Gostava que considerasses este post como sendo sobre o amor incondicional.

2.5.16
Há algumas palavras que eliminei do meu vocabulário, já há algum tempo. Quem leu o Crianças Felizes - Guia para trabalhar a autoridade dos pais e a auto-estima dos filhos sabe do que falo porque logo no início peço ao leitor para esquecer as palavras 'feitio' como em 'tem um feitio igual ao pai' e a palavra 'personalidade' como  em 'tem uma personalidade dos diabos!'

A palavra que sugiro que passemos a usar é 'natureza'. Claro que não é para substituir dando-lhe a intenção e o significado da anterior. É para dar o significado de natureza e que significa 'é natural, nasceu assim, faz parte'.

Se ouvires bem o que dizes - em grande medida, o meu trabalho assenta quase todo ele na forma como comunicamos e nada mais - quando dizes 'que o teu filho tem um feitio assim ou uma personalidade daquela maneira', é como se estivesses a ir contra um muro, algo que não muda e que não é natural. Quando usas essas duas palavras estás a construir mais muros, na verdade.

Então a minha sugestão é que, daqui para a frente uses apenas a palavra natureza, sem a adjectivares, sem mais nada. A natureza é para ser aceite porque ela é sábia. Quando aceitamos a natureza dos nossos filhos estamos a dizer-lhes que os amamos como eles são e é a certeza desse nosso amor, que aceita, que o libertará para que ele possa florescer, crescer e ser melhor a cada dia que passa. Nunca duvides disso.

E se é verdade que ninguém controla a natureza do filho que tem, a verdade é que controlamos uma outra parte muito importante e que tem um impacto enorme na vida dos miúdos. E esse ponto a que me refiro sou eu. És tu. A parte que só nós controlamos é a nossa. Na verdade, o Berra-me Baixo - 21 dias para deixares de gritar com o teu filho -  fala justamente sobre isso - sobre a nossa transformação enquanto pais e enquanto modelos que (desejamos) somos para os nossos filhos.

Eu sou responsável pela forma como decido reagir com o meu filho quando ele chega a casa triste porque o melhor amigo voltou a fazer troça dele no recreio.
Eu sou responsável pela forma como lido com o meu filho quando ele não se cala e insiste em pedir (sem parar!!) por mais uma bolacha antes do jantar.
Eu sou responsável pela forma como lido comigo quando os meus filhos estão a pegarem-se.
Eu sou responsável pela forma como reajo com um comentário menos oportuno do meu companheiro. E também sou responsável pela forma como lhe respondo.

Na verdade, a estima e o amor (incondicional) que tenho por mim servirão de exemplo e de modelo ao amor incondicional que os meus filhos deverão ter por eles próprios. 

A Whitney Houston já dizia 'The greatest love of all'.

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