The Early Catastrophe - devemos, ou não, explicar, falar e argumentar com os nossos filhos?

7.7.16


Muitas vezes oiço dizer que não devemos explicar as coisas às crianças. Que muitas explicações mostram uma parte fraca nossa. Que porque somos os pais ou os educadores não temos de nos colocar nessa posição. Que devemos dizer as coisas como elas são e a seguir dar a ordem e a criança deve executar.
Estamos, creio eu, a confundir 'convencer a criança de fazer algo' com 'firmeza, justiça e certeza'. Quando eu sei o que quero e sei que o que peço é justo, tudo o que peço sai de forma clara e eu sei que não tenho de convencer os meus filhos porque vai ter de ser assim. E é essa certeza que ajuda o meu filho. E sim, a diferença pode apenas estar no tom e na intenção com que faço as coisas.

Por outro lado, e num estudo absolutamente incrível, chamado the 'Early Catastrophe' constatou-se que há um 'gap' [fosso] de 30 milhões de palavras entre as crianças cujos pais falam e explicam as coisas e aqueles em que apenas se dá ordens. Este estudo foi conduzido num grupo de crianças entre os 7 meses e os 3 anos. Sim, 3 anos! O que mostra que, muitas vezes, quando a criança ainda está a chegar à escola, já pode ter nela uma vantagem ou enorme desvantagem.
Crianças cujos pais falam mais e explicam são crianças que constroem frases mais articuladas, explicadas e argumentadas. Não é impressionante, portanto, verificar que estas crianças têm um vocabulário e um estilo comunicacional muito perto do dos seus pais.
Afinal de contas, aos 3 anos as crianças já têm tanto dentro de si. Esta é a prova que, quanto mais interagirmos com as crianças, desde pequenas [repara que o estudo começa aos 7 meses!!!] mais hipóteses elas têm de assimilar e refinar a sua arquitectura mental. O cérebro - e as neurociências provam-no - constrói-se também com o ambiente.
Seria mesmo uma catástrofe não comunicarmos mais, não explicarmos mais, não nos ligarmos mais.

2 comentários:

  1. Olá, bom dia
    Cada vez que leio estes post's dou por mim a sorrir. Isto não só por concordar com o que dizem mas também por encontrar força para continuar uma tarefa que não é fácil " educar com amor". É um dos maiores desafios das nossas vidas, mas vale muito a pena e dá-nos alguma esperança em acreditar num futuro melhor. Obrigada!

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  2. Sinto me tao bem ao ler este blog... Da me força para continuar...é isso mesmo...educar com amor...limites com amor... E sobretudo...AMor 💝

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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