As megas birras do supermercado - como dar a volta?

17.4.14










É muito vulgar ouvir nos workshops aquele famoso exemplo do filho que faz mega birra no supermercado. Fala-se de forma recorrente. Dizem-me que não querem filhos assim ou perguntam-me o que fazer nesses casos.




Este é daqueles exemplos limite. A maior parte de nós já passou por situações semelhantes. Pode não ter sido no supermercado. Pode ter sido à saída da aula de natação. Falamos das megas birras em locais públicos e com audiência. Muita audiência. E sem termos um buraco para nos escondermos.




Há pais que me perguntam se devem deixar a criança a chorar. Eu sei que nem sempre é fácil estabelecermos contacto com os nossos filhos nessa altura. E é justamente porque estamos em público e temos [ou acreditamos que temos] os olhos das pessoas todas à nossa volta que torna a tarefa ainda mais difícil. Estamos super expostos e isso faz com que não consigamos pensar direito.




Por isso, quando isto acontece, pega no teu filho ao colo e sai do centro das atenções. Imediatamente. E liga-te a ele, ajudando a acalmar-se. Esta é uma excelente oportunidade para o ajudares a ganhar competências de gestão emocional e a primeira passa por ele aprender a respirar fundo, a desacelerar e, só depois estará apto a escutar-te e a ser redireccionado. Mas isso são outros 500.




Não deixes de lado esta belíssima oportunidade para o ajudares a aprender a acalmar-se, para te conectares com ele e para provares que, mesmo com todos os olhos em cima de tudo, estás em controlo da situação.










No final do dia, é o teu filho que levas para casa. Não são os estranhos que olham para ti. É o teu filho que vais deitar. É por isso com ele que te deves lincar.










3 comentários:

  1. Olá Magda. Sim, isso já me aconteceu algumas vezes. E uma vez consegui agarrar nele, levá-lo ao wc e conversar com ele. Conseguiu acalmar-se e comportou-se lindamente!!

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  2. Acho que ainda não passei por uma situação limite. Não sei se é cedo (27 meses) ou se sou eu que consigo detetar o início e impeço que desenvolva no descalabro.
    Contudo, já tive situações em que ela começa a reclamar que não quer sair de um sítio ou que quer levar algo consigo. Tenho a capacidade de não perder a calma facilmente e de não socorrer-me dos gritos. Pego-lhe logo ao colo, acho que é instintivo, nem penso muito mas sinto que eu e ela precisamos desse contato físico e também para não lhe dar espaço a que se atire ao chão ou esperneie como já vi noutros. Falo-lhe calmamente. Tento perceber a frustração dela (e percebo mesmo), digo-lhe sempre que entendo que ela queira aquilo ou queira ficar mais tempo a ver o livro ou na piscina ou onde está mas falo-lhe no que faremos a seguir dali, tento aliciar-lhe com algo que poderá fazer ou ver quando sairmos.
    Tem resultado. Sinceramente não sei se sou eu que faço bem ou se ela é que não é uma criança muito difícil. Talvez ambos, um pedaço de cada que nos faz funcionar bem.
    Outra coisa que faço é tentar não levá-la a situações limite. Arrastá-la pelos corredores do híper muito tempo no fim do dia. Sempre que vou às compras passámos algum tempo no corredor dos livros. Ela delicia-se e depois vamos comprando o que é necessário para casa ou vai o pai sozinho e ficamos as duas nos livros até ele estar no caixa a pagar. Para sair de lá há sempre uma resistência. Ela diz-me sempre: "Mãe, não "cabei"! não "cabei!" Tem que sair ao colo, falando-lhe do que veremos pelo corredor, dos dias em que voltaremos a ver os livros.
    Bem... eu sou das que acredita que as birras dos filhos são muito o reflexo do nosso cansaço, da nossa falta de tempo, da paciência que se esgota, da atenção que eles estão sempre a pedir.
    Magda, já sabe que muito do que eu faço, da forma como ajo e que, para mim, já é natural de tão interiorizado que está, foi aqui, aqui mesmo que aprendi, compreendi e reproduzi...
    Bj de coração pelo que faz por nós, mães (im)perfeitas, tão cheias de culpas e dúvidas, tão cheias de vontade de fazer e dar o nosso melhor!

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  3. É realmente uma situação constrangedora. Lembro-me do meu pai ser super rigoroso na questao do supermercado. Deixava sempre claro que se fizesse uma birra nunca mais voltaria a ir com ele e que só poderia escolher uma coisa pequena para mim, normalmente era um chupa ou um ovo kinder. A coisa resultava :D

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