Televisão, Internet,& Cia, Lda

29.4.14
Não tenho nada contra a televisão, como já disse num post escrito no ano passado [e quando encontrar o link coloco aqui].
Não tenho absolutamente nada contra a Internet. Aliás, tenho um blogue  [o meu primeiro blogue nasceu há quase 10 anos - 2005] e por isso não vou dizer mal disto. Seria cínico e falso.
Tenho tudo contra coisas em excesso - o uso da Internet que mata relações e tira a realidade do real.
Há uns anos atrás lembro-me de ter feito um trabalho na escola sobre uma cena trágica que tinha acontecido em Inglaterra. 2 miúdos tinham matado um outro, mais pequeno do que eles, porque achavam que o miúdo não podia morrer - porque nos desenhos animados que eles viam e nos jogos que jogavam, os bonecos morriam mas depois ressuscitavam. Nunca mais apaguei esta notícia da minha cabeça. É uma notícia muito assustadora e que tem já uns 20 anos. Conclusão: há putos (já havia há 20 anos) que não sabem nem conseguem distinguir o real da ficção. Sórdido, mau, assustador.
Nós nao temos televisão. Como já disse em muitas ocasiões, temos televisor. Eu não quero ter canais de televisão. Não sou hippie, não sou de esquerda, não é uma moda. Não vale a pena haver pré-conceitos ou ideias feitas. A verdade é só uma: queremos usar o nosso tempo noutras coisas. Sou uma pessoa normal que não lhe dá valor (aliás, sempre menosprezei o tempo passado em frente à TV) mas sei que fico colada a ela, quando os programas são bons. Sei que se for utilizada de forma inteligente só tem vantagens. Mas, ainda assim, continuo totalmente contra ter canais, cá em casa. Vemos um filme, um desenho animado volta e meia mas construímos relações com música com fundo. Se eu acho que já temos pouco tempo ‘útil’ em família, que seria se houvesse TV.
E depois há os tablets e os telemóveis. Nada contra - tudo com equilíbrio. 
Felizmente há pessoas a trabalharem a sério nestas áreas e a dizerem que se então isto é o futuro, pais e filhos devem falar a mesma linguagem. Devem enviar sms uns aos outros e contarem o que lhes aconteceu numa pesquisa, num chat qualquer - quanto mais hábitos houver em falar sobre estas coisas, melhor.
E depois há tabelas indicativas como esta. E quando olho em frente vejo um puto de 5 anos agarrado a um tablet... 
Dá um salto a este link. Pensa nisto:

O modo em que as crianças são criadas e educadas com a tecnologia deixou de ser sustentável (Rowan 2010). As crianças são nosso futuro, mas não há futuro para crianças que fazem uso excessivo de tecnologia. É necessária e urgente uma abordagem de equipe para reduzir o uso de tecnologia pelas crianças.



6 comentários:

  1. Tenho que mostrar este post aos meus filhos...

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  2. Pelo que li sobre esse caso, não me parece que tenha sido realmente a responsabilidade da tv, mas provavelmente um esquema dos advogados de defesa , trata-se dum crime demasiado cruel, desproporcionado com tortura e de grande sadismo e tentativa de escapar (na tentativa de parecer um acidente). por isso apesar de concordar no aspecto de termos que controlar muito o acesso às crianças da tv. acho que nem 8 nem 80.

    Mary

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  3. Esta tabela já a tinha visto há algum tempo, enviada pelo meu marido. Esta tabela gerou polémica em minha casa e inclusive até discutimos (discussão saudável, claro).
    A minha opinião nestas coisas é que os estudos, a meu ver, são exageradíssimos. Porque é que uma criança com 4/5 anos não pode usar de vez em quando um ipad, um aparelho móvel qualquer? São estudos que vão rapidamente para o "8". Vivemos no "80" e achamos que as pessoas só entendem se as assustarmos e privarmos por completo de tudo, o que a meu ver acaba por ser contraditório. Os pais vão-se sentir maus pais porque não conseguiram cumprir com essas tabelas e os filhos vão achar os pais desadequados aos tempos que vivemos.
    É a minha opinião, vale o que vale. Mas o que dizes no post a seguir é o que defendo sempre: equilíbrio, equilíbrio, equilíbrio. Mas esse equilíbrio muitas vezes necessita de bom senso, e esse bom senso pode e deve ser educado. E o que me parece é que a educação passa sempre pela proibição.

    Só mais uma coisa. Os tablets, jogos, etc são muito usados para ajudar as crianças com autismo. Vale a pena pensar, também, nos benefícios destas ferramentas quando bem utilizadas.

    Beijinhos grandes

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  4. Nem 8, nem 80. Tudo em dose certa, não faz mal a ninguém! :)

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  5. Concordo plenamente, este post deveria estar a rodar as redes sociais e tornar-se uma virose :D A verdade é que sou muitas vezes incompreendida quando explico que não gosto de ver tv, que é uma forma de deixarmos de estar com a familia e leva-nos a perder tempo com zappings. Vejo filmes, documentarios e as noticias no computador, pois claro!
    Os meus pais têm uma TV na cozinha, acho que isso é um atentado à sociabilidade entre humanos, aquele momento que estamos todos juntos a partilhar uma refeição deveria ser em silêncio ou a conversar uns com os outros.
    Nem vou falar no lixo televisivo, enfim! As pessoas têm de perceber também que tudo o que os média passam não é verdade e que apenas passam aquilo que querem, ficam bloqueadas e já nem pensam por elas mesmas.

    Desculpa a minha revolta mas isto já dura há anos e parece que as mentalidades não modificam. Respeito quem veja TV sistematicamente, afinal de contas cada um é dono da sua vida. Mas bora lá pensar para fora da caixa!

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  6. Ufa..... eu sou um pouco o 8 e comecei a ficar mais 40... mas confesso que tenho sempre muitas dúvidas quando toca a este assunto.
    Na maioria das vezes pago um preço um pouco alto, pois além do meu filho fazer uma birra descomunal quando vê outra criança com tecnologia nas mãos os meus almoços e jantares fora são uma loucura porque não levo tecnologia para a mesa....
    No entanto vou-me acalmando e vendo que vamos fazendo alguma coisa de bom em casa, pois a avaliação do desenvolvimento do Rodrigo do 2º trimestre foi muito gratificante, não tendo ele 4 anos ainda, não existe nenhuma diferença face aos mais velhos muito pelo contrário.
    De qualquer forma explico o que é para que serve deixe brincar um poquito, mas incentivo sempre outras actividades, principalmente que gastem energia pois o meu filho tem muita energia e essa sim tem que ser gasta.
    Isabel

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