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Inteligência Emocional

24.10.19

A maior parte de nós tem poucas competências ao nível da literacia emocional. E, quer se queira quer não, esse é o primeiro passo para fazer autorregulação emocional, que é o mesmo que dizer, aprender a ter controlo em nós e no que vamos fazer e dizer. Podemos criar oportunidades boas ou então dar um grande tiro nos pés.
No meu livro Criança Felizes - o guia para trabalhar a autoridade dos pais e a auto-estima dos filhos - dedico um capítulo inteiro a este assunto. E afinal, o que é a inteligência emocional? É a arte de tomar as melhores decisões. E nós só tomamos boas decisões quando sabemos o que sentimos porque todas as decisões são emocionais. Inteligência emocional é gerir as emoções porque não escolhemos o que sentimos mas podemos escolher a forma como reagimos ao que sentimos. E sim, claro, já estás a ver onde entra a literacia - é dando nome ao que sentimos que estamos a dar o primeiro passo para a gestão. Pega no livro e aproveita para trabalhar este tema com os teus filhos! Tão essencial!

A calma

9.7.19
Temos sempre duas opções: perder a cabeça, reagir e “incendiar” uma sala ou respirar fundo e usar a calma como super poder. É fácil falar mas não é tão difícil quanto isso começar a fazê-lo. Experimenta!

EDUCAÇÃO POSITIVA NA GESTÃO DE CONFLITOS ESCOLARES TERMINA COM SALDO POSITIVO

1.2.19





A formação mereceu nota positiva de todas as 26 formandas, que aproveitaram para desafiar o Município para a implementação de uma formação deste âmbito, mas direcionada para encarregados/as de educação, e mostraram motivação para ter uma formação com maior carga horária e, se possível, alargada à temática da inteligência emocional.
A formadora Magda Dias, fundadora da Escola da Parentalidade Positiva, mostrou-se muito feliz em ter trabalhado com este grupo de educadoras interessadas e interessantes e uma das mensagens que fez questão de deixar nos diplomas foi uma frase de sua autoria “ O segredo está sempre na relação e ela é muito mais poderosa do que qualquer teoria ou corrente que possas conhecer”.

Podcast #1 Os 5 pilares do modelo da Escola da Parentalidade Positiva

15.10.18
Andava há anos a querer meter-me nisto dos podcasts e finalmente recebo o incentivo, o apoio e sobretudo o entusiasmo que parecia faltar - o da última turma da Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas. O facto de perceber que este espaço tinha tanto para servir e ser útil foi o que me levou a criá-lo em menos de 12 horas.

Assim sendo, vais passar a ter todas as 2ªs feiras um podcast só para ti. Vou falar sobre o tema da Parentalidade, passando por outros como livros que me inspiram e também vou fazer entrevistas entre muitos outros. Será um espaço rico e inspirador.

Podes escutar já o primeiro podcast nos links abaixo. Espero que te sejam úteis, inspiradores e que partilhes!





Outras aplicações - clicar abaixo



Ensinar o coração | Ações desenvolvimento da Parentalidade e Educação Positivas

23.5.18


Mais de 700 pessoas, entre pais, professores, profissionais e alunos de escolas do concelho de Viana do Castelo vão ser envolvidas no projeto “Ensinar o Coração” promovido pela Câmara de Viana do Castelo, em parceria com o Gabinete de Atendimento à Família (GAF) e a Sociedade de Instrução e Recreio Darquense (SIRD).

O objetivo deste projeto passa por identificar as forças e potencialidades da comunidade e dos seus agentes para, de uma forma positiva, contribuir para uma maior coesão e inclusão social, numa perspetiva de prevenção e/ou superação.



Em junho começam as ações da responsabilidade da Câmara Municipal. A primeira ação prende-se com a Capacitação para a Parentalidade Positiva, a realizar junto de 500 pessoas, através da qual “se pretende fornecer aos pais ou aos prestadores de cuidados os conhecimentos e estratégias que ajudem a promover o desenvolvimento da criança”. Estas ações vão ser levadas a cabo pela Escola da Parentalidade, numa parceria estabelecida com a Câmara Municipal de Viana do Castelo


É pois com imensa honra e com grande esperança no futuro que desenvolvemos conteúdos, materiais e as ações para trabalhar com famílias, profissionais e professores. Estamos a cumprir a nossa missão que é levar mais felicidade a todos os agentes que trabalhem direta e indiretamente com famílias, caminhando assim para sermos a referência, em Portugal, para a Parentalidade Positiva.


Mais infos em cursos@parentalidadepositiva.com

Devemos ser amigos dos nossos filhos?

30.1.18


Gente boa,quando estiveres a ler este texto, estarei com a minha filha mais velha a participar nas XI jornadas da Infância da C.A.S.A Bernardo Manuel Silveira Estrela. De vez em quando a vida encarrega-se de nos criar possibilidades para estarmos juntas só as duas. Saímos a ganhar - é uma espécie de dia do filho único esticado. E estas oportunidades são excelentes momentos para nos conhecermos melhor. Mesmo atenta e mesmo presente, a verdade é que há tanto que nos escapa. 

