O teu filho vai este ano para o primeiro ano? Então este post é para ti!

3.9.15
Caso: Mudança de escola

Idade da criança: 6 anos

O meu filho mais velho vai agora entrar para o primeiro ano. Até agora esteve numa escola com um ambiente muito familiar e onde até a comida era muito caseira. Este ano é o ano da grande mudança – ir para a escola grande – e ele mostrou-se muito triste por deixar a educadora, as auxiliares e até a cozinheira da antiga escola. Ao mesmo tempo parece que está em fase de negação porque diz que vai voltar à sala dele e diz-me ‘ai não não vou para a escola nova’. Não sei o que fazer: deixar de falar no assunto é uma boa ideia?


As mudanças são sempre difíceis e angustiantes porque trazem consigo uma série de dúvidas e receios e também medos por não sabermos o que de lá virá. Por outro lado, e no caso do seu filho, a experiência nessa primeira escola foi extraordinária e é natural que ele gostasse de se manter por lá! Parabéns à equipa que trabalhou com o seu filho por ter sabido criar vivências positivas na vida do seu filho.

Neste momento, o seu filho vai mudar de escola e, como facto consumado, não há nada a fazer. Então siga os pontos abaixo para que a transição se faça da melhor maneira:


Procure ser empática com o seu filho e perceber a tristeza dele. Imagine que trabalha num local com pessoas de quem gosta muito e que, por decisão da sua chefia vai ter de mudar para um lugar desconhecido e onde não conhece ninguém. Imagine que, para além disso tudo, as suas responsabilidades vão aumentar e que vai estar a ser avaliada por imensas pessoas mas não faz ideia como nem por quem. Sente a responsabilidade, o medo e o frio na barriga? É muito possível que o seu filho sinta tudo isto mas, aos 6 anos não tenha tido experiências suficientes para saber que estas situações se gerem e se ultrapassam. Dá medo, muito medo e nenhuma vontade em mudar.
Deixe-o despedir-se das pessoas da escola. Se puder, tire fotografias, imprima-as e guarde-as num álbum para que ele possa ir ‘matar’ saudades sempre que precisar. Isso não lhe fará mal – em breve vai ultrapassar a fase dolorosa e vai lembrar-se das boas recordações.
Sempre que puder, passe em frente à nova escola e diga-lhe que é ali que ele vai aprender a ler, a escrever e que por isso mesmo vai ter maior liberdade e autonomia – vai ser capaz de ler sozinho, de participar nas compras da semana no supermercado escrevendo a lista de compras e já poderão ir ao cinema ver alguns filmes com legendas. A ideia é criar-lhe entusiasmo.
Sempre que ele voltar ao assunto da escola antiga, deixe-o falar e diga-lhe coisas como ‘Tu foste mesmo feliz ali, não foste? Lembras-te quando aos 3 anos e meio as educadoras se lembraram de fazer um acampamento e a escola inteira dormiu em tendas e vocês passaram a noite fora de casa, pela primeira vez na vida? Uau, isso é que foi uma aventura, não foi?’
Tire a tensão da situação e sempre que os outros se referirem à mudança de escola e o seu filho estiver ao pé de si, talvez seja interessante não dar seguimento à conversa. Está a falar de algo muito íntimo na vida dele e que lhe causa tristeza, neste momento. Mude de assunto por respeito aos sentimentos dele. Estou certa que apreciaria que fizessem o mesmo por si.

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