porto Canal, estive à conversa com o Ricardo sobre este so-called-hot-topic. Não que eu considere a palmada um tópico porque, felizmente, sei que estamos a evoluir e, como em tudo numa evolução, estamos a aprender a acertar o passo. Uns dias sendo mais permissivos, noutros menos e noutros muito assertivos. Talvez não numa década mas acredito que vamos evoluir para a fase em que a palmada deixará de ser um tópico porque as pessoas também evoluíram e não a vêem como opção (sobre isto falamos mais abaixo).

1. A palmada só tem uma coisa positiva.
Qual é ela? Funciona no imediato!
As más notícias quais são? É que funciona a curto prazo, ou seja, funciona naquela situação específica e funciona durante pouco tempo. Porquê? Porque vamos percebendo que não é por bater que o nosso filho não vai fazer aquilo que nós não queremos que ele faça. O bater pouco garante. Ele faz, nós batemos e, naquele momento ele pára. Mas continua dali a uma hora, dali a uma semana ou mês.
A má notícia é, portanto, que a palmada não evita o comportamento.

2. Os estudos
Existem muitos estudos que nos provam uma série de coisas acerca da palmada. Um diz-nos que a zona do medo é maior em crianças cujos pais batem (acerca da palmada terapêutica ou sacode o pó, podes ler mais abaixo). Outros estudos dizem que pais que não apanharam quando eram miúdos não têm como opção a palmada porque sentem que isso os desrespeita e desrespeita os filhos. É bom de notar que em lares onde não se usou esta opção, os filhos não a usam mais tarde. Finalmente, comportamento gera comportamento. Qual é que escolhes?

3. Bato em ti porque bateste no teu irmão
Não deixa de ser uma frase irónica e hipócrita. Esta frase ensina que, porque eu sou maior que tu então ‘toma lá que é para aprenderes.’ Ensina então que é a lei do mais forte sobre o mais fraco que é a melhor. Não ensina nada em relação a firmeza e a assertividade - elementos chaves para a construção de uma personalidade segura e que todos os pais desejam que os filhos tenham.

4. Bato em ti porque me pões doida
Devia ser obrigatório todos fazermos alguma formação de desenvolvimento pessoal ou lermos sobre o assunto porque - e embora isto possa parecer estranho - a verdade é que cada um de nós é que escolhe o seu comportamento. O que é que eu quero dizer com isto? Não é a criança que me põe doida. Eu é que não aprendi ainda a gerir as minhas emoções, ainda não aprendi a lidar com as minhas frustrações e, então, rebento e bato. Porque, supostamente, tu me puseste assim… Vale a pena pensar nisto, não vale? Serás tu ou serei eu?

5. Dói-me mais a mim do que a ti
Muitos de nós acreditamos que não é possível educar sem fazer a criança sofrer. E, embora não o queiramos fazer, acreditamos que há alturas em que isso é absolutamente necessário. Quais são essas alturas?

i)A criança precisa de saber que não é ela que manda. ii)A criança precisa de saber obedecer. 

iii) A criança precisa de saber que não pode ter tudo o que quer.

Será? Ou será assim:

i)A criança precisa de saber que tem um adulto que sabe o que está a fazer e que é emocionalmente madura.

ii)A criança precisa de saber que é escutada, que é importante escutar. Nós, adultos, devemos oferecer-lhe as oportunidades para que ela possa cooperar.

iii)A criança precisa de saber que os limites são construtores e servem para assegurar a sua segurança física e emocional.Nós, adultos, precisamos de nos lembrar que o mimo não estraga. O que estraga é a falta de limites.

6. Quanto mais me bates mais eu…
me revolto, afasto de ti, procuro pessoas e influências na justa oposição de quem tu és. É assim com todos, sobretudo com as crianças.

me aninho, me fecho e tenho medo - deixo de pensar por mim, deixo de sentir valor e de me sentir capaz. Torno-me um trapo, submisso, sem vontade e sem capacidade de me encontrar.


