Sentir de forma diferente

12.1.16

   Post escrito com o apoio de agência de comunicação

Cá em casa falam-se duas línguas – o português [eu] e o francês [o pai]. Quem é bilingue saberá o que eu quero dizer: é absolutamente extraordinário pensar e sentir de forma diferente, quando nos
exprimimos em línguas diferentes. Tenho uma amiga que nasceu em Espanha, viveu em Portugal muitos anos e agora está novamente fora. E, em conversa, explicava-me que quando queria ter ‘ganas’, falava de si para si em espanhol. Não deixa de ser curioso, não achas?

Há coisas que fazemos diferente, quando estamos em França. Quando damos um beijinho, usamos primeiro a face esquerda. O queijo vem depois da refeição [porque é salée] e antes dos doces. Quando pedimos um copo de água perguntam-nos se é com ou sem gás [eu cá em casa presumo sempre que é
sem gás]. Não se vai ao café como vamos aqui, o comércio não está aberto ao domingo e em muitas
zonas é impossível arranjar uma farmácia ou um supermercado à porté de main e aberto às 20h, por
exemplo.

E porque quando se tem miúdos pequenos é imprevisível o que é que nos vai faltar, sobretudo quando viajamos com malas de cabine e o mais minimalistas possível, há coisas que tenho em duplicado comigo: termómetro, brufen suspensão - just in case - e tesoura das unhas. É nestas coisas que percebo que, afinal, não sou tão flexível quanto isso. É nestas alturas que me apercebo que não facilito e que, em francês ou em português, no que toca a garantir a segurança e o bem-estar dos miúdos [e também a facilitar-me a vida], penso e sinto igual, nas duas línguas… mas ainda não me consegui adaptar ao beijinho ser dado, primeiro, com a face esquerda!

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