A importância da Autonomia para um crescimento feliz

20.4.15


Ensinar autonomia é ensinar a ser feliz. 

Se é verdade que por volta dos 2 anos [mais coisa, menos coisa] eles tornam-se mais independentes porque começam a terem uma maior noção de si, uma maior liberdade de movimentos mas não percebem [nem querem perceber] porque não podem fazer tudo o que desejam.
E se há coisas para as quais ainda não estão prontas, outras há que deveriam ser incentivadas e bem trabalhadas. Por exemplo, se a minha casa tem muitas escadas, em vez de proibir constantemente, posso ensinar o meu filho a subir e a descer as escadas e permitir que ele o faça com a minha supervisão. Para quê? Para que ele se torne autónomo, seguro e para que eu, também, fique mais descansada, à medida que o tempo vai passando.

Na verdade, há uma série de competências que podem começar logo a serem trabalhadas aos 2 anos. Os miúdos adoram participar e fazerem o papel dos grandes. Reserva, por exemplo, os pratos deles, os guardanapos e tudo o que ele usa na mesa, num sítio ao seu alcance. Quando for para pedir para pôr a mesa para o jantar, ele já sabe onde estão as coisas e irá começar, aos pouquinhos, a assumir esse papel como o dele. Com o tempo, vais ganhar segurança e vais conseguir pedir-lhe que coloque o teu prato e até os copos. E se partir? Se partir, partiu! Acontece a todos e não é por isso que lhe vais retirar a função. Vais dizer-lhe sim que isso acontece e que pedes para que tome mais atenção da próxima vez.

Acompanha-o quando for para arrumar os sapatos, para guardar um livro e mostra-lhe como se faz. Ninguém nasce ensinado.

Aos 9 anos [e mesmo antes] é natural que já não queira pôr a mesa e que reclame. Não desistas. Cooperar e participar nas tarefas domésticas tem de ser visto como algo normal e que faz parte de se viver em família. Todos cooperam para que tudo corra bem e seja bom! Se isto não está a acontecer, por favor, não desistas dele nem da situação. Envolve-o na tarefa. Mas se vocês entraram em birra um com o outro, então está na hora de começares a trabalhar o vínculo, ou seja, a qualidade da vossa relação. Tu és quem manda e és tu a pessoa mais inteligente da relação [embora eles também o sejam, e muito!!] e por isso está nas tuas mãos dares a volta a isto. Envolve-o nas tarefas, deixa-o decidir o que vão fazer para o jantar e até a música que vão ouvir ou a decoração da mesa.

Ao trabalhares a autonomia estás a ajudá-lo a ter uma noção positiva sobre a sua eficácia pessoal. Ele pensa assim 'Sozinho, eu consigo'. E então sentir-se-á mais confiante e com uma auto-estima mais positiva. E sim, só por isso, vai querer cooperar e ajudar. Vai gostar dele, sabes?

Nesta semana vou publicar dicas sobre como podes trabalhar a autonomia e porque é tão determinante.


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A autonomia é um dos temas que são abordados no workshop sobre A Auto-Estima da Criança e que se vai realizar no próximo dia 8 de Maio, em Lisboa.
Outros temas deste ciclo de workshops, aqui.


1 comentário:

  1. Obrigada por este post. Tenho aprendido muito consigo e espero receber o seu livro no Dia da Mãe. Beijinhos e continue o seu exvelente trabalho. Tenho tido tantas dúvidas sobre como ser uma boa mãe, mas, ao ler o que escrevr, dá-me espaço para reflectir sobre tantos assuntos com de forma mais consciente. Obrigada

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