7. Desenvolvimento cerebral
Pois é, lá tinham de vir estes estudos - e repara que deixei isto quase para o fim porque qualquer um dos pontos acima são já bastante óbvios. E sim, é verdade que crianças que apanham têm a área do cérebro referente ao medo e aos alarmes maior. Valerá a pena fazer com que os nossos filhos estejam constantemente em estado de alerta, com tudo o que isso acarreta (libertação de mais cortisol, batimentos cardíacos mais elevados, estado de stress constante?).


8. Mas uma palmadinha na hora certa
Se vem mal ao mundo? Pois eu acho que essa não é a questão (mas para isso tens de ler o ponto que se segue). Então se esta palmadinha pequenina, de enxotar o pó é isso mesmo, uma palmadinha que é só para ele ver quem manda, sem intenção de magoar… para que bates? Porque não, em alternativa, agarrar na criança com firmeza (leste firmeza, não é força!) ou tocar nela para a ‘acordar’. Sim, porque na verdade parece que essas palmadas são só uma lembrança para isso mesmo. Acorda. 


9. Mas uma palmadinha na hora certa - versão 2
A questão é: como é que eu me quero ver enquanto pai? Quero ver-me como uma pessoa que soube lidar com as situações próprias do crescimento de uma criança ou como aquela cuja criança era um embaraço? Quero ser fonte de inspiração? Ou quero criar uma relação sem grande significado? Se dá mais trabalho passar a usar a Parentalidade Positiva? Claro que dá porque é uma mudança de mindset. Mas, as boas e maravilhosas notícias são que a mudança se faz, que fica e que, melhor do que tudo, o que vamos colher é extraordinário!


10. Eu até mereci a palmada que recebi!
Quem, no seu perfeito juízo, acha que merece que lhe batam? Ninguém merece ser agredido, sobretudo por aqueles que, supostamente, deveriam proteger, ensinar e direccionar os comportamentos. 

O ideal é sermos corrigidos, ensinados por pais que se sabem gerir. Mas, na falta disso, aceitar ser-se agredido, não pode vir de alguém no seu perfeito juízo.


+1  Sim, isto é tudo muito bonito mas como é que eu faço então, se não uso a palmada?
Sentas-te em frente ao teu computador ou encostas-te para trás um bocadinho com o teu tablet ou telemóvel na mão e lês este blogue e assinas esta newsletter. Depois, recordas que a mudança é um processo e, como em tudo, é algo que acontece de forma gradual, com avanços e recuos. Mas que o objectivo é sempre a melhoria contínua e nunca, nunca, a perfeição!

Se gostaste, partilha! E se queres saber mais ainda, aprender e contagiar outros, clica aqui.



Como colocar limites de forma eficiente e sem gastar energia

12.11.15
Para quem pensa que Parentalidade Positiva é Parentalidade Permissiva, deixa-me que te diga que colocar limites claros, justos e que ensinem não é tão simples quanto isso.

Como sabes, mimo a mais não estraga – o que estraga é a falta de limites, justamente.

O truque está em colocarmos limites justos e apropriados. A nossa missão é manter os miúdos em segurança (física e emocional) e ensiná-los nas mais diversas situações e oportunidades.

Por isso não exageres nos limites nem sejas picuinhas. Escolhe aqueles que vão ser os mais importantes para o crescimento deles e mantém-te fiel ao que decidiste.


João Maria, já te disse para não saltares em cima do sofá! Não te volto a dizer!!

Diz antes:


João Maria, tu gostas tanto de saltar! Salta aqui no chão, que também pode ser divertido e pelo menos não corres o risco de cair.

João Maria, eu sei que tu adoras saltar no sofá! Vê-se na tua cara. Agora preciso que te sentes aqui um pouco, sem fazer barulho. Vamos aproveitar e ler uma história. Qual preferes?

Como promover a participação da criança nas lides domésticas? | A Praça | RTP 28 Out 2015 | Programa #5

30.10.15
Este foi o tema desta semana n'A Praça. E os temas estão cada vez mais interessantes! Todas as semanas deixo aqui o link e também um texto de apoio!! Procura sempre por RTP


A resposta à questão Porque é que os miúdos não participam nas tarefas domésticas é muito clara: porque não os educamos nesse sentido. Ponto final.

É verdade que vivemos de forma diferente da dos nossos pais e ainda mais diferente da dos nossos avós. E também é verdade que não nos casamos tão cedo e estudamos até mais tarde. A nossa realidade é totalmente diferente.

