Educação e Parentalidade Positiva : permissividade ou autoridade?

24.4.15
É curioso como, quando se pensa em Educação e Parentalidade Positiva se pensa, muitas vezes, em permissividade e em deixar a criança escolher sempre. Isso prova que estamos muito agarrados à noção de poder e que rejeitamos, ou temos dificuldade em aceitar outra forma de educar que coloque de lado o autoritarismo, alguma agressividade e humilhação. Afinal de contas, muitos de nós fomos educados dessa forma e sobrevivemos...

No entanto, talvez a questão não resida no facto de termos ou não sobrevivido. Para mim, a questão vai mais longe do que isto e tem a ver com o facto de, pessoalmente, ver-me noutro papel, - no papel daquele que orienta, apoia e está ao lado da criança. E, por isso mesmo, e porque é esse o meu desejo, gritar, humilhar ou tudo permitir não se enquadram no que me motiva.

Paradoxalmente [ou não], é curioso ver que a palavra autoridade é vista com algum receio por outras pessoas. No meu livro 'Crianças Felizes - o guia para trabalhar a autoridade dos pais e a auto-estima dos filhos' digo claramente que o nosso papel, na vida dos nossos filhos é, justamente, esse - orientar, liderar, ensinar. Esse é um papel de quem é autoridade no assunto e de quem sabe o que está a fazer [por algum motivo o nome deste blogue é Mum's the boss!]. E isto não desrespeita a criança em nada - pelo contrário!  É porque sabemos que a criança é um ser humano completo, merecedora de respeito como qualquer outro ser humano que a orientamos no seu processo de crescimento porque isso é necessário e construtor.

A criança precisa de pais que saibam o que estão a fazer - pais que tudo permitem dão a sensação que o mundo é um lugar inseguro. Pais que não sabem quais são as suas regras e os limites para aquela criança são pais que dão a sensação que o mundo é um lugar inseguro. Porque? porque se não conseguem colocar limites e regras, também não conseguem proteger.

Os limites servem para proteger - nunca para castrar. E por isso a autoridade parental tem de existir, gostando-se ou não da palavra.



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