Quando chegámos à Ribeira Grande, onde está a acontecer este evento, ficámos a saber que hoje é o Dia das Amigas (escrevo-te de véspera). Ao que parece, nos 4 fins-de-semana que antecedem o Carnaval, celebra-se o Dia dos Amigos, a seguir o das Amigas e depois o dos Compadres e Comadres. E isso fez-me pensar numa questão que me colocaram há uns tempos - será que devemos ser amigos dos nossos filhos? E depois como é que os corrigimos e como é que nos fazemos respeitar? Acredito que a geração atual de pais (e estou convencida que muitas outras gerações também, felizmente) desejam ter uma relação de afectos com os filhos. Eu não sei o que entendes por amizade mas se entendes partilha de valores e de paixões então penso que podemos ser amigos dos nossos filhos. Já levei a minha filhla a concertos de grupos que gosto, já viajei sozinha com ela. Foi ela quem me ensinou a esquiar e frequentemente ajuda-me a perceber melhor o lado do outro. Em relação ao corrigir, podemos (devemos) corrigir porque isso faz parte da missão parental. E respeito é um valor fundamental em TODAS as relações, que se vai construíndo. Sabes, acredito que desenvolvemos vários tipos de amizade com propósitos diferentes. Há amigos a quem confidenciamos umas coisas, outros são companheiros de diversão e há aquelas pessoas com quem gostamos de estar de vez em quando mas a quem, possivelmente, não chamamos amigos. E podemos ser pais que desenvolvem uma relação de afectos com os filhos que, à medida que vai crescendo vai passando por etapas diferentes e de maturação. E eu adoro passar tempo com os meus porque me fazem descobrir coisas novas sobre mim. Se isto não é uma das coisas que caracteriza a amizade, então é o quê?


2 pontos que fazem toda a diferença na parentalidade tal como na vida

30.1.18


Já aqui o disse e volto a dizer - um dos aspectos mais importantes para que possamos exercer melhor não só a nossa parentalidade como tornarmo-nos melhores pessoas passa por vários aspectos. Estes dois que se seguem são, para mim, aqueles que marcam toda a diferença:

1. Escutar ativamente
Não creio que escutar verdadeiramente o outro seja algo natural em nós. O nosso cérebro tem demasiados 'macaquinhos' que andam de galho em galho, não deixando sossegado o nosso pensamento. Escutamos à superfície, com filtros ou sem a entrega necessária para ouvir o que não é dito por palavras. Continuo a achar que escutar é um ato de coragem porque, quando criamos este espaço com o outro, criamos um lugar seguro para acolher o melhor e também o pior que o outro tem.
Mas escutar é mais do que isso - dá (ou devolvo) o sentimento ao outro do seu valor. E sabes, isso não tem preço.

2. Quem nos escute ativamente
Nem todos merecem conhecer as nossas fragilidades. A ideia é transmitida nesta entrevista de 2013 que a Brené Brown dá à Oprah e que uma aluna da Pós-Graduação me enviou. Tal como é referido nesta entrevista, o Programa +Escuta Ativa (que se insere dentro da nossa Pós-Graduação) transforma a forma como passamos a escutar o outro, sublinhando a importância deste momento. Quem já passou pelo Programa sabe bem do que falo. E por isso preciso de te colocar esta questão Tens quem te escute ativamente, sem filtros, avaliações, comparações? Sem diminuir o que sentes ou, pelo contrário, fazendo-te sentir pior? Nos dias em que correm parecem faltar essas pessoas que, ao contrário do que possas imaginar, não têm de ser os nossos melhores amigos. Se não tens, procura. Por vezes salva-nos a vida.

You share it with the people who have earned the right to hear your story.





Como lidar com crianças que têm mau perder?

23.1.18


Se a mãe ganha no jogo do berlinde já sabe que vai haver birra. "É batota!" ou "Não quero jogar mais!" são algumas das respostas habituais do filho. Mas a escalada de frustração pode terminar com um gesto mais drástico: palmadas nas pernas da mãe. Seguidas por gritos como: "És má!" As birras de mau perder de Rodrigo, de 5 anos, são mais ou menos assim. Não gosta nada de perder e quer ser sempre o primeiro em tudo. "Se eu meto o berlinde primeiro no buraco ele fica chateado, faz beicinho e pede para eu o deixar ganhar", conta a mãe, Mara Ferreira, à SÁBADO. É neste momento que Mara não consegue dizer que não e acaba por ceder. "Faço-lhe a vontade porque ele faz aquelas carinhas e pede por favor. Se lhe disser que não, chora."




A coach parental e autora do blogue Mum’s the Boss, Magda Gomes Dias, acredita que esta não é a melhor estratégia – apesar de se poder deixar ganhar algumas vezes, esta não pode ser a regra. A solução é ajudar a ganhar. "Dizer: ‘Hoje jogamos juntos e vou-te mostrar porque é que vais pôr esta carta e não aquela.’ Desta forma dou a possibilidade à criança de ganhar, não porque me fiz de tonta, mas porque a ajudei a ganhar de forma estratégica."

Até nos dados, Rodrigo tem de ter o maior número de pontos, caso contrário faz batota. "Se a tia contar 9 e se ele tiver 6, já está tudo estragado. Depois vira o dado e diz que tem mais. Para ele não é batota, mas se nós ganharmos já é", revela Mara. Mas nem sempre foi assim: antes dos 3 anos, Rodrigo não se interessava muito por jogos. "Acho que foi a partir dessa altura que ele passou a perceber o que significa perder e ganhar, porque também jogava na escola." A psicóloga Jordana Pinto Cardoso explica que, por norma, as crianças costumam ficar mais competitivas a partir dos 2 anos. E acrescenta: "Muitas vezes são impulsionados pelos comentários dos pais ou dos educadores como ‘vamos ver quem é o primeiro’." Magda Gomes Dias atira outra explicação: "Ainda são imaturos em termos emocionais e associam o perder a não gostarem deles."



