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Será que o papel da mãe é mais importante que o do pai?

9.5.17


Será que o papel da mãe é mais importante que o do pai?

Cada ator tem o seu papel e a sua importância reside no tipo de vínculo que vai estabelecer com os filhos. Ponto final. Ainda assim, existe a ideia de que a mãe, por tratar e cuidar, tem um papel de maior destaque na vida dos filhos. Achamos isso porque, antigamente, efectivamente, era ela a cuidadora e, por isso, livre de explorar os afectos, de se emocionar. Era ela que, trabalhando ou não, garantia que os filhos tinham os lanches prontos, cuidava dos joelhos esfolados, zelava para que tudo se aproximasse do perfeito. Sempre próxima, essa era a convenção.
Felizmente muita coisa mudou e deixámos de ter papeis pré-estabelecidos. Percebemos que podemos criar uma relação com maior significado com os miúdos e isso muda não só a vida deles - porque a torna mais rica - como também a nossa vida. Os pais - homens - hoje estão mais próximos porque querem estar. E este facto dá-nos uma imensa liberdade. Construímos a relação com os nossos filhos com base naquilo que podemos e desejamos ser e não com base naquilo que temos de ser, por causa de papeis socialmente criados e perpetuados. E por isso, mãe e pai tornam-se igualmente importantes, cada um à sua maneira.

Mas também há cada vez mais mães sozinhas - ora porque o pai está fora a trabalhar, ora porque se separaram - os últimos dados indicam que a taxa de divórcio em Portugal é de 74%. Há por isso cada vez mais mulheres a assumirem sozinhas - agora sozinhas, num formato diferente do anterior - a educação dos filhos. E neste novo formato a retaguarda é cada vez menor: avós que estão longe, que ainda trabalham ou indisponíveis. Então o difícil não é necessariamente a dificuldade que temos em educar mas antes a dificuldade que temos em descansar e arranjarmos tempo e energia para usufruirmos da nossa liberdade, recriando-nos a cada passo.

Este é talvez, um dos nossos maiores desafios.


Os 3 principais motivos pelos quais uma criança não obedece

12.12.16

Créd
Tu queres ver que eu vou ter de me chatear contigo?
Tu gostas mesmo de me ver do avesso, não gostas?
Mas vais começar? Ouve lá, quem é que manda aqui em casa?

Soa-te a familiar este tipo de frases? Custa-te a acreditar que ele insista nisto sistematicamente, não é? Ou, a esta altura, já achas que é ele a querer desafiar-te... Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, achas mesmo que o teu filho fica acordado durante a noite toda a pensar numa forma de te pôr com os nervos em franja? Achas mesmo? Será que não haverá outros motivos? Continua a ler, o motivo pode estar escondido num destes 3 pontos.


1) Obediência ou Cooperação
Desde o início deste blogue, em 2010, que tenho procurado fazer entender, a quem aqui vem, frequenta as formações, lê os livros ou faz coaching que o que nos interessa não é ter crianças obedientes e que façam tudo a 'toque de caixa' e antes crianças que cooperem connosco. Naturalmente que para cooperar tem de haver boa vontade e eu só tenho boa vontade quando me sinto ligado à outra pessoa. Daí que para teres a obediência do teu filho - sem que ele questione seja o que for - tenhas apenas de gritar e fazer cara de mau com regularidade. Mas se quiseres cooperação tens de trabalhar a vossa relação, ou seja, o vínculo. E o que é o vínculo? O vínculo tem a ver com a qualidade da relação que vocês desenvolvem um com o outro. E do que depende? Da tua atenção, disponibilidade, paciência e até sentido de humor.


2) Agendas não sincronizadas
Tu queres sair cedo de casa, não queres apanhar trânsito e queres estacionar perto da entrada da escola. Ele quer ficar a olhar para a manteiga a derreter na torrada dele. Têm, pois, agendas que precisam de ser sincronizadas. Em vez de lhe dizeres que ele é sempre o mesmo, em vez de estares sempre a chamar à atenção, vai acompanhando o teu filho nas tarefas da manhã (para isso precisas de estar pronta), diz-lhe porque insistes tanto em sair de casa a horas e... acorda um pouco mais cedo. Nem que para isso precisem (todos) de se deitarem mais cedo à noite.

3) Impulso
Há uma coisa que todas as crianças pequenas têm: uma grande incapacidade em gerirem o seu impulso, ou seja a sua vontade. Vão da sala para o quarto de banho escovar os dentes mas, entretanto, viram que estava uma meia no chão e dirigiram-se para o quarto e repararam num livro que estava numa estante. Eles sabiam o que iam fazer mas de repente distrairam-se e foram incapazes de se concentrarem na tarefa que iam fazer. Faz parte! É mesmo assim. E como é que fazes para os ajudares nisto? Vais com eles até ao quarto de banho, sobretudo naquelas fases em que eles se distraem mais. É só isso. Dá trabalho mas o retorno, no futuro é positivo e, no imediato, não tens uma criança que se perde dentro da própria casa.


