A guerra das mães

9.5.14

Nós somos muito sacanas umas com as outras.
Em vez de nos apoiarmos, criticamos forte e feio.
Não é mito, é mesmo verdade e talvez faça parte da nossa natureza. Há muita frustraçãoacumulada, é o que é.
Adoro o blogue da Gwyneth Paltrow - gosto da senhora e daquilo que ela faz fora do ecran -o blogue, os livros, as causas que abraça. E sempre que recebo a newsletter do blogue dela leio, no mínimo, aquilo que ela escreve.
Desta vez é sobre a guerra das mães. Já não bastava a birra dos pais, as mulheres andam em guerra. E dou-lhe inteira razão.
Diz ela que há umas semanas, quando foi entrevistada e se referia ao facto de nos últimos anos ter feito muito menos filmes nos últimos anos. Ela explica que quando tem de fazer um filme, isso obrigada a muitas horas fora de casa, períodos longos e que não era isso que ela pretendia. De alguma forma as pessoas entenderam que ela dizia que o trabalho das 9h às 5h era mais fácil e ela foi super atacada. 
A Gwyneth diz que em vez de nos tentarmos ajudar e entender, preferimos logo criticar e atacar. Amamentou? Sim? Não? QUanto tempo? Só??? Ainda??
Já é tudo tão difícil e nós temos de tornar a coisa ainda pior? Somos mesmo lixadas, não é?
E podes, apenas por hoje, procurar compreender as ansiedades e frustrações de uma mãe perto de ti. Uma espécie de favores em cadeia. Só por hoje.

10 comentários:

  1. Vais-me desculpar Magda mas isso depende muito das mães... eu não me meto nessas guerras nem com mães, nem com ninguém. Paz e sossego é o que eu quero!
    :)

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  2. Permita-me que lhe diga que acho este post muito infeliz, a começar pela primeira frase. Enquanto educadora não deveria perpetuar preconceitos de género. Pelo contrário. E com a primeira frase, caiu naquilo que critica: nós mulheres, mães, etc., não precisamos destas frases feitas e preconceitos. De resto, não é preciso ser mãe ou mulher para julgamentos fáceis, os homens em geral e pais em particular também o fazem...

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    1. Sugere-me fazer o quê, exactamente? Se fosse a anónima a escrever, escreveria como?
      O post é um resumo do post original (veja o link) e isso faz-me pensar duas coisas:
      1) que não leu o post todo
      2) que não leu o final do post onde, justamente, vou ao encontro da sua ideia - a de não perpetuar estas situações.
      Copy/past:

      E podes, apenas por hoje, procurar compreender as ansiedades e frustrações de uma mãe perto de ti. Uma espécie de favores em cadeia. Só por hoje.

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    2. Se fosse eu a escrever não falaria de mães nem mulheres a serem s* umas para as outras, falaria de pessoas: Porque todo(a)s, homens ou mulheres, mães ou pais, têm tendência para o julgamento fácil, principalmente quando o assunto é a maternidade e parentalidade. E não, não li o artigo original, li a sua opinião que se baseia no artigo original... É preciso quebrar estes preconceitos que as mulheres são assim e são assado e os educadores/formadores têm de ter um papel fundamental nesse aspeto. Por favor não fique zangada com o meu reparo, este é um aspeto que muitas vezes o fazemos sem nos apercebermos, fomos criados a acreditar que as mulheres (como direi?), são a razão de todos os males (e com isto estou a exagerar, claro).

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    3. Eu não dou opinião no post acima - simplesmente faço um resumo e traduzo o que ela diz. E no fim dou uma sugestão. Seja como for, entendo o que diz- Aind ahoje ao almoço falava na questão de género na escrita e no falso masculino e no falso feminino e como se procura contornar a questão e é tão difícil. Aliás, esta é uma questão à qual eu sou sensível, já a estudei e por isso nao sinto que seja uma mentira o que estou a dizer - somos de julgamentos fáceis sim. Todos. E as mulheres são mais rápidas a fazê-lo.
      Um dia trocamos ideias - e já agora se gosta do tema, recomendo a leitura da Dominação Masculina, do Pierre Bourdieu, que é um excelente livro onde ele explica (ou procura fazê-lo) o nascimento desta dominação.

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    4. Obrigada pela sugestão. Vou procurar e ler: deve ser de facto muito interessante.

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  3. Ola Ola Magda!
    Revi-me no seu post. mais, tomei consciencia de uma coisa que até faço, sem ter noçao que o faço.
    Prometi a mim própria corrigir a situação... sabendo desde já que esta tãoooo enraizada que vai ser dificil.
    mas, tomar consciencia, é sempre o primeiro passo.
    Rosario

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    1. Confesso que não estava à espera de uma tomada de consciência tão grande e tão explícita! Bravo! Bravo! COnte como foi depois. Beijinhos e força!

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  4. Ora, Magda
    Passo a vida a ouvir criticar "a mãe dx meninx" porque a roupinha não esta passadinha, porque a comidinha não esta quente, porque nao tem controlo nx meninx, porque nao sabe educar, porque nao x foi buscar a horas ao infantario, porque x deixou na escola o dia todo, porque x deixa fazer birra no supermercado e no restaurante... e, assumo, eu faço coro.
    E nunca ou so raramente, se fala do pai.

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  5. Olá Magda
    Cada vez gosto mais do teu blog. Cada vez mais incisiva, o que é muito útil para mexer e revolver os nossos (meus) conteúdos emocionais.
    Brilhante abordagem da forma como nos tratamos. Infelizmente ainda é assim e às vez eu até caiu nesse "erro". Há pois, e depois reclamo que os outros também me criticam!
    Ou seja, ninguém quer ser criticado, mas todos criticamos.
    E sim,... infelizmente o sexo feminino é um bocadinho mais crítico. Não pensei que isto tivesse a ver com o facto de vivermos nesta sociedade patriarcal... Mas sendo assim, há que esta atenta para melhor neste aspecto e contribuir a para verdadeira responsabilização e partilha entre géneros.
    Beijinhos

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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