Então como é que se dá a volta a tudo isto?
Os filhos são nossos e facilmente percebemos quando é que estão prontos (e desejosos) de participarem nas tarefas domésticas. Logo ali aos 18 meses eles estão prontíssimos para nos ajudarem. Podem levar a fralda para o caixote do lixo, podem ajudar a deitar fora as cascas das cenouras que descascamos ou até a arrumar as meias nas suas gavetas. E quem diz meias, diz brinquedos.

Quando colocamos os miúdos a fazerem estas tarefas connosco, então estamos a influenciá-los de uma forma muito bonita: olha para o que eu digo e olha para o que eu faço. Na verdade, não podemos nunca subestimar a nossa influência enquanto pais.


O meu filho de 2,5 anos quer ajudar-me sempre quando estou a cozinhar: a cortar, a partir a massa para cozer, a levar os pratos para a mesa. É um querido mas é muito pequeno e tenho medo que se magoe.

O mundo torna-se num sítio ainda mais interessante a partir do momento em que os miúdos se passam a deslocar sozinhos. Até ali, eles tinham tido a nossa ajuda para muita coisa. Agora que se descobrem livres, autónomos e até já se sabem exprimir, a banda sonora passa a ser ‘don’t stop me now’. Mas a verdade é que eles ainda são pequeninos e precisam muito da nossa ajuda. Quando o meu filho de 2,5 anos quer vir para o pé de mim ver a água que coze a massa ferver, está em zona perigosa. Quando ele quer ajudar a a cortar as cenouras com a faca afiada ou quer varrer mas, em vez de varrer está a sujar, pode também estar a entrar numa zona muito perigosa.

A nossa tendência natural é colocá-los para fora da nossa área de actuação. Primeiro porque é perigoso e em segundo lugar sem eles ao nosso lado, fazemos as coisas mais depressa.

Soluções:
Dar a oportunidade à criança de participar - dando-lhe uma faca de manteiga para ele cortar as cascas das cenouras; uma tigela para ele fazer a sopa para os bebés deles e deixar varrer. Compre-lhe uma vassoura e mostre-lhe como se faz. Peça-lhe para arrumar as caixas de plástico, deitaro cartão no caixote do lixo certo ou provar o arroz a ver se falta sal.

Quanto mais envolvida a criança se sentir, mais vai querer contribuir e isso passará a ser uma situação natural para a qual não necessitarás, mais tarde, de insistires. Mas por favor, insiste


O meu filho de 9 anos recusa-se a ajudar nas tarefas domésticas. Diz que não é meu empregado e que tem de ajudar. Como é que o obrigo?
É normal esta situação começar aos 6 anos inclusivamente. Primeiro porque as crianças passam a ter uma consciência de si diferente. Em seguida, porque vão copiar muitas expressões que escutam e passam a usá-las como adequadas à sua idade e maturidade. O que não é verdade. Em seguida, porque quando eram mais pequenas, foram convidadas a saírem da zona onde queriam participar. E porque aprenderam a não participar, porque não eram queridas, então agora já não querem. O que fazer?

Começar por pedir ajuda e a perguntar como é que fariam? Nestas idades os miúdos gostam de se sentirem importantes - gostam de mostrar que sabem e, se o soubermos fazer, gostarão de aprender connosco. Então, em vez de atribuirmos tarefas, podemos pedir o contributo deles - que é mais ou menos a mesma coisa mas com um grau de envolvimento diferente. Podemos pedir para compararem preços dos produtos nas lojas online, podemos organizar uma festa surpresa ao pai e envolvê-los também. De manhã, podemos passar a acordar todos mais cedo para termos tempo de deixar a cozinha arrumada e as camas feitas. E é normal que eles se esqueçam de fazer estas tarefas - não é por mal - e não podemos levar a mal. A nossa função é recordar : Filipe, a cama! João, a caneca está em cima do balcão.’ Sem andarmos de dedo em riste. E depois, naturalmente, valorizar a ajuda!

Eu vi que a tua cama ficou com os cobertores mesmo bem esticadinhos - parecia cama de hotel!