Gostaste deste post? Gostavas de saber mais? Então se este assunto te interessa enquanto profissional (ou mãe/pai) consulta este link.

A fragilidade dos 3 anos A Praça | RTP 26 Jan 2016 | Programa #16

27.1.16

Crédito fotos: STIM

Depois da exuberância dos 2 anos de idade, os 3 chegam com outro tipo de desafio.

São birras diferentes, que nos mostram, na maior parte dos casos, uma criança bem mais frágil e, simultaneamente mais agressiva.
Muitos pais questionam-se acerca da auto-estima da criança e fazem bem porque ela começa a ganhar uma consciência de si mais forte e, ao mesmo tempo, sente as emoções à flor da pele mas ainda não sabe lidar com a avalanche daquilo que sente e que lhe acontece.
Esta é, por isso, a altura ideal para começar a trabalhar não só a questão da auto-estima como também a literacia emocional.

Aqui ficam algumas dicas:

1. Quanto mais experiências positivas a criança tiver, mais forte será a sua auto-estima. E atenção - como positivas eu não quero dizer boas. A experiência pode ser má mas a forma como a criança vai olhar para ela (e aqui entramos nós para a encaminhar nesse olhar) fará dessa uma experiência positiva, entendes?

2. Literacia emocional - no meu livro Criança Felizes - o guia para trabalhar a autoridade dos pais e a auto-estima dos filhos, dedico um capítulo inteiro a este assunto. O que é a inteligência emocional? É a arte de tomar as melhores decisões. E nós só tomamos boas decisões quando sabemos o que sentimos porque todas as decisões são emocionais. Inteligência emocional é gerir as emoções porque não escolhemos o que sentimos mas podemos escolher a forma como reagimos ao que sentimos. E sim, claro, já estás a ver onde entra a literacia - é dando nome ao que sentimos que estamos a dar o primeiro passo para a gestão. Pega no livro e aproveita para trabalhar este tema com os teus filhos! Tão essencial!

3. Aos 3 anos é normal os miúdos choramingarem por tudo e por nada. Literalmente! Respira! Faz parte. E agora que sabes que faz parte, vais ajudá-lo. Como? Acolhendo os sentimentos e depois pedidndo que te peça o que deseja num outro tom de voz.

4. Aos 3 anos é normal os miúdos preferirem uns tempos o pai e depois só a mãe. Não leves a peito, é mesmo assim. Eles estão a lidar com emoções tão intensas que numas fases sentem-se mais protegidos com um do que com outro. É com eles, não tem nada a ver contigo.

5. Aos 3 anos é normal a criança estar mais agressiva e zangar-se com facilidade. Diz-lhe que não deixas que ele te faça mal, nem ao mano. Acolhe as emoções e ajuda-o a ter outro comportamento. Diz-lhe, com todas as palavras, o que se espera e o que não se pode fazer, como morder. Aliás, o morder pode voltar a aparecer nesta idade. Porquê? Porque tem a ver com a intensidade daquilo que ele sente E também com a incapacidade que o teu filho ainda pode ter em exprimir-se. Diz-lhe que não se faz e sempre que vires que pode voltar a acontecer, muda-o de sítio ou de brincadeira. Não deixes a situação descarrilar. Prometo-te uma coisa: passa.


6. Aos 3 anos é normal os miúdos terem muitos amigos. Estão a descobrir quem são. Promove as amizades.

7. Aos 3 anos os miúdos começam com muitos porquês. Ainda não entraram a sério na idade de quererem mesmo explorar mas adoram fazer perguntas e falar - a linguagem é agora uma grande aquisição. Explora tu isso, também!

8. Aos 3 anos os miúdos têm uma fragilidade óbvia. Dá-lhes mimo e colo sempre que te for possível e lembra-te sempre disto: mimo a mais não estraga. O que estraga é a falta de limites. Aos 3 (e em todas as idades) eles precisam de mimo mais do que nunca porque se estão a descobrir, porque estão a descobrir quem são e o que sentem. E precisam mesmo muito que os acompanhes nesta fase.

É uma idade extraordinária!




