O que um pai nunca deve dizer a um filho adolescente...ou como prevenir uma crise na adolescência enquanto eles são novos :)

28.10.14
... é o título da notícia que a minha amiga Michele me enviou e que se refere a um livro que saiu em Espanha e onde se sugerem formas de conversar com os nossos filhos mais próximas, por forma a assegurar que mantemos um vínculo que se quer forte, quando eles chegarem à adolescência.

Ora bem, eu abri a página da notícia e vi 10 formas sugeridas... e como tenho uma opinião diferente para a maior parte delas, deixo aqui a minha versão. Espero sinceramente que te possa ser útil!



E depois também podes ver este filme...



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15 comentários:

  1. Aa maioria das suas sugestões partem do principio que tudo o que um filho faça será para a agradar á mae ou pai e não o encarando como um ser humano individual independente de si

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    1. Curiosa, a sua observação. Concretamente, o que o faz dizer isso?

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    2. :) Um beijo porque "eu" adoro, "gosto" mais quando fazes e outros exemplos em que se focaliza mais do que gosta que seja feito do que no que é socialmente aceitável que seja feito. Nesta perspetiva, a criança faz só porque os pais querem e não porque é o correto ;)

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    3. No exemplo que eu dou eu falo de mim e do facto de eu gostar do beijo. Onde é que está, neste caso concreto o socialmente correcto? Falo da minha necessidade o que é profundamente respeitador da minha pessoa e do meu filho.
      Deixo a criança saber que gosto mas não lhe digo 'vês, quando queres sabes ser querido e os outros blas blas blas'.
      Por outro lado, o que é o correcto? E para quem? Há pais que obrigam os filhos a darem beiinhos porque isso é importante para eles. Há outros que não estao nem aí. Tem tudo a ver com valores e princípios. Na sugestão que faço a única coisa que faço é falar da minha necessidade. Será isso errado ou o mais justo?

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    4. Não acho que existem os 100% corretos ou incorretos...Apenas me fez recordar o "mantra" de alguns pais:faz porque eu quero, faz porque eu gosto....eu,eu,eu...Mas são apenas opiniões claro...apenas pensei nisso automaticamente quando li a alternativa as dicas do expert ;)

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    5. Por acaso reparei no mesmo, que a maior parte das suas sugestões são no sentido de incutir no filho comportamentos em prol da satisfação da mãe/pai. Também não concordo com isso. Não devemos procurar que eles tenham os comportamentos correctos só para nos agradarem ou porque sabem que gostamos e ficamos felizes com isso. Maria João

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  2. Susana Fernandes02 novembro, 2014

    Não consigo entender como de repente as crianças são tratadas como se fossem de cristal e os pais estão cada vez mais inseguros e perdidos com medo de errar. A pressão exercida sobre os pais com uma mera escolha de palavras é realmente impersionante. Às vezes esses pais esquecem-se que já foram filhos. Nunca, em tempo algum, senti um peso negativo que me afectasse profundamente por me terem dito estarem desiludidos comigo ou, que me tenham obrigado a determinado comportamento porque era suposto. O que me marcou foi sentir que acreditavam em mim e esperavam o melhor de mim por eu ser capaz. E para saber isso bastou ter sido criada por eles, por ver como me amavam diariamente, por pequenos e grandes gestos ao longo da vida. Jamais uma palavra num discurso saudável entre um pai e um filho o marcará negativamente e de forma tão irreversível. Mas esta é tão somente a minha opinião e, pela primeira vez, a minhas interrogações depois de ler os seus post foram escritas.

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    1. Jamais uma palavra num discurso saudável entre um pai e um filho o marcará negativamente e de forma tão irreversível.

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    2. De acordo com o que diz no final
      Percebo a sua exclamacao com o facto de se ser mais permissivo hoje em dia e com a pressao sobre os pais por isso é importante nao colocar td no mm saco
      O que se diz e cm se diz tem impacto
      As solucoes que propus tem por base a linguagem nao violenta que todos deviamos praticar uns com os outros e nao apenas c criancas
      O seu receio tem fundamento: pais c medo e inseguros podem ter pouca firmeza a educar. E por isso mais ainda deveriam procurar pontos de orientacao e ajuda. Que mal tem? O importante é criarmos hma relaca

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    3. Dizia eu... Uma relacao com significado. Espero ter ajudado!

