O que o blogue faz por ti

19.11.14
Ontem postei aqui um email que recebi e hoje recebi mais outro... 
Diz-me o que o blogue tem feito por ti e pelos teus e o que é que eu posso fazer para ajudar ainda mais.
Grata, muito grata!


Olá Magda,

Há imenso tempo que tento ter tempo para te enviar um email, que há muito mereces.
(o verbo tentar foi propositado, porque até à data não enviei o email e se em vez de ter tentado, tivesse enviado… já não seria este o verbo) e (“te enviar” e não “lhe enviar” porque já me sinto muito à vontade para isso, desculpa mas sinto-me como se falássemos todos os dias e como tb nos tratas assim, cá vai…).

O Mum’s the Boss faz parte da minha rotina diária, sinto falta quando não leio alguma inspiração logo de manhã e à noite adoro ler os post’s completos.

A imagem que tenho do blog é como se fosse aquela mini figura de mim própria, a minha consciência, com uma imagem translúcida, que aparece por cima do meu ombro, quando por exemplo, estou prestes a dar um berro desnecessário, não explico aquilo que gostava que ele fizesse e exijo apenas, quando tento mostrar a uma amiga que naquele momento há outras formas de encarar a situação. Essa imagem está lá, serena e sorridente, para me dizer “não berres, explica, apoia e cria o vínculo”.

Certo é que, talvez por ler frases tão bem escritas e de forma simples, certeiras e coerentes, esses pensamentos ficam numa constante flutuação na minha mente e agitam-se quando preciso de atuar, chamando-me a atenção para a situação em causa, como se fosse “pára e pensa”.

Depois de aderir a quase todos os desafios durante este ano e o anterior, quase de forma incógnita, tenho a certeza absoluta que sou uma mãe melhor e até uma pessoa, no seu todo, melhor.

E o orgulho e certeza disso, é quando por vezes me perguntam “como é que ele, normalmente, faz aquilo que pedes no momento que pedes?” Eu tenho apenas vontade de responder “leiam a Magda no Mum’s the Boss, aprendam e apliquem. Vão ver que resulta!”. Era tão bom ver os pais e mães a aplicarem a parentalidade positiva diariamente e de forma consciente.

Como qualquer mãe, tenho momentos de impaciência total e em que sai um berro e até uma palmada, mas, agora, consciente de que esse não é o caminho.

O F (com 5 anos) tem tanto de carinhoso e terno como de “testador” de paciência e de limites, como penso que quase todas as crianças. E por isso tenho a certeza que esses limites tem de ser consistentes e cumpridos. Mas há muito lugar para o mimo e a valorização das coisas boas que faz, das maiores às mais pequenas. Há a constante noção de que há muitas formas de dizer ou exigir a mesma coisa e o caminho para chegar ao objectivo de educar para o coração, pode não ser uma linha recta e sim, um caminho com paisagens lindas e muito para partilhar e aprender. Há muito mais para além do que o “faz isto porque eu quero e pronto”.

E por hoje, despeço-me, porque como aplico (e não “tento aplicar”) os mandamentos de sair de casa sem birras de manhã, tenho de ir arranjar a roupa, mochila da piscina, preparar peq. almoço, etc… J

Obrigado* por tudo Magda.

Gostava muito que conseguíssemos organizar um workshop em Coimbra.

(não me importo que divulgues o texto ou parte dele, se assim achares bem, mas peço-te apenas o favor de manteres o meu anonimato).

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