“Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência.”

9.1.19





Os dicionários são os melhores sítios para encontrarmos definições. Sempre gostei de palavras e de conhecer a sua etimologia. E sempre adorei associações. Por isso gostava que viesses comigo nesta espécie de ensaio sobre o assunto. Se leste a minha última newsletter já sabes que não defini objectivos para 2019 mas antes comportamentos. Naturalmente, que esses comportamentos não começaram a ser praticados no dia 01 - identifiquei-os como sendo aqueles que quero melhorar e sobre os quais tenho pensado muito, nos últimos tempos e nos últimos anos. Hoje escolhi falar-te um pouco mais sobre um deles: a coragem.

Curiosamente, coragem não me parece ser uma das palavras que defina alguém que nasceu em aquário e que, supostamente tem Urano como planeta. Mas mesmo assim, e até um pouco paradoxalmente, dizem que Urano não nos deixa acomodar e faz convites constantes para questionar o que não achamos correcto, ajudando-nos a manter-nos fieis àquilo em que acreditamos, indo à luta, mostrando e abrindo novos caminhos, reformando e lutando. Olhos nos olhos! Bom..., posso dizer-te que é Urano. Como também te posso dizer que sou eu. Depende apenas das associações que me apetece fazer e que tu possas aceitar fazer comigo.

Mas porque a vida é complexa e mais complexas são as pessoas, há um certo adormecimento meu em determinadas alturas, como que para evitar os desacatos, procurando a conciliação. No entanto, a ida ao dicionário mostra-me que “conciliação” não significa cobardia. Na verdade, coragem é um antónimo de cobardia que significa fraqueza de espírito, falta de carácter. E na procura das palavras, achei curiosa esta frase do Gandhi

Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência” (sim, Gandhi!) sendo que aqui violência significa a coragem, a fidelidade aos princípios e às convicções.

Gandhi sabia que precisamos de ser mais corajosos e muito mas muito mais emocionalmente honestos. A coragem não é para quem quer - é para quem pode porque é um ímpeto, é um entusiasmo que tem de ser praticado. Quando abdicamos disto, deixamos de ser confiáveis, deixamos de viver uma vida autêntica e honesta. E retiramos essa possibilidade aos outros porque lhes criamos desconfiança e insegurança.

E isto de se ser corajoso não é um direito - é um dever.

A minha definição de coragem emprega fidelidade aos meus princípios (que estão muito bem definidos e claros!), verticalidade, honestidade emocional, verdade e não acomodação. É fácil esquecer isto. Por essa razão é que é tão importante. É que coragem vem da palavra coração e ação.

Vês porque gosto tanto de dicionários e de palavras?

E a melhor forma de sabermos quando não estamos a ser corajosos é quando sabemos que estamos a ser fracos. E é nessa exata altura que escolhemos quem queremos ser e qual o contributo que escolhemos dar (porque é sempre uma escolha!). Não nos podemos queixar se continuarmos a ser cobardes!


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