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  3. Susana Fernandes03 novembro, 2014

    Começo agora da mesma forma que antes, não consigo entender... E isto, pressupõe que possa mesmo ser incapacidade minha de compreensão e, embora me sinta tentada, o bom senso diz-me que não posso dizer-lhe que está errada em alguns pontos. Mas confesso, continuo "sem entender".
    Uma palavra não é um todo. Um diálogo saudável exige mais que uma palavra, exige discurso e implica entendimento entre as partes e não será uma palavra forte que deita tudo a perder. E aqui temos entendimento bem diferente do que é linguagem violenta. Somos violentos quando nos dizemos desiludidos com a atitude de alguém incluindo de um filho?!
    E mais, alguém saudável e estável, alguém que tenha tido dos próprios pais um bom exemplo, alguém preocupado e esclarecido, precisará de aconselhamento e ajuda só porque foi assaltado por algumas dúvidas na hora de educar? A minha convicção é de que muitas dúvidas que assaltam esses mesmos pais partem precisamente de outros que dizem garantir ter a solução para todos os problemas...
    E permita-me esclarecer um ponto que talvez tenha ficado erradamente subentendido, a parentalidade positiva não é criticável apenas questionável. Concordo que a melhor educação é, teoricamente, essa que defende. Só tenho sérias dúvidas (porque não gosto de me sentir dona de verdades absolutas) que na prática seja possível tamanha perfeição. E mais, não gosto de substimar as crianças, eles não são de cristal e mais do que um pai perfeito precisam de um pai que os ame. Mas se calhar sou eu que não entendo mesmo...

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    1. O amor não basta, Susana, nem as melhores das intenções.
      O meu mote é educar da cabeça para o coração porque o sexto sentido é bom e cada pai conhece o seu filho mas ainda assim também isso não basta.
      Que nos possamos apoiar nos bons estudos feitos e também nos resultados que milhares de pais têm partilhado com estas pessoas que fazem estudos e olham para quem educa e nas diferenças de educar.
      A proposta da parentalidade e educação positiva é isso mesmo: uma proposta. Eu vejo-a como melhor que todas as outras por ter na base o respeito mútuo. Então o que se faz é dizer 'olhem, isto é o que nós sabemos que traz resultados porque vimos outros pais fazerem. E funciona por causa disto e daquilo'.
      E não, claro que uma palavra não deita tudo a perder mas mil palavras podem criar um fosse grande na relação e é aí que, embora um pai possa amar imenso um filho, pode também estar a separar-se dele.
      Um pai que diga ao filho 'és um totó uma vez' nao vem mal mas sempre que o filho faz algo que ele considere errado, pode ser. O que é proposto neste post é olhar para a forma como fazemos as coisas e ver do seu impacto e oferecer soluções com melhores resultados.
      Finalmente, o nosso passado importa imenso e a forma como os nossos pais nos educaram também mas a prova é que a maior parte dos pais quer fazer melhor.
      Por último, não há mal nenhum querer aprender-se mais. Esta comparação vale o que vale mas não é por eu ser optima cozinheira e por ter crescido num meio de pessoas experientes na área que eu não me vou instruir com regularidade. Acredito profundamente que o facto de eu querer ser melhor nas diferentes áreas da minha vida me faça ir atrás de mais informações. E voltando ao que já disse acima, só faz bem querer saber mais e estudar o que se diz e faz. Depois é minha opção usar isso ou não.

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  4. Susana Fernandes03 novembro, 2014

    Por isso fui passando por aqui, para conhecer o que move esta forma de educação. Por isso analiso cada estratégia na forma como nos comportamos com as crianças e, como as crianças se comportam com os adultos. Estou aberta a conhecer todas as correntes. Queria (quero) para mim o melhor de todos os mundos. No caso da educação positiva, simplesmente parece-me demasiado castradora e rígida para com os pais. No entanto, sinto que para algumas personalidades infantis, este método poderá ser demasiado benevolente e permissivo. Mas ser for para errar, que seja através da parentalidade positiva, sem dúvida!

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  5. Gostei de tudo....até dos comentários e respostas! julgo que foram uma mais valia para muitos de nós.
    Bem-hajam
    Catita

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  6. Gostei. Gostei de tudo....e penso que os comentários e respostas foram uma mais valia. OBG e Bem hajam
    Catita

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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