Mas Rodrigo não é caso único. Mariana, com a mesma idade, fica muito amuada com a mãe, Ana Marçalo, quando ela não a deixa ganhar. Já com o pai a história é outra. "O pai deixa-a ganhar porque não gosta de a ver triste e viu na televisão uma apresentadora a dizer que o avô a deixava ganhar sempre porque queria que ela fosse uma vencedora na vida", explica Ana. Não é de estranhar que o oponente favorito de Mariana seja o pai. "O que a investigação tem mostrado é que, habitualmente, a relação com o pai está mais ligada à componente lúdica, do brincar, e a relação com a mãe com os cuidados directos, apesar da tendência estar a mudar", diz a psicóloga.

E quando se tem irmãos?
Carminho tem 4 anos e um feitio apurado. Com os pais e o irmão, Manel, de 9 anos, costuma jogar às cartas. Quando se apercebe de que não ganhou, irrita-se e fica com cara de maldisposta. A mãe, Maria, tenta consolá-la: "Não importa perder, importa estarmos aqui a brincar as duas e com o mano. Gosta de brincar com o mano, não é? O mano ganhou, mas da próxima vez a Carminho ganha, não tem mal." Mas a miúda olha para o lado, chora e queixa-se de que nunca ganha.

Ao fim de dois ou três jogos, a mãe deixa-a vencer um, no máximo dois, mas depois volta a ser um jogo justo, para o irmão não se chatear. Magda Gomes Dias sublinha que é importante não colocar os irmãos a competir um com o outro. E acrescenta: "Não é nada saudável. Podemos é fazer com que eles joguem na mesma equipa, contra outros." Maria faz a gestão das derrotas e vitórias, deixa a filha ganhar porque não quer que ela desista, nem que fique revoltada com ela própria. "Tenho de a motivar e para isso tenho de a deixar ganhar, mas não pode ser sempre", explica à SÁBADO.

Duarte, 8 anos, costuma jogar ao Pictionary e às cartas com os pais e o irmão. Quando perde, a reacção é de frustração, não quer jogar mais. Até em jogos de futebol com os vizinhos é capaz de pegar na bola e ir para casa. Resultado: ninguém joga mais. "Já não o deixamos tanto ganhar, só quando era mais pequenino. Agora tem de perceber que se perde e se ganha", diz Olga, mãe de Duarte. E acrescenta: "Antes ficava muito contente, mas depois vinha o irmão e dizia ‘ganhaste porque te deixaram’ e estragava tudo."


Sábado, publicado em 16 Novembro 2017

A Supernanny é Parentalidade Positiva?

21.1.18



Num dos grupos de alunos Pós-Graduados em Parentalidade Positiva, foi deixado este link onde se dizia que os métodos utilizados pela SuperNanny eram métodos de Parentalidade Positiva. De alguma forma é como se este título - Parentalidade Positiva - pudesse aliviar ou até justificar o programa que a Sic tem emitido e que se recusa a retirar do ar. E quando a confusão está lançada, é urgente uma explicação e clarificação para que não andemos a brincar com as palavras.

Para quem não sabe, em 1989, a Convenção Internacional dos Direitos da Criança [podes descarregar aqui o documento] pôs em marcha  uma "revolução tranquila" no que diz respeito às relações entre pais e filhos. As ideias que foram redigidas nessa convenção foram mais tarde recuperadas, em 2006, pelo Conselho da Europa na Conferência dos ministros europeus responsáveis pela área da família. Aí ficou decidido que a parentalidade deve estar na esfera do domínio político e a educação deve apoiar-se nos afectos.
Desta reunião sai uma recomendação que é muito clara e que tem como objectivo encorajar os estados membros a promoverem políticas de parentalidade positiva no sentido de apoiarem as famílias na educação dos seus filhos, passando por políticas familiares, programas de apoia a essas famílias, instituições e outras medidas.

Mas o que é a parentalidade positiva? "A parentalidade positiva promove um comportamento parental que respeita o superior interesse da criança, os seus direitos" (Convenção das nações Unidas), favorecendo a sua autonomia e considerando-o, desde logo como uma pessoa por inteiro.


Uma pessoa é uma pessoa independentemente do seu tamanho. 
Dr. Seuss

O texto continua e explica que a parentalidade positiva não é uma parentalidade permissiva porque estabelece limites claros necessários ao desenvolvimento seguro da criança. Esta parentalidade tem por base uma educação com base em afectos, onde não são considerados os castigos, a agressão física nem a agressão psicológica que pode ser feita através de comportamentos humilhantes, violando assim a sua integridade enquanto ser humano.

Sabemos que a Convenção Europeia dos direitos do Homem e a sua jurisprudência garantem a todos o direito ao respeito da sua vida privada e familiar. Simultaneamente, descrevem a família como uma célula fundamental da sociedade que tem o direito de ser protegida protecção.

É leviano chamar aos métodos utilizados no programa (e ao programa em si) como sendo o exercício da Parentalidade Positiva. Considero que pode 'dar jeito', uma vez que o tema está na moda, que muito se fala atualmente sobre parentalidade. Mas não são métodos de parentalidade positiva porque humilham, não trabalham a autonomia nem dão um poder positivo aos jovens.