João, nem queria acreditar quando percebi que a máquina da loiça estava a lavar! Que bom, logo à noite, graças a ti, vamos ter a loiça limpa.

Ao sentirem que o seu contributo é válido, as crianças passam a querer ajudar.

Quanto mais encorajamos a competência da criança, mais ela se sente envolvida e capaz e isso promove a competência e a sua autonomia. No limite, é mesmo para isto que educamos: para termos adultos independentes, autónomos, capazes e que saibam tratar das suas vidas.



Obrigada por me ajudares a melhorar, todos os dias! Obrigada pela sugestão de temas, pela partilha de experiências! Se ainda não preencheste a tua parte, clica aqui!

Os maridos e a parentalidade positiva em 5 pontos fundamentais

29.10.15


Perdoem-me as generalizações... Esta é uma questão que me é colocada recorrentemente e nunca me disseram 'E a minha mulher? Como a faço mergulhar neste maravilhoso mundo novo?'
Mas eu imagino que haja muitos pais que gostariam que as mães lessem mais sobre este assunto. Por isso este texto é para ti, também. Apenas escolhi este título porque penso que te chamará mais depressa a atenção do que um simples 'e quando não estamos alinhados.'

Generalizações à parte, vamos dar início a este post que eu sei que é dos mais esperados!

É verdade que um dos motivos de maior tensão em casa, entre pais, é quando estes não estão alinhados. Pior: é quando discordam, de forma fundamental, em muitos pontos. Sobretudo na forma como educam os seus filhos.

Então como é que damos a volta a isto?

1. Descobrir qual é o objectivo do outro educador
Ninguém quer falhar na educação dos seus filhos. Daí que utilizemos diferentes formas de lá chegar, tendo em conta quem somos, o tipo de educação que recebemos, quem desejamos ser e as expectativas que temos.
Se somos mais agressivos é porque sabemos que essas formas funcionam. No imediato. Só não funcionam no médio e no longo prazo, como já te expliquei aqui. E também não promovem o respeito na relação e o igual valor entre pais e filhos. Real valor, perguntas tu? Sim, real valor. Eu sou a mãe do meu filho, sei algumas coisas mais que ele e a minha missão é educá-lo. Mas ele, enquanto pessoa, tem tanto valor quanto eu e, por isso mesmo, é merecedor do mesmo respeito que eu.
Por isso quando o teu marido ralha com o teu filho porque ele não quer estudar, por favor reconhece o objectivo dele:
'Estás mesmo com receio que ele volte a tirar boa nota, não estás?'
'Como é que podemos ajudá-lo a concentrar-se e a ter melhor aproveitamento?'

2. Reparar nas coisas boas
Podes não acreditar, mas há sempre uma ou outra coisa que el@ faz bem. Tens é de estar atent@. E dizer-lhe. Porque se só apontas o que há de mau, não podes esperar que o outro queira mudar ou aprender mais sobre Parentalidade Positiva. Vai estar concentrado em explicar porque é que a forma dele é a melhor.

3. Não faças nada
Faz tu - segue o teu caminho e faz como te manda o coração.

4. Faz-lhe chegar informações das mais variadas formas
Há quem tenha lido partes do meu livro Crianças Felizes, tenha vindo aos workshops em casal ou, volta e meia, reencaminhe as newsletters. Sem grande pressão, dizendo que gostaste de ler e que gostava de partilhar com ele.

5. Escreve quais são as tuas intenções e os teus valores
Os americanos podem ter muitas coisas diferentes mas dou-lhes o valor por gostarem de fazer listinhas e check lists.
Pega num caderno e escreve o que desejas ensinar ao teu filho.
Que seja generoso? Ensina-o a alegria de partilhar!
Que seja curioso? Lê livros, passeia com ele.
Que seja educado? Mostra-lhe como é ser-se educado com os outros.
Que seja assertivo? Ensina-o a falar sobre aquilo que ele sente.
Que se faça respeitar? Respeita-o e faz-te respeitar!
E por aí fora. E partilha isso com o teu ou a tua companheira.

Espero ter ajudado!
Também podes ler este post a seguir:

Devemos ou não devemos discutir em frente aos miúdos?





