Mãos na Massa

30.4.14
Conheço a Bárbara - fomos trocando emails e finalmente o nome ganhou cara num dos workshops, do Porto. Quem olha para ela topa-lhe a pinta: energia, riso fácil, olhar muito aberto e atento! É mãe de 4, mãe moderna, arquitecta e agora lançou-se, com uns amigos, num projecto chamado Mãos na Massa - workshops gastronómicos para miúdos e graúdos [e há uns em que vão os dois]. Eu também vou lá estar num deles.

Espreita aqui o Facebook e encontras todas as infos que precisas.
O próximo workshop vai ser visto pela lente da Sofia. A Sofia é especialista em retratos, em apanhar-nos no nosso melhor ângulo. Podes ver aqui um bocadinho do trabalho que ela fez no Projecto de Responsabilidade Social que eu realizo, todos os anos.

Gosto tanto das duas e fico tão feliz por elas. É que embora tenham um emprego 'normal', fazem acontecer sonhos que foram surgindo... isso é fazer acontecer!

Lindo!

Ainda sobre a TV e tudo o resto:

29.4.14



Como disse no post abaixo não tenho mesmo nada contra a TV. Como já disse antes, a TV tem muito interesse quando bem usada – até para desligar a cabeça e só faz bem.
Eu uso o meu tempo de outra forma – não digo que seja melhor ou pior porque essa avaliação é subjectiva. Uso o meu tempo para estar em família, a ler, a escrever e na Internet [pois é!, na net! Não vejo TV mas uso a net!]
Mary, sim, acho que tens razão no que dizes – os advogados de defesa souberam trabalhar bem e sim, nem 8 nem 80. Como disse no final do post anterior é importante acompanharmos quer seja TV quer seja Internet. Equilíbrio! Equilíbrio! Equilíbrio!

Televisão, Internet,& Cia, Lda

29.4.14
Não tenho nada contra a televisão, como já disse num post escrito no ano passado [e quando encontrar o link coloco aqui].
Não tenho absolutamente nada contra a Internet. Aliás, tenho um blogue  [o meu primeiro blogue nasceu há quase 10 anos - 2005] e por isso não vou dizer mal disto. Seria cínico e falso.
Tenho tudo contra coisas em excesso - o uso da Internet que mata relações e tira a realidade do real.
Há uns anos atrás lembro-me de ter feito um trabalho na escola sobre uma cena trágica que tinha acontecido em Inglaterra. 2 miúdos tinham matado um outro, mais pequeno do que eles, porque achavam que o miúdo não podia morrer - porque nos desenhos animados que eles viam e nos jogos que jogavam, os bonecos morriam mas depois ressuscitavam. Nunca mais apaguei esta notícia da minha cabeça. É uma notícia muito assustadora e que tem já uns 20 anos. Conclusão: há putos (já havia há 20 anos) que não sabem nem conseguem distinguir o real da ficção. Sórdido, mau, assustador.
Nós nao temos televisão. Como já disse em muitas ocasiões, temos televisor. Eu não quero ter canais de televisão. Não sou hippie, não sou de esquerda, não é uma moda. Não vale a pena haver pré-conceitos ou ideias feitas. A verdade é só uma: queremos usar o nosso tempo noutras coisas. Sou uma pessoa normal que não lhe dá valor (aliás, sempre menosprezei o tempo passado em frente à TV) mas sei que fico colada a ela, quando os programas são bons. Sei que se for utilizada de forma inteligente só tem vantagens. Mas, ainda assim, continuo totalmente contra ter canais, cá em casa. Vemos um filme, um desenho animado volta e meia mas construímos relações com música com fundo. Se eu acho que já temos pouco tempo ‘útil’ em família, que seria se houvesse TV.
E depois há os tablets e os telemóveis. Nada contra - tudo com equilíbrio. 
Felizmente há pessoas a trabalharem a sério nestas áreas e a dizerem que se então isto é o futuro, pais e filhos devem falar a mesma linguagem. Devem enviar sms uns aos outros e contarem o que lhes aconteceu numa pesquisa, num chat qualquer - quanto mais hábitos houver em falar sobre estas coisas, melhor.
E depois há tabelas indicativas como esta. E quando olho em frente vejo um puto de 5 anos agarrado a um tablet... 
Dá um salto a este link. Pensa nisto:

O modo em que as crianças são criadas e educadas com a tecnologia deixou de ser sustentável (Rowan 2010). As crianças são nosso futuro, mas não há futuro para crianças que fazem uso excessivo de tecnologia. É necessária e urgente uma abordagem de equipe para reduzir o uso de tecnologia pelas crianças.



Cenas da [minha] vida real

28.4.14
 Há dias em que, de um momento para o outro, as coisas complicam-se. 5ª Feira passada foi o dia.

Por norma, a 5ª feira é um dia bom - é dos dias que a minha filha mais velha mais gosta. É dia de piscina e é dia [sobretudo isso!] de moche ao professor de natação  no final da aula [professor altamente, leia-se!!] . Saem todos felizes. É o dia em que eu também vou nadar para a piscina dos grandes e que, cada uma na sua, partilhamos uma actividade e nos sentimos mais próximas.

Depois da aula é normal irmos buscar o mais novo e passarmos na mercearia que há ao lado. Porque íamos trazer algumas coisas, decidi colocar o rapaz no carrinho. Mas este carrinho é pequenino e não cabe mais nenhuma criança [ou bebé]  lá dentro. Foi o descalabro. A mais velha insistia que queria ir lá para dentro, para brincar com o irmão. E insistia entre ‘não sou mais tua amiga’ e uns choros pequeninos. 

Quando a coisa estava a acalmar e estávamos as duas a escolher maçãs, vem uma senhora que, na melhor das intenções [e que nunca tínhamos visto antes] lhe diz: 'então tu já és tão grande e agora queres ir para dentro do carro com o mano?'. E vira-se para mim e diz 'é o problema de ter dois - o mais velho tem sempre ciúmes...'.

Eu não consegui  responder… [tem-me acontecido com alguma frequência nos últimos tempos não conseguir responder a algumas coisas simplesmente porque acho que não há resposta possível].

Escusado será dizer que voltámos ao mesmo 'eu quero ir para dentro do carrinho!', com choro à mistura e bate pé,
Escusado será dizer que me passou muita coisa pela cabeça acerca das frases da senhora ainda que eu saiba que as intenções eram as melhores [mas caramba, não havia mesmoooo necessidade!]

 E quando finalmente consegui chegar ao carro, pousar os sacos, colocar o cinto ao mais novo, fiz aquilo que sei e que cura tudo isto:
Disse-lhe que tinha ficado triste por não a ter podido pôr no carrinho,
Disse-lhe que não o fiz não porque não goste dela ou para ser mazinha, mas simplesmente porque não dava [eu sei que ela sabia]
Abracei-a e ela chorou mais um bocadinho. E então dei-lhe um beijinho e arrancamos, sem dizer muito mais.
Quando olhei para o retrovisor, ela tinha adormecido.
E eu concluí que aquilo que eu sei funciona: o amor e o carinho resolvem tudo [e a calma e a paciência]

----



Workshop
Pais Felizes Filhos Felizes – organizado pela Red Apple, em Lisboa – 17 de Maio. Ver todas as infos exclusivas aqui
 

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share