12 pontos para lidar com um adolescente | Pais & Alunos | Porto Editora

26.10.15


“Os teus pais são aqueles que mais gostam de ti e que querem o melhor para ti.” Estou convencida que a maior parte de nós ouviu esta frase, de forma recorrente, durante a sua própria adolescência. E alguns de nós teremos respondido com um bater de portas ou um cínico “Vê-se!”
Magda Gomes Dias



Hoje, à distância, percebo o bater de portas e também percebo as intenções dos meus pais. Eles queriam que eu soubesse que mesmo que aquela decisão não me interessasse era a melhor para mim. Eu, do meu lado, sentia que não era tida nem achada na equação e por isso ficava revoltada e batia com as portas (e os pés!).

Talvez a melhor forma de me fazer escutar e conseguir descodificar um qualquer adolescente passará pelo uso da empatia — que é a capacidade que eu tenho de me colocar no seu lugar. Por isso mesmo, não posso iludir-me e pensar que ele vai ser capaz de pensar da mesma forma que eu só porque irei fazer prova de empatia e paciência. Isso vai ajudar, sem dúvida, mas os milagres parecem acontecer apenas em Fátima.

Empatia e paciência pressupõem também respeito pelo jovem e impõe que tudo o que seja um discurso humilhante e com foco no sentimento de culpa sejam retirados da equação. Os adolescentes podem ser totós em muitas coisas mas no que diz respeito ao respeito… têm altas expectativas!


O que fazer, então?

1. Envolver o jovem na tomada de decisões
E ensiná-lo a respeitar o acordo. Como? “Então não tínhamos um acordo? Tínhamos decidido em conjunto que podes jogar com o tablet ao fim de semana. Hoje é quinta-feira. O que aconteceu?”

2. Pica-se o ponto ao jantar

A hora do jantar é aquela que não é negociável – e deve acontecer com a máxima regularidade. Sem gadgets ou televisão. Só família, música boa e partilha! Tem filhos pequenos? Comece já com este ritual!

3. Envie-lhes uma SMS para virem jantar
Vamos usar a tecnologia a nosso favor, q.b. Aposto que vão chegar a horas à cozinha para ajudarem a pôr a mesa

4. Plante os afetos
Com beijinhos, moches ao pai, dançando, massajando a cabeça ou com abraços bons! Sabe que um abraço para ser bom tem de durar pelo menos 6 segundos para que o seu efeito chegue ao cérebro? Então abrace!

5. Os castigos e as palmadas vão funcionar cada vez menos
E apenas vão criar a revolta tão típica nesta idade. Prefira responsabilizá-los pelas suas decisões (o castigo não tem diretamente a ver com a situação mas a responsabilização já tem).

6. Ganhe cooperação
Queira filhos que cooperam em vez de obedecerem. E nós só cooperamos quando nos sentimos próximos uns dos outros.

7. Vínculo
Invista na sua relação com os seus filhos — o vínculo é a qualidade da relação que criamos com eles e eles connosco.

8. Escute mais
“Claro que escuto os meus filhos! Ainda ontem ela fez uma asneira e eu estive a explicar-lhe com toda a calma o que é suposto acontecer e ela prometeu que nunca mais ia repetir. E sabe o que aconteceu? Hoje de manhã fez igual.” Se esta é uma situação comum na sua vida, releia a frase e responda a esta questão: quem é que escutou quem?

9. Façam programas juntos
Não os leve apenas à natação ou à explicação. Vá andar de bicicleta com eles, programe uma festa surpresa para o pai e uma ida a um concerto ou a uma festa popular. É impressionante que depois de umas saídas deste género, eles passam a escutar mais e melhor. Experimente!

10. Humor
O sentido de humor é determinante para que os nossos filhos se sintam mais ouvidos e para que queiram estar por perto — logo, que desejem ouvir.

11. Reclame menos
Há muito pouca paciência para estar próximo daqueles pais (e pessoas) que estão sempre a reclamar. E temos alturas em que abusamos! “Sim, meu amor, a tua cama está bem feita mas este édredon bem que podia ter ficado mais esticado.” Corrigir é importante, claro que é, mas há alturas em que podíamos falar menos, sorrir mais com os olhos e ficarmos satisfeitos com algo que eles fizeram para (também) nos agradar.

12. Empatia

Comecei pela empatia e deixei-a para o fim. É a capacidade que temos de nos colocarmos no lugar dos outros. Eu entendo que o meu filho possa não aceitar esta decisão que tomei. E também lhe posso dizer que sei que ele a sente como injusta e que não é porque ele está chateado comigo ou porque bateu com a porta que eu vou mudar de ideias. Depois? Depois deixe-o ficar — ele tem e precisa do seu espaço.


