Queres ou precisas?

8.5.14
Estive a trocar meia dúzia de emails com uma mãe que conheci num dos workshops.
E, no final do email, como algumas vezes acontece, ela escreveu-me: 

'Obrigada por escutar.'

[eu não escutei, li, mas vai dar ao mesmo].

Mas desta vez fiquei a pensar que, se é verdade que é importante que escutemos os nossos filhos, é tão importante sermos escutados. A última frase desta mãe confirmou-me que a roda é redonda... mas vai mais longe do que isso.

Quando pensamos em tornar-nos pais, temos muitas ideias na nossa cabeça. Sentimos que vamos ser capazes de amar aquela criança, criamos imagens na nossa cabeça. Imaginamos férias em conjunto, o primeiro dente que nasce e logo a seguir aquele que cai... E depois esbarramos na realidade que é mais difícil. Que mete banhos, cansaço, berros, o vira-o-disco e toca-o-mesmo de manhã com o que é que vai vestir, e tantas vezes o desejo que  vão dormir cedo para termos tempo para nós. 

Então pergunto-te:

- Como é ser mãe?
- Em que tipo de mãe estás a transformar-te?
- Quem é que te escuta?


Na verdade, a parentalidade é muito pouco apoiada - não estou a falar de apoios do Estado. Mas parece que é suposto sabermos fazer sempre bem as coisas. É suposto não termos dúvidas e se andamos cansadas, é porque faz parte... E ainda assim, estamos tão sozinhas…
E é suposto para quem? E quem é que nos ajuda? E quem é que escuta as nossas frustrações? E algumas vezes damo-nos conta que estamos a transformar-nos naquele tipo de mãe de quem fugimos a anos-luz!
Quantas vezes imaginamos passar o serão a brincar com eles mas chegamos à hora do jantar e tudo aquilo que precisamos é que eles comam e vão dormir...?

Encontra alguém que te escute. Não é alguém com quem falar e sim alguém que te consiga escutar e te deixe serena e em paz só porque se interessou.

Participa em workshops sobre o tema: Conheceres que estratégias práticas tens ao teu alcance para lidar com as inseguranças do teu filho ou com o facto do mais novo não te escutar podem fazer a diferença quer na relação que estabeleces com eles assim como na satisfação que retiras do teu papel enquanto mãe/pai. E não, não é preciso um curso para ser-se pai, mas ajuda. Tal como se te interessas por cozinha, é normal que frequentes um workshop da área.

---

Maio, 17 [Sábado]
Pais Felizes, Filhos Felizes
Acção organizada pela Red Apple - podes ver tudo aqui e fazer a tua inscrição pelo mesmo link.

Maio, 18 [Domingo]
A Auto-Estima da Criança [de manhã]. Clica aqui
A Questão da Autoridade e da Obediência [de tarde]. Clica aqui




 

6 comentários:

  1. É tão assim. :) Uns destes dias tenho mesmo que assistir a um workshop teu. Acho que devem ser super gratificantes.

    ResponderEliminar
  2. Eu acho que sim, que é preciso um curso para ser mãe. Mas tem de ser em formação contínua, todos os dias ;)
    Ter quem escute as nossas frustrações sem nos julgar é mesmo muito importante. Alguém, algum dia convenceu as pessoas, especialmente as mães, que queixarem-se de alguma coisa sobre parentalidade era sinónimo de gostarem menos do que deviam dos filhos. Por isso, muitas caras se franzem quando uma mãe se queixa das tarefas do cansaço ou pura e simplesmente da falta de uma conversa com um adulto. Afinal, ela tem a maior das felicidades, o filho!

    Eu sou o tipo de mãe que quer ser melhor, mas que erra todos os dias, porque está lá. Sem estar lá não se pode errar... mas sou daquelas que se queixa das partes menos boas, ou mesmo más, mas que ama a filha mais que tudo.

    Obrigada Magda, os seus workshops dão esse espaço e essa escuta de que tanto preciso.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nem mais! Obirgada, Joana! Um beijinho de saudades!

      Eliminar
  3. alguma previsão de workshops para o Algarve?? adorava assistir!! obrigada :)

    ResponderEliminar
  4. alguma previsão de workshops para o Algarve? adorava assistir!! obrigada :)

    ResponderEliminar
  5. Olá Magda,

    Revi-me completamente no seu post e na resposta da Joana Valente! :)
    Ser mãe não é fácil, sobretudo quando nos empenhamos diariamente para sermos uma "boa mãe"! As dúvidas e inseguranças por vezes tomam conta de nós e a frustração instala-se! Por outro lado, aquele ser que nós amamos mais do que a própria vida, tem a capacidade de nos esgotar e dos nos transformar naquela pessoa (mãe) que se irrita, que grita e que nós não queriamos ser!

    Já participei num dos seus workshops e, não fosse a questão financeira, participaria em muitos mais! :)
    De facto, não é preciso um curso para se ser pai mas, nalguns casos, é muito útil para se ser um "bom pai" (positivo, amigo e feliz).

    ResponderEliminar

Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share