Como terás certamente reparado, a Escola da Parentalidade tem o meu nome - e não é em vão. O objectivo é deixar claro o modelo que temos, que registamos como nosso (haverá outros) e que repudia por completo estratégias como o cantinho do pensamento, as humilhações, ameaças ou subornos. O modelo que desenvolvemos tem por base o respeito mútuo entre pais e filhos. Terminei ontem a primeira fase da Pós-Graduação em Parentalidade Positiva que ministramos e o apoio que damos é diretamente às famílias e instituições. Este conhecimento que é transmitido capacita os alunos para fazerem uma intervenção (profissional ou nas suas famílias) que não só lhes confere um poder mais positivo como cria um ambiente de paz e de desenvolvimento seguro (emocional e físico) para todos os elementos. É um modelo que tem por base os afectos, a vinculação e assenta na transformação da relação e da comunicação.

Por tudo isto, nunca a Parentalidade Positiva poderia apoiar, sequer, a ideia do programa, que expõe a família, não a protegendo.

Para saberes mais sobre o trabalho que temos desenvolvido clica aqui:

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1 tema | 5 posts ** 5 livros sobre Parentalidade

7.1.18

Existem uma série de livros bons sobre Parentalidade. Em início de ano, e para te iniciares no tema, escolhi estes cinco. Quatro deles são leituras que os alunos da Pós-Graduação fazem e que, também segundo eles, nos lançam as bases para o exercício de uma parentalidade com mais significado, amor, serenidade e espírito crítico.
Vamos então às escolhas:




1. The Whole Brain Child, Daniel Siegel, Tina Payne Bryson
em inglês
Quando, em 2005, fiz a certificação em Inteligência Emocional, com a 6seconds, imediatamente me apaixonei pelas neurociências. A evolução do cérebro, as suas áreas complexas e a forma como podemos integrar todas estas áreas são um maravilhoso mundo novo. Quando li este livro escrito pelo  Daniel Siegel pude confirmar e ir mais longe nas aprendizagens que tinha feito com o Josh Freedman. A Pós-Graduação que temos na Escola da Parentalidade relaciona a inteligência emocional com a evolução do cérebro da criança de uma forma descomplicada e simples pelo que recomendamos a leitura deste livro para quem se interessar pelo tema.






























2. Projeto Felicidade, Gretchen Rubin
Li quase todos os livros da Gretchen e continuo a adorar este. Os outros são bons mas este é brilhante. Em 12 meses a Gretchen experimentou uma série de teorias sobre felicidade e questionou-se se lhe trariam mesmo mais felicidade. Pelo meio, vai descobrindo verdades da vida adulta, partilha connosco um pouco da sua vida. Chegamos ao fim do livro leves, tendo levantado boas questões e com um sentimento claro que a vida é uma constante aprendizagem. Tal como são todos os livros que ela escreve.
Parece que este livro está esgotado em tudo quanto é sítio e por isso a única alternativa parece ser adquiri-lo em versão inglesa num dos muitos sites de venda de livros.


3. Crianças Felizes, Magda Gomes Dias
Quando surgiu o convite para escrever este livro, as linhas que decidi para ele eram muito claras. Tinha de ser um texto muito completo, cheio de informação mas, ao mesmo tempo, com uma leitura simples, rápida, entusiasmante e provocadora. O objectivo era que o leitor recebesse toda a informação acerca daquilo que é a Parentalidade Positiva, segundo o modelo que desenvolvemos na Escola, percebesse como funciona graças à ilustração de casos práticos e exemplos, refletisse sobre o assunto (com as tais provocações) e pudesse aplicá-la de imediato E acho que conseguimos o objectivo. 


4. Como falar para as crianças ouvirem e ouvir para as crianças falarem, Adele Faber e Elaine Mazlish

Fiquei muito feliz quando encontrei o livro traduzido. Passou imediatamente a fazer parte das leituras da Pós-Graduação. É um livro simples, muito prático e que nos prova que a comunicação não é um detalhe. O título mostra que a comunicação tem duas vias e se quero que os meus filhos me oiçam, devo falar com eles para que isso aconteça. É um livro muito interessante e de se manter na mesinha de cabeceira!


Porque é que também coloquei aqui mais um livro meu? Porque este livro é sobre autorregulação e sobre como criar dias mais felizes, em família. Não há parentalidade positiva sem autorregulação! Ao longo de 21 dias acompanho-te neste processo em que ficamos a perceber o que nos faz gritar com os nossos filhos, perder a paciência e como dar a volta a todas essas situações. É um livro muito claro, direto, prático e aquele que me deixa muito orgulhosa porque sei que muda radicalmente a nossa visão sobre a forma como exercemos a parentalidade. Depois de leres este livro, é muito possível que nunca mais reajas da mesma forma.
Ah! O livro tem ainda dois bónus - a possibilidade de seres semanalmente acompanhada com mais desafios e lembretes - tens uma newsletter que te seguirá durante esse período e que não te deixará desistir. E, para além disso, no final de cada capítulo, tens uma série de questões como se de um coach pessoal se tratasse. São 21 dias em que tudo se transforma!