O que acontece nas sessões de Coaching e Aconselhamento Parental - testemunho

22.12.14


Há alguns meses atrás o meu filho mais velho (5 anos) começou a fazer mais birras do que era normal...nunca foi um miúdo muito tranquilo mas, de repente, as birras tornam-se diárias, aliás, várias vezes por dia com direito a gritos, espernear, muito choro...etc
Para além disso o seu comportamento comigo alterou-se: começou a ter episódios de agressividade, revolta, parecia que fazia de tudo para me aborrecer..esta era, na altura, a minha interpretação da situação.
Eu desesperava, enervava-me, zangava-me, fazia também as minhas birras e os finais de dia estavam a tornar-se completamente insuportáveis.
Isto coincidiu com algumas alterações na sua rotina (mudou de escola) e eu, vendo-me incapaz de lidar com a situação, decidi experimentar o coaching parental com a Magda.
Já tinham frequentado os workshops por isso sabia que me identificava completamente com a linha de pensamento da Mum`s the Boss.


Logo na primeira sessão fez-se o "click"..quando a Mada, após eu descrever a situação, perguntou algo tão simples mas que eu andava a ignorar por completo :"O que acha que o seu filho lhe quer dizer?"
Fiquei sem resposta porque, de fato, eu nunca parei para pensar no que o meu filho quereria dizer-me nesses momentos...eu achava que era apenas birra, mimo, "má criação", achava que fazia tudo por ele e, como tal, era muito injusto ele tratar-me assim....


Logo neste momento, percebi que a minha abordagem estava errada, percebi que nada do que o meu filho fazia era para me atingir, percebi que ele estava era a gritar por tempo e atenção...por melhor tempo e melhor atenção!


O segundo "click" teve a ver com a perceção da forma (errada) como eu estava a lidar com a relação entre irmãos (tenho outro filho com dois anos). O que eu fazia era proteger em excesso o mais novo usando sempre o argumento da idade para o "proteger" do irmão. Numa situação de conflito eu ia (quase) sempre em defesa dos mais novo e isso, sem eu perceber, estava a influenciar o comportamento do mais velho...


Com estas questões interiorizadas foi só começar o trabalho em casa, seguir os conselhos e estratégias da Magda e munir-me de muita paciência.
Não foi e ainda não é fácil...mas posso garantir que a relação com o meu filho bem como o comportamento dele mudou radicalmente e sabem porquê? Porque eu mudei a minha forma de me relacionar com ele!


Acima de tudo o que retirei desta experiencia foram quatro questões que tenho que ter sempre presentes e esforçar-me, sempre, por garantir que cumpro: OUVIR o meu filho, ouvir o que ele tem para dizer, mostrar-lhe que me interesso pela sua visão das coisas ainda que os seus argumentos possam não me convencer, NÃO o penalizar pela minha frustração, SER firme e, por fim mas muito importante também, USAR o sentido de humor:)


Muito mais poderia dizer sobre a forma como a abordagem da Magda me ajudou a mudar o relacionamento com o meu filho, ou melhor, como ajudou a mudar-me e assim mudar este relacionamento.
Tenho ainda muito trabalho pela frente e é bem certo que a prática é bem mais difícil que a teoria, ainda há e haverá, sempre, dias difíceis em que todas as estratégias parecem falhar....nesses momentos lembro-me daquela primeira pergunta da Magda :)

marcações para info@parentalidadepositiva.com

CONSULTÓRIO DE PARENTALIDADE NO EU, MÃE

2.9.14


O Eu Mãe abriu esta manhã um consultório de parentalidade.

Nele vais colocar as tuas questões e dúvidas acerca da educação e parentalidade.

E eu respondo, nesta primeira fase, quinzenalmente. Mais à frente, será com maior assiduidade, fica a promessa.


Para perceberes exactamente como é que ele funciona, espreita a primeira questão e que tem a ver com o regresso às aulas e a mudança de escola.

Esta é uma parceria muito feliz! Estou muito entusiasmada e satisfeita por puder estar mais próxima de ti e de te ajudar nas pequenas grandes coisas do dia-a-dia!


Obrigada, muito obrigada mesmo por estares desse lado e sempre tão interessada por estes temas !





Ask Mum

9.7.14
Volta e meia activo este link aqui no blogue. É o ASK MUM.
Cheguei a uma certa atura em que não conseguia responder às muitas questões que me iam colocando. Então agora podes deixá-las aqui e eu vou pegando nelas, uma a uma e inspirando-me nelas para escrever os posts e ajudar-te.

Workshop + Coaching e Aconselhamento Parental: A questão da Autoridade e da Obediência | A Auto-Estima da Criança

30.6.14
São 2 workshops com sessões de Coaching e Aconselhamento Parental.
São 2 semanas que prometem mudar, para melhor, os relacionamentos em casa.
São 2 vagas ainda para o workshop de A Autoridade
É 1 vaga para o workshop sobre a Auto-Estima da Criança.

Informações e inscrições: info@parentalidadepositiva.com

Programa, datas e horários: ver imagens abaixo





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