Este é o grande motivo pelo qual a Parentalidade Positiva está tão na moda

17.5.17

Quando comecei a lidar com o tema da Parentalidade Positiva, há 10 anos atrás, era ainda responsável pelos Recursos Humanos de um grupo de empresas familiares do grande Porto e dava formação, desde 2002, nas áreas da comunicação, motivação. Nessa altura, questionava-me com frequência no que é que tinha acontecido na vida de algumas pessoas com quem lidava, sobretudo nestes contextos profissionais, uma vez que tinha a oportunidade de ver, de forma clara, como é que a sua arquitectura mental estava construída e a forma como se posicionavam na vida.

A questão era sempre a mesma: O que é que tinha acontecido ao potencial que todas as pessoas tinham e que, nalgumas, parecia ter ficado pelo caminho? O que era feito de todos os sonhos e esperanças que um dia tinham tido? Que história e que pessoas tinham tido nas suas vidas?

Então passei a olhar para os pais e à procura da forma como andavam a fazer o seu papel. Procurei ver, através da forma como nos relacionamos, como é podemos potenciar - ou não - uma série de competências para a vida.

Percebi que estamos diferentes da geração que nos educou. Queremos que a relação com os nossos filhos sejas diferente. Não queremos educar com base na educação autoritária, que faz uso dos castigos, das palmadas, das humilhações mas, na ausência de modelos de 'meio termo', caímos na justa oposição que é uma educação sem limites nem regras. E se à primeira vista parece que estamos a demonstrar mais amor pelos nossos filhos, a verdade é que eles não sentem esta permissividade dessa forma. Pelo contrário: passamos a sensação que não nos importamos porque 'deixamos andar'.

Então, a Parentalidade Positiva surge como uma resposta equilibrada, que tem por base o respeito mútuo entre pais e filhos, fator chave para a geração atual de pais. A palmada, o castigo ou o "tudo permitir" são resposta rápidas mas desadequadas, a curto prazo. A Parentalidade Positiva convida-nos a uma maior participação, a um maior envolvimento mas, por ser próxima e permitir a construção da identidade dos diferentes atores, tem resultados mais positivos e a longo prazo.

Se vamos ensinar a educar? Claro que não! Vamos ensinar a comunicar, a olhar para o outro e a saber dar a resposta mais adequada. Sabes, não é porque nasce uma criança que nascem pais a saberem comunicar com ela e a ler os seus pedidos. E há algum mal nisso? Claro que não, desde que haja disponibilidade para aprender.

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