Se não te portas bem, olha que o Pai Natal

15.12.17


O Pai Natal tem um ar de querido, mas, na verdade, ele é um fofinho apenas com os pais que fazem bom uso dele logo a partir de outubro, ou assim que as lojas se lembram que vem aí a época natalícia. E digo que é bom connosco porque dá imenso jeito controlar o comportamento das crianças recorrendo a outras pessoas com mais poder do que nós.

Ele é o Pai Natal, ele é aquele senhor que colocamos em frases como “não mexas que vem aí o senhor e o senhor ralha.” Já para não dizer da polícia que, tal como o Pai Natal, não está cá para nos proteger, mas antes para nos levar para a prisão sem qualquer remorso ou tolerância para nos escutar ou dar-nos a hipótese de redenção.

Este trio — o Pai Natal, o tal senhor e o polícia — cumpre os requisitos. Mete medo, ameaça e a criança, enquanto é inocente, vai acatando alguns dos pedidos dados por pais que também eles ouviram aquilo em crianças. O pior vem depois quando descobre que o Pai Natal não existe, que o senhor despega do turno às 18:00, e quer tudo menos levar crianças endiabradas para casa, e que a verdadeira função do senhor de azul é proteger-nos.

Então que venha a ameaça e o castigo agora impostos pelos pais… só que o castigo é a melhor forma de desresponsabilizar uma criança. E porquê? Porque ela não é envolvida na situação, não aprende com ela nem lhe é dada a possibilidade de reparar o que fez.

Então, a questão é: como é que a criança aprende? A criança aprende quando é acompanhada. E sim, isso não garante que ela tenha comportamentos adequados o tempo todo, mas é justamente nesses momentos que temos a melhor oportunidade para ensinar a fazer melhor na próxima vez.

É com a escolha dos comportamentos e tendo a noção do impacto dos mesmos que ela poderá começar a trabalhar uma competência fundamental na idade adulta e que tem o nome de autorregulação. A autorregulação é a capacidade que temos em gerir as nossas emoções e a capacidade de optar por aquilo que nos vai trazer mais vantagens.

Ora, hoje sabemos que este aspeto se treina e a criança necessita de um adulto com paciência, que consiga também gerir as suas mesmas emoções (e frustrações) e que lhe mostre como são os comportamentos mais adequados. E tu vais querer ter esse papel — afinal de contas é para isso que existes, para educares os teus filhos, e educar é corrigir comportamentos.

Não vais querer que ele não faça asneiras porque tem medo do trio de cima ou porque não quer ficar de castigo. Vais querer que ele faça o que faz porque percebeu do interesse de ser assim. E sim, dá trabalho, mas sabes o que ganhas? Ganhas uma relação sem teres de recorrer a ameaças ou a subornos.

Vês, nem o Pai Natal, nem o senhor, e muito menos o polícia, são para cá chamados. Feliz Natal!

Ah! E o Pai Natal existe — e é um querido para as crianças!

FUNCHAL 2018 : PÓS-GRADUAÇÃO EM PARENTALIDADE E EDUCAÇÃO POSITIVAS

31.8.17
Ainda Setembro não começou e as novidades já estão aí!

Sinto-me em casa sempre que vou ao Funchal e é com imensa alegria que te digo que a Escola da Parentalidade vai ao Funchal em Janeiro de 2018 com a nossa Pós-Graduação.

Esta ação vai ser ainda mais completa uma vez que, ao fim de um ano, a Pós-Graduação foi revista e melhorada! Por outro lado, a sua frequência dá acesso à Certificação de Creches e Jardins de Infância em Educação Positiva. 

Janeiro: 18, 19 e 20
Fevereiro: 22, 23 e 24
















Queres conhecer os conteúdos da Pós-Graduação? 
Aqui estão eles! Podes fazer a tua inscrição aqui.
E se quiseres, escreve-nos para cursos@parentalidadepositiva.com e deixa-nos os teus contactos!

MÓDULO 1
Parentalidade e Educação Positiva – o Modelo da Escola da Parentalidade e Educação Positiva®

MÓDULO 2
A Auto-regulação do adulto e as bases para o seu desenvolvimento pessoal

MÓDULO 3
A evolução da maturidade cerebral da criança e o impacto ao nível das suas emoções e do seu comportamento.

MÓDULO 4
A importância do vínculo na relação com a criança

MÓDULO 5
A Inteligência Emocional ao serviço da Parentalidade e Educação Positivas

MÓDULO 6
A Questão da Autoridade e da obediência

MÓDULO 7
A Auto-Estima da Criança

MÓDULO 8
A resiliência na criança

MÓDULO 9
A comunicação não-violenta

MÓDULO 10
Os grandes temas da infância ao nível comportamental – a evolução da criança de acordo com as idades.

MÓDULO 11
Temas excepcionais:
A Mediação Escolar; A adolescência, Conflitos entre irmãos, A tecnologia [outros temas atuais]

MÓDULO 12
Adulto/Profissional – A escuta ativa e a técnica das questões na promoção da relação com o outro

MÓDULO 13

Exercícios práticos
Juntar todas as ferramentas e as técnicas

MÓDULO 14
Apresentação de tema

CERTIFICAÇÃO EM CRECHES E JARDINS DE INFÂNCIA EM EDUCAÇÃO POSITIVA

13.7.17


Temos um compromisso com as famílias e as instituições que se relacionam diretamente com as crianças.

