Porque sim! Porque sou teu pai Porque enquanto viveres debaixo do meu tecto vais fazer tal como te digo

16.4.14


A maior parte de nós cresceu com base nos

Porque sim!
Porque sou teu pai
Porque enquanto viveres debaixo do meu tecto vais fazer tal como te digo e é melhor nem piares

E a maior parte de nós jurou que nunca iria repetir isso com os filhos. E, em muitos casos não o fazemos. Mas calha cairmos no oposto que é explicar e justificar e voltar a repetir os motivos todos. E este excesso de justificações tornam a acção insegura. Ou seja, caímos no outro extremo.
Quando temos a certeza do que estamos a pedir, e quando consideramos que tem de ser assim e que até é justo, não há problema nenhum em dizer um ‘oh rapaz, já te expliquei. Ora conta-me lá o que é que entendeste.’
Faz com que repita aquilo que lhe disseste. Ou brinca.

‘O quê? Outra vez? Olha lá, eu repito aquilo que disse mas estou a ficar preocupada… será que ouves bem? Ai, ai que vou ter que levar-te ao médico dos ouvidos. Quando conseguires dizer nome do médico, eu repito! Chama-se otorrinolaringologista. Queres repetir o nome?’

E pronto, tens aí material para se entreterem e rirem juntos. E mudarem de assunto.

É que quanto mais repetires as justificações mais dás a certeza que estás menos certa. Pelo contrário, quando explicas, pedes que repita, colocas questões e depois o mandas ‘passear’ numa atitude do bem e do tipo ‘não me chateies mais, pá!’, então ele entende que não vale a pena insistir…

3 comentários:

  1. Obrigada. É bom saber.

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  2. quando o meu filho tinha p'raí uns... 6 ou 7 fui a uma pedopsicólogo que me disse que eu precisava de ser «curta e grossa» salvo seja! Depois da primeira explicação, que não justificação, ou da 1ª repetição tinha que parar. Assim fiz.Não estou de acordo que a continuação das explicações/repetições por outras palavras esteja a passar a certeza de que não estou segura no que quero que ele faça/não faça.
    O meu filho é super argumentativo e todos tentam vencer-nos pelo cansaço. Explico o por quê do não, repito de outra forma para melhor compreensão e depois deixar de responder ou brincar com a possível surdez dele, ou outra qualquer saída é o mesmo, é sempre dar o sinal de que não vale a pena insistir - Opiniões e experiências

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  3. A do médico dos ouvidos tem funcionado cá em casa...acho que vou acrescentar a do otorrino...coiso! O pior é ter que adoptar duas estratégias diferentes, porque uma das gémeas contenta-se com a explicação e depois faz como eu peço, a outra está sempre a argumentar e nem à 15ª explicação lá vai; só mesmo negociando é que lá vai. Por exemplo, para comer a sopa é um castigo: passei a perguntar-lhe quantas colheres queria comer, ela responde um número qualquer e depois já marcha; quando responde "uma", faço-lhe a pergunta várias vezes e assim entramos num jogo. Apesar de ser eficaz, é muito cansativo, era mais fácil se ela fizesse logo o que eu digo como a irmã.

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