5+1 motivos pelos quais deves ir ver o Divertida-mente [inside out]

8.8.15

Estava à espera deste filme há um ano. E, mesmo assim, fui ao engano.
Sabia que o filme era muito bom, sabia que falava de emoções, sabia que era divertido mas não sabia que me ia pôr a chorar do início ao fim. Descobri que sou uma lamechas de primeiro.



Entrou no top 5 dos meus filmes favoritos, a rever vezes sem conta.

5 + 1 MOTIVO PARA IRES VER O DIVERTIDA-MENTE

1. Está muito, mas mesmo muito, muito bem feito.
Desde os desenhos dos personagens, às vozes, à musica escolhida, tudo é mesmo muito bem feito. Vê-se que foi um filme muito pensado, feito por pessoas que querem passar uma mensagem [já vais perceber qual, mais abaixo], respeitando quem está a ver, sem necessidade de recorrer a um registo de som mais alto, sem necessidade de usar piadas infelizes. Aliás, as piadas são tão boas, residem nas experiências e nas memórias...
Por outro lado, transformar a complexidade do funcionamento do cérebro neste Divertida-mente é mesmo algo genial! Está muito bem conseguido e ficamos a perceber melhor o que se passa nas nossas cabecinhas.
Sinceramente, o profundo respeito pelo tema e por quem vai ver este desenho animado foi dos pontos que mais emocionada me deixou. É mesmo muito raro encontrar uma obra assim! E pronto, sou suspeita!...



2. A versão portuguesa
Foi uma agradável surpresa. Primeiro, porque penso que se percebeu que não é preciso fazer-se vozes e tons de voz estranhos para se conseguir captar o telespectador. Segundo, porque foram muito bem seleccionadas - e consegue-se a dimensão que se deseja para cada personagem. A minha favorita? A Alegria! A voz da Alegria é uma voz que todos deveríamos de ter nas nossas vidas, aquela que nos empurra para a frente, que nos mostra que vale a pena continuar.




3. Como se criam as memórias
Ficamos a saber que as memórias se consolidam durante o sono e que há memórias que não interessam para nada e que são 'aspiradas' depois de não serem usadas. E que há outras memórias que, mesmo que não queiramos, insistem em aparecer. Esta é uma dessas minhas memórias. 




4. As ilhas e a qualidade das experiências
As ilhas são a nossa estrutura, a forma como somos feitos. E sim, há alturas em que elas são abaladas [e muito!] e parecem ser irrecuperáveis. Penso que é das imagens mais bem conseguidas para explicar a construção de quem somos - a nós e aos miúdos: as ilhas!
Fiquei muito feliz por ver ali retratado que é a qualidade das experiências que cria o que de melhor há em nós. É a qualidade das experiências que cria as ilhas, as memórias. E sim, e como irás confirmar no final, mesmo as experiências menos positivas podem ser boas experiências. Fico mesmo feliz porque este é um ponto fundamental no trabalho que eu desenvolvo com os pais com quem trabalho e tenho a certeza que muitos se lembrarão disto.


5. A brincadeira
É a qualidade das experiências que nos ajuda na construção de quem somos e na capacidade que temos em gerir os momentos mais stressantes. Fiquei mesmo muito feliz por se mostrar que nem todos os momentos têm de ser levados a sério, ou pelo menos não tão a sérios e que podem ser aliviados com 'macacadas'.




+1 O amor cura tudo
No final, ficamos sem saber exactamente o que irá acontecer - mas percebemos claramente que o amor e a família são um porto seguro e que podem curar tudo. É um enorme cliché e nesta caso, muito mas mesmo muito bem conseguido.

Todas as emoções têm espaço para existirem e, em momento nenhum, temos vontade de julgá-las. Todas as emoções são necessárias - mesmo as menos positivas - e só juntas fazem sentido. 



Eu, que me fartei de chorar, saí de lá tão feliz! É mesmo um filme muito, mas mesmo mesmo muito bom! 
Um filme a rever e a rever e a guardar.

Na próxima semana deixo-te um post com as questões que podes aproveitar para colocar aos teus filhos, sobre o filme... e sobre a vida!

6 comentários:

  1. Bom dia! Uma duvida : a partir de que idade recomendaria este filme? A minha pequenita tem quatro anos e oito meses...
    Já agora, este blogue é o máximo! É o meu manual de instruções :) !

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    Respostas
    1. Leve já! E assim começar a falar das emoções fica mais fácil. Uma amiga levou o filho que tem a idade da sua e hoje continuam a falar do filme. A minha de 6 viu duas vezes seguidas e viu de forma nova a segunda vez :)
      E eu aposto que comigo será igual!
      Ah! E obrigada pelas suas palavras :)

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    2. Vou esperar p ver em casa com o meu de três anos daqui a um tempo!! Isto porque ele pergunta tudo sobre tudo e mais alguma coisa!! Hehe se o levo ao cinema tenho mts queixas 😊

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    3. Confere. O filho da tua amiga já viu o filme há 2 ou 3 semanas e não há um único dia que não identifique as suas emoções de acordo com o que viu. E a tua amiga está desejosa de rever o filme e acha que deveria ser visto por muitos e muitos adultos. Beijinhos da tua amiga.

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  2. Eu adorei o filme...só não o acho um filme para crianças . Alias fartei me de chorar. Será Q eles percebem e captam a essência da coisa? O meu tem 6. Gostou do filme mas quando lhe fiz algumas perguntas percebi Q ele não tinha entendido tudo. O Q me parece normal!
    Aida Ribeiro

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  3. Parabéns Magda pelo excelente resumo do filme! Também adorámos e penso que as crianças podem não compreender os princípios transmitidos mas captam a ideia da importância do assumir os sentimentos e emoções e questão das memórias. Recomendo Bjis Joana

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