Nos últimos anos temos trabalhado cada vez mais com escolas e sabemos de algumas que continuam a investir em formação, de forma muito séria e comprometida, nos seus colaboradores. Esse investimento é preciso ser reconhecido, validado e estimado. São boas práticas e são para se manter, ganhando-se assim a confiança dos pais e de todos.

Quero muito partilhar contigo o seguimento que o projeto 360º tem tido nos últimos meses.

Podes consultar tudo aqui. É com muito entusiasmo que nos lançamos nesta ideia que, mais não é que um grande reconhecimento de equipas extraordinárias. E muitas outras virão!

Estamos a desenhar o plano de formação para 2018 mas podes já consultar todas as informações que precisas e também pedir-nos mais infos via cursos@parentalidadepositiva.com


Este é o grande motivo pelo qual a Parentalidade Positiva está tão na moda

17.5.17

Quando comecei a lidar com o tema da Parentalidade Positiva, há 10 anos atrás, era ainda responsável pelos Recursos Humanos de um grupo de empresas familiares do grande Porto e dava formação, desde 2002, nas áreas da comunicação, motivação. Nessa altura, questionava-me com frequência no que é que tinha acontecido na vida de algumas pessoas com quem lidava, sobretudo nestes contextos profissionais, uma vez que tinha a oportunidade de ver, de forma clara, como é que a sua arquitectura mental estava construída e a forma como se posicionavam na vida.

A questão era sempre a mesma: O que é que tinha acontecido ao potencial que todas as pessoas tinham e que, nalgumas, parecia ter ficado pelo caminho? O que era feito de todos os sonhos e esperanças que um dia tinham tido? Que história e que pessoas tinham tido nas suas vidas?

Então passei a olhar para os pais e à procura da forma como andavam a fazer o seu papel. Procurei ver, através da forma como nos relacionamos, como é podemos potenciar - ou não - uma série de competências para a vida.

Percebi que estamos diferentes da geração que nos educou. Queremos que a relação com os nossos filhos sejas diferente. Não queremos educar com base na educação autoritária, que faz uso dos castigos, das palmadas, das humilhações mas, na ausência de modelos de 'meio termo', caímos na justa oposição que é uma educação sem limites nem regras. E se à primeira vista parece que estamos a demonstrar mais amor pelos nossos filhos, a verdade é que eles não sentem esta permissividade dessa forma. Pelo contrário: passamos a sensação que não nos importamos porque 'deixamos andar'.

Então, a Parentalidade Positiva surge como uma resposta equilibrada, que tem por base o respeito mútuo entre pais e filhos, fator chave para a geração atual de pais. A palmada, o castigo ou o "tudo permitir" são resposta rápidas mas desadequadas, a curto prazo. A Parentalidade Positiva convida-nos a uma maior participação, a um maior envolvimento mas, por ser próxima e permitir a construção da identidade dos diferentes atores, tem resultados mais positivos e a longo prazo.

Se vamos ensinar a educar? Claro que não! Vamos ensinar a comunicar, a olhar para o outro e a saber dar a resposta mais adequada. Sabes, não é porque nasce uma criança que nascem pais a saberem comunicar com ela e a ler os seus pedidos. E há algum mal nisso? Claro que não, desde que haja disponibilidade para aprender.

Próximos ciclos de ações da escola: Algarve | Porto





Este é o verdadeiro motivo pelo qual as crianças necessitam de regras e limites

11.5.17

Ouvimos, com frequência, que as crianças precisam de regras e limites.
E eu, com frequência, pergunto a esses adultos o motivo pelo qual eles acham que as crianças precisam dessas regras e desses limites.
Respondem-me 'porque sim, porque precisam de entender que não podem ter tudo na vida' e eu penso, cá para comigo que de certeza que isso já perceberam. Por vezes continuo a fazer mais perguntas e concluo que o que leva alguns adultos a acharem que as crianças necessitam de regras e limites tem apenas a ver com um pequeno jogo de poder da nossa parte. Na verdade, não terá apenas a ver com o entendimento do que diziam no início da conversa, que  'na vida há coisas que nem sempre são possíveis' mas antes com um 'vamos lá ver quem é que manda aqui.'

Mas a verdade é só uma: as regras e os limites servem para que a criança possa estar a salvo e se sintam seguras. O meu filho mais novo não mexe na faca de serrilha de cortar o pão porque ainda é pequeno mas a mais velha já o faz. A mais velha ainda não conduz o carro nem vota porque são precisas etapas de desenvolvimento e aquisição de certas competências que só os próximos anos lhe trarão. E é por isso que existem coisas que lhe estão, por enquanto, vedadas. E isto aplica-se a todas as outras dimensões da vida deles [e da nossa]. Quando insistimos que vão para a cama cedo, quando insistimos que respondam com bons modos ou que não se agridam mutuamente. Tudo isto é para que possam estar protegidos e em segurança.

Por isso, da próxima vez que pensares em estabelecer uma regra pensa, de forma clara, qual é a tua intenção e de que forma é que o teu filho conseguirá construir-se dentro dessa segurança. O que é que ele poderá explorar, treinar ou aperfeiçoar dentro desse limite.

Interessas-te por este tema? Gostavas de saber mais sobre ele? Então clica aqui e aqui.



