E se afinal o gritar não fosse assim tão mal?

26.10.16

A Teresa regressou da escola com uma bola amarela a comportamento. Não quis dizer logo à mãe mas ela acabou por saber.
Em conversa, ficou a perceber que a Teresa, de 5 anos, tinha gritado com uma amiga que a estava a chatear e a professora deu-lhe o amarelo.

A mãe perguntou-lhe se ter gritado tinha ajudado ao que ela respondeu que não. Mas depois acrescentou que 'Quando o pai grita também não ajuda'. A mãe ficou sem saber o que responder... e, a seguir, iniciou um exercício que já tinham feito algumas vezes anteriormente.

- E quando gritaste que animal é que te sentiste? 
- Um leão.
- E que cor foste?
- Fui o vermelho [demonstrando a raiva que sentiu quando gritou]
- E agora, se pudesses fazer diferente, o que terias feito?
- Não teria gritado
- E do que terias precisado para fazer diferente?
- Que a professora me tivesse ouvido antes de dar o amarelo.


No entanto, não deixa de ser curioso reparar que o pai, bastante mais permissivo é visto, pelos filhos, como aquele que grita mais. Não deixa de ser curioso que, a mãe que é mais autoritária não grite tanto quanto o pai, aos olhos dos filhos.

Daí que, tal como te expliquei aqui, o tom e a intenção das nossas comunicações têm um impacto gigantesco na forma como os miúdos nos percepcionam.

É a mãe quem grita mas a intenção e o tom não são os mesmos...


Mais sobre autorregulação e autoridade parental aqui.

1 comentário:

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