Bullying - atuar já!

15.4.16
Foto Stim

Nos últimos tempos o tema bullying tem sido recorrente nas sessões de Coaching e Aconselhamento Parental.
Já aqui escrevi muito sobre o assunto e também no livro Crianças Felizes.

No entanto, hoje mais do que nunca, é importante recordarmos que o bullying não é um assunto exclusivo das crianças e que faz parte do que acontece nas escolas. O que faz parte é o conflito - isso existe em todas as relações. No entanto, o bullying diz respeito aos adultos: escola e pais. Somos nós, enquanto modelo e pessoas com o poder regulador que temos a obrigação de acabar com este flagelo.

É fundamental que pais e escola saibam que são eles os elementos com mais poder porque têm o poder regulador. Não é normal que uma criança bata ou humilhe. Pode ser habitual isto acontecer mas há uma grande distância entre uma coisa que é habitual e outra que se aceite como normal. Não é.

E se é verdade que as crianças se constroem também quando aprendem a gerir os conflitos, também é verdade que o saberão fazer de forma mais adequada quando esses comportamentos adequados são 'patrocinados'. O que é que quero dizer com 'patrocinados'? Quando se mostra como é que se faz, como é que se gere um conflito. Há crianças mais espevitadas que precisam que se mostre como é que se gere o impulso e a agressividade e também há crianças que não conseguem afirmar-se e precisam de um adulto que as ensine a fazê-lo.

É inadmissível, desonesto e cobarde virarmos as costas à agressividade que existe, neste momento, nas nossas escolas. É urgente atuar já!
Seria fundamental que as escolas e também os pais apostassem neste ponto e que se intrometessem, de facto, para que as escolas sejam lugares melhores.
É determinante que as escolas ensinem gestão de conflitos aos seus funcionários, assertividade e que, juntamente, com as associações de pais possam redefinir o seu papel. É urgente atuar já!
Temos de perder a vergonha e parar de achar que este é um problema que os miúdos conseguem resolver sozinhos. Não é. E quanto mais cedo ajudarmos na escolha dos comportamentos adequados (logo aos 4 anos!) melhor. Todos saímos a ganhar!

O que é que se faz na escola dos teus filhos, a este nível? O que é que se pode começar a fazer já?

A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo.*
Essa mão é a nossa.

* Lincoln

2 comentários:

  1. Olá Magda acompanho frequentemente tudo o que escreve e agradeço, como mãe, a ajuda preciosa que nos vai dando e que para mim têm sido conselhos mais que preciosos. Sublinho cada palavra, conheço alguns profissionais da educação que precisavam ler mais sobre o assunto, acusarem o desconhecimento e afirmarem a vontade de saber mais para ajudar melhor, antes de dizerem asneira!
    Muito obrigada.

    ResponderEliminar
  2. Eu devo dizer que fiquei chocada quando o meu filho de 3 anos me disse que na escola havia dois meninos que o esperavam para lhe bater, depois da sesta. Um deles dizia que ele era um cão e dizia para ele fazer xixi na árvore da escola. Até conseguir perceber o que estava a acontecer foi aflitivo, porque ele não se queixava, ia para o canto chorar às escondidas. Mudou de escola e agora aos 5 anos parece outro, mas foi um trabalho imenso para melhorar a sua auto-estima, assertividade e conseguir lidar com toda a situação, aceitação, disponibilidade e muito amor. Muito, muito difícil!

    ResponderEliminar

Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share