Saberemos, mesmo, escutar uma criança?

26.6.16


Nas 3ªs jornadas da Família, que aconteceram na passada semana, em Góis, e onde estive presente como oradora, a Doutora Gabriela Trevissan falou sobre os direitos da criança e é impressionante como somos os primeiros a violar esses direitos.

A Convenção dos Direitos das Crianças refere-se ao direito que esta tem em ser ouvida nos assuntos que lhe dizem respeito. E chegámos à conclusão que  escutamos mal a criança. Escutamos uma criança como se fosse um entretenimento, muitas vezes fazemos dela palhaço quando, sucessivamente lhe pedimos para repetir coisas que a expõem ao ridículo mas que nos divertem.
Quando falamos em respeito mútuo e igual valor é comum acenarmos com a cabeça, dizendo que sim, que respeitamos muito as crianças. Mas depois, e na prática, não somos tão bons e verdadeiros quanto isso.
Por isso pedia-te que ao longo do dia de hoje fosses prestando atenção às tuas interações com os teus filhos e fosses observando as dos outros.
O objetivo não é que nos tornemos em pais perfeitos mas antes que aproximemos as nossas relações com os nossos filhos dessa perfeição.
É esta ambição - a da perfeição - que me faz acordar de manhã feliz, pela possibilidade que tenho de fazer muito melhor (e, paradoxalmente, feliz por saber que não a atingirei!)

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