AUTONOMIA: COMPETÊNCIAS CHAVE A DESENVOLVER NO PRÉ-ESCOLAR

4.5.17


A escola, tal como disse aqui, tem um impacto importantíssimo na vida dos nossos filhos, sobretudo nos primeiros anos, no pré-escolar. É nesta altura que os miúdos, muitos filhos únicos, aprendem a partilhar [ainda que esta competência seja accionada no cérebro depois dos 4 anos], a estar em grupo e a ter noção que há necessidade de regras e ordem em diferentes ambientes como a casa dos pais, a dos avós e a escola, por exemplo. E que nem sempre são as mesmas em todo o lado. E isso é incrivelmente positivo porque permite à criança desenvolver o sentido de adaptação.

Para além do programa referente ao projecto pedagógico que deverão cumprir, as crianças podem ser convidadas a trabalharem outras áreas igualmente importantes e que são as competências sociais e que, nesta altura da sua vida, são essenciais, como já aqui falei por diversas vezes.

A autonomia é uma dessas competências e está relacionada com a criatividade e com a vontade de aprender, assim como com a auto-estima. Daí que seja fundamental propormos atividades um pouco mais desafiadoras e deixá-los fazer. É determinante que possamos educá-los para que sejam resilientes e que possam recomeçar sempre que falhem. A persistência está, pois, associada à autonomia.
Mas dos 0 aos 6 anos anos que tipo de autonomia podemos trabalhar? 
A capacidade que a criança tem em organizar o tratar do seu espaço e objectos: arrumar a cadeira, limpar a sua mesa, dobrar roupa, arrumar livros;
A capacidade que a criança tem em fazer novos amigo, dirigir-se a um adulto e fazer um pedido, em expressar-se com as palavras correctas;
A capacidade que a criança tem em disponibilizar-se para ajudar um colega, reparar que a luz ficou acesa ou voltar para trás para colocar o papel que caiu ao lado do caixote do lixo dentro.

E para que tudo isto aconteça, do que é que ela precisa mesmo? Apenas de um adulto disponível, bom e que se lembre que a criança está em fase de crescimento e que a repetição são mestres.

Felizmente, temos recebido cada vez mais pedidos de escolas e também de profissionais para aderirem ao Programa 360º que envolve toda a comunidade escolar: educadores e auxiliares, pais e crianças. As ações são claras, concretas e práticas e, por isso, fáceis de aplicar na prática, com um enorme retorno. Aprendemos a olhar para o grupo de crianças e para cada uma delas em específico, criando uma ambiente saudável e que promove a aprendizagem da melhor forma possível: com alegria!

Podes ler mais sobre autonomia aqui e podes inscrever-te na ação que vamos levar ao Algarve, aqui.

Uma ação só para pais [homens!] em Parentalidade Positiva!

16.3.17




'Magda, sabes uma coisa? Devias era fazer uma formação SÓ para pais.'

E não é que aconteceu?! E juntou 20 pais ao pequeno-almoço hoje de manhã, no Norte Shopping! Pais de 1ª viagem e outros com 5 filhos e bastante experiência.

É verdade que há cada vez mais pais envolvidos, a quererem saber mais sobre o tema e a frequentarem ações. Mais do que isso: há casais a fazerem, em conjunto, sessões de coaching e aconselhamento e a virem juntos a eventos. E também é verdade que, normalmente, mais de metade das turmas é de mulheres. Isso significa que há ainda um bom caminho a percorrer nisto que é a igualdade de género. Criar oportunidades únicas onde todos se vêem no mesmo barco, riem com as mesmas situações (e riem de coisas diferentes das mães!) é uma grande grande conquista! E sei que alguns já estão a falar sobre o assunto de forma positiva!!

Por isso, foi com muita satisfação que inaugurei o espaço de Aconselhamento para pais, da Farmácia Ferreira da Silva, no Norte Shopping. Neste espaço, os pais poderão recorrer à Enfermeira Joana Melo, especialista em pediatria e com a Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas. 
E é com muito orgulho que referimos que este foi o primeiro emprego criado graças à Pós-Graduação.

Parabéns por este serviço tão inovador e por reunirem 20 pais que sairam entusiasmados para o tema!

Uma família de cada vez e faremos a diferença no mundo!! Positivamente!

Vídeos e mensagens ofensivas e que incitam ao conflito

13.3.17



Para além de ofensivos, este tipo de vídeos ou mensagens, são de elevado mau gosto, violentos, incitando até, à criação de conflitos, num movimento de antagonismo em vez de aproximação.

Não são apenas ofensivos mas também são redutores, tanto para o profissional, como para os pais (ou família). Admitir-se que se diga que a Escola ensina apenas matérias como a Matemática, o Inglês e que a família educa é, no mínimo, perigoso. 

Durante alguns anos dei formação a jovens na Cruz Vermelha Portuguesa. Alguns dos miúdos eram provenientes de famílias com grandes dificuldades, incapazes de garantir os mínimos aos filhos: afetos, alimento, formação, proteção e acompanhamento. Se estes pais não eram capazes, o meu dever, enquanto professora deles, era ajudar no processo: estando atenta, escutando, orientando e corrigindo sempre que fosse possível ou necessário. Junto dos pais quem atuava era a responsável de equipa, num trabalho sério, comprometido e rigoroso. Se nós não estivéssemos lá, quem é que estaria? Demitirmo-nos deste papel seria de uma enorme irresponsabilidade para com a criança que, sem retaguarda em casa, se viria completamente desprotegida e desapoiada.