Parentalidade Positiva ou Parentalidade Permissiva?

23.10.15
Ainda não tinha tido a ocasião de falar sobre a Acção Parentalidade Positiva ou Parentalidade Permissiva.

Mas antes quero agradecer o convite que o Município de Valongo e a toda a organização pelo profissionalismo e carinho com que sempre me presentearam!

É muito bom e positivo perceber que as autarquias se interessam por estes temas e percebem que a área da Parentalidade e da Educação são importantes, cada vez mais importantes.


O auditório estava cheio - cerca de 200 pessoas  - a um Domingo de manhã, chuvoso e frio! Obrigada a quem veio mesmo assim! Obrigada pelo interesse e pelas questões tão importantes!

Podes ver mais fotos neste link e ler mais sobre essa manhã.










Podes ver aqui outra iniciativa semelhante. Para iniciativas na tua comunidade, envia um email para info@parentalidadepositiva.com



 

Quem tem medo da Parentalidade Positiva? [+12 +1 textos inspiradores!]

30.8.15
Todos desejamos o melhor para os nossos filhos: que tenham saúde, que sejam felizes e que sejam crianças educadas, respeitadoras do outro e de si próprias. Que se safem na vida, que sejam assertivas, que saibam procurar a sua felicidade, que se defendam.

Quando os educamos usamos as melhores estratégias que temos à mão: as que aprendemos com quem nos educou e também aquelas que têm mais a ver connosco, com o momento. Fazemos o nosso melhor. E sim, castigar e bater funcionam - como já tantas vezes disse aqui - no imediato. E muito provavelmente é isso que procuramos: que funcione. No imediato. Aliás, a maior parte de nós foi castigado e apanhou uma palmada ou outra dos pais e não veio mal ao mundo. Muitos de nós dirão que os pais até estavam correctos em castigar e bater porque a mensagem passou.

Depois parece existir o outro lado da questão - o lado mais permissivo, o lado em que tudo se permite, seja por falta de firmeza, por cansaço ou sentimento de culpa - e quando tudo se permite, então mais cedo ou mais tarde as coisas vão dar para o torto. Uma educação sem limites é uma educação em que a criança se sente perdida, não se consegue gerir e percebe que os pais, sendo incapazes de lhe colocarem limites [que na verdade são determinantes para que ela cresça em segurança emocional e física] então também são incapazes de a defenderem, o que torna a vida  profundamente angustiante. E quando aprende a viver sem limites e a fazer o que deseja [não porque ela quer mas sim porque foi assim educada] então irá ter muita dificuldade em entender que as regras são absolutamente necessárias ao bem estar e à segurança - não só as dela como às da sociedade em geral.

Simultaneamente, parece haver algum receio na nossa capacidade em educar sem ser à força.
E quando escrevo estas palavras tenho a certeza que haverá leitores que se perguntarão se tento convencer os meus filhos com palavras mansinhas, com muitos pedidos ou com estratégias de convencimento. Se negoceio muito e se cedo outras tantas vezes. No entanto esta não é a questão.

Educar não são apenas ordens que damos aos miúdos que têm de ser inequivocamente aceites.

Educar pressupõe estabelecer uma relação com a criança que, ao sentir-se ligada a nós terá mais vontade de cooperar.

Educar pressupõe também o uso do bom senso, saber escutar, negociar quando for necessário negociar e estabelecer regras claras [da próxima vez que enunciares uma regra, tenta perceber se ela está totalmente clara para a criança e se ela a percebeu direitinha, por exemplo].

Educar pressupõe saber que o nosso papel é liderar e, como tal, esse papel não pode ser posto em causa - em princípio sabemos que estamos a fazer o certo.

Educar pressupões sermos firmes e gentis também - não precisamos de fazer birras nem precisamos de colocar caras de maus, nem de levantar o tom de voz, nem de ameaçar. Na verdade, se normalmente o fazes, é muito possível que os teus filhos já se tenham habituado e já não te escutem. E sim, é natural depois dizeres que já tentaste tudo mas eles não te escutam... :)

Educar sem castigar nem bater não é impossível - e não faz mal se já o fizeste. Mas quero que saibas que é possível QUANDO tens como foco ensinar o teu filho a escolher e a tomar as melhores decisões e comportamentos que o vão beneficiar, ensinando-o a gerir o que ele sente e o que pode fazer com a frustração de não ter a mochila que tanto deseja. Dá trabalho, claro! E se não estás para ter trabalho então claramente esta filosofia não é para ti. Mas ao começares a ler sobre este assunto vais perceber que aquilo que ganhas é uma relação com os teus filhos com ainda maior significado, com ainda mais valor do que aquela que já tens.

