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Os 3 principais motivos pelos quais uma criança não obedece

12.12.16

Créd
Tu queres ver que eu vou ter de me chatear contigo?
Tu gostas mesmo de me ver do avesso, não gostas?
Mas vais começar? Ouve lá, quem é que manda aqui em casa?

Soa-te a familiar este tipo de frases? Custa-te a acreditar que ele insista nisto sistematicamente, não é? Ou, a esta altura, já achas que é ele a querer desafiar-te... Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, achas mesmo que o teu filho fica acordado durante a noite toda a pensar numa forma de te pôr com os nervos em franja? Achas mesmo? Será que não haverá outros motivos? Continua a ler, o motivo pode estar escondido num destes 3 pontos.


1) Obediência ou Cooperação
Desde o início deste blogue, em 2010, que tenho procurado fazer entender, a quem aqui vem, frequenta as formações, lê os livros ou faz coaching que o que nos interessa não é ter crianças obedientes e que façam tudo a 'toque de caixa' e antes crianças que cooperem connosco. Naturalmente que para cooperar tem de haver boa vontade e eu só tenho boa vontade quando me sinto ligado à outra pessoa. Daí que para teres a obediência do teu filho - sem que ele questione seja o que for - tenhas apenas de gritar e fazer cara de mau com regularidade. Mas se quiseres cooperação tens de trabalhar a vossa relação, ou seja, o vínculo. E o que é o vínculo? O vínculo tem a ver com a qualidade da relação que vocês desenvolvem um com o outro. E do que depende? Da tua atenção, disponibilidade, paciência e até sentido de humor.


2) Agendas não sincronizadas
Tu queres sair cedo de casa, não queres apanhar trânsito e queres estacionar perto da entrada da escola. Ele quer ficar a olhar para a manteiga a derreter na torrada dele. Têm, pois, agendas que precisam de ser sincronizadas. Em vez de lhe dizeres que ele é sempre o mesmo, em vez de estares sempre a chamar à atenção, vai acompanhando o teu filho nas tarefas da manhã (para isso precisas de estar pronta), diz-lhe porque insistes tanto em sair de casa a horas e... acorda um pouco mais cedo. Nem que para isso precisem (todos) de se deitarem mais cedo à noite.

3) Impulso
Há uma coisa que todas as crianças pequenas têm: uma grande incapacidade em gerirem o seu impulso, ou seja a sua vontade. Vão da sala para o quarto de banho escovar os dentes mas, entretanto, viram que estava uma meia no chão e dirigiram-se para o quarto e repararam num livro que estava numa estante. Eles sabiam o que iam fazer mas de repente distrairam-se e foram incapazes de se concentrarem na tarefa que iam fazer. Faz parte! É mesmo assim. E como é que fazes para os ajudares nisto? Vais com eles até ao quarto de banho, sobretudo naquelas fases em que eles se distraem mais. É só isso. Dá trabalho mas o retorno, no futuro é positivo e, no imediato, não tens uma criança que se perde dentro da própria casa.


Gostaste deste post? Gostavas de saber mais? Então se este assunto te interessa enquanto profissional (ou mãe/pai) consulta este link.

Porque razão os 6 anos de vida são os mais importantes... ou não!

27.7.15


Muitos autores referem-se aos 6 anos de idade como a idade limite em que acontece tudo aquilo que é mais importante. Se as bases não forem passadas até lá, o trabalho que se segue é muito mais difícil, dizem.

É evidente que há muito trabalho pela frente - mas o que os autores querem dizer com isto de que tudo se joga antes dos 6 primeiros anos tem, sobretudo a ver, com o sistema de crenças que a criança desenvolve. Aos 6 anos ela tem a oportunidade de ver o mundo através de uma determinada lente [a sua, naturalmente], de construir uma ideia de quem ela é - não apenas por aquilo que lhe é dito mas, sobretudo, pelas experiências que terá até lá e também, evidentemente, por aquilo que ela é.

Por isso, se tens filhos pequeninos, a minha sugestão é que invistas bem o teu tempo, paciência e foco porque valerá a pena.


E quem já passou os 6 anos? Sabendo que o sistema de crenças já existe, e sabendo também que a capacidade em dialogar e escutar é maior [assim como a participação deles em mais actividades, o facto de conseguirem ficar acordados mais tempo, terem vontade de nos acompanhar] joga a favor, então vamos lá investir na relação e nos valores que ainda vamos a tempo de transmitir.
Nenhuma criança merece que os pais desistam dela! Nenhuma!


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