A Escola, qualquer que ela seja [Escola, as aulas de futebol ou de ballet] tem adultos de referência para as crianças e não pode, em tempo algum, descartar a responsabilidade de ajudar a formar cidadãos. Na verdade, nem a escola, nem ninguém. Enquanto adulta, tenho o dever (e quero exercer esse dever) de ajudar no processo de educação de qualquer criança ou jovem. Seja acompanhado-a quando está em apuros, seja orientando-a quando precisa. Sobretudo quando, em casa, os seus, não são capazes de o fazer. 

É lamentável que possamos ouvir frases como 'A escola ensina e em casa educa-se'. A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo'... e essa é a nossa mão. De todos! 

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1º encontro de Pós-Graduados em Parentalidade e Educação Positivas

10.3.17
Ontem realizámos o 1º encontro de Pós-Graduados em Parentalidade e Educação Positivas e aproveitámos para cantar os parabéns à escola, que fez 1 ano de vida!

Estavam presentes colegas de várias edições e, para muitas, foi bom conhecer as caras de quem já vimos em fotografias. Saímos todas de coração cheio, com promessas de nos voltarmos a encontrar, com o objectivo claro de continuarmos a nossa aprendizagem e de continuarmos em melhoria, continuamente. 

Na verdade, esse foi o mote deste primeiro encontro. Quando nos propomos a fazer uma Pós-Graduação como esta, há algo que é inevitável - a nossa forma de olhar para a educação e para a vida em geral altera-se e, não é possível voltarmos a vê-las como antes. Em parte, somos nós que mudamos. 

E neste processo de transformação, percebemos que temos tantas oportunidades de crescimento e de melhoria - sendo que, como sabes, a perfeição não é nunca o objectivo. Ontem ficámos a conhecer os 5 passos fundamentais para a melhoria contínua e definimos um ponto que desejamos melhorar ao longo deste mês #emmelhoriacontinua. 

Em cada um destes encontros convidamos uma das Pós-Graduadas a desenvolver e a partilhar um tema - foi o que a Joana Melo, enfermeira e especialista em cuidados pediátricos fez. A Joana falou-nos na mala das emoções, um conceito muito muito interessante e sobre o qual em breve partilharemos um texto.

Há uma energia muito positiva nestes grupos e quem está dentro sabe exatamente do que falo. União, força, alegria e camaradagem. Afinal, estamos todas juntas! Obrigada a quem veio e também a todo o grupo que se fartou de mandar mensagens boas!!! Já estamos a organizar o 2º encontro!!!

Aqui ficam algumas fotos da festa de ontem. E podes seguir mais aqui também!










O que se diz por aí...

7.2.17



Frequentar esta Pós-graduação, foi e continua a ser, um marco importante no meu desenvolvimento pessoal. Permitiu-me refletir sobre os vários papeis que escolhi para a minha vida, quer a nível pessoal, quer a nível profissional. Facilitou-me a tomada de consciência, sobre como quero viver estes papeis daqui para a frente, sabendo que as técnicas aprendidas irão ajudar-me neste processo, caso as decida usar. Trata-se sobretudo de fazer escolhas conscientes, tendo a noção de que a decisão da mudança, ou não, está nas minhas mãos.

Achei particularmente avassalador perceber que a filosofia da Parentalidade Positiva vai para além dos relacionamentos com as crianças. Quando nos propomos a utilizar os seus ensinamentos, as relações à nossa volta mudam, sejam profissionais ou familiares, mudam para melhor… porque nós decidimos fazer e ser a mudança de forma Positiva!

Iolanda Lopes, Ser Humano em construção, Mulher, companheira, mãe- enfermeira, mãe-motorista, mãe-professora, mãe-chef gourmet, mãe-psicóloga, mãe- chefe de economato, mãe-treinadora do Francisco de 13 e da Matilde de 10… e Chefe de Área de Passageiros – Groundforce Portugal.


Frequentar os workshops no Funchal, foi uma oportunidade e um incentivo para colocar em prática tudo o que acompanhava no trabalho da Magda. Foi dar voz e presença às suas palavras e fazê-las ganhar uma maior dimensão e sentido.
Para além de todas as ferramentas, dicas, truques e estratégias que adquiri para fazer diferente e melhor na relação com os meus filhos, foi principalmente uma tomada de consciência que o que fazemos e como o fazemos tem uma influência enorme na forma como vivemos com os nossos filhos. Foram momentos muito bem passados com repercussões para a vida!
Mãe da Maria do Carmo, Domingos e Graça, 10, 8 e 6 anos.


As formações da escola confirmaram a noção que tinha da importância de relações familiares fortes, com sentido, equilibradas, e do impacto que os nossos comportamentos têm na vida dos nossos filhos. O facto de serem formações muito práticas, ainda que devidamente fundamentadas teoricamente, permitiu a aplicação consistente das diferentes estratégias e ferramentas, em contexto pessoal, mas também profissional.
Joana Serpa dos Santos - Mãe de 2


A pós graduação ajudou-me a reflectir mais sobre algo que eu já tinha em mim; o adulto como modelo para o saudável desenvolvimento da criança. Com as ferramentas da Escola da Parentalidade Positiva, pretendo melhorar-me enquanto mãe e ajudar país e educadores a educar melhor. Sim, porque podemos sempre melhorar-nos.
Ana Paula Ribeiro - Mediadora Familiar e Mediadora de Conflitos em Contexto Escolar


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