Educar com base na Parentalidade Positiva promove a autonomia da criança e uma auto-estima mais segura e portanto ajuda a criança a pensar pela sua cabeça e, aos poucos, a tomar as melhores decisões para si.

A Educação Positiva não é uma educação para fofinhos nem cutchi cutchi.
Quando se educa com base na Parentalidade Positiva diz-se 'não', diz-se 'chega', estabelecem-se limites muito claros MAS percebemos que não são precisos gritos, nem caras de maus nem tão pouco ameças. Zangamo-nos com os nossos filhos? Claro que sim! Como também nos zangamos com outras pessoas.

Educar com base na Parentalidade Positiva NÃO anula o conflito, não aniquila as birras mas dá-nos outras formas de gerirmos essas situações sem que elas se tornem desgastantes, frequentes. Mas 'Eu já lhe disse 4 vezes, já conversei com ele e ele volta sempre à carga', dizes tu. Então clica aqui.

Chego à conclusão que muitos de nós temos tanto receio que os nossos filhos não dêem certo, que tenham problemas, no futuro e também no presente,  por conta de uma suposta falta de educação, que não sofram o suficiente para saberem o quanto a vida custa que, com vontade de ensinar o que realmente é importante, achamos que é mais seguro irmos pelo uso de estratégias mais autoritárias e que, pelo menos connosco, parecem não ter falhado.

No entanto, quando o foco é a criação de uma relação parental com significado, com base nos valores que são importantes para cada família, então é impressionante ver que a cooperação entre pais e filhos se torna muito mais fácil, fluída e feliz. Naturalmente, e para quem está a ler e a descobrir isto pela primeira vez, o receio pode ser grande. Mas o que eu garanto é que não só é possível como é extraordinariamente gratificante.
E, por ser uma filosofia, a mudança não acontece do dia para a noite. Nem o objectivo é a perfeição e sim a melhoria contínua.

Por isso mesmo, e para te ajudar, juntei 12 textos fundamentais a seguir. Boa leitura, bom fim-de-semana e boa entrada em Setembro!

[ah! já conheces o desafio Berra-me Baixo?]

1. As modernices da parentalidade]
2. Birras, castigos e consequências
3. As birras dos pais
4. 10 dicas para praticares a Educação e a Parentalidade Positiva
5. Educação Positiva - como explicar o que é?
6. Tu não mandas em mim!
7. 5 formas para aplicar a Parentalidade Positiva
8. Confundir o bater com o não educar
9. Diferença entre as diferentes educações
10. Levas com a parentalidade positiva em cima!
11. GPS da Educação
12. 4 motivos pelos quais não bato nos meus filhos
+ 1 . A palmada e o castigo são a lei do menor esforço



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ESPECIAIS

27.8.15
Já há muito que faço temas 'Especiais' aqui no blogue.
E vou continuar! :)
Para não perderes pitada, vai ficando atenta por aqui ou por aqui ou ainda por aqui.


Um beijinho!

Os maridos e a Parentalidade Positiva

12.8.15


Talvez uma das coisas mais difíceis no que toca à educação é quando não estamos alinhados à forma de educar os nossos filhos. E eu sei que isso pode ser devastador para a vida do casal e da família.
E uma vez que estou a preparar este post, podes deixar um comentário e pontos que gostarias de ver focados.

Próximos workshops à distância e o que se diz!

11.8.15

Gosto, cada vez mais, deste formato à distância. Inicialmente, podes estranhar porque não é presencial nem sequer há imagem. Mas a verdade é só uma: não precisamos da imagem. E isso proporciona uma maior abertura, uma maior aceitação e também uma maior concentração.

Os próximos workshops à distância serão já em Setembro, pelo que te peço que fiques atenta.
Vão surgir temas novos até ao final do ano.

Se ainda não o fizeste, assina a newsletter porque vais receber informações em primeira mão, mesmo antes de divulgar no blogue. Lembra-te de ires confirmar a assinatura, validando o email que vais receber.

Até lá, e porque este é um formato pouco comum, aqui fica o feedback da Márcia, que participou na última edição. No final do workshop envio um pedido de avaliação. Deixo-te o texto na íntegra porque tenho a certeza que te ajudará a compreender melhor como é que tudo acontece.


Obrigada à Márcia e a todas que participaram!




De uma forma geral, este workshop com Coaching foi do seu agrado? Refira-se, por favor, aos seguintes pontos, na sua avaliação (organização geral do workshop; documentação; interesse das sessões; apoio entre sessões; participação de outras mães, outros pontos que lhe pareçam importantes).
Tinha grandes expectativas em relação a este workshop e em momento algum elas foram defraudadas.

Está bem organizado, a documentação que nos chega percebe-se que é cuidadosamente selecionada e perfeitamente enquadrada e orientada para as conference call. Para além de que é fundamental para que possamos recorrer a ela posteriormente, quando for necessário relembrar algumas temáticas ou mesmo para servir de consulta recorrente. A meu ver quanto mais dicas práticas tiver mais proveitosa será para os participantes.

As sessões têm um interesse repartido, numa primeira fase este é conferido na perfeição pela abordagem que a Magda faz aos assuntos mais relevantes, sendo que eu fiquei presa a cada palavra do princípio ao fim. Vale pelo conteúdo e muito pela forma como a informação é exposta, como a mensagem é passada. Numa segunda fase o interesse assenta nos enquadramentos das participantes e parece-me que será tanto maior quanto mais situações, ansiedades, preocupações, vivências houver em comum. E neste caso,no essencial, o que nos juntava nas conference call, era muito maior do que o que nos separava.

Em relação ao apoio entre sessões, apesar de a Magda se mostrar inteiramente disponível, acabei por não o solicitar muito. O ideal neste workshop é conjugar o que se vai aprendendo com a sua aplicação prática e para isso é necessário dedicação e entrega, que por sua vez não acontecem se não existir tempo, por isso e porque também tive oportunidade para tal, a partir da segunda semana o meu filho ficou a tempo inteiro comigo, para que assim pudesse fazer acontecer coisas maravilhosas, daquelas que enchem realmente o coração. O que quero dizer com isto é que é mais a partir daqui, caso o resultado não seja o esperado ou surjam dificuldades acrescidas, que se pode necessitar de apoio. Ou então não, no meu caso tudo evoluiu tão bem, fiquei tão surpreendida em alguns momentos pela forma como os conselhos, as dicas funcionavam que a única necessidade que sentia era a de partilhar.



Porque razão os 6 anos de vida são os mais importantes... ou não!

27.7.15


Muitos autores referem-se aos 6 anos de idade como a idade limite em que acontece tudo aquilo que é mais importante. Se as bases não forem passadas até lá, o trabalho que se segue é muito mais difícil, dizem.

É evidente que há muito trabalho pela frente - mas o que os autores querem dizer com isto de que tudo se joga antes dos 6 primeiros anos tem, sobretudo a ver, com o sistema de crenças que a criança desenvolve. Aos 6 anos ela tem a oportunidade de ver o mundo através de uma determinada lente [a sua, naturalmente], de construir uma ideia de quem ela é - não apenas por aquilo que lhe é dito mas, sobretudo, pelas experiências que terá até lá e também, evidentemente, por aquilo que ela é.

Por isso, se tens filhos pequeninos, a minha sugestão é que invistas bem o teu tempo, paciência e foco porque valerá a pena.


E quem já passou os 6 anos? Sabendo que o sistema de crenças já existe, e sabendo também que a capacidade em dialogar e escutar é maior [assim como a participação deles em mais actividades, o facto de conseguirem ficar acordados mais tempo, terem vontade de nos acompanhar] joga a favor, então vamos lá investir na relação e nos valores que ainda vamos a tempo de transmitir.
Nenhuma criança merece que os pais desistam